segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Mulheres vivem mais, mas são afetadas com maior frequência por algumas doenças

(Imagem: Freepik)


As mulheres têm uma expectativa de vida mais longa do que os homens, com taxas de mortalidade menores. Em 2012, 74,5% dos homens e 69,5% das mulheres morreram de causas evitáveis, enquanto em 2021 essas taxas foram de 78,6% para homens e 77,4% para mulheres. 

A maior longevidade das mulheres é atribuída ao seu autocuidado, com maior atenção à saúde, busca por atendimento médico e exames periódicos. No entanto, apesar de viverem mais, as mulheres enfrentam uma maior prevalência de doenças como depressão, Alzheimer e osteoporose devido a fatores biológicos e de estilo de vida.

A diminuição do estrogênio no organismo das mulheres à medida que envelhecem as torna mais vulneráveis a certas doenças, mas também há fatores sociais, como sobrecarga de tarefas, desigualdades no mercado de trabalho e violência, que afetam sua saúde.


(Fonte: UOL VivaBem)

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Grupo de Apoio presencial para pessoas com pânico e ansiedade generalizada está de volta no Rio de Janeiro

Encontros acontecerão em clínica da Barra da Tijuca e serão gratuitos


Fundado em fevereiro de 2014, o Grupo de Apoio Sem Transtorno retomará suas atividades presenciais no próximo dia 7 de outubro, sábado, na nova unidade da clínica Núcleo Integrado Ana Café, localizada no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca.


O projeto tem como objetivo acolher e encorajar pessoas com transtornos de ansiedade, como a síndrome do pânico e a ansiedade generalizada (TAG), com os quais sua idealizadora, a jornalista Karen Terahata, convive há cerca de 25 anos.


Os encontros acontecerão a partir do dia 7 de outubro, sempre no primeiro sábado do mês, das 9h30 às 11h30, e serão gratuitos. Familiares também são bem-vindos.


As inscrições devem ser feitas clicando neste link ou enviando e-mail para semtranstorno@gmail.com





quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Sem Transtorno 16 anos: nesta quarta tem live às 20h!

 Nesta quarta-feira, a psicóloga Ana Café, fundadora da clínica Núcleo Integrado, conversa com a criadora do Sem Transtorno, Karen Terahata, sobre os 16 anos do projeto. 

O bate-papo acontece a partir das 20h, no Instagram do @nucleointegradoanacafe e do @semtranstorno , esperamos vocês!





terça-feira, 19 de setembro de 2023

Insônia pode sugerir algum transtorno

(Imagem: Freepik)

Uma boa noite de sono desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde mental. A falta de sono noturno pode resultar em irritabilidade, desânimo, tristeza, problemas de memória e dificuldades de concentração durante o dia.

A insônia pode ser causada por diversas situações, incluindo condições médicas como fibromialgia, ansiedade, depressão, doenças neurológicas como a doença de Parkinson e o Alzheimer, distúrbios hormonais como hiper e hipotireoidismo, e também fatores emocionais.

Se persistente, a insônia pode levar a problemas de saúde mais graves, como doenças cardiovasculares, distúrbios respiratórios e transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade. Além disso, transtornos mentais como bipolaridade, esquizofrenia e TDAH frequentemente estão associados a problemas de sono.

Os médicos identificam três tipos principais de insônia: a inicial, que envolve dificuldade em adormecer; a intermediária, onde a pessoa acorda no meio da noite e tem dificuldade em voltar a dormir; e a terminal, quando a pessoa acorda muito cedo e não consegue dormir novamente.

A atividade física pode ajudar a melhorar o sono, mas é aconselhável evitar exercícios intensos à noite, pois podem causar agitação.


(Fonte: Meu Valor Digital)

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Tabaco + cannabis: risco de transtornos é maior

(Imagem: Freepik)

O uso simultâneo de tabaco e cannabis está associado a um maior risco de ansiedade e depressão, de acordo com um estudo recente realizado por cientistas da Universidade da Califórnia. Os pesquisadores analisaram respostas de 53.843 adultos dos EUA que participaram do estudo COVID-19 Citizens Health, conduzido de 2020 a 2022.

No estudo, 4,9% dos participantes relataram usar apenas tabaco, 6,9% relataram usar apenas cannabis e 1,6% relataram o uso conjunto das duas substâncias. Entre os que faziam uso conjunto, 26,5% relataram ansiedade e 28,3% relataram depressão. Em comparação, entre os que não usavam tabaco ou cannabis, apenas 10,6% relataram ansiedade e 11,2% relataram depressão.

Os pesquisadores calcularam que a probabilidade de desenvolver esses transtornos mentais é cerca de 1,8 vezes maior para os que fazem uso conjunto em comparação com os que não usam nenhuma das substâncias. Além disso, o uso conjunto e o uso exclusivo de cannabis foram associados a um risco maior de ansiedade em comparação com o uso exclusivo de tabaco.

Embora não seja possível estabelecer uma relação de causalidade direta, os cientistas concluíram que existe uma associação entre o uso combinado de tabaco e cannabis e problemas de saúde mental. Dado que o tabaco e a cannabis são amplamente consumidos em todo o mundo, e o uso combinado está aumentando devido à legalização da cannabis em muitos lugares, os pesquisadores recomendam a integração de apoio à saúde mental em programas de cessação do tabaco e da cannabis.


(Fonte: Galileu)

sábado, 16 de setembro de 2023

Brasil é segundo em número da Síndrome de Burnout no mundo

(Imagem: Freepik)

A Síndrome de Burnout, reconhecida pela OMS como uma doença ocupacional, é um grande desafio de saúde mental no ambiente de trabalho moderno. Esta síndrome, também chamada de Síndrome do Esgotamento Profissional, surge em resposta a situações extremamente desgastantes no trabalho, manifestando-se com sintomas como exaustão física e mental, estresse, ansiedade e alterações de humor.

No Brasil, um estudo da USP em 2021 revelou que um em cada quatro brasileiros sofre com a Síndrome de Burnout, colocando o país em segundo lugar no ranking global de prevalência da doença. Isso destaca a necessidade de examinar as condições de trabalho e fatores contribuintes.

O reconhecimento oficial pela OMS traz implicações significativas, garantindo aos diagnosticados os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários concedidos a outros com doenças relacionadas ao trabalho. Isso representa uma mudança fundamental na abordagem da saúde mental no ambiente de trabalho.

A saúde mental no local de trabalho tornou-se cada vez mais importante, com distúrbios como Depressão, Síndrome do Pânico e estresse se destacando. As causas da Síndrome de Burnout incluem alta competitividade, pressão inadequada e questões organizacionais, como sobrecarga de tarefas.

A prevenção envolve melhorar as condições de trabalho, promover relações profissionais saudáveis e equilibrar a vida pessoal e profissional. Para aqueles que já sofrem com a síndrome, intervenções como afastamentos temporários, reorganização das atividades e apoio médico e psicoterapia são fundamentais.

A Síndrome de Burnout destaca a necessidade urgente de repensar o ambiente de trabalho e priorizar a saúde mental dos trabalhadores. A colaboração entre empresas, profissionais de saúde e governo é essencial para enfrentar essa epidemia crescente, com ações coletivas e medidas preventivas desempenhando um papel crucial na criação de locais de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Sem tratamento, ansiedade pode levar a crises de pânico e depressão

(Imagem: Freepik)

A ansiedade pode surgir devido a eventos estressantes na vida, mas quando se torna constante, requer avaliação de um especialista. 

O Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG), por exemplo, pode começar com sintomas leves, como medo e ansiedade, e evoluir para crises de pânico se não for tratado precocemente. A síndrome do pânico envolve sentimentos de angústia, desespero e ansiedade intensa, acompanhados de pensamentos negativos e sensações de morte iminente.

