quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Obesidade e depressão

Muitas pessoas da minha geração conviveram com um famoso dilema: "Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais"? Hoje, depois de tantos anos, minha questão é outra: comemos demais porque nos sentimos deprimidos ou nos sentimos deprimidos porque comemos demais? 

Eu sempre achei que comer é uma das melhores coisas da vida! Pizza, macarronada, biscoito doce mergulhado no café com leite, chocolate, sorvete, palmito, feijão com arroz, beringela recheada, empada, pastel, sushi, bife acebolado do meu marido... simplesmente AMO comer!!! No entanto nunca tinha associado meu apelido de Pac-Man ao meu estado depressivo.


Muitos estudos indicam uma relação estreita entre depressão e obesidade. Um mal levaria ao outro e vice-versa. Grande parte dos obesos que procuram tratamento médico para emagrecer, apresentam depressão. E caso ainda não apresentem, eles ainda têm três vezes mais chances de ficarem deprimidos do que pessoas magras.


De acordo com um estudo recente feito pela Universidade de Brasília, das 300 pessoas que sofrem de depressão e são tratadas com antidepressivos no Hospital São Vicente de Paulo, no Distrito Federal, mais da metade está com sobrepeso e barriga saliente. Esses dados não determinam a associação que um mal tem a ver com o outro, mas demonstram o quanto essa associação é forte.


Preconceito
Como não se sentir triste e humilhado ao ser chamado a vida toda de "baleia", "rolha de poço" ou simplesmente de "gordo"? Ao entrar num avião ou num cinema e perceber que aquele assento não foi feito pra você? Ao querer comprar uma roupa bacana, mas não encontrar uma peça do seu tamanho? O simples acúmulo de gordura no corpo já causa apatia, sonolência, cansaço e desânimo. Com a depressão, esses sintomas se agravam ainda mais.
Surge, a partir daí, o que chamam de "ciclo gorduroso": a pessoa come compulsivamente para se sentir menos triste e depois se sente triste porque percebe que engordou.


Antidepressivos também engordam
Eu achava que todo antidepressivo emagrecia, inclusive já conheci pessoas que tomavam antidepressivos somente para emagrecer. No entanto, muitos antidepressivos engordam e aumentam o apetite. Por isso, em caso de depressão, não deixe jamais de procurar um médico para que juntos avaliem as melhores opções de tratamento.


E não esqueça daquela fórmula infalível: dieta equilibrada + exercício físico + descanso (em média de seis a oito horas por dia). 


Coragem a todos! ;)

 

Fonte: portal Abril.com

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Famosos Ansiosos - parte 3

Os transtornos de ansiedade são muito mais comuns do que você pode imaginar. Essa galerinha famosa, por exemplo, sofre de TOC:

DAVID BECKHAM
O jogador tem obsessão por simetria e dualidade, por isso, na sua casa e em quartos de hotéis, sempre mantém tudo organizado e enfileirado. Além disso, também precisa manter os objetos em pares. Em sua geladeira, por exemplo, as latas de refrigerante são colocadas de duas em duas. Se tiver um número ímpar, ele joga fora ou guarda no armário.

CAMERON DIAZ
A atriz é obcecada por limpar maçanetas e tem pavor de trocar germes com outras pessoas. Por isso, lava as mãos várias vezes ao dia e chega a abrir portas com cotovelos para não encostá-las.


ROBERTO CARLOS
O cantor tem uma lista de TOCs. Bastante conhecido por suas "manias", ele só saia de um lugar pela mesma porta que havia entrado, não usa nada de cor marrom e deixou de cantar algumas músicas do seu repertório para não falar algumas palavras, como "mau". O cantor contou ainda que, sempre que ouvia alguém dizer palavras que ele excluiu da sua vida, cuspia três vezes.

LEONARDO DICAPRIO
O ator, que já havia sofrido de Transtorno Obsessivo Compulsivo quando criança, voltou a ter sintomas ao interpretar Howard Hughes, em O Aviador. O personagem também tinha o problema e DiCaprio passou a se atrasar para as gravações porque só conseguia andar pisando em manchas nas calçadas.

JÔ SOARES
Durante seu programa, o apresentador contou que sofre de TOC e por isso precisa manter os quadros da sua casa levemente tombados para a direita. Além disso, teve uma fase em que tirou algumas palavras de seu vocabulário para não trazer má sorte.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ansiosos Espectadores

Tente se proteger
Mesmo pessoas que assistem a tragédias pela televisão podem adoecer. Elas sofrem só de imaginar: "E se fosse comigo? Com a minha família"?
Definitivamente, não precisamos ser vítimas reais de uma tragédia ou de um ato de violência para sofrermos com as consequências de um trauma: o espectador também passa por momentos de estresse agudo ao se deparar com uma situação dessas. O cérebro não diferencia o real do imaginário tão rapidamente, e apenas a expectativa de viver algo trágico, já é o suficiente para deixar o nosso corpo em estado de alerta. 

Hoje, infelizmente, nos chocamos e nos sensibilizamos com as mais de duzentas e trinta vidas que foram perdidas no incêndio da boate de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. É impossível não ficar chocado com a morte de tantos jovens, pensar nos momentos de desespero... E as emissoras de TV passam a todo instante as mesmas imagens chocantes, os mesmos depoimentos tristes... não tem como não ficar estressado.

Quando aconteceu aquele tsunami no Japão, em março de 2011, parecia que alguém da minha família tinha morrido. Durante dias, fiquei muito deprimida com tudo que vi e ouvi sobre a tragédia. A cada nova informação, a cada vítima fatal que anunciavam eu sofria com suas histórias e com suas famílias, como se todas - histórias e famílias - fossem minhas. Por isso, falo por experiência própria: se situações como essas também lhe fazem sofrer absurdamente, troque de canal, pense em outra coisa, leia um livro, uma revista, escute uma música, se distraia com outras coisas, mas não absorva nada pra você. Eu procuro imaginar sempre uma redoma me protegendo; as energias ruins batem nessa redoma e vão para longe!

Somos mais sensíveis, suscetíveis, vulneráveis, mais propensos a sofrer em demasia com emoções dessa natureza (ansiedade, tristeza...), então devemos nos policiar para não transformarmos todos os problemas do mundo em nossos problemas. Podemos, e devemos, ser solidários, ajudar, mas não viver o drama do outro como se fosse nosso. Acredito que seja um exercício necessário para nos mantermos mais equilibrados e fortalecidos.   

