segunda-feira, 17 de março de 2014

Etapas da agorafobia

Por Karen Terahata

Em uma das reuniões do nosso grupo de apoio, falamos sobre uma possível prevenção aos transtornos de ansiedade. Mas como essa prevenção poderia ser feita, já que não existem exames clínicos disponíveis que nos deem um diagnóstico precoce?


Navegando pelo site da Revista Brasileira de Psiquiatria, encontrei uma tabela com estágios da agorafobia.
De acordo com a matéria, esse método de classificação por estágios
também pode ser aplicado em casos de ansiedade generalizada e fobia social.


Podemos notar que alguns sintomas da doença podem ser encontrados em pessoas com características semelhantes, relacionadas à ansiedade (preocupação excessiva com a saúde e medos isolados, por exemplo). Esses sintomas vão evoluindo até que tornam-se crônicos.

Desse modo, pressuponho que se o paciente fosse encaminhado para um psicólogo ou um psiquiatra logo nos primeiros sinais de ansiedade, a doença poderia ser evitada. Sim, porque os pensamentos negativos - "automáticos", como denominam psicólogos - poderiam ter sido contornados, o que já não é tão fácil quando o problema se cronifica.  

A questão é que, muitas vezes, os próprios médicos que trabalham nas emergências dos hospitais não têm esse discernimento (ou sensibilidade) e simplesmente prescrevem um calmante para os pacientes que chegam até eles com uma crise de pânico. Daí a importância de investimento nas áreas de pesquisa e formação de profissionais da saúde.

8 comentários:

  1. Trato minha ansiedade,síndrome do pânico com psiquiatra,tomo remédios,mas,gostaria mesmo é de terapia,pois,meus sintomas melhoraram muito,mas,quero saber lidar com minhas crises sem remédios,aprender como suportar...

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    1. Oi, Mariza, tudo bem? Realmente seria muito bom se você pudesse fazer terapia, acho essencial para o tratamento. Mas se você não tem condições no momento, mantenha o acompanhamento do seu psiquiatra. Você diz que os sintomas melhoraram muito, ou seja, hoje tem mais qualidade de vida, certo? Então não se preocupe em parar com os remédios agora. Deixe que seu médico se preocupe com isso! Você deve se preocupar em sentir-se melhor. E se para isso for necessário tomar remédio, que seja assim!

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  2. Karen, muito bom seu post! Concordo com você no que diz respeito ao investimento que deve ser feito em pesquisas na área, mas a questão do diagnóstico precoce é muito difícil em psiquiatria. Alguns desses sintomas são comuns na ansiedade "normal" e não somente na patológica, como o pânico, fobia social, ansiedade generalizada etc. Uma coisa que deve ficar clara também é que atualmente, segundo o DSM-V, agorafobia é um tipo de transtorno e não mais parte do pânico. Agora são separados.
    No entanto, muitas críticas vem sendo realizadas sobre o DSM-V. Atualmente, mais de 700 tipos de doenças foram catalogadas nessa última edição. É um verdadeiro absurdo! Na primeira edição, por exemplo, eram em torno de 120 doenças. Portanto, na pesquisa temos de seguir essa "loucura" de milhares de doenças, mas na clínica isso não é tão comum. Os psiquiatras não estão se utilizando tanto dos critérios do DSM-V. Como meu chefe diz, pesquisa é pesquisa e clínica é arte!
    Parabéns, seu post ficou excelente!
    Abraços,
    Sergio Machado

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    1. Olá, Sergio, muito obrigada pelo seu comentário. Foi bastante esclarecedor! :) Os pacientes sentem necessidade de um diagnóstico preciso, querem (quero!) saber o que têm de verdade, se é pânico, agorafobia, TAG... mas vendo por esse ponto de vista - a experiência clínica como arte -, o diagnóstico depende muito de como cada profissional (no caso, psiquiatra) vai enxergar os sintomas, concorda? O que todos temos em comum é a ansiedade patológica. Mas é bem difícil rotulá-la... não é? Os sintomas se misturam?
      Estou sendo confusa? rss
      Obrigada mais uma vez!
      Abraços,
      Karen

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  3. Não resido no Brasil mas posso vos dizer que esse problema tb acontece aqui em Portugal. Aqui tb é muito dificil obter um diagnostico concreto, por vezes é o próprio paciente que descobre através da leitura e do seu auto conhecimento da doença, o problema que tem. A minha irmã, ao inicio lhe diagnosticaram na urgência hospitalar depressão, o psiquiatra que consultou mais tarde lhe disse que era transtorno de pânico, mais tarde lhe disseram que era sindrome de pânico, um medico de clinica geral lhe diagnosticou ansiedade generalizada... È importante sim ter um diagnostico para as pessoas que sofrem disso, pois só após o diagnostico se aplica o tratamento certo... Muitos clinicos inclusive lhe perguntavam porque é tão importante obter um diagnóstico. Ela respondia sempre porque pretendo me curar e para isso tenho que ter um diagnóstico exato!

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    1. Olá! Recebo muitas mensagens daí, de Portugal, sei que a ansiedade também tem feito vítimas no seu país. Quanto à busca por um diagnóstico, acho que é bastante comum entre nós. Afinal, não é fácil sentir tantos sintomas físicos, além dos emocionais, e ouvir de um médico que não é "nada"... queremos saber exatamente o que temos para buscar tratamento. É este o ponto. Grande abraço para você e sua irmã, obrigada por compartilhar sua experiência conosco!

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  4. tenho sindrome do panico e agorafobia, não tenho uma vida completamente normal. trabalho perto de casa, vou a pé, mas sinto muito medo de acontecer alguma coisa...sair pra outros lugares nem pensar, pegar onibus, de jeito nenhum...lugares fechados, com multidões ou muito abertos...nem pensar tbm. Tomo inderal 10 mg, sertralina 100 mg, florinefe 0,1 mg e rivotril 4 gotas, mas não senti grandes diferenças...parei de ir ao psicólogo porque tinha medo de pegar onibus....seria bom se o psicologo viesse em casa!

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  5. Bom Dia Karen,
    Há mais ou menos 25 anos lido com esse transtorno. Há 3 anos achei que estava pronta para lidar com o transtorno sem medicamentos. O esforço foi imenso, e sem perceber, comecei a cair nas armadilhas do medo. No inicio são pequenas concessões ( recusar convites, evitar determinadas situações, etc..) Mas o monstro do medo é imortal e insaciável.....e hoje além de todos os medos antigos agreguei mais um: tenho medo de tomar remédios, eles mal caem no estomago e já entro em crise. São crises tão violentas que já cheguei a ser hospitalizada. Os profissionais que procuro não entendem que não consigo tomar os medicamentos prescritos. Seria possível alguém indicar um profissional que saiba lidar com esse transtorno? Moro em Santos-SP. Obrigada.

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