Sem tratamento, o TAG pode progredir e levar a outros transtornos mentais, como depressão, além de afetar a saúde física, como ataques cardíacos. O tratamento adequado, geralmente fornecido por psicólogos e psiquiatras, é essencial para controlar essas condições.

Para lidar com crises de ansiedade ou pânico, é importante tentar manter a calma e focar na respiração. No entanto, um tratamento eficaz envolve buscar apoio psicológico e terapêutico de um profissional de saúde mental.

Reconhecer esses transtornos e procurar ajuda é o primeiro passo para a recuperação e o bem-estar mental.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Sintomas da ansiedade podem motivar suspeita de problemas cardíacos

(Imagem: Freepik)

Normalmente, os pacientes com transtornos de ansiedade procuram primeiro um clínico ou cardiologista e fazem vários exames antes de serem encaminhados a um profissional de saúde mental para avaliação. 

Isso não é necessariamente negativo, pois é importante descartar outras condições clínicas antes de diagnosticar um transtorno de ansiedade. Por exemplo, um ataque de pânico pode se parecer muito com uma crise cardíaca aguda.

O problema surge quando há atrasos no diagnóstico, com o paciente passando por médicos de diferentes especialidades e repetindo exames diversas vezes antes de receber o diagnóstico correto. Isso é ainda mais problemático se o paciente não acreditar que seus sintomas são causados por um distúrbio ansioso, mesmo após consultar vários especialistas. 

Esse atraso e falta de crença comprometem o tratamento, levando o paciente a um ciclo onde ele fica ansioso por estar experienciando a ansiedade. Isso pode levar a uma narrativa mental de que está morrendo, que o diagnóstico está errado e que todos os médicos erraram, aumentando a intensidade do quadro ansioso.

Se não tratada a longo prazo, a ansiedade pode aumentar o risco de desenvolver doenças físicas como hipertensão, infarto, AVC, diabetes, gastrite, úlcera e enfraquecimento do sistema imunológico. A ansiedade crônica, por exemplo, pode predispor à hipertensão devido à ativação crônica do sistema nervoso autônomo, responsável pela regulação da pressão arterial.

O tratamento dos transtornos de ansiedade inclui medicação e psicoterapia. A medicação regula os neurotransmissores cerebrais relacionados à ansiedade, enquanto a psicoterapia ajuda a modificar os pensamentos e crenças que alimentam a ansiedade. Técnicas de relaxamento, como o relaxamento muscular progressivo e a respiração diafragmática, também podem aliviar os sintomas físicos da ansiedade.

(Fonte: Jornal O Tempo)

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Arteterapia: aliada no controle da ansiedade

(Imagem: Freepik)

A arteterapia, que envolve expressões artísticas como pintura, pode ser uma poderosa aliada no controle da ansiedade e na promoção do bem-estar. 

Em Belo Horizonte, o Atelier Marcos Lima oferece aulas de pintura com abordagem voltada à arteterapia. O professor Marcos Lima, fundador da escola, acredita que a arte pode ajudar as pessoas a se expressarem com clareza e a se conhecerem melhor. Ele destaca que o processo é mais importante do que o resultado final e que qualquer pessoa pode aprender, independentemente de possuir talento artístico.

As aulas atendem a uma ampla faixa etária, desde jovens até idosos, e muitas pessoas procuram o Atelier em busca de alívio para problemas como síndrome do pânico, hiperatividade, ansiedade e depressão.

Marcos Lima enfatiza a importância da concentração durante as aulas de pintura, que ajudam os alunos a se afastarem dos problemas externos e se dedicarem à obra em progresso. Além das atividades de pintura, o Atelier também promove momentos de meditação artística e terapia em grupo, onde os alunos compartilham experiências e fortalecem vínculos.

A arteterapia é vista como uma forma de expressão e autoconhecimento, que pode ser transformadora. Além da pintura, outras formas de arte, como a música, também desempenham um papel importante na psicologia. A musicoterapia, por exemplo, pode ser usada como uma ferramenta terapêutica para promover mudanças positivas no bem-estar.

Em resumo, a arteterapia, incluindo pintura e música, pode ser uma maneira eficaz de lidar com a ansiedade e promover o bem-estar emocional, permitindo que as pessoas se expressem e se conheçam melhor.

Essas abordagens terapêuticas muitas vezes precisam de mais reconhecimento e apoio para serem acessíveis a um público mais amplo.

(Fonte: Tiago Rodrigues, para Curadoria em Rede)

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Evento gratuito em São Paulo com mais de 160 atividades explica transtornos psiquiátricos


No dia 22 de setembro, o evento "IPq Portas Abertas" oferecerá em São Paulo mais de 160 atividades e palestras sobre transtornos psiquiátricos e saúde mental, incluindo temas como depressão, ansiedade, déficit de atenção e terapias. Mais de 200 especialistas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP estarão disponíveis para esclarecer dúvidas e fornecer informações baseadas em evidências científicas. O evento, em sua nona edição, busca combater o estigma associado às doenças mentais, promovendo a busca por ajuda e tratamento. Além das palestras, haverá práticas integrativas, exposições de arte, oficinas e outras atividades. A entrada é gratuita, com inscrições disponíveis para até cinco atividades por pessoa. O evento ocorrerá das 8 às 17 horas no Instituto de Psiquiatria da USP, em São Paulo, SP. Mais detalhes e inscrições estão disponíveis neste link. Certificados podem ser obtidos mediante pagamento de taxa única de R$ 150,00.

O IPq Portas Abertas acontece das 8 às 17 horas na Instituto de Psiquiatria da USP, na Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, Cerqueira César, próximo à estação Clínicas do Metrô, em São Paulo, SP.

domingo, 10 de setembro de 2023

O que é o TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada)

(Imagem: Freepik)

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado por preocupações excessivas e irracionais em relação à vida cotidiana, afetando o funcionamento diário. 

Os sintomas incluem preocupações constantes com saúde, dinheiro, família, trabalho ou escola, além de sintomas físicos como dores de cabeça, sudorese e fadiga.

A causa da Ansiedade Generalizada não é completamente conhecida, mas fatores genéticos, químicos cerebrais e estressores ambientais podem contribuir. Traumas e eventos estressantes também podem aumentar a ansiedade.

Cerca de 20 milhões de brasileiros sofrem de algum transtorno de ansiedade, sendo mais comum em mulheres. A ansiedade saudável é controlável, enquanto a ansiedade patológica prejudica o desempenho e o enfrentamento de eventos geradores de ansiedade.

Prevenir a Ansiedade Generalizada não tem uma fórmula mágica, mas um estilo de vida saudável, incluindo exercícios, sono adequado e vida social ativa, pode ajudar a manter a ansiedade sob controle.

É crucial consultar um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, para uma avaliação adequada, diagnóstico e criação de um plano de tratamento personalizado.  

O tratamento para o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) geralmente envolve uma abordagem multifacetada, que pode incluir terapia, medicação e mudanças no estilo de vida. 

A recuperação pode ser um processo gradual, e é importante ser paciente e consistente com o tratamento, que ajuda no controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.

sábado, 9 de setembro de 2023

Como tratar a ansiedade

(Imagem: Freepik)

O tratamento da ansiedade pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e das preferências individuais. Aqui estão algumas abordagens comuns que podem ser eficazes no tratamento da ansiedade:

1. Terapia cognitivo-comportamental (TCC): A TCC é uma das abordagens mais eficazes para tratar a ansiedade. Ela ajuda as pessoas a identificar e modificar padrões de pensamento negativos e comportamentos disfuncionais que contribuem para a ansiedade.

2. Terapia de exposição: Especialmente útil para transtornos de ansiedade específicos, a terapia de exposição envolve gradualmente enfrentar situações ou objetos que causam ansiedade para reduzir a resposta de medo.

3. Medicação: Em alguns casos, um médico pode prescrever medicamentos, como antidepressivos ou ansiolíticos, para ajudar a controlar os sintomas de ansiedade. Esses medicamentos geralmente são usados em conjunto com a terapia.

