quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Obrigada!!!

Para todos os leitores e seguidores do meu trabalho no Sem Transtorno, desejo um excelente final de ano e um 2015 de muitas conquistas, serenidade, superação e CORAGEM!!! :)

Agradeço do fundo do meu coração por toda a confiança de vocês, solidariedade, carinho e respeito por mim e pelo meu propósito.

Um grande abraço e toda a minha gratidão! 
FELIZ ANO NOVO!!!!!


VEJAM SÓ A RETROSPECTIVA SEM TRANSTORNO 2014 !!!

Fomos capa (mais uma vez!) do jornal O Globo Barra



Iniciamos o nosso Grupo de Apoio!!! :)



Eu e Rosanna Mannarino, minha até então psicóloga, visitamos o
querido Fernando Mineiro no GruPan, em Belo Horizonte



Fui "Carioca Nota 10" na Veja Rio


Dei entrevista para o Canal Futura



Estive no programa Cabeça Pra Cima, na Rede Boas Novas



Eu e minha psiquiatra, Dra. Moema Costa dos Reis, participamos do programa "ALERJ Debate", na TV ALERJ



Alguém me belisca, participei do Sem Censura!!!



Tico Santa Cruz mandou um recado pra gente


Participei e fui premiada pelo workshop Mulheres Que Transformam Mais, promovido pelo Fernando Torquatto
 

Dei entrevista para o jornal O Globo

 
 

E para o jornal O Tempo, de Minas



Para a revista Abelardo Bueno


E Fátima Bernardes também quis conhecer o Sem Transtorno no seu "Encontro"

 

 E pra fechar o ano, fiz minhas primeiras entrevistas em vídeo pro blog
 


 
 Ufa!!!!! E que venha 2015!!!!!!!!!!! :)










sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Atleta que convive com Síndrome do Pânico luta neste sábado pelo UFC

O lutador de MMA Antonio Carlos "Cara de Sapato", campeão da terceira edição do reality show "The Ultimate Fighter Brasil", enfrentará amanhã o americano Patrick Cummins no UFC e conta com a nossa torcida.

Há menos de um mês, Cara de Sapato conversou com o Sem Transtorno e nos contou como tem enfrentado o pânico, preservando sua qualidade de vida.

Assista!


Cara de Sapato dá entrevista para o Sem Transtorno

UFC: Machida x Dollaway
20 de dezembro de 2014, em Barueri (SP). Transmissão pelo Canal Combate, a partir das 21:30h. Somente para assinantes.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pacientes tratam ansiedade usando remédio de hipertensão; veja riscos

Por Juliana Vines (para a Folha de S. Paulo)


A vendedora Fernanda Moretti usa betabloqueadores
contra ansiedade (foto: Anderson Prado/Folhapress)
Há quatro meses, a vendedora Fernanda Moretti, 33, trocou um antidepressivo por um remédio usado para hipertensão. O objetivo: dar fim às crises de ansiedade que a acompanhavam desde os 18 anos. "Já tomei de tudo, de ansiolíticos a antidepressivos. Nada tinha funcionado."

A solução para ela foi o metoprolol, droga da classe dos betabloqueadores indicada para uma série de doenças cardíacas, como arritmia e angina. Fernanda, porém, não tem problemas no coração.

"Eu tinha crises de pânico que vinham do nada. O coração acelerava, eu ficava pálida e sentia muita ansiedade, pensava que ia enfartar."

Ao sentir os sintomas, ela ficava ainda mais nervosa. Com o betabloqueador, que controla sinais como palpitação e tremores, comuns tanto nas doenças cardíacas quanto nos transtornos de ansiedade, a sua percepção é que o problema está resolvido.

Ela não é a primeira nem a única que tem recorrido à droga do coração para se acalmar. "Agora com a internet e com as redes sociais parece que esse uso tem aumentado. Muitas pessoas tomam porque ouvem dizer que é bom para não ficar nervoso em uma apresentação ou entrevista de emprego", afirma Sergio Tamai, psiquiatra membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.

A constatação preocupa o médico, já que os betabloqueadores são mais baratos que os antidepressivos e, apesar de serem tarja vermelha, que exige prescrição médica, são vendidos sem receita nas farmácias. "As pessoas pensam que não há riscos, o que é errado", diz Tamai.