Paz, coragem, força!

sábado, 26 de janeiro de 2013

TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)


Todos nós temos as nossas manias, não é mesmo? Quando criança eu não podia ver um sapato virado ao contrário que desvirava, senão minha mãe poderia morrer! Porta de armário aberta na hora de dormir, não. Trazia azar. Passar embaixo de escada, nem pensar! Pra afastar um pensamento ruim? "Toc toc toc" na madeira. Se falasse a mesma coisa, ao mesmo tempo com alguém, corria pra tocar em alguma coisa verde. Se tropeçava, era porque estavam querendo roubar a pessoa que eu gostava. Então mordia o dedo indicador e dava três chutinhos no chão dizendo "não dou, não dou, não dou"! Pode parecer engraçado (e é), mas quando essas simples "manias" passam a interferir de forma incontrolável na rotina de uma pessoa, podemos estar falando de um transtorno de ansiedade conhecido como TOC, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo.



O TOC é descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais” da Associação de Psiquiatria Americana como um distúrbio psiquiátrico de ansiedade, que se caracteriza pela presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. 

As obsessões são pensamentos repetitivos, negativos, estressantes, de natureza sempre ruim ou desagradável, que surgem de forma persistente e incontrolável. Mesmo que seja improvável que tais pensamentos se concretizem, os portadores desenvolvem comportamentos repetitivos (compulsões) na tentativa de evitar que eles ocorram. Geralmente, os portadores dessa desordem acham que se não agirem assim algo terrível pode acontecer. 

Estatísticas

Curiosamente, ao contrário da maioria dos transtornos de ansiedade, o TOC é mais comum entre os homens do que entre as mulheres. Ele aparece com mais frequência durante a infância e, anos depois, na vida adulta. 

Atualmente, acredita-se que 4% da população em geral sofre do problema, a doença é mais comum que o diabetes! E é possível que esse número seja bem maior, já que muitas pessoas não procuram ajuda médica, principalmente por vergonha do que elas mesmas consideram ser "absurdo" e por acharem que vão conseguir controlar seus pensamentos sozinhas. 

O portador de TOC

Na linguagem popular costuma-se dizer que a pessoa com TOC tem várias "manias esquisitas". Normalmente, ele sabe que suas manias, obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais, no entanto não consegue controlar esses impulsos porque eles aliviam sua ansiedade. 

As diferentes manifestações do TOC causam grandes sofrimentos aos seus portadores, que podem se sentir fracos, loucos, incapazes, autocríticos, gerando culpa e depressão.

Os traços de personalidade que colocam uma pessoa sob o risco de desenvolver o TOC são a ansiedade, o perfeccionismo, o desejo de controlar tudo e um senso exagerado de responsabilidade e de dever.

A importância da família (cuidadores)

O TOC não afeta apenas a vida do portador do transtorno, mas também a de seus familiares, em especial a daqueles que convivem mais com o paciente (cuidadores).  

Informar-se sobre a doença é muito importante para lidar com seus sintomas e efeitos. Muitas vezes os familiares acham que os hábitos repetitivos do portador de TOC são meras esquisitices e, por falta de informação, não acreditam se tratar de uma doença.

Causas

As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos e histórico familiar também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.

As compulsões mais frequentes

MANIA DE LIMPEZA - banhos intermináveis, mãos que chegam a sangrar de tanto serem lavadas, medo de se contaminar ao tocar determinados objetos, limpar objetos com diversos produtos de limpeza etc.

MANIA DE ORDENAÇÃO OU SIMETRIA - ritual de guardar ou ordenar determinados objetos sempre da mesma forma. Pode ser do maior pro menor, do menor pro maior, por cores, em linha reta, por número par o ímpar de peças e por aí vai.

MANIA DE VERIFICAÇÃO OU CHECAGEM - conferir inúmeras vezes se trancou a casa, se desligou o gás do fogão, se apagou todas as luzes, se pegou a carteira...

MANIA DE CONTAGEM - a pessoa não consegue subir uma escada, por exemplo, sem contar o número de degraus, conta o número de botões ou de listras que tem a camisa de seu interlocutor...

MANIA DE COLECIONAMENTO - guardar inutilidades, como jornais velhos, garrafas vazias ou outros objetos específicos acreditando que algo de ruim possa acontecer caso se desvencilhe deles.

MANIA DE REPETIÇÃO - ligar e desligar o interruptor de luz, escrever a mesma frase várias vezes etc.

MANIA MENTAL - pensar em uma determinada frase ou som para "anular" determinados pensamentos ruins.

MANIAS DIVERSAS - não usar uma determinada cor, cuspir ao passar por uma esquina com velas, não cortar o cabelo por medo que algo aconteça etc.

A diferença entre as compulsões e as simples superstições é que estas não geram intenso sofrimento.

Tratamento

A maioria dos especialistas recomenda tratamento medicamentoso a fim de corrigir os baixos níveis cerebrais de serotonina. E como nos outros transtornos de ansiedade, a psicoterapia de abordagem cognitivo-comportamental também é de grande importância para que os portadores de TOC mudem suas ideias distorcidas em relação à vida em geral, bem como seus comportamentos repetitivos.

O tratamento deve conter também um componente de mudança de estilo de vida para minimizar a suscetibilidade ao estresse.

Não sinta vergonha de pedir ajuda! Quanto mais adiamos o tratamento, mais a doença se agrava. É preciso ter muita persistência, paciência e força de vontade. 
Terapia e remédios estão aí pra isso mesmo, pra nos ajudar nessa caminhada! 