4. Mindfulness e meditação: Práticas de mindfulness, como a meditação, podem ajudar a reduzir os sintomas de ansiedade, pois ensinam as pessoas a focar no presente e a cultivar a aceitação e a autocompaixão.

5. Estilo de vida saudável: Manter um estilo de vida saudável pode ser fundamental no gerenciamento da ansiedade. Isso inclui uma dieta equilibrada, exercícios regulares, sono adequado e evitar o consumo excessivo de cafeína e álcool.

6. Apoio social: Conversar com amigos, familiares ou participar de grupos de apoio pode proporcionar um alívio significativo da ansiedade. O apoio emocional de outras pessoas pode ser muito reconfortante.

7. Redução do estresse: Aprender técnicas de gerenciamento do estresse, como a respiração profunda, a organização do tempo e a definição de limites pessoais, pode ajudar a reduzir a ansiedade.

8. Tratamento combinado: Em muitos casos, uma combinação de terapia e mudanças no estilo de vida é a abordagem mais eficaz para o tratamento da ansiedade.

É importante lembrar que a ansiedade é uma condição médica tratável, e as pessoas não devem hesitar em procurar ajuda profissional se estiverem sofrendo com sintomas de ansiedade que afetam significativamente sua qualidade de vida. Um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, pode fazer uma avaliação adequada e ajudar a desenvolver um plano de tratamento personalizado. Além disso, é essencial lembrar que a recuperação pode levar tempo, e a paciência é fundamental durante o processo de tratamento.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Casa bagunçada pode provocar ansiedade: o que fazer a respeito disso?

(Imagem: Freepik)

Você já se sentiu sobrecarregado pela visão de desordem e bagunça em sua casa? Entrar pela porta e deparar-se com papéis espalhados, pratos sujos e roupas desorganizadas já te fez sentir esgotado? Talvez você até tenha tido discussões porque isso te incomoda mais do que seu parceiro ou colega de casa.

Você não está sozinho. Muitas pessoas relatam que uma casa bagunçada pode desencadear sentimentos de estresse e ansiedade. Então, por que a desordem e o caos afetam alguns de nós dessa maneira? 

Sobrecarga cognitiva

Quando estamos cercados por distrações, nossos cérebros se tornam campos de batalha por atenção. Tudo compete pelo nosso foco. No entanto, o cérebro tende a preferir a ordem e a realização de uma tarefa de cada vez, em vez de multitarefas.

A organização contribui para reduzir a competição pela nossa atenção e alivia a carga mental. Embora algumas pessoas sejam melhores em ignorar distrações do que outras, ambientes desorganizados podem sobrecarregar nossas capacidades cognitivas e nossa memória.

Desordem e bagunça podem afetar mais do que apenas nossos recursos cognitivos. Eles também estão relacionados à nossa alimentação, produtividade, saúde mental, decisões parentais e até nossa disposição para doar dinheiro.

As mulheres são mais afetadas do que os homens?

Pesquisas sugerem que os efeitos prejudiciais da bagunça e da desordem podem ser mais acentuados nas mulheres do que nos homens. Um estudo com 60 casais de renda dupla descobriu que mulheres que viviam em lares desorganizados e estressantes tinham níveis mais altos de cortisol (um hormônio associado ao estresse) e sintomas de depressão mais intensos.

Esses efeitos permaneceram consistentes mesmo quando fatores como satisfação conjugal e traços de personalidade foram levados em consideração. Em contraste, os homens deste estudo pareceram em grande parte não afetados pelo estado de seus ambientes domésticos.

Os pesquisadores teorizaram que as mulheres podem sentir uma responsabilidade maior pela manutenção da casa. Também sugeriram que o aspecto social do estudo (que envolveu visitas domiciliares) pode ter induzido mais medo de julgamento nas mulheres do que nos homens.

Todos nós enfrentamos desordem e desorganização em algum grau em nossas vidas. Às vezes, no entanto, problemas significativos de desordem podem estar relacionados a condições subjacentes de saúde mental, como transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de acumulação, transtorno depressivo maior, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (tdah) e transtornos de ansiedade.

Isso levanta uma questão crucial: o que veio primeiro? Para alguns, a desordem é a fonte de ansiedade e angústia; para outros, a saúde mental precária é a fonte de desorganização e desordem.

Nem toda bagunça é um problema

É importante lembrar que a desordem não é inteiramente negativa, e não devemos buscar a perfeição. As casas reais não se parecem com as das revistas. Na verdade, espaços desorganizados podem resultar em maior criatividade e provocar novos insights.

Viver em constante desordem não é produtivo, mas buscar a perfeição na limpeza também pode ser contraproducente. O perfeccionismo em si está associado a sentir-se sobrecarregado, ansioso e com problemas de saúde mental.

A desordem me deixa ansioso, então o que posso fazer a respeito?

É importante lembrar que você tem algum controle sobre o que é importante para você e como deseja priorizar seu tempo.

Uma abordagem é tentar reduzir a desordem. Por exemplo, você pode reservar um tempo dedicado à organização toda semana. Isso pode envolver a contratação de alguém para te ajudar (se puder pagar) ou ouvir música ou um podcast enquanto arruma a casa por uma hora com as outras pessoas que moram nela.

Estabelecer essa rotina pode reduzir as distrações causadas pela desordem, aliviar sua carga mental geral e diminuir a preocupação de que a bagunça saia do controle.

Você também pode tentar uma micro-organização. Se não tiver tempo para uma limpeza completa, reserve apenas cinco minutos para limpar um pequeno espaço.

Se a desordem for causada principalmente por outros membros da casa, tente discutir com calma com eles como essa bagunça está afetando sua saúde mental. Veja se eles podem negociar alguns limites como sobre qual nível de bagunça é aceitável e de que forma será tratado se esse limite for excedido.

Essa situação também pode ajudar você a desenvolver uma mentalidade autocompassiva.

A bagunça não define se você é uma pessoa "boa" ou "ruim" e, às vezes, pode até estimular sua criatividade. Lembre-se de que você merece sucesso, relacionamentos significativos e felicidade, seja o seu escritório, casa ou carro uma bagunça.

Conforte-se com pesquisas que sugerem que, embora ambientes desorganizados possam nos tornar suscetíveis ao estresse e à má tomada de decisões, sua mentalidade pode protegê-lo contra essas vulnerabilidades.

Se a desordem, o perfeccionismo ou a ansiedade começarem a parecer incontroláveis, converse com seu médico sobre um encaminhamento a um psicólogo. O psicólogo certo (e você talvez precise tentar alguns antes de encontrar o certo) pode ajudá-lo a cultivar uma vida orientada por valores que são importantes para você.

Desordem e bagunça são mais do que apenas incômodos visuais. Elas podem ter um impacto profundo no bem-estar mental, na produtividade e nas nossas escolhas.

Compreender por que a desordem afeta você pode te capacitar a assumir o controle de sua mentalidade, seus espaços e, consequentemente, sua vida.

(Fonte: Érika Penney, professora de Psicologia Clínica da Universidade de Tecnologia de Sydney - The Conversation


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Sala sensorial acolhe pessoas com crises de ansiedade no The Town

Uma equipe de terapia ocupacional em parceria com uma empresa de equipamentos sensoriais criou um espaço para auxiliar pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) dentro do Centro de Acessibilidade do festival The Town, que está acontecendo desde o último sábado (2) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O objetivo da sala é ajudar a reduzir crises de ansiedade através de um ambiente climatizado, silencioso e colorido, com cobertores pesados e almofadas espalhadas pelo chão, criando uma sensação de conforto e segurança. Além disso, o Festival The Town disponibilizou kits sensoriais contendo abafadores de ruído e óculos especiais para ajudar a atenuar estímulos sensoriais excessivos. 

Os responsáveis pela sala conseguem identificar pessoas com autismo na fila não apenas pela solicitação de ajuda, mas também pelo comportamento e pela presença de cordões de girassol, que são usados por autistas e outros neurodivergentes.