O primeiro dos riscos vem do principal objetivo do remédio, que é controlar a pressão arterial. Se a pessoa não tem hipertensão nem doenças do coração, o uso contínuo, mesmo em pequenas doses, pode baixar a frequência cardíaca e interferir na pressão.

"É necessário que o uso seja acompanhado. Com o tempo a pessoa pode sentir tontura, náuseas e queda de pressão", diz o cardiologista Ricardo Pavanello, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Outro risco, segundo Tamai, é desencadear episódios depressivos se a pessoa já tiver alguma tendência. Além disso, quem tem asma, bronquite ou doença pulmonar crônica não deve usar esse medicamento, porque o quadro pode se agravar.

Pavanello questiona não só a segurança mas a eficácia do uso episódico, feito sem orientação médica antes de um evento específico. Segundo o cardiologista, uma dose isolada de betabloqueador não terá muito efeito no controle de sintomas como tremores e palpitação. "O efeito completo da droga você obtém ao longo do tempo. O uso eventual é só um placebo", diz.

De acordo com o psiquiatra Tito Paes de Barros Neto, pesquisador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas de São Paulo, estudos comparando a eficácia dos betabloqueadores e de antidepressivos mostraram que o efeito do remédio para o coração é, de fato, similar ao de um placebo. "Por ajudar no controle dos sintomas físicos, talvez a droga dê um 'empurrão psicológico', mas não há um respaldo científico. Ainda é só um uso experimental."

Foi esse empurrão que surpreendeu a estudante Camila Alves, 19. Ela sofre de crises de ansiedade e, desde os 13, toma antidepressivo. Há três semanas começou a tomar propanolol. "Eu tinha picos de pressão, falta de ar e dor no peito. O antidepressivo não resolvia muito e o propanolol tem ajudado bastante."

Em casos assim, em que o betabloqueador é usado como coadjuvante no tratamento, há menos controvérsia. "Pode ajudar no alívio de sintomas físicos, sim, e isso ajuda a controlar a ansiedade. Mas é preciso também tratar a doença, e não só o sintoma. O betabloqueador não age na causa, só na consequência", diz o psiquiatra Fernando Fernandes.

O tratamento padrão para transtornos de ansiedade como síndrome do pânico ou fobia social inclui antidepressivos, ansiolíticos e psicoterapia. Para Fernandes, assim, usar apenas o betabloqueador seria como "tratar uma pneumonia com um antitérmico."

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

TDAH: aumento de casos ou de diagnósticos inadequados?

                                                     imagem retirada da intenet
Por Rosanna Talarico Mannarino

A partir de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Medicina, a
 Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJconstatou que o medicamento "metilfenidato", comercialmente e popularmente mais conhecido como Ritalina, teve um aumento de 373% em sua produção e importação no Brasil em dez anos e 775% de aumento em seu consumo. O produto é utilizado no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o TDAH.

Será que esse aumento é um reflexo de uma maior busca por tratamento ou seria consequência de um diagnóstico sem avaliação adequada e cautelosa?

Na maioria das vezes, a criança ou o adolescente é diagnosticado sem ser considerado seu contexto social, histórico e questões emocionais.
A avaliação deveria ser realizada por uma equipe multiprofissional, não centralizando no psiquiatra. Infelizmente, muitos psiquiatras não consideram desenvolver um trabalho em conjunto com outros profissionais da área da saúde, como o psicólogo. Mas s
ó a medicação não trata!!!

Após o diagnóstico, é importante que, concomitantemente ao medicamento - quando este for necessário - o paciente seja acompanhado por uma psicoterapia para que ele possa aprender a lidar com suas dificuldades. E é importante que os familiares também sejam encaminhados para um psicólogo, para que sejam orientados e aprendam a administrar questões relacionadas ao paciente.

Devido à ansiedade da família, a busca por ajuda é voltada para uma resolução rápida e mais cômoda possível, reforçando a cultura de que somente a medicação resolverá o problema. Em muitos casos o resultado positivo é imediato, mas não cria-se habilidades saudáveis para lidar com as dificuldades, para aliviar o desconforto e inabilidades fora, não buscando as suas próprias ferramentas. Buscando e desenvolvendo suas habilidades interiores.