Coragem a todos e paz! :)

Fonte: ASTOC (Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo-Compulsivo), PsiqWeb, livro Mentes Ansiosas, Drauzio Varella.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Abraços contra o estresse


Abraços fazem bem para a saúde, dependendo de quem nos abraça
Por Natasha Romanzoti

Segundo um estudo da Universidade Médica de Viena (Áustria), abraçar alguém pode ajudar a reduzir o estresse, o medo e a ansiedade, além de reduzir a pressão arterial, promover o bem-estar e melhorar a memória.
Estes efeitos positivos são causados pela secreção de ocitocina (ou oxitocina) no organismo – mas isso só ocorre quando abraçamos alguém que gostamos, confiamos ou conhecemos muito bem.
De acordo com o neurofisiologista Jürgen Sandkühler, autor do estudo, abraçar estranhos pode ter o efeito oposto, nos estressando ao invés de acalmando.
O hormônio
A ocitocina, também chamada de “hormônio do amor”, é produzida pela glândula pituitária e conhecida principalmente por influenciar nas nossas ligações emocionais, comportamento social e aproximação entre pais, filhos e casais.
Nas mulheres, o hormônio é produzido durante o processo de parto e amamentação, a fim de aumentar a ligação da mãe com o bebê.
A ocitocina pode ser tomada na forma de comprimidos ou como spray nasal, e, uma vez que pode provocar contrações, também é usada em obstetrícia. Pode até estimular a produção de leite nas mulheres, aumentando o fluxo de leite durante a amamentação.
A pesquisa
O estudo chegou à conclusão de que abraçar alguém com quem temos intimidade libera ocitocina em nossa corrente sanguínea, o que reduz a pressão arterial, o estresse e a ansiedade, e pode até mesmo melhorar a memória.
“O efeito positivo só ocorre, no entanto, se as pessoas confiam umas nas outras, se os sentimentos estão presentes mutuamente e se os sinais correspondentes são enviados para fora”, explica Sandkühler. “Se as pessoas não se conhecem, ou se o abraço não é desejado por ambas as partes, seus efeitos são perdidos”.
O mesmo aplica-se ao comprimento do abraço. “Abraçar é bom, mas não importa quanto tempo ou quantas vezes você abraça alguém, é a confiança que é mais importante”, afirma o pesquisador.
Uma vez que a confiança exista entre os “abraçadores”, os efeitos positivos sobre o nível de ocitocina podem ser conseguidos simplesmente como resultado do comportamento empático. “Estudos têm mostrado que crianças cujas mães receberam ocitocina extra têm maiores níveis do hormônio, apenas como resultado do comportamento da mãe”, conta Sandkühler.
Já quando recebemos abraços indesejados de estranhos ou mesmo de pessoas que conhecemos, mas não confiamos, o hormônio não é liberado. “Isso pode levar a um estresse puro, porque o nosso comportamento de manutenção de distância normal é desconsiderado. Nestas situações, nós secretamos cortisol, o hormônio do estresse”, diz Sandkühler.
Abraços não desejados podem ser percebidos como um fardo emocional. “Todo mundo está familiarizado com tais sentimentos em nossas vidas cotidianas, por exemplo, se alguém que não conhecemos chega muito perto de nós sem motivo aparente. Esta violação do nosso ‘espaço pessoal’ é geralmente percebida como desconcertante ou mesmo ameaçadora”, conclui.
Outro estudo recente, da Universdade da Carolina do Norte (EUA), chegou a conclusões parecidas sobre o abraço. A pesquisa descobriu que as mulheres têm maiores reduções na pressão sanguínea do que os homens depois de abraços com seus parceiros. Elas também tinham níveis mais baixos do hormônio do estresse, cortisol.
“O apoio do parceiro está associado a níveis mais altos de ocitocina, tanto para homens quanto para mulheres. No entanto, o efeito potencialmente cardioprotetor da ocitocina pode ser maior para as mulheres”, disse a psicóloga e principal autora do estudo, Karen Grewen.[MedicalXpress, Inquisitr, DailyMail]
Fonte: Hypescience.com
Leia também o post: Aquele Abraço 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Diagnóstico correto de Síndrome do Pânico


- Doutor, faz uma semana que não como, não durmo e não 
bebo água. O que acha que eu tenho?
- Fome, sono e sede.

Uma pessoa pode ter uma ou até mais de uma crise de pânico, mas não sofrer de Transtorno do Pânico. E uma das causas desses ataques isolados de pânico é o abuso de álcool e de outras drogas. 
Inclusive é bastante comum que algumas pessoas só procurem atendimento médico às segundas-feiras, depois de um final de semana bastante "animado". 
Isso pode acontecer num período de intoxicação aguda ou de abstinência.

Existem outras patologias que também devem ser investigadas por apresentarem sintomas semelhantes aos da Síndrome do Pânico. 
São elas:

HIPERTIREOIDISMO - conjunto de sinais e sintomas decorrentes do excesso de hormônios da tireoide;

HIPOTIREOIDISMO - diminuição da tireoide;

HIPERPARATIREOIDISMO - caracterizado pelo excesso de funcionamento das glândulas paratireoides;

PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL - anormalidade cardíaca valvar mais comum, que pode ocasionar fadiga e palpitações. Eu tenho prolapso e faço controle através de exames cardiológicos anualmente. Ainda não encontrei o motivo, mas esse prolapso é bastante comum entre portadores de Síndrome do Pânico e depressão.

ARRITMIAS CARDÍACAS - alterações do ritmo cardíaco normal;

INSUFICIÊNCIA CORONARIANA - deficiência da artéria coronária, responsável pela irrigação do coração;

CRISES EPILÉPTICAS - conjunto de sinais e sintomas que indicam que, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável;

FEOCROMOCITOMA - tumor benigno localizado nas glândulas suprarrenais (85% dos casos), com flutuação da pressão arterial, cefaleia, sudorese, palpitações.

O primeiro passo é procurar um clínico geral. Ele poderá pedir os exames adequados e, posteriormente, encaminhá-lo para um especialista, caso seja necessário.

Muita coragem e paz! 
Cuidem-se! :)

Fonte: Libertas, Mentes Ansiosas, Dr. Drauzio Varella






terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sem Transtorno no Conexão Jornalismo


Esta semana começou de forma muito especial pra mim: tive a alegria de conceder minha primeira entrevista e poder falar sobre o blog!

Essa oportunidade me foi dada pelo colega e amigo Fábio Lau, diretor do Conexão Jornalismo.

Entrevista completa aqui!

Obrigada a todos que frequentam o Sem Transtorno e que me ajudam tanto deixando seus comentários, opiniões, sugestões, participando das enquetes, mandando emails...