Essas medidas possibilitaram que autistas pudessem controlar suas sensações e desfrutar do festival. Alguns retornaram várias vezes para lidar com suas crises e conseguiram aproveitar o evento até o final.


(Foto: reprodução g1/Paola Patriarca)


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Excesso de telas pode causar ansiedade em crianças

(Imagem: Freepik)

O uso excessivo de telas por crianças e adolescentes pode estar relacionado à ansiedade e a problemas motores. 

Quando estão diante de celulares ou tablets, as crianças recebem uma grande quantidade de informações visuais e sonoras, e muitas vezes usam esses dispositivos como uma forma de se acalmar. No entanto, essa dependência pode causar problemas quando não estão disponíveis, como na sala de aula, por exemplo.

O excesso de exposição às telas pode ter implicações negativas na saúde mental e no desenvolvimento motor das crianças e adolescentes, tornando importante que os pais e educadores limitem o acesso a esses dispositivos e incentivem atividades analógicas para um desenvolvimento saudável.

Confira a matéria completa na Band News.

terça-feira, 5 de setembro de 2023

O papel da escola diante do diagnóstico de TDAH

(Imagem: Freepik)

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno que afeta a concentração e o comportamento das crianças e pode persistir na vida adulta. Muitas escolas não estão adequadamente preparadas para lidar com alunos com TDAH, o que pode resultar em situações bastante problemáticas. Alguns casos incluem punições injustas, falta de apoio adequado, compreensão por parte dos colegas e funcionários da escola, possibilitando um impacto negativo na autoestima e desempenho acadêmico desses alunos.

Algumas escolas adotam medidas paliativas, como conceder mais tempo para provas ou permitir que os alunos se sentem na frente da sala. Além disso, o uso de medicação sob supervisão médica pode ajudar a melhorar a concentração, mas também pode apresentar efeitos colaterais.

É fundamental que as escolas estejam cientes do diagnóstico de TDAH de seus alunos e ofereçam os recursos necessários para garantir um aprendizado de qualidade. Compreender os sintomas do TDAH, como dificuldade de concentração, inquietação e impulsividade, é crucial para criar um ambiente mais inclusivo e eficaz para esses alunos.

Em novembro de 2021, foi aprovada a Lei n°14.254, que garante aos estudantes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e outros transtornos de aprendizagem o acesso a acompanhamento integral e adaptação de recursos de acordo com suas necessidades. Para promover a inclusão dessas crianças na escola, é necessário que a escola tenha conhecimento e comprometimento.

Em entrevista ao Diário de Pernambuco, a neuropsicopedagoga Adriana Milanez destacou a importância de uma boa relação entre a família e a escola para o bem-estar da criança. Os professores precisam de formação e apoio, tanto dentro quanto fora da sala de aula. Eles desempenham um papel crucial no desenvolvimento dos alunos com TDAH - devem estar cientes do diagnóstico e não classificar os sintomas do transtorno como mau comportamento ou preguiça. 

Métodos de ensino construtivistas podem ser úteis, envolvendo atividades que permitem movimento e estimulam o senso crítico dos alunos. É importante que os professores foquem nas qualidades do aluno e minimizem a ênfase nas falhas.

Em novembro de 2021 foi aprovada a Lei n°14.254, que garante aos estudantes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e outros transtornos de aprendizagem o acesso a acompanhamento integral e adaptação de recursos de acordo com suas necessidades. Para promover a inclusão dessas crianças, é necessário que a escola tenha conhecimento e comprometimento.

Em resumo, a inclusão de alunos com TDAH requer colaboração entre famílias, escolas e professores. A capacitação dos educadores, o desenvolvimento de planos individuais e a compreensão das necessidades desses alunos são fundamentais para garantir seu sucesso acadêmico e bem-estar emocional.


segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Exercícios físicos podem ajudar a saúde mental

(Imagem: Freepik)

Exercícios físicos podem beneficiar a saúde mental, promovendo a socialização e reduzindo ansiedade, que atinge cerca de 9,3% da população brasileira. 

Além de tratamentos específicos, a adoção de novos hábitos é muito importante para melhorar a saúde mental. Estudos recomendam exercícios regulares para reduzir o estresse e aumentar o bem-estar. A atividade física também está associada a um menor risco de desenvolver transtornos mentais, como depressão e ansiedade, e promove a interação social, combatendo o isolamento.

Os exercícios, no entanto, não devem substituir o tratamento para doenças mentais, mas sim complementá-lo. E é importante diferenciar atividade física e exercício físico. A atividade física envolve qualquer movimento do corpo que gaste energia, como tarefas domésticas e caminhadas. Já o exercício físico é composto por movimentos planejados, estruturados e repetitivos, com o objetivo de melhorar a aptidão e a saúde, e deve ser prescrito por profissionais de educação física.

sábado, 2 de setembro de 2023

Assédio Moral no trabalho

Imagem: Freepik

O assédio moral no trabalho é um problema comum que afeta muitos trabalhadores. Ele envolve comportamentos repetidos que expõem os colaboradores a situações constrangedoras, humilhantes ou ofensivas, prejudicando sua saúde mental e física. Isso pode incluir xingamentos, cobranças excessivas e fofocas, entre outras práticas negativas. 

Para identificá-lo, é importante reconhecer comportamentos repetidos que expõem os trabalhadores a situações constrangedoras. Isso pode vir de gestores ou colegas de trabalho e tem o objetivo de desestabilizar o profissional afetado.

As consequências do assédio moral incluem problemas de saúde mental como estresse, depressão, ansiedade, além de possível demissão ou abandono do emprego.

As empresas têm a responsabilidade de prevenir o assédio moral, promovendo um ambiente de trabalho saudável e respeitoso. Devem adotar medidas preventivas e políticas que protejam a dignidade dos seus funcionários. 

A lei trabalhista protege os funcionários, permitindo que denunciem o assédio moral e busquem reparação na Justiça do Trabalho. Aqueles que se sentirem afetados devem procurar o setor de Recursos Humanos ou a ouvidoria da empresa para relatar o ocorrido.

Para comprovar o assédio moral, podem ser usadas evidências como e-mails, mensagens de celular, mudanças físicas no local de trabalho e gravações de áudio do assediador. Testemunhas que tenham presenciado o assédio também podem ser aceitas como prova, e é aconselhável buscar orientação legal para proteger seus direitos.


sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Pesquisa aponta ansiedade como principal problema entre as mulheres

(Imagem: Freepik)

Uma pesquisa realizada pelo Laboratório Think Olga revelou que a ansiedade é o principal problema de saúde mental entre mulheres. 

O estudo foi conduzido no contexto pós-pandemia de covid-19 e ouviu 1.078 mulheres de diferentes idades, classes sociais e raças em todo o Brasil, entre os dias 12 e 26 de maio de 2023.

Os resultados indicam que 45% das participantes afirmaram ter diagnóstico de ansiedade, depressão ou outro transtorno mental. A ansiedade foi o transtorno mais comum, representando 35% dos diagnósticos, seguida pela depressão com 17% e a síndrome do pânico com 7%. Os sintomas frequentemente relatados incluíam estresse, irritabilidade, sonolência, fadiga, baixa autoestima, insônia e tristeza.

As mulheres relataram insatisfação significativa em várias áreas de suas vidas. Embora as relações amorosas e familiares tenham recebido a nota mais alta de satisfação (3,2 de 10), a situação financeira e a habilidade de equilibrar diferentes aspectos da vida registraram altos níveis de insatisfação, com notas de 1,4 e 2,2, respectivamente.

Quanto às finanças, 46% das mulheres expressaram insatisfação, seja devido a baixos salários, sobrecarga no trabalho, descontentamento profissional, dívidas ou desemprego. Além disso, 86% das entrevistadas sentiam uma grande carga de responsabilidades, incluindo trabalho, tarefas domésticas e cuidado com outras pessoas.