Por que as crianças francesas recebem menos diagnóstico de TDAH?

Além de não usarem o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, ou DSM, os psiquiatras franceses veem o TDAH como uma questão psicossocial e situacional, levando em consideração a avaliação do contexto social da criança.

A preocupação do tratamento é dar suporte para que o paciente saiba lidar com suas dificuldades e também à família do paciente, buscando a causa social subjacente aos sintomas.

Nós, profissionais da área da saúde, devemos ter cuidado para não priorizar a avaliação da doença, evidenciando os sintomas, mas sim, ter como prioridade compreender o paciente enquanto "pessoa", com seus históricos e singularidades.


Rosanna Talarico Mannarino é Psicóloga Clínica (CRP 23434/05). Contato: rosanna.talarico@yahoo.com.br /
Tel.: (21)
 9 9165-0576




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Aviso:
a próxima reunião do grupo de apoio Sem Transtorno acontecerá neste sábado, dia 6, EM UM ÚNICO HORÁRIO: das 9:30 às 11:30h!
Inscrições, dúvidas, etc e tal: semtranstorno@gmail.com 

Até lá! :)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sem Transtorno Entrevista: Antonio Carlos Junior "Cara de Sapato"

Campeão do reality show "The Ultimate Fighter Brasil 3" fala sobre a superação da Síndrome do Pânico

Por Karen Terahata


"Frescura", "bobagem", "maluquice", "falta de Deus", "de fé"...
Estas são apenas algumas das "definições" que nós, pacientes de transtornos de ansiedade, costumamos ouvir de pessoas que desconhecem o nosso problema.


Atacados por um medo incontrolável, que vem de não sabemos onde e nem quando, ainda temos que nos preocupar com o julgamento de pessoas próximas, tantas vezes nossos familiares - com quem deveríamos poder contar, mas que não conseguem (e às vezes não querem mesmo) nos compreender. Mais do que isso, nos ajudar.


A vergonha é um dos motivos que nos fazem adiar a procura por ajuda médica. No caso dos homens, essa dificuldade é ainda maior.
Se o sentimento de fragilidade não é nada fácil de assumir, imagine num universo tão machista 
como no que vivemos.Pois o nosso entrevistado, nada menos do que o lutador Antonio "Cara de Sapato", bicampeão mundial e campeão Pan-Americano absoluto de Jiu-Jitsu, e campeão da última edição do TUF Brasil, exibido pela TV Globo, enfrentou todo esse preconceito de cabeça erguida.

Há cerca de três anos, Cara de Sapato foi acometido por crises de pânico e saiu em busca de um diagnóstico. Após peregrinar por diversos médicos, de diversas especialidades, recebeu a indicação de se consultar com um psiquiatra.
Com coragem e humildade, aceitou o tratamento e hoje leva uma vida, como ele mesmo diz, "normal".

Prestes a fazer sua primeira luta 
no UFC após o The Ultimate Fighter (no dia 20 de dezembro ele enfrentará o americano Patrick Cummins), este paraibano de 24 anos nos mostra que é um vencedor não somente nos tatames e octógonos, mas também na vida!

Veja também: 
Da síndrome do pânico ao sucesso no TUF Brasil 3: conheça a história de ‘Cara de Sapato’

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sem Transtorno Entrevista: Flávia Paes

Psicóloga explica o que é a TCC e como ela ajuda no tratamento da ansiedade

Nesta primeira entrevista em vídeo, o Sem Transtorno apresenta sua mais nova parceira, a psicóloga Flávia Paes, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental. Entenda um pouco mais sobre a tão falada TCC, como ela auxilia no tratamento do pânico, das fobias específicas, como o medo de avião, e de outros transtornos de ansiedade. Flávia também fala sobre a combinação medicação - psicoterapia e sobre a importância de se quebrar preconceitos, e ser feliz. :)

Espero que gostem da novidade, muitas outras ainda estão por vir! Continuem acompanhando o Sem Transtorno, lendo e agora assistindo também!!! ;)