Coragem e saúde para todos nós!!! :)




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fobias Específicas: Medo de Dirigir

Dentre os transtornos de ansiedade, existem as "fobias específicas", antigamente chamadas de fobias simples, mas que de simples não têm nada! A fobia específica pode ser explicada como aquele medo extremamente exagerado, que faz a pessoa se desesperar, sair correndo, passar mal e passar vergonha! Tem fobia de inseto, de gato, galinha, de animais em geral, de palhaço (coulrofobia), de elevador... Uma fobia bastante comum é a de dirigir e é sobre ela que vou falar hoje.

Minha irmã nunca conseguiu enfrentar o medo de dirigir. Aos 26 anos, tirou a carteira dela sem problema algum. Fez as aulas numa auto escola, depois as provas, deu tudo certo. No entanto, quando ela saiu de carro sozinha pelas ruas movimentadas do Rio de Janeiro, bateu o pânico e ela nunca mais quis dirigir. Mais de dez anos depois, já morando em outra cidade mais tranquila e com um trânsito menos selvagem, ela tentou novamente. Fez aulas, provas, conseguiu a nova habilitação. Combinou com uma amiga de sair e, quando chegaram ao destino, passou o tempo todo apavorada, só pensando na volta. Ficou muito nervosa, deixou o carro morrer várias vezes e então decretou: nunca mais iria dirigir na vida! Ela acha que não nasceu pra coisa ou então que sofreu algum trauma na infância.

Ao contrário da minha irmã, eu sempre adorei carros e velocidade. Quando criança dizia que ia ser piloto de Fórmula 1.
Assim que fiz 18 anos, me matriculei numa auto escola e tratei de tirar logo minha carteira de motorista. Só fui comprar um carro aos 20 e tantos anos, mas até lá dirigi inúmeros carros de pais e mães dos meus amigos. Nunca tive medo. Hoje, pra completar, ainda tenho moto. Ou seja, apesar da herança genética, eu e minha irmã não desenvolvemos as mesmas fobias. Mas ambas desenvolveram fobias.

Alguns estudos afirmam que pessoas que têm medo de dirigir são extremamente responsáveis, organizadas, detalhistas, sensíveis e inteligentes. Em geral, são muito exigentes e têm medo de errar. Sofrem antecipadamente com um possível erro e acham que estão sempre fazendo alguma coisa errada.
E mais uma vez, as mulheres são maioria, chegando a 80% dos casos.

O tratamento mais eficaz para esta e outras fobias específicas é a psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC). Fazendo uma busca na internet, verifiquei que existem diversos profissionais, além de auto escolas,  que oferecem tratamento apropriado para pessoas com medo de dirigir. Procure um desses profissionais e vá a luta! De preferência, dirigindo! :)

Paz e coragem!

Fonte: Instituto de Psicologia Aplicada, Portal do Trânsito, Mentes Ansiosas, Auto Escola Brasília

sábado, 19 de janeiro de 2013

A Cura



Por que algumas pessoas têm apenas uma ou duas crises de pânico e, depois de um curto tempo de tratamento, se sentem curadas, enquanto outras convivem por tanto tempo com a doença? 

Bom, primeiro porque existem pessoas que têm ataques de pânico por algum motivo específico, mas não desenvolvem o transtorno do pânico, que se caracteriza pela repetição desses ataques e passa a prejudicar e a limitar de forma significante o cotidiano de seus portadores. 

Segundo porque cada pessoa tem um temperamento, um organismo, suas heranças genéticas... "cada caso é um caso". A cura, portanto, na minha opinião, não é necessariamente se livrar dos remédios e do tratamento. Pode ser também conviver com a doença sem sofrer - ou sofrendo menos - com seus sintomas; sem sentir tanto medo, tanta taquicardia, tanta angústia; sem se privar de viver! 

Se não for tratado, o pânico pode nos transformar em pessoas inoperantes, que não conseguem sair de casa nem para trabalhar, nem para se divertir. Por isso incentivo tanto a busca por um diagnóstico certeiro e um tratamento correto. Atualmente existem medicações muito modernas, que não causam dependência e nem tantos efeitos colaterais. E aliado ao tratamento medicamentoso, o tratamento psicoterápico é fundamental. A terapia mais indicada costuma ser a cognitivo-comportamental (TCC), onde o terapeuta funciona como um "treinador" com quem o paciente aprende a enxergar de outra forma seus problemas e a enfrentar os medos que o perseguem.

Lembre-se de que o pânico não prejudica de forma permanente suas funções mentais. "A concentração, a memória, as capacidades intelectuais, a alegria e a sensação de bem-estar são apenas temporariamente suprimidas pelo medo. Tudo pode ser recuperado, e até mesmo melhorado, com a superação do pânico." 

Paz e coragem a todos.
Cuidem-se! :)

Informações retiradas do livro "Mentes Ansiosas" (Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva). 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sugestão de leitura: "Mentes Ansiosas"

Eu e a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva - tietando
Sou fã de carteirinha da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva desde quando uma ex-chefe, atual amiga, me emprestou o livro "Mentes Inquietas". O Mentes Inquietas fala sobre déficit de atenção - vou falar mais sobre ele num outro post - e quem sofre desse problema, assim como eu, também vai achar que a Dra. Ana Beatriz o conhece desde a infância! Bom, passados alguns anos, conheci o "Mentes Ansiosas" e não poderia ter gostado menos. O livro é esclarecedor, não tem linguagem técnica, mas simples e eficaz. Ansioso que se preza não pode deixar de ler!

MENTES ANSIOSAS 
Medo e ansiedade além dos limites
Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora Objetiva


Segundo estudos internacionais, 25% da população sofrem ou sofrerão de transtornos de ansiedade em algum momento de suas vidas. Isso significa que, num grupo de quatro pessoas, é bem provável que uma sofra de transtorno do pânico, timidez excessiva, estresse pós-traumático, ansiedade generalizada, fobias ou TOC. Todos esses problemas estão relacionados a níveis patológicos de angústia e preocupação. 

No entanto, a ansiedade e seu primo-irmão, o medo, nem sempre são negativos. Pelo contrário, eles têm uma função importante, nos protegendo de situações perigosas e contribuindo para um melhor desempenho em tarefas difíceis. Mas, às vezes, não percebemos quando essas sensações são inevitáveis e quando passam a controlar nossas vidas. 