A pesquisa também identificou que o sofrimento psíquico é mais acentuado entre mulheres pretas e pardas e entre aquelas das classes sociais D e E. Esses grupos enfrentam maior pressão devido ao desemprego, sobrecarga de tarefas e violência de gênero. 

O estudo ressalta a importância de abordagens amplas para lidar com os desafios de saúde mental enfrentados pelas mulheres, considerando as complexas interações entre gênero, raça e classe social.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

São Paulo: Casos de ansiedade e síndrome do pânico triplica, segundo governo

(Imagem: Freepik)

De acordo com matéria exibida nesta última quarta-feira no Jornal Hoje, da TV Globo, o número de casos de ansiedade e síndrome do pânico triplicou no estado de São Paulo entre 2019 e 2022 segundo dados do governo. Os atendimentos para essas condições de saúde mental aumentaram de 29 mil para 90 mil nesse intervalo e mulheres são as mais afetadas por esses problemas.

A comerciante e corretora de imóveis, Adriana da Silva, descreveu os sentimentos de ansiedade, pressa e tristeza que muitas pessoas estão enfrentando: "Parece que você não consegue dar conta de si e de tudo que você precisa realizar". 

Esses sintomas são cada vez mais comuns nas cidades grandes. No primeiro semestre de 2023, mais de 62 mil consultas foram realizadas para tratar essas doenças somente em São Paulo, representando quase 70% do total de consultas do ano anterior.

Especialistas apontam várias possíveis causas para esse aumento. A psicanalista Maria Homem destaca a pandemia, que evidenciou conflitos sociais e psicológicos, além da polarização política no Brasil nos últimos anos. Esses fatores podem contribuir para o surgimento de ansiedade e síndrome do pânico.

O psicólogo Max Henrique Sadetsky, que trabalha na rede de saúde municipal de São Paulo, enfatiza a importância de buscar ajuda profissional para lidar com esses problemas de saúde mental. Ele ressalta que uma abordagem ampliada, envolvendo diversas disciplinas, é necessária para oferecer um cuidado mais completo aos pacientes.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Abandono repentino da medicação: o que acontece?

(Imagem: Freepik)

Cerca de 10% da população mundial sofre de transtornos mentais e, entre os países latino-americanos, o Brasil é líder em casos de ansiedade e depressão, atingindo quase 19 milhões de pessoas. Como consequência, a busca por medicamentos psiquiátricos tem aumentado, com um crescimento de 58% nas vendas entre 2017 e 2021, de acordo com o Conselho Federal de Farmácia.

Infelizmente, muitas pessoas interrompem o uso desses medicamentos sem consultar um médico, o que pode levar a sintomas de abstinência e também à recorrência intensificada dos sintomas originais dos transtornos. Especialistas enfatizam a necessidade de um tratamento contínuo, com consultas médicas regulares e abordagens individualizadas.

Esse abandono repentino deve-se em grande parte aos efeitos colaterais dos medicamentos psiquiátricos, como redução da libido, sonolência, ganho de peso e efeitos gastrointestinais, entre outros. Os médicos aconselham os pacientes a relatarem quaisquer efeitos indesejados para que possam encontrar soluções alternativas, mas não simplesmente desistir do tratamento.

Ao parar de tomar medicamentos psiquiátricos, é importante um processo de "desmame" adequado. Esse processo deve ser gradual, sob a supervisão de um médico, e considera fatores como a estabilização dos sintomas e a recuperação do cérebro.


terça-feira, 29 de agosto de 2023

Quando ansiedade e depressão caminham juntas



A ansiedade e a depressão são dois transtornos mentais distintos, mas compartilham algumas semelhanças e podem se manifestar de maneira interligada em algumas pessoas.

A ansiedade é caracterizada por sentimentos de preocupação intensa, medo, nervosismo e apreensão. Pessoas com transtornos de ansiedade podem experimentar sintomas como palpitações, sudorese, tremores, dificuldade de concentração e irritabilidade.

A depressão é marcada por uma sensação persistente de tristeza, desesperança, perda de interesse ou prazer nas atividades que antes eram apreciadas. Além disso, podem ocorrer alterações no apetite, no sono, na energia e na concentração. A depressão pode afetar negativamente o funcionamento diário e a qualidade de vida.

A comorbidade de ansiedade e depressão ocorre quando uma pessoa apresenta sintomas significativos de ambos os transtornos ao mesmo tempo. Isso pode ser desafiador, pois os sintomas de ansiedade e depressão podem interagir e amplificar um ao outro. Por exemplo, a ansiedade pode levar a preocupações constantes sobre a depressão, enquanto a depressão pode aprofundar sentimentos de desesperança e inutilidade associados à ansiedade.

O tratamento geralmente envolve uma abordagem abrangente, que pode incluir psicoterapia, terapia medicamentosa, práticas de autocuidado, suporte social e mudanças no estilo de vida. O tratamento deve ser personalizado de acordo com as necessidades individuais de cada pessoa. É importante lembrar que a busca por ajuda profissional é fundamental para o diagnóstico adequado.

Aproveite para conferir a relação de profissionais parceiros do Sem Transtorno.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

TDAH: Temos nosso próprio tempo


Pessoas com TDAH podem enfrentar dificuldades ao realizar tarefas que são consideradas simples, e isso ocorre devido a uma série de fatores complexos, incluindo:

* Problemas de atenção - Elas podem se distrair facilmente com estímulos externos, como ruídos e movimentos, ou com seus próprios pensamentos, o que frequentemente as impede de se concentrarem em uma atividade por um período prolongado de tempo.

* Problemas de memória - Indivíduos com TDAH podem esquecer facilmente coisas que acabaram de fazer ou que foram solicitadas a fazer.

* Problemas de organização - Priorizar tarefas, criar listas de afazeres ou estabelecer uma rotina se mostra muito complicado para aqueles que têm TDAH.

* Problemas de execução - Iniciar uma tarefa ou manter-se motivado para concluí-la pode ser extremamente difícil para alguém com TDAH. Eles podem ficar entediados ou distraídos, o que leva a abandonarem o que estão fazendo e pularem para outra coisa.

Se você conhece alguém que possui TDAH e enfrenta desafios ao concluir tarefas simples, procure compreender e respeitar o tempo dessa pessoa.

Comemorar cada pequena conquista ao longo do percurso também pode ajudar a manter a motivação e elevar sua autoestima.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Ansiedade e a fome

A ansiedade pode afetar a nossa fome de diferentes maneiras: algumas pessoas podem sentir falta de apetite quando estão ansiosas porque seus níveis de estresse podem ser elevados, levando-as a não querer comer. Outras podem sentir aumento do apetite ou compulsão alimentar, pois buscam aliviar a tensão ou preencher algum vazio emocional. Essa ansiedade também pode causar outros efeitos digestivos, como dores estomacais e náuseas.

Se a ansiedade anda atrapalhando a sua rotina, você pode tentar algumas estratégias para lidar com ela, como respirar profundamente, praticar exercícios físicos, meditar, ou conversar com alguém de confiança.

Se ainda assim a ansiedade persistir, não pense duas vezes para buscar apoio profissional. Lembre-se de que cuidar da sua saúde mental é tão importante quanto cuidar da sua saúde física!

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Um terço dos brasileiros diz ter ansiedade, problemas com sono e alimentação, segundo Datafolha

(Imagem: Freepik)

De acordo com uma pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (19), um terço dos brasileiros relata ter problemas frequentemente ou sempre com ansiedade, com o sono e com a alimentação.

A sondagem foi realizada entre os dias 31 de julho e 7 de agosto, com 2.534 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa mostra que, apesar da presença de sintomas de desânimo e falta de prazer nas tarefas diárias, cerca de 70% dos entrevistados acreditam ter uma saúde mental ótima ou boa. Outros 23% a consideram regular e apenas 7% disseram ser ruim ou péssima.