Um abraço a todos, saúde, paz e... CORAGEM! <3


Flávia Paes é psicóloga especialista em TCC (CRP 29051-05), doutoranda em saúde mental (Ipub/UFRJ) e Neuropsicóloga (USP). 
Contato: flavia.paes.psi@gmail.com / (21) 2146-1851 / (21) 9 9156-7880

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Ansiedade e alcoolismo

(Prof. Dr. Mario Rodrigues Louzã Neto, psiquiatra e psicanalista)

O uso de bebidas alcoólicas é tão antigo quanto a própria Humanidade. Beber moderada e esporadicamente faz parte dos hábitos de diversas sociedades. Determinar o limite entre o beber social, o uso abusivo ou nocivo de álcool e o alcoolismo (síndrome de dependência do álcool) é por vezes difícil, pois esses limites são tênues, variam de pessoa para pessoa e de cultura para cultura. 


Estima-se que cerca de 10% das mulheres e 20% dos homens façam uso abusivo do álcool; 5% das mulheres e 10% dos homens apresentam a síndrome de dependência do álcool ou alcoolismo. (...) Freqüentemente pessoas portadoras de outras doenças mentais (por exemplo, ansiedade, pânico, fobias, depressão) apresentam também problemas relacionados ao uso de álcool.

Conseqüências físicas do alcoolismo

O uso excessivo de bebidas alcoólicas pode afetar praticamente todos os órgãos e sistemas do organismo. O aparelho gastrintestinal é particularmente atingido. Podem ocorrer gastrites, ulceras, inflamação do esôfago, pancreatite; as lesões no fígado podem levar à cirrose. Outros aparelhos atingidos são o cardiocirculatório (podendo ocorrer pressão alta, infarto do miocárdio), o sistema nervoso (epilepsia, lesões em nervos periféricos) e o geniturinário (impotência). Podem ocorrer também doenças devido a deficiências de vitaminas e alterações no sangue. O uso de álcool por mulheres grávidas pode levar a malformações no feto com retardo mental, malformações no coração, membros, crânio e face (síndrome fetal do álcool).

Conseqüências psíquicas do alcoolismo

A embriaguez ou intoxicação aguda pelo álcool é bem conhecida. A pessoa pode ficar agitada, falante, eufórica, com incoordenação motora, rubor facial. Por vezes o quadro de embriaguez é acompanhado de um esquecimento dos fatos ocorridos durante a embriaguez ("blackout"). Algumas pessoas ficam embriagadas com doses muito pequenas de bebidas alcoólicas - este quadro é denominado intoxicação patológica ou idiossincrática.

Na síndrome de dependência ocorre o uso exagerado, continuo de álcool por muito tempo. Há um desejo intenso de beber e necessidade de beber quantidades cada vez maiores para obter o mesmo efeito (tolerância). As atividades da pessoa giram em torno da obtenção de bebidas, ocorrem prejuízos nas demais atividades, como falta ao trabalho, queda do rendimento no trabalho e convívio familiar.

Outra característica da síndrome de dependência é a síndrome de abstinência. Ocorre em geral com a interrupção ou redução abrupta da quantidade de bebida ingerida. A síndrome de abstinência caracteriza-se por tremores, sudorese, aumento da pulsação, insônia, náusea ou vomito, ansiedade e agitação. Quando se torna mais grave surgem ainda as alucinações, em geral na forma de "visões" de animais ou fios na parede ou no ar ou da sensação de formigamento ou de bichos andando pelo corpo da pessoa. Este quadro é chamado de delirium tremens e é ainda acompanhado de febre, convulsões e confusão mental (a pessoa não consegue conversar direito, confunde objetos e pessoas, não sabe informar sobre datas ou local onde se encontra). O delirium tremens é um quadro grave e necessita de tratamento hospitalar.

Tratamento

O tratamento do alcoolismo é bastante complexo e depende do tipo de quadro que o paciente apresenta. Em termos genéricos, o primeiro passo é evidentemente a conscientização do problema e a interrupção total do uso de bebidas alcoólicas (abstinência). A chamada "desintoxicação" pode ser feita em casa ou, em casos mais graves, em hospital, mas sempre sob cuidado médico. Nesse período é feita também a avaliação e o tratamento dos danos físicos e mentais decorrentes do álcool.