Mentes Ansiosas oferece explicações claras e ferramentas eficazes para compreendermos as origens da ansiedade e do medo e, assim, enfrentarmos o que pode vir a ser o nosso maior inimigo: as preocupações incessantes que teimam em assolar nossa mente.
Medo de altura, de animais, de lugares fechados, de dentista, de dirigir, de falar em público, de sair de casa. E a ansiedade? Que aperta o peito, dá um "nó" na garganta, acelera o coração, provoca o pânico... Ansiedade e medo todo mundo tem, fazem parte do nosso existir. O problema é quando esses sentimentos se tornam excessivos e nos fazem adoecer, transtornando a nossa vida. Neste livro, a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva faz uso de sua experiência clínica para explicar o que acontece quando a ansiedade e o medo extrapolam os limites da normalidade e como podemos superar os transtornos que eles provocam. 

Assista entrevista com Ana Beatriz Barbosa Silva sobre os transtornos de ansiedade:




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ioga contra Depressão e Ansiedade


Ioga contra depressão e ansiedade
A ciência comprova: a ioga é uma aliada no tratamento da ansiedade e da depressão.
por Anderson Moço


A descoberta é de um dos maiores e mais importantes centros de pesquisa do mundo, a Universidade de Boston, nos Estados Unidos. E confirma de forma cabal o efeito ansiolítico da ioga. É que as posturas dessa prática, que une alongamento e meditação, agem diretamente no sistema nervoso central, trazendo calma e relaxamento. Por isso, sugere o estudo, merece figurar entre os mais eficientes métodos alternativos contra a depressão e os distúrbios de ansiedade

Os adeptos da ioga conhecem e propalam esses benefícios aos quatro ventos. Só que pela primeira vez os cientistas relacionaram a prática ao aumento no cérebro dos níveis do ácido gama-aminobutírico, ou GABA, na sigla em inglês, um neurotransmissor que diminui os estímulos nervosos e relaxa as células ali na massa cinzenta. Pessoas com depressão apresentam uma drástica redução na quantidade de GABA, disse à SAÚDE! Chris Streeter, chefe do trabalho americano. 

Os pesquisadores compararam pacientes que fizeram as posturas durante uma hora com gente que passou o mesmo período lendo um livro. Logo depois, com a ajuda de exames de ressonância magnética, analisaram o teor de GABA no cérebro dos praticantes. Houve um aumento de 27% depois da sessão, enquanto que nenhuma alteração foi encontrada nos indivíduos do grupo de leitura. "Esse trabalho prova que a prática ajuda a regular os níveis da substância, assim como as drogas, mas sem efeitos colaterais", ressalta Streeter, que é professor de neurologia e psiquiatria.

Um trabalho feito no Brasil pela psicóloga Juliene Azevedo Oliveira na Universidade Católica de Brasília mostra que os resultados são ainda melhores quando se alia o método a sessões de psicoterapia. Durante seis meses a especialista analisou 32 mulheres que foram divididas em três turmas. Na primeira as voluntárias só fizeram ioga. Na segunda, psicoterapia e, na terceira, ambas.

Pesquisas anteriores já davam conta de que a ioga eleva os níveis de serotonina, outro neurotransmissor que também cai em pessoas com depressão, revela Juliene. Então, é de se supor que a soma das duas substâncias serotonina e GABA resulte em uma química natural, praticamente imbatível contra a tristeza sem fim.
A doutora em psicobiologia e pesquisadora da Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo Elisa Harumi Kozasa é uma entusiasta do uso terapêutico da ioga. "Já se sabe que ela funciona como um ótimo complemento dos tratamentos convencionais, aumentando as chances de cura", conta. A especialista destaca que a prática reúne aliados de uma mente saudável, como a atividade física, a meditação e o relaxamento.
"Ela tende a funcionar muito bem para quem sofre de depressão leve ou moderada, mas, quando a doença é recorrente ou muito severa, fica difícil sentir os efeitos", ressalva, ponderada. Segundo a tradição da ioga, a depressão e a ansiedade resultam de uma baixa na energia vital do corpo em razão da vida agitada e do estresse.
O método procura despertar a consciência e equilibrar o indivíduo para reabastecê-lo, explica a professora Nicole Witek, do Centro Respire Yoga, de São Paulo, que se especializou no tratamento da depressão. A procura no Brasil tem crescido a cada ano. Segundo estimativas da União Internacional de Yoga, hoje são mais de 5 milhões de adeptos no país.

Fonte: site da revista Saúde!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Demora na Busca por Tratamento

Durante muitos anos, convivi com os sintomas da Síndrome do Pânico sem buscar tratamento. Dizem que o ser-humano se adapta à maioria das circunstâncias, então acho que me acostumei com a presença constante do medo, da ansiedade e do pessimismo. Até que um dia não aguentei mais. Meu corpo não aguentou mais! E procurei ajuda. Foram algumas tentativas até aceitar o diagnóstico e iniciar o tratamento, e hoje não sei porque demorei tanto...

A Vida não Vivida
Dr. Artur Scarpato (blog O Estranho que me Habita)

Frequentemente vejo pessoas que chegam (finalmente) para terapia depois de anos e às vezes décadas de sofrimento psicológico. Elas têm suas vidas limitadas pelo medo de ter uma crise de pânico, pelo receio de passar constrangimento numa situação social, por ser escravizado por rituais obsessivos, por temer reviver algum trauma…

Estas pessoas estavam vivendo vidas precárias, privadas de satisfação, empobrecidas de oportunidades, sem nunca terem efetivamente buscado e enfrentado um tratamento psicológico especializado que poderia resolver seus problemas. Muitas destas pessoas iam “levando a vida”, com um controle precário de sintomas, muitas vezes com a ajuda de alguma medicação prescrita anos atrás. Mas o que ressalta aos olhos é a ausência de busca 
de uma ajuda que resolveria de fato o problema.

Quanta vida não estava sendo vivida? O que a pessoa faria se não estivesse consumindo tanto de seu tempo e energia lutando com seu sofrimento?

Hoje a Psicologia vive um desafio importante, de aumentar o conhecimento de sua eficácia, para que as pessoas saibam que existem tratamentos psicológicos especializados para diferentes transtornos psicológicos e que o sofrimento mental não é algo com o qual a pessoa tem que se acomodar tristemente.

A vida pode ser vivida mais plenamente.