Na divisão por idade, a faixa de 16 e 24 anos teve o pior resultado, com 13% de ruim ou péssimo.
Já a divisão entre sexo mostra que homens também são mais avessos a reconhecer problemas de saúde mental: apenas 5% a consideram ruim ou péssima. Entre as mulheres são 9%.

Veja os principais resultados:

Avaliação de saúde mental entre homens

77% de ótima ou boa;
19% de regular;
5% de ruim ou péssimo.

Avaliação de saúde mental entre mulheres

64% de ótima ou boa;
27% de regular;
9% de ruim ou péssimo.

Os resultados acima contrastam com sintomas e diagnósticos também pesquisados pelo Datafolha nesta rodada de pesquisa. Segundo o instituto, 21% dos brasileiros procuraram algum profissional focado em saúde mental nos últimos 12 meses, como terapeutas, psicólogos e psiquiatras.

Veja abaixo os principais resultados da sondagem de sintomas:

Frequência em que sente pouco interesse ou prazer em fazer as coisas, entre homens

16% disseram que sempre;
7% disseram que frequentemente;
23% disseram que às vezes;
19% disseram que raramente;
35% disseram que nunca;
1% não soube responder.

Na divisão por idade, a faixa de 16 e 24 anos teve o pior resultado, com 13% de ruim ou péssimo. Já a divisão entre sexo mostra que homens também são mais avessos a reconhecer problemas de saúde mental: apenas 5% a consideram ruim ou péssima. Entre as mulheres são 9%.

Veja os principais resultados abaixo.

Avaliação de saúde mental entre homens

77% de ótima ou boa;
19% de regular;
5% de ruim ou péssimo.

Avaliação de saúde mental entre mulheres

64% de ótima ou boa;
27% de regular;
9% de ruim ou péssimo.

Os resultados acima contrastam com sintomas e diagnósticos também pesquisados pelo Datafolha nesta rodada de pesquisa. Segundo instituto, 21% dos brasileiros procuraram algum profissional focado em saúde mental nos últimos 12 meses, como terapeutas, psicólogos e psiquiatras.

Veja abaixo os principais resultados da sondagem de sintomas:

Frequência em que sente pouco interesse ou prazer em fazer as coisas, entre homens

16% disseram que sempre;
7% disseram que frequentemente;
23% disseram que às vezes;
19% disseram que raramente;
35% disseram que nunca;
1% não soube responder.


(Fonte: G1)

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Camisetas Sem Transtorno!

Chegaram as camisetas do projeto Sem Transtorno, pensadas com muito carinho para representar, conscientizar e - por que não!? - divertir! 😊

Feitas em parceria com a marca Reserva.Ink, nossas peças são inspiradas no conteúdo do Sem Transtorno e confeccionadas com material de excelente qualidade. 

Todas as vendas ajudarão a manter o projeto Sem Transtorno, que desde 2007 se empenha para oferecer informação e acolhimento para pessoas com síndrome do pânico e outros transtornos de ansiedade.

Conheça nossa loja e nos ajude a crescer! 

www.reserva.ink/semtranstorno







quinta-feira, 17 de agosto de 2023

O sangramento emocional de ajudar aqueles que não querem ser ajudados

 


Quase todo mundo foi educado para fazer o que é possível, e o impossível, para ajudar os outros. É um conceito profundamente enraizado e que, sem dúvida, é muito louvável. No entanto, às vezes, no ato de ajudar os outros podemos praticar um sangramento emocional que drena nossa energia e destrói nosso equilíbrio psicológico.

Todos os psicólogos sabem que você não pode ajudar aqueles que não querem ser ajudados. Portanto, em alguns casos, o primeiro objetivo da terapia psicológica é fazer a pessoa entender que ela tem um problema e que precisa de ajuda. Esse é o ponto de partida para poder trabalhar, porque sem um compromisso pessoal a mudança interna é praticamente impossível. O mesmo acontece na vida em geral. Só podemos ajudar quem aceita ser ajudado.


Dar óculos para alguém que não quer ver

Ajudar quem não quer ser ajudado é como arrumar óculos pra quem não quer ver. Simplesmente não  a pessoa nãos os usará. É provável que nem mesmo valorize a nossa ajuda e o esforço que investimos, podendo até considerar nossos gestos como uma invasão em sua privacidade….

Isso significa que devemos jogar a toalha quando percebemos que uma pessoa está causando danos a si mesma? Não! No entanto, devemos estar cientes de que nossa ajuda tem limites, limites muitas vezes colocados pela outra pessoa. Devemos aprender que  a ajuda que podemos fornecer está limitada à ajuda que o outro está disposto a aceitar.

É importante entender que quando alguém está passando por uma situação difícil, pode ser assustador reconhecê-la, então ela pode precisar de um pouco de tempo para processar emocionalmente e racionalmente o que está acontecendo. Só mais tarde consegue pedir ajuda. Portanto, às vezes você tem que dar tempo para ela olhar para dentro de si mesma, entender o que está acontecendo e pedir apoio. 


A atitude correta para ajudar alguém de verdade

Quando uma pessoa que está com problemas rejeita sua ajuda, você pode se sentir irritado, frustrado. No entanto, é bom entender que esses sentimentos não ajudarão essa pessoa. Trata-se de enfrentar a situação com uma atitude diferente, e para isso você terá que:

– Suponha que todos devem aprender com seus erros e superar seus obstáculos. Nós devemos parar de agir como pais superprotetores. Precisamos entender que todos devem aprender suas próprias lições com seus erros. Por mais que amemos algumas pessoas, nem sempre podemos carregar seu “fardo” ou resolver problemas em seu lugar, porque o crescimento ocorre precisamente quando os obstáculos que a vida coloca diante de nós são superados.

– Pare de pensar que as coisas devem ser feitas de maneira precisa. Em muitas ocasiões, essa tendência de ajudar nasce da crença de que a outra pessoa está fazendo as coisas “mal”, o que é porque acreditamos que sabemos fazer “bem”. Na realidade, todos devem encontrar o caminho para resolver problemas e desenvolver um estilo de enfrentamento. Não existe uma maneira única de fazer as coisas, portanto, antes de dar sua ajuda, você deve se certificar de que se distanciou dessa crença, do contrário, é provável que queira impor sua opinião ou ponto de vista, algo que não costuma ser bem recebido e faz o outro ficar na defensiva….


O que você pode fazer:

– Não pressione. Quando uma pessoa não está psicologicamente preparada para buscar ou aceitar ajuda, pressionar pode ter o efeito oposto ao que você pretende, fazendo com que ela se feche e se afaste. Portanto, o primeiro passo é não pressionar.

– Mantenha-se disponível. A melhor maneira de apoiar uma pessoa que não quer ser ajudada é ficar ao lado dela quando ela decidir procurar ajuda. Devemos ter em mente que todos devem passar por uma série de etapas quando sofrem feridas emocionais e há etapas em que apenas um ombro amigo é necessário.

– Aprenda. O que tem sido melhor para você pode não ser uma boa solução para quem você quer ajudar. Portanto, é importante informar-se em profundidade sobre o problema. Também é conveniente encorajar essa pessoa a falar sobre o assunto para que você entenda a perspectiva dela. O melhor conselho vem da empatia, se você aconselhar do seu lugar e ponto de vista, suas soluções podem ser perfeitamente inúteis.

– Definir limites. Em alguns casos, uma pessoa com problemas pode cair numa espiral de autodestruição e, se você não for cuidadoso, pode se arrastar com ela. Portanto, é importante que você estabeleça limites que protejam seu equilíbrio emocional se realmente quiser ajudar o outro. 




quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Cordão de girassol: 6 benefícios para o TDAH

O cordão de girassol é um símbolo que identifica pessoas com deficiências ocultas, como o TDAH. Saiba o que é, como obter e como ele pode facilitar o seu atendimento e inclusão

Via: TDHALIZADO


O cordão de girassol é uma identificação para pessoas que possuem deficiências ocultas, ou seja, condições de saúde que não são facilmente perceptíveis pelos que estão ao redor e que podem afetar a participação efetiva dessas pessoas na sociedade. 