Após a recuperação inicial, segue-se a manutenção da abstinência. A maioria dos trabalhos mostra que a abstinência deve ser total e completa. Uma "bebidinha" de vez em quando abre caminho novamente para a dependência na grande maioria dos casos. Assim é preciso muito esforço e muito apoio para que a pessoa fique distante das bebidas alcoólicas e de outros produtos que contem álcool.

Há alguns medicamentos que podem ajudar a manter a abstinência, os quais devem ser prescritos e seu uso acompanhado pelo médico. O mais conhecido deles é o dissulfiram. Este medicamento deve ser tomado diariamente; ele provoca uma reação extremamente desagradável se a pessoa que o está utilizando ingere mesmo pequenas quantidades de álcool. Com isto cria-se uma aversão ao uso do álcool. Outros medicamentos, entre eles o naltrexone, diminuem a vontade de beber e podem contribuir na recuperação.

A psicoterapia desempenha papel fundamental na recuperação. Procurar buscar com o paciente os motivos que o levam a beber e auxiliar na resolução dos conflitos permitem a construção de uma personalidade mais madura, capaz de lidar com as adversidades sem precisar se refugiar na bebida.

Os grupos de auto-ajuda* (Alcoólicos Anônimos e outros) também são muito importantes na recuperação.

* Na verdade são grupos de mútua ajuda, formados por pessoas que se reúnem com o objetivo de satisfazer uma necessidade comum, trocando informações, experiências e apoio emocional.

(fonte: saudemental.net; imagem retirada da internet)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Meditação

Meditação pode trazer benefícios relacionados ao
aprendizado, memória e controle emocional
Os benefícios da meditação podem ir muito além do bem-estar e autoconhecimento. De acordo com novo estudo de Harvard, a sua prática pode trazer mudanças estruturais no cérebro.

A neurocientista Sara Lazar reuniu 16 voluntários, que tiveram seus cérebros examinados antes e depois de um período de oito semanas da prática do “mindfulness” - um estilo de meditação simples.

Exames de ressonância magnética foram tomados antes e após as sessões de meditação coletiva e colocadas em comparação com voluntários que não tinham praticado nenhum tipo de exercício.

Nos  voluntários que praticaram a meditação foram detectadas massa cinzenta mais densa em várias partes do cérebro - associadas ao aprendizado, memória e controle emocional.

(fonte: Catraca Livre; foto Flickr/Mitchel Joyce)


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Novo grupo de mútua ajuda no Rio! :)

Amigos, é com muita satisfação que informo aos leitores do Sem Transtorno que um novo grupo de apoio para pessoas com transtornos de ansiedade, como o pânico, está surgindo aqui no Rio!

Nossa querida Lucia Oliveira Jardim, frequentadora do Grupo de Apoio Sem Transtorno, decidiu criar um grupo para atender aos moradores da Zona Sul, que, como ela, têm dificuldade para irem até a Barra da Tijuca.


E eu achei ótimo!! Quanto mais pessoas se reunirem com o intuito de trocar informação, de se fortalecer e se ajudar, melhor! Que surjam muitos outros pelo Brasil todo! :D
 

As reuniões do grupo Convivendo, da Lucia, acontecerão sempre no segundo sábado do mês, das 10 às 11:30h, em Copacabana. Para participar, envie um e-mail para cconvivendo@yahoo.com.br
A primeira reunião oficial acontecerá no dia 13 de dezembro, e eu faço questão de estar presente para celebrar!

SUCESSO ao grupo Convivendo, que ele ajude muitas pessoas a viverem melhor!!! Parabéns, Lucia!!!

Sete coisas que você não deve dizer a alguém com ansiedade

(The Huffington Post / Por Lindsay Holmes)

Se você já sofreu de ansiedade grave, provavelmente conhece muito bem o modo como ela pode controlar sua vida.
Os transtornos de ansiedade e pânico podem causar sensações intermináveis de medo e incerteza - e esse sofrimento muitas vezes provoca comentários que são mais prejudiciais que úteis. 