(Artur Scarpato é Psicólogo Clínico (PUC SP) e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC SP)


domingo, 13 de janeiro de 2013

Falando em público (vencendo a timidez / fobia social)

No ano passado, depois de quase uma década afastada das salas de aula, voltei a estudar. Que experiência ótima, nunca me senti tão focada nos estudos, tão madura, tão preparada. Até que veio meu primeiro desafio: apresentar um trabalho para a turma de Comunicação Comunitária. Certamente eu era uma das mais velhas, senão a mais velha da turma. Não podia demonstrar "medinho", insegurança, mas como não lembrar do professor que me reprovara três vezes numa mesma matéria porque eu simplesmente não conseguia apresentar um seminário imposto por ele? Bom, pelo menos o trabalho não era individual, eu teria outros três parceiros para dividir comigo aquele momento de terror. Mas, como diz a lei de Murphy: "se alguma coisa pode dar errado, ela dará", e no dia da apresentação meus prezados companheiros de trabalho resolveram "perder a hora" e eu tive que apresentar tudo sozinha. Pra piorar, a turma era notoriamente a mais barulhenta e insuportável de todo o curso... Bom, como eu havia feito o trabalho todo sozinha mesmo, sabia exatamente o que precisava falar. E falei. E foi ótimo, consegui controlar o nervosismo inicial, deixei fluir os pensamentos com calma, respondi a todas as perguntas que a até então barulhentíssima turma me fez (inacreditavelmente, todos ficaram em silêncio), foi incrível! Para coroar minha glória, recebi nota máxima no trabalho e, posteriormente, na prova. Fiquei com 10, nota 10! E o trauma foi pro beleléu! 

Leiam abaixo o texto que a Martha Medeiros também escreveu sobre o assunto:

Falar em Público


Martha Medeiros
"Uma amiga me pede socorro: foi convocada a falar por 20 minutos num evento profissional, ela que nunca palestrou ou participou de qualquer debate com plateia. 
Depois de anos de prática, hoje em dia já não me estresso, mas, no início, madrecita, era um castigo. A boca secava num grau que me impedia de articular as palavras com desenvoltura. No meio da conversa, eu ficava em pânico com a possibilidade de perder o fio da meada, e acabava perdendo, claro. Tinha pavor de estar sendo analisada pelo que estava dizendo, e mais ainda pelo que não era o assunto em pauta: minha excessiva gesticulação, por exemplo. 

Algumas pessoas se sentem mais seguras se há algum conhecido no recinto: a esposa, o marido, um colega. Eu, ao contrário, me sinto mais tranquila - ou menos aflita - diante de estranhos. Sempre me apavorou a ideia de decepcionar meus afetos mais íntimos. Logo, pode-se imaginar o meu estado de nervos quando, em 1999, recebi uma homenagem da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, e na plateia encontravam-se pai, mãe, irmão, cunhada, madrinha, tias e todas as melhores amigas: a máfia reunida. Na hora de agradecer os discursos feitos em plenário, falei por cronometrados dois minutos, nem um segundo a mais - e entre gaguejos. Vexame, vexame, vexame. 

Não era timidez, e sim imaturidade. Não tolerava a ideia de errar, o que é uma autoexigência absurda. Ora, erramos. Trememos. Dizemos bobagens. Não somos doutores em nada, e sim pessoas esforçadas, o que já é um valor. Se alguém tem interesse no que temos a dizer, isso, por si só, já deveria tranquilizar: estamos apenas atendendo a um gentil convite para dividirmos nossa opinião e nosso conhecimento com os outros. Palco, púlpito e microfone são intimidantes, mas não passam de instrumentos para facilitar a comunicação. O segredo, que nem é segredo, é procurar se divertir e não levar esses poucos minutos de visibilidade tão a sério. 
Minha amiga acabou se saindo muito bem. Já esqueceu o sofrimento e está pronta para outra. Sabia. Depois que os fantasmas são exorcizados, a vida destrava." 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Fitoterápicos contra ansiedade e depressão

Conforme falei no post "Depressão - O Mal do Século XXI?", a fitoterapia pode ser uma alternativa para quem não gosta muito da ideia ou tem receio de usar ansiolíticos e antidepressivos. Segue uma matéria bem esclarecedora publicada no site M de Mulher e que confirma o que eu disse: pode ser uma boa alternativa sim, mas a opinião de um médico é essencial. 


Como os fitoterápicos atuam contra
a depressão e a ansiedade



Será que os fitoterápicos funcionam como os remédios tradicionais na hora de mandar o nervosismo e o baixo-astral para longe?

Como alternativa ao uso de ansiolíticos e antidepressivos, que podem causar efeitos colaterais e até dependência, alguns especialistas apontam para os fitoterápicos, que são feitos com plantas e agem de forma semelhante às drogas sintéticas.

No entanto, vale esclarecer uma confusão corriqueira. "Os fitoterápicos, como todo medicamento, passam por uma série de pesquisas para comprovar sua eficácia. Já as plantas medicinais podem ser usadas de outras maneiras, no preparo de chás", diferencia o professor de farmacologia Hudson Canabrava, da Universidade Federal de Uberlândia.

E nem todos os remédios naturais já caíram nas graças dos cientistas. É preciso conhecê-los bem antes de correr até a farmácia fitoterápica mais próxima.

Na hora de comprar fitoterápicos, procure ficar atento ao rótulo do produto. Nele, há o número de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. "Para ser registrado, o remédio deve passar por testes que comprovam sua eficácia, segurança e qualidade", esclarece Mônica Soares, especialista em regulação de fitoterápicos da Anvisa.

Se as crises não são graves, os chás podem ser uma aposta certeira. "Os princípios ativos estão presentes de maneira mais branda, o que reduz a probabilidade de complicações", atesta o psicobiólogo Ricardo Tabach, da Universidade Federal de São Paulo. Busque comprá-los em farmácias de confiança e conferir no rótulo o nome científico da planta.

E, mesmo sendo de origem natural, os fitoterápicos devem ser consumidos com cautela. "As plantas possuem milhares de substâncias químicas capazes de reagir de maneira indesejada com medicamentos alopáticos comuns. A passiflora, por exemplo, que é um calmante suave, causa sonolência excessiva se combinada com outros remédios", adverte Canabrava. Não caia no engano de pensar que as plantas são inofensivas. A orientação médica é indispensável.