Algumas dessas condições são:

Autismo;

Asma;

Dores crônicas;

Baixa audição;

Surdez;

Demência;

Doença de Crohn;

Fobias extremas;

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).


O cordão de girassol permite que as pessoas com deficiências ocultas tenham acesso prioritário ao atendimento e à assistência às suas necessidades especiais sem precisar dar explicações ou justificativas, evitando assim constrangimentos e situações desagradáveis que podem prejudicar a sua saúde mental e emocional. Adicionalmente, o uso do cordão promove a empatia e o respeito por parte das outras pessoas que convivem com elas.

Criado em 2016 pelos funcionários do aeroporto de Gatwick (Londres), com objetivo de facilitar e humanizar o atendimento às pessoas com deficiências ocultas, principalmente em ambientes movimentados e estressantes, como aeroportos, supermercados, bancos, farmácias, bares, restaurantes e lojas em geral, o cordão tem se espalhado pelo mundo e ganhado o apoio de diversas organizações públicas e privadas.

O que são deficiências ocultas?

Deficiências ocultas são aquelas que não são visíveis ou evidentes para os outros e podem ser físicas ou mentais, afetando a forma como as pessoas se comunicam, interagem ou se comportam em diferentes situações. Muitas vezes, as pessoas com essas condições não recebem o apoio ou a compreensão que precisam, pois são julgadas como preguiçosas, desatentas, mal-educadas ou incapazes, gerando assim sentimentos de frustração, isolamento, baixa autoestima e depressão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% da população mundial possui algum tipo de deficiência, sendo que a maioria delas é oculta. No Brasil, estima-se que existam mais de 45 milhões de pessoas com deficiência, das quais 24 milhões têm deficiências ocultas, revelando a importância de se reconhecer e valorizar a diversidade humana e garantir os direitos e a dignidade de todas as pessoas.


Como o TDAH pode ser enxergado como uma deficiência oculta?

O TDAH pode ser considerado uma deficiência oculta uma vez que nem sempre é diagnosticado ou tratado adequadamente, e seus sintomas não são facilmente visíveis. Muitas pessoas que sofrem com o transtorno são vítimas de preconceito e discriminação por parte da família, dos amigos, dos professores e dos colegas de trabalho, que muitas vezes não compreendem suas limitações e dificuldades cotidianas. Além disso, muitos desses indivíduos não se reconhecem como portadores de uma deficiência e não buscam ajuda profissional ou apoio especializado.


Como o cordão de girassol pode ajudar pessoas com TDAH?

O uso do cordão de girassol pode trazer vários benefícios para as pessoas com TDAH. Veja alguns deles:


Facilita a comunicação

O cordão é um sinal visual que indica que a pessoa tem uma deficiência oculta e que pode ter dificuldades para se expressar ou entender o que os outros dizem. Assim, ele facilita a comunicação entre as pessoas com TDAH e as que estão ao seu redor, pois permite que elas sejam mais claras e objetivas nas suas demandas e expectativas.

Uma pessoa com TDAH pode ter dificuldade em se concentrar e se comunicar no caixa do supermercado. O uso do cordão de girassol pode ajudar a indicar que ela tem uma deficiência oculta e precisa de mais paciência e apoio durante o processo de pagamento. Assim, o caixa pode fornecer instruções claras e diretas ou permitir que a pessoa faça o pagamento em um ritmo mais confortável.


Promove a inclusão

Como uma forma de conscientizar a sociedade sobre a existência e a diversidade das deficiências ocultas, ele promove a inclusão das pessoas com TDAH nos mais variados espaços e atividades, pois estimula o respeito, a tolerância e a solidariedade entre as pessoas, além de incentivar as instituições públicas e privadas a oferecerem serviços individualizados e adaptados às necessidades especiais dessas pessoas.

Em um evento social, uma pessoa com TDAH pode sentir-se sobrecarregada com o barulho e a agitação do ambiente. Utilizando o cordão de girassol, ela pode chamar a atenção dos organizadores para suas necessidades especiais. Os organizadores podem providenciar um local mais reservado e silencioso para que essa pessoa possa descansar ou se acalmar. Dessa forma, o cordão de girassol ajuda a promover a inclusão e a acessibilidade em eventos sociais, garantindo que todas as pessoas possam participar e se divertir em um ambiente seguro e confortável.


Melhora a concentração

Como uma espécie de âncora, o cordão pode se tornar um recurso para ajudar as pessoas com TDAH a melhorarem a sua concentração em ambientes movimentados ou barulhentos. Ele pode servir como um lembrete para elas se focarem na tarefa que estão realizando ou no objetivo que querem alcançar. Ele também pode chamar a atenção dos outros para não interromperem ou distraírem as pessoas com TDAH enquanto elas estão concentradas.

Em uma biblioteca, uma pessoa com TDAH está estudando para uma prova importante. Ela usa o cordão de girassol e se senta em uma mesa silenciosa e isolada para se concentrar melhor. O cordão chama a atenção dos outros usuários da biblioteca para não interrompê-la ou distraí-la enquanto ela está estudando. Além disso, o cordão serve como um lembrete para ela manter o foco na tarefa em questão e não se distrair com barulhos ou movimentos ao redor.


Simplifica as instruções

Como um meio de simplificar as instruções que são dadas às pessoas com TDAH, o cordão de girassol pode indicar que elas precisem de informações mais detalhadas, claras e diretas sobre o que devem fazer ou como devem agir em determinadas situações, sugerindo que elas precisam de mais tempo para processar as informações

Durante um exame de saúde, uma pessoa com TDAH pode ter dificuldades para compreender as orientações do médico ou para manter a concentração durante o procedimento, o que pode aumentar a ansiedade e o estresse. Através do uso do cordão de girassol, ela pode indicar que precisa de orientações mais precisas e objetivas para entender melhor o que está acontecendo e sentir-se mais tranquila durante o exame. O médico pode, então, adaptar a maneira como se comunica com ela e fornecer orientações mais simples e sucintas.


Aumenta a autoestima

Não é apenas uma ferramenta para se destacar, mas também um símbolo de autoestima para pessoas com deficiências ocultas. O cordão mostra que esses indivíduos se aceitam como são, não têm vergonha ou medo de expor suas dificuldades, além de mostrar que eles se valorizam e buscam seu bem-estar e desenvolvimento pessoal.

Um exemplo de como o cordão de girassol pode ajudar a aumentar a autoestima de pessoas com deficiências ocultas é quando alguém com TDAH usa o cordão em um ambiente social, como uma festa ou um encontro com amigos. Sabendo que tem o cordão de girassol e que pode contar com a empatia e o respeito dos outros, essa pessoa pode se sentir mais confiante e menos ansiosa em relação à sua condição.


Reduz o estresse

O cordão é um instrumento que pode reduzir o estresse das pessoas com TDAH. Ele pode evitar que elas se sintam sobrecarregadas ou ansiosas em ambientes que não são adequados às suas necessidades. Ele pode garantir que elas tenham acesso a um caminho mais calmo e tranquilo em locais como aeroportos, prédios públicos ou eventos sociais. Ele pode facilitar os processos rotineiros de segurança, como revistas ou detectores de metais, que podem ser desconfortáveis ou assustadores para elas.


O uso do cordão de girassol é obrigatório?


Não, o uso do cordão de girassol é voluntário e opcional. Cada pessoa com deficiência oculta pode decidir se quer ou não usar esse acessório para se identificar. O cordão é apenas uma ferramenta que pode facilitar a vida dessas pessoas, mas não é uma exigência legal ou moral.


Onde posso conseguir um cordão de girassol?