Segundo o psicólogo clínico Scott Bea, professor-assistente de medicina na Clínica Cleveland, embora geralmente venha de pessoas amadas, a incompreensão dos outros pode tornar incrivelmente desafiador superar uma crise de pânico. 
"Por isso, muitas coisas que você poderia dizer acabam tendo um efeito paradoxal e agravam a ansiedade", diz Bea a The Huffington Post.
"A ansiedade pode ser como areia movediça - quanto mais você tenta resolver a situação imediatamente, mais você afunda. Dizer às pessoas coisas como 'fique calmo' pode realmente aumentar sua sensação de pânico."


Apesar de tudo, existem maneiras de ainda dar apoio sem causar mais perturbação. Aqui estão sete comentários que você deve evitar fazer para alguém que sofre de transtorno de ansiedade - e como você pode realmente ajudar essa pessoa.

1. "Não dê importância a essa bobagem."

A verdade é que o que você considera bobagem pode não ser tão insignificante no mundo de outra pessoa. Embora você tente projetar uma luz positiva sobre uma situação tensa, pode querer reduzir algo que é muito maior para outra pessoa.

"Você precisa entrar no sistema de crença da pessoa", aconselha Bea. "Para [alguém com ansiedade], tudo é importante." Para ajudar, tente aproximar-se dela com uma perspectiva de incentivo, em vez de implicar que ela "surtou" por causa de algo sem importância. Lembrar à pessoa que ela já superou esse pânico antes pode ajudar a confirmar que sua dor é real e ajudá-la a empurrar para longe os sentimentos arrasadores, diz Bea.

2. "Acalme-se."

O problema debilitante dos transtornos de ansiedade e pânico é que você simplesmente não consegue se acalmar. Encontrar a capacidade de relaxar - especialmente por ordem de alguém - não é fácil para a maioria das pessoas, e certamente pode ser mais difícil para alguém que sofre de ansiedade.

Em um blog em "Psychology Today", o psicólogo Sean Smith escreveu uma carta aberta para uma pessoa amada do ponto de vista de alguém com ansiedade, afirmando que, mesmo que haja boas intenções, dizer para a pessoa se acalmar provavelmente terá o efeito contrário:

"Vamos reconhecer o óbvio: se eu pudesse conter minha ansiedade, já o teria feito. Isso pode ser difícil de entender, já que provavelmente parece que eu escolhi (entrar em pânico, me coçar, acumular coisas, andar de um lado para outro, me esconder, ruminar, verificar, limpar, etc). Não. No meu mundo, fazer essas coisas é apenas ligeiramente menos doloroso do que não as fazer. É difícil explicar, mas a ansiedade coloca uma pessoa nessa posição."

Segundo Keith Humphreys, professor de psiquiatria na Universidade Stanford, suas palavras não precisam ser seu método mais poderoso - oferecer para fazer algo com a pessoa talvez seja a melhor maneira de ajudar a aliviar seus sintomas. Humphreys diz que atividades como meditação, dar um passeio ou fazer exercícios são maneiras positivas de ajudar.

3. "Apenas faça isso."

Quando alguém com ansiedade enfrenta seus medos, um pouco de "amor duro" pode não ter o efeito que você espera. Dependendo do tipo de fobia ou transtorno que a pessoa enfrenta, o pânico pode atacar a qualquer momento - ao embarcar em um avião, falar a um grupo de pessoas -, ou mesmo surgir do nada. "Obviamente, se elas pudessem superar isto o fariam, porque seria mais agradável", diz Humphreys. "Ninguém escolhe ter ansiedade. Usar estas frases as faz sentir-se na defensiva e sem apoio."

Em vez de dizer a alguém para "aguentar", praticar empatia é o segredo. Humphreys aconselha a trocar a linguagem incentivadora de time esportivo por frases como "É horrível sentir isso" ou "Que pena que você se sinta assim".

"O paradoxo é que uma frase empática ajuda a acalmá-las porque elas não sentem que têm de lutar por sua ansiedade", diz Humphreys. "Demonstra certa compreensão."

4. "Tudo vai dar certo."

Embora seja de modo geral um apoio, Bea diz que as pessoas com ansiedade não vão reagir de fato a palavras reconfortantes da maneira que você gostaria. "Infelizmente, dizer a alguém que está enfrentando ansiedade que tudo vai dar certo não ajudará muito, porque a pessoa não vai acreditar", ele explica. "A tranquilização às vezes pode ser um método ruim. Ela as faz sentir-se melhor durante 20 segundos e depois a dúvida pode retornar."