Confira abaixo cinco plantas que tranquilizam e têm o aval da ciência:



(1) Melissa, ou Melissa officinalis - Também conhecida como erva-cidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente. Formas de consumo: seu chá é a mais popular.
(2) Camomila, ou Matricaria recutita - Esse tipo de camomila tem efeito calmante. Formas de consumo: suas folhas e flores são empregadas em infusões.
(3) Erva-de-são-joão, ou Hypericum perforatum - É a mais eficiente para combater a depressão.Formas de consumo: usada na produção de medicamentos, ela só pode ser comprada com receita médica.
(4) Passiflora, ou Passiflora incarnata - Essa espécie de maracujá ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão. Formas de consumo: além de chás, seu princípio ativo entra na fórmula de alguns medicamentos.
(5) Valeriana, ou Valeriana officinalis - Suas propriedades são extraídas da raiz. Melhora o sono.Formas de consumo: é usada na produção de fitoterápicos e em chás e infusões, apesar do gosto amargo.

Reportagem: SAÚDE - Edição: MdeMulher

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Famosos Ansiosos - parte 2


ANGÉLICA
Angélica contou em entrevista à revista Joyce Pascowitch que teve um princípio de Síndrome do Pânico depois que deixou seu programa infantil. "Minha vida foi um reality show por muito tempo. Lá pelos meus 23 anos, dei uma pirada, tipo adolescência tardia. Aí, fui fazer análise e procurar entender aquilo tudo. Quis ser uma pessoa normal, namorar, ir para a balada. Foi um período difícil, mas que passou e eu saí muito melhor dele".

BIANCA BIN
A atriz, que atualmente vive a ambiciosa Carolina no remake de Guerra dos Sexos, teve "indícios" de Síndrome do Pânico durante suas férias. Apesar de ter iniciado um tratamento, o que realmente resolveu o problema, segundo ela, foi voltar a atuar. "Tudo isso passou. Foi incrível. O trabalho me faz sentir ativa e com saúde. É o meu eixo. Quando não tem, me sinto desestabilizada", contou ao site O Fuxico.


MARIA RITA
A cantora revelou que teve Síndrome do Pânico em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Ela atribuiu a doença ao estresse provocado pela necessidade de controlar tudo em sua carreira. "Travei o corpo inteiro e  achei que fosse morrer, não conseguia respirar". Maria Rita contou ainda que faz terapia e busca a espiritualidade para deixar de ser uma pessoa difícil.


RENNER (da dupla sertaneja Rick & Renner)
Em entrevista exclusiva à BAND, no ano de 2011, Renner contou que estava com Síndrome do Pânico e que encontrava-se internado numa clínica de reabilitação de Brasília (DF), fazendo tratamento à base de remédios e exercícios físicos. Segundo o cantor, os primeiros sintomas da doença apareceram quatro anos antes, porém agravaram-se quando houve a separação definitiva do ex-parceiro Rick, em dezembro de 2010. “Uma separação, depois de 25 anos juntos, é sempre difícil, e deixa o seu legado”, afirmou.

Veja também: Famosos Ansiosos e Famosos Ansiosos - parte 3

Drogas x Saúde Mental

Capa da revista Galileu - jan/2013
"Maconha faz mal, é claro, e isso não é objeto de discussão entre especialistas. Como acontece com qualquer substância psicoativa, o abuso provoca riscos à saúde. Pesquisadores já mostraram que o uso diário por repetidos anos afeta a capacidade de memorização e de aprendizado. Se começar na adolescência, os danos podem ser irreversíveis. Também se sabe que há uma associação entre o uso crônico da planta e doenças psiquiátricas.
Entre os fumantes de maconha, a incidência de esquizofrenia, depressão e transtornos de ansiedade é maior, embora não haja consenso sobre o que causa o quê - se a doença é ativada pela maconha ou vice-versa. 


Embora a comparação entre os riscos de drogas diferentes ainda gere polêmica na comunidade científica, pesquisas com esse objetivo consideram a maconha menos perigosa do que álcool e tabaco. Uma delas, publicada em 2010 no The Lancet (uma das publicações científicas mais respeitadas no mundo), avaliou o álcool como a quarta droga mais perigosa (atrás do crack, da heroína e da metanfetamina*) e o tabaco como a oitava. A maconha ocupou a 12ª colocação, em uma lista de 20 substâncias". (trechos da matéria de capa da revista Galileu deste mês). 

* A metanfetamina é uma droga parecida com o ecstasy, inclusive costuma ser vendida como ecstasy, mas seus efeitos são piores, mais devastadores. Veja matéria exibida no Bom Dia Brasil.  

Leia também o post Maconha.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Homem e a Síndrome do Pânico


O texto abaixo reflete bem o que acontece com o sexo masculino diante de um problema como a Síndrome do Pânico. Vale a pena a leitura. 
Homens: esqueçam o preconceito e essa ideia machista de que tudo não passa de "frescura". Procurem ajuda, cuidem-se! 
A família e aqueles que realmente gostam de vocês vão agradecer! :)


"Era difícil para ele entender, como engenheiro, que ele tinha pânico, pois não conseguia entender do que ele tinha medo. Só sabia que, de repente, seu coração disparava, começava a suar e uma grande sensação de desorientação tomava conta dele. Quando acontecia no trabalho, ele fechava a cara e se dirigia ao seu escritório. Só saía de lá um bom tempo depois. Lá dentro, tomava medicação indicada por seu psiquiatra e ligava para ele e ligava para sua esposa. Na empresa, surgiu a lenda de que nestas horas que ele se fechava era para pensar e meditar e que ao sair da sua caverna traria uma ideia genial.

Seus subalternos mais imediatos acreditavam que aquele comportamento estranho provinha da sua peculiar inteligência e, como a firma ia de vento em popa e os salários eram bastante bons, ninguém comentava mais nada. Menos um, que já tivera um filho com Síndrome de pânico, mas tinha medo de comentar qualquer coisa e arriscar o emprego.
Problemas de saúde mental ainda são cercados de mistério, preconceito e culpas.

Apesar do sofrimento, ele não mantinha o tratamento como devia. Seu psiquiatra depois de longos e insistentes pedidos fez com que ele fosse ao psicólogo também. Seu psiquiatra comentou com ele até a exaustão que a medicação em conjunção com a psicoterapia era o método mais eficaz e rápido de tratar a síndrome do pânico. Depois de muita teimosia, ele telefonou para o psicólogo que o recebeu em seu consultório.