Você pode conseguir um cordão de girassol em diversos locais que aderiram à iniciativa, como aeroportos, supermercados, bancos, farmácias, bares, restaurantes e lojas em geral. Você também pode comprar um cordão de girassol pela internet, em sites especializados ou em plataformas de comércio eletrônico.

O preço varia de acordo com o modelo e a qualidade do material, mas geralmente é bem acessível.


O que fazer se alguém não respeitar o cordão de girassol?

Em situações em que algumas pessoas não respeitarem o cordão de girassol ou não souberem o que ele significa, é possível tentar explicar de forma educada que possui uma deficiência oculta e que necessita de um atendimento especial ou diferenciado. Caso se sinta ofendido ou discriminado devido ao uso do cordão de girassol, é possível denunciar a situação aos órgãos competentes ou procurar um advogado para defender os seus direitos.


O cordão de girassol substitui o laudo médico ou o documento comprobatório da deficiência oculta?

Não, o cordão de girassol não substitui o laudo médico ou o documento comprobatório da deficiência oculta, mas é apenas uma forma de facilitar a identificação e o atendimento das pessoas com deficiências ocultas e não uma prova oficial ou legal da sua condição. Portanto, se for necessário, você deve apresentar o seu laudo médico ou o seu documento comprobatório da deficiência oculta para ter acesso aos seus direitos e benefícios.


Conclusão

O cordão de girassol representa a inclusão e o respeito pelas diferenças. Para indivíduos com deficiências ocultas, como o TDAH, esse acessório pode ser uma ferramenta valiosa para promover a comunicação, a inclusão, a acessibilidade e a autoestima. Com o uso desse simples objeto, essas pessoas demonstram que não estão sozinhas e que merecem ser respeitadas e valorizadas como qualquer outra.

Através deste artigo, esperamos ter inspirado você a apoiar esta iniciativa e a reconhecer a importância da diversidade humana, bem como a criar coragem e usar o coração. Compartilhe esta ideia com seus amigos e familiares e, juntos, vamos construir uma sociedade mais inclusiva e solidária para todos.


N. da E.: No Brasil o TDAH não é considerado uma deficiência, portanto uma pessoa com TDAH não tem os direitos de pessoa com deficiência. O cordão pode ser utilizado no Brasil por pessoas com TDAH como uma forma de gerar empatia e para que outras pessoas reconheçam a diversidade, mas, infelizmente, ainda não lhe garante direitos ou benefícios.





quarta-feira, 13 de abril de 2022

Internação - IPUB (Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro)


O IPUB
, comprometido com a moderna visão da reforma psiquiátrica, vem nos últimos anos investindo na humanização de suas enfermarias. Esses espaços destinam-se ao tratamento de pacientes graves, submetidos a intenso risco psicossocial e que aonde as modalidades externas de tratamento não se mostram adequadas. Idealmente, o período de internação é curto, apenas o necessário para o controle agudo dos sintomas.

Em 2003, as vagas para internação no Instituto de Psiquiatria passaram a ser submetidas ao controle da Central Reguladora de vagas da Secretaria Estadual de Saúde.

Para internar o paciente no IPUB o mesmo deve ser levado a um dos quatro serviços de pronto-atendimento psiquiátrico do Município do Rio de Janeiro:

Instituto Philipe Pinel – (21) 2542-3049 Ramal 2048

Instituto Nise da Silveira – (21) 3111-7000

Hospital Jurandir Manfredine (Colônia Juliano Moreira) – (21) 3432-2394

Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro – (21) 2332-5676 / 5677

Após serem avaliados pelos médicos desses hospitais os pacientes são admitidos e posteriormente encaminhados ao IPUB.

O Instituto de Psiquiatria possui 115 leitos psiquiátricos e 2 leitos para intercorrências clínicas, divididos em duas enfermarias separadas por gênero. Tratam-se de 69 leitos femininos e 48 masculinos. Em ambas as enfermarias, os pacientes são acomodados em quartos, em média compostos por 4 – 5 leitos. Cada uma das enfermarias é guarnecida por um posto de enfermagem, dentro dos quais 2 – 4 leitos são reservados para observação clínica dos pacientes. As duas enfermarias possuem pátios abertos internos, arborizados, bem como aparelhos de tv. Médicos residentes e especializandos são responsáveis pelo acompanhamento de cada um dos internos, sempre com a orientação de um supervisor. De forma integrada ao atendimento médico, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros assistem os pacientes e suas famílias, tendo como o objetivo principal a rápida compensação dos quadros de crise e o retorno total ao convívio social.


HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO GERAL DO IPUB

Das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, com exceção dos serviços hospitalares e de emergência que funcionam das 24hs, todos os dias da semana, incluindo final de semana e feriados.

Avenida Venceslau Brás, 71 – Campus da Praia Vermelha – Botafogo – Rio de Janeiro, RJ – CEP:22290-140.
Tel: (21) 3938-0500


sábado, 6 de novembro de 2021

Prática de instrumento musical ajudou a combater ansiedade durante pandemia

De acordo com a plataforma de empregos GetNinjas, só entre abril e setembro do ano passado, a procura por cursos musicais aumentou 31% no Brasil; em São Paulo, as aulas de música on-line bateram os 93% de aumento


Em meio às angústias do isolamento social, imposto pela pandemia, muitas pessoas decidiram se dedicar a novas atividades e explorar habilidades até então desconhecidas, como aprender a tocar um instrumento musical. A música nunca esteve tão em alta. Só entre abril e setembro do ano passado, a procura por cursos musicais aumentou 31% no Brasil; em São Paulo, as aulas de música on-line bateram os 93% de aumento, segundo dados da plataforma de emp
regos GetNinjas.

E quem investiu as energias na aquisição de novos conhecimentos acertou em cheio, conforme analisa André Villela, pesquisador da área de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Segundo o psicólogo, qualquer aprendizado é benéfico e, no caso do instrumento musical, envolve “aspectos bem específicos, como o manuseio, a escuta atenta para os timbres, as notas, os tons musicais, a leitura de uma cifra ou de uma partitura, e toda essa equação que resulta, no final das contas, na música”.

O cenário desse aprendizado é classificado por Villela como muito motivador e acrescenta que “há indícios de que aprender a tocar um instrumento” pode refletir positivamente na memória, despertando o interesse pela própria história ou as de “um determinado lugar, um povo, uma cultura, em diálogo bem democrático”.

Outro aspecto destacado pelo pesquisador foi o bem-estar e poder de combater, por exemplo, a ansiedade, sentimento intensificado pela pandemia. Villela diz que o engajamento na prática de um novo instrumento pode ajudar no controle da ansiedade, independentemente do nível do aprendiz. Avançado ou iniciante, “esses benefícios para combater a ansiedade irão acontecer da mesma forma”, acrescenta.

Exemplo de quem resolveu investir na música foi André Pádua. O estudante de 24 anos conta que quis voltar a fazer aulas de música, pois já tocava guitarra e violão, e por causa da pandemia decidiu se aperfeiçoar musicalmente e aprender a tocar um novo instrumento, o cavaquinho. André conta que a atitude trouxe muitas melhorias ao seu dia a dia, modificando sua rotina e deixando seus “dias menos pesados”.

Professor e músico da banda Kilotones, João Paulo Barrionovo integra o projeto Capacitarte, voltado para pessoas com deficiência (PCD) e aprovado pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD). Segundo o professor de música, vários são os casos de alunos seus que iniciaram atividades musicais para o controle de doenças, entre elas, ansiedade, depressão e transtorno de personalidade. E, afirma, “ajudam muito”.

Barrionovo afirma que não somente quem tem problemas de saúde mental pode conseguir alívio com a música, mas também profissionais com atividades estressantes, como advogados, médicos, dentistas, podem fazer música como terapia. E, por falar nessa importância da atividade musical e seu aumento durante a pandemia, o músico conta que possui alunos adultos que precisaram parar várias atividades, com dificuldades financeiras, mas não deixaram a música.