Bea sugere que se continue encorajando, sem usar declarações vagas que podem não ter valor naquela situação. Às vezes, diz ele, até permitir que a pessoa abrace sua preocupação em vez de tentar afastá-la pode ser a única maneira de ajudar. "Ela sempre pode aceitar a condição", disse Bea. "Encorajá-la dizendo que é bom sentir o que ela está sentindo também pode ser um bom remédio."

5. "Também estou estressado."

Semelhante a "Acalme-se" e "Não dê importância a essa bobagem". Você pode estar acidentalmente banalizando a luta de alguém ao criar uma comparação. No entanto, se você estiver estressado ou sofrendo de um transtorno leve de ansiedade ou pânico, Humphreys adverte que a camaradagem depois de certo ponto pode ser perigosa. "É importante não ficar obcecados um pelo outro", aconselha. "Se você tem duas pessoas ansiosas, elas podem se alimentar mutuamente. Se as pessoas têm dificuldade para controlar sua própria ansiedade, tente não se envolver nessa atividade mesmo que você pense que pode ajudar."

Pesquisas demonstraram que o estresse é uma emoção contagiosa, e um estudo recente da Universidade da Califórnia em São Francisco descobriu que até os bebês podem captar esses sentimentos negativos de suas mães. Para promover pensamentos mais saudáveis, Humphreys aconselha que se tente reorientar a narrativa, em vez de lamentar-se juntos.

6. "Tome uma bebida - vai distrair sua mente."

Esse coquetel pode diminuir a tensão, mas quando lidar com transtornos de ansiedade existe um problema maior para se preocupar, diz Humphreys. Médicos e tratamentos prescritos são mais adequados quando se trata de lidar com os problemas que causam o pânico. "A maioria das pessoas supõe que se alguém tomar alguns drinques sua ansiedade desaparecerá", disse ele. "Em curto prazo, sim, talvez desapareça, mas em longo prazo pode ser um caminho para a dependência. Essas substâncias podem reforçar a ansiedade."

7. "Eu fiz alguma coisa errada?"

Pode ser difícil quando uma pessoa amada está constantemente sofrendo e às vezes pode até parecer que seus atos de alguma forma estão provocando isso. Humphreys diz que é importante lembrar que os transtornos de pânico e ansiedade derivam de algo maior do que apenas uma instância particular. "Aceite que você não pode controlar as emoções da outra pessoa", ele explica. "Se você tentar isso, se sentirá frustrado, a pessoa que você ama e que está sofrendo pode se sentir rejeitada e vocês dois se ressentirão. É importante não levar a ansiedade do outro para o plano pessoal."


Humphreys diz que também é crucial deixar a pessoa amada saber que há uma maneira de superar qualquer transtorno de ansiedade ou pânico - e que você está lá para ajudar. "Há maneiras de ser mais feliz e mais funcional", diz ele. "Existe com certeza uma razão para ter esperança." :)

(fonte: Brasil Post; imagens retiradas da internet)

sábado, 8 de novembro de 2014

24 coisas que apenas pessoas ansiosas entenderão

Se tem uma coisa da qual sinto orgulho em mim é do meu senso de humor. Ter bom-humor, enxergar as situações do cotidiano - mesmo as piores! - com leveza, é uma grande arma contra o estresse. 

Espero que se divirtam com este post sugerido por um leitor do Sem Transtorno. Me vi em vários momentos, e no final lembrei da gente aqui no blog! <3

C
omo já dizia o Titãs: "Diversão é solução sim"! ;)
(fonte: BuzzFeed)


24 coisas que apenas pessoas ansiosas entenderão

Há um botão de desligar neste cérebro?

1. Você tem um sentimento constante de desconforto.


Você literalmente nunca se sente completamente calmo.

2. Sua ansiedade causa um desconforto físico e dor de verdade.

A ansiedade pode estar na sua cabeça, mas afeta seu corpo de muitas maneiras. O aperto em seu peito, a tensão nos seus ombros, o enjoo no seu estômago, a sensação de estar desconfortável na sua própria pele…

3. Que no seu pior se transforma em um ataque de pânico.

Você está apenas cuidando da sua vida, passando o seu dia, e BAM,
sua ansiedade pergunta: “Lembra de mim?! MUAHAHAHA!”
Porque é uma desgraçada.

4. Sua mente está constantemente correndo.

Se sua mente fosse um cavalo, ganharia CADA maldita corrida;
ela nunca desacelera.

5. E você está sempre duvidando de si mesmo.

Eu deveria ter dito isso? Feito isso? PENSADO isso? !

6. Sério, você questiona TUDO.

Literalmente cada pessoa, paixão, interesse, ódio, amor, animal, objeto, atividade… Se existe, você se preocupa com isso e com tudo o que SIGNIFICA.


7. Você tem habilidade zero para se desligar.

Seu cérebro está sempre indo, super analisando e super pensando tudo.

8. Está a fim de assistir um filme engraçado? NÃO.

Desculpe, seu cérebro quer que você se preocupe sobre
como está destinado a ficar sozinho para sempre.

9. Quer pegar no sono? NÃO.

HAHA o que você está pensando, esta é a hora perfeita
para 
sua mente te irritar.

10. Ter uma conversa interessante com um amigo? NÃO.

Opa, seu cérebro prefere mostrar algo constrangedor que você fez há 
10 anos, suspendendo a sua capacidade de formar uma frase coerente.

11. Você fica ansioso sobre ansiedade.

Qualquer coisa pode ser um gatilho potencial, então você passa a vida
inteira em estado de alerta se protegendo contra picos de ansiedade. Infelizmente, isso significa que você gasta muito tempo
estando ansioso sobre ficar ansioso.

12. Você nunca está realmente "no momento".

É difícil aproveitar a vida agora, quando você está sempre se
estressando 
com coisas que aconteceram no passado ou que poderiam acontecer no futuro.

13. Tentar tomar uma decisão é extremamente doloroso.

14. E até mesmo quando você toma uma decisão, você
imediatamente se preocupa se foi a certa.

Eu já não sei de mais nada.

15. Leva uma eternidade para fazer qualquer coisa, porque você 
está frequentemente perdido dentro de sua própria cabeça.

Além disso você tem que checar três vezes que a porta está trancada /
o ferro está desligado / o cão foi alimentado.


16. Você está exausto. Todo. O. Tempo.
Fisicamente, mentalmente, emocionalmente. Ansiedade cansa.

17. Você se encontra na situação bizarra de não ser capaz de confiar
em seu próprio cérebro.

Isso é um pensamento verdadeiro, ou apenas a ansiedade falando? 
CÉREBRO, PARE DE TENTAR ME ENGANAR.

18. Então você se depara com a difícil perspectiva de tentar combater a
sua ansiedade com a própria coisa que a está causando.

Ah, olá CÉREBRO, nos encontramos de novo.

19. Pessoas bem-intencionadas tentam ajudar, mas às vezes pioram.

Sim, eu sei que a coisa que me preocupa não vale a pena preocupar,
mas saber disso não impede meu cérebro de se preocupar com isso.

20. Pessoas MAL intencionadas tornam isto muito pior.

Não, eu não sou egoísta ou preguiçoso, obrigado, na verdade
só tenho ansiedade paralisante.


21. Você realmente se preocupa em ser um fardo para
as pessoas que você ama.

Às vezes você mal aguenta a si mesmo, então como eles podem
te suportar?! 
(Isso é o seu cérebro mentindo para você novamente).

22. Você quer nada mais do que simplesmente parar de se preocupar,
mas literalmente não consegue.

Há um botão de desligar nesta coisa?

23. Você sabe que há coisas que podem ajudar a sua ansiedade, mas
você se sente ansioso a respeito de experimentá-las.

Meditação? Meu cérebro vai ser muito barulhento e eu não
vou ter nada para distrair do barulho! Exercício? Todos estarão me
olhando e julgando! Arrrrgghhhaahgahahgah…


24. Finalmente, há o alívio de conseguir falar com alguém sobre suas preocupações e saber que eles compreenderão completamente.

E você não está sozinho.
:)