No entanto, aconteceu o mesmo que já tinha acontecido com os atendimentos que o psiquiatra fazia com ele. Na verdade, ele era um paciente rebelde.
Faltava muito às sessões de psicoterapia, da mesma forma que não tomava a medicação conforme a recomendação do psiquiatra. Logo que se sentia um pouco mais seguro, parava com a medicação ou diminuía a dosagem do remédio, de acordo com o que ele achasse naquele momento.

O psicólogo, que tinha bastante experiência com pacientes com síndrome de pânico, sabia que às vezes era muito importante esperar alguma mudança na vida do paciente para que finalmente ele se engajasse no tratamento.
O paciente encarava as crises dele como um mal necessário, quase como um pagamento pelo sucesso que ele vinha tendo. Na verdade, era como um freio ao seu ímpeto empreendedor. Por outro lado, ele gostava que sua esposa cuidasse dele. Apesar de todo o sofrimento que o acometia, ela estava sempre ao lado dele. Não reclamava e mesmo quando ficavam longos meses sem ter relações sexuais, ela não expressava nenhuma cobrança. Apenas esperava ele “melhorar”. Era como ser mulher de uma pessoa especial. Ele gostava de ser uma pessoa especial.

Anos se passaram e o casamento era estável nos moldes que eles assim o inventaram. Os filhos vieram...
Aquela esposa que de alguma forma para ele era quase perfeita, personificação dos cuidados que ele nunca teve, passa a ser a personificação de uma angústia de abandono.
Ele amava os filhos, quis tê-los, mas agora parecia que tudo tinha mudado. O seu mundo, que ele equilibrava com refinado cuidado entre a doença, o sucesso e a atenção de sua esposa, começou a desmoronar. Começou a se isolar mais a cada dia e a ficar mais agressivo e áspero. O casamento entra em crise e a esposa procura a ajuda de um psicoterapeuta.

O movimento da esposa de se diferenciar da história do seu marido e encontrar um dos ganchos que uniam o passado de um ao outro teve uma repercussão positiva sobre seu marido. Através da ajuda do olhar do psicoterapeuta sobre a história construída por ela de sua família, percebeu que de alguma forma o apoio incondicional que sua mãe dedicava a seu pai, jogador compulsivo e que de forma geral fazia a família penar vergonhas e dívidas, não era muito diferente em essência do que ela fazia em relação ao seu marido.

Durante anos se orgulhara do sucesso de seu marido e de como ela o ajudava e que isso era obviamente muito diferente da penúria e das brigas que aconteciam em sua casa de origem quando a situação se tornava insustentável.

Ele...
Ele procurava ser alguém, para ser amado por alguém. Pensava na frase que sua mãe sempre falava sobre seu pai e que ele ouvia triste e atônito deitado em sua cama. “Ela queria um homem de verdade que a pudesse sustentar como ela merecia, não um banana que se escondia atrás de algo chamado depressão, que ela achava ser vagabundagem mesmo”.

Durantes anos, ele esperou a separação dos pais.
Só havia as brigas e um dia o pai morreu. O médico disse que tinha sido um A.V.C. O filho achou que ele tinha morrido de tristeza. Dessa tal de depressão. Ele sabia, em seu íntimo que um dia um A.V.C. o acometeria. Nenhum médico deste mundo conseguiu tirar isso da cabeça dele. Na verdade, ele esperava o desastre e a solidão.

De alguma forma, ele precisava entender que muito do que sentia era uma mistura da herança da depressão de seu pai, das tensões do dia a dia e da certeza que ele tinha de sua derrocada como expressão de seus sentimentos assumidos como um legado de dor de geração em geração.
Ser uma pessoa especial de certa forma durante muito tempo lhe supriu com um afeto especial de sua esposa, mas agora ele vivia a dor de ver o amor desaparecer dos olhos dela. Ele era agora apenas um provedor e um provedor com problemas. Sua esposa agora era só mãe de seus filhos e sua solidão aumentava dia a dia.

O momento esperado pelo psicoterapeuta tinha chegado. A crise o inspirou a começar o tratamento de verdade. Durante anos ele manteve o vínculo com o psicoterapeuta, mas parecia que estava esperando o momento certo chegar. A paciência do profissional com os atrasos e as faltas dele era uma forma de aceitação de que ele precisava ter.

Na verdade, após seis meses de tratamento, o pânico dele era algo que controlava bem e não mais vice e versa. Na verdade, mais do que controlar, ele não precisava mais do pânico e agora sentia que podia se livrar do eterno medo de ser o receptáculo das criticas que sua mãe fazia ao seu pai. E entendeu porque sempre se perguntou sobre por que seus pais se casaram e agora podia perguntar por que se casou e tentar reconstruir seu casamento."

Texto: Dr. Sergio Garbati - psicólogo

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Check-up

A primeira coisa que normalmente passa pela nossa cabeça quando estamos tendo uma crise de pânico é que estamos morrendo, que vamos infartar, não é? Corremos para um pronto-socorro, passamos por exames, mas nossa pressão e frequência cardíaca estão normais, e voltamos pra casa com o diagnóstico de "crise nervosa" ou de "stress". 

Manter os exames em dia ajuda a diminuir os pensamentos obsessivos relacionados a doenças! 

Saiba qual é a hora certa do check-up
Muitos esperam até meia-idade para exames, mas médicos garantem: medicina preventiva é importante sempre


Michelli Nunes
Diário de S. Paulo


Aquela ideia de que os check-ups frequentes devem começar apenas a partir dos 40 ou 50 anos é mito, alertam especialistas. Mesmo pessoas jovens e saudáveis precisam de acompanhamento médico e de exames preventivos, que podem evitar problemas futuros e, assim, salvar vidas.

"Quem passa por consultas regulares são idosos, mulheres grávidas e bebês com menos de dois anos. No meio disso, existe uma faixa etária que não costuma fazer check-ups. Há idades de maior risco, mas mesmo jovens com saúde devem fazer um acompanhamento", diz Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família.

Alexandre Wolkoff, médico e coordenador do pronto-socorro do Hospital San Paolo, reforça o alerta. "Em todas as idades, precisamos sempre arrumar tempo em nossa agenda para cuidar da saúde."

Para Wolkoff, o ideal é que as pessoas adquiram o hábito de passar por um check-up a cada ano, para que o clínico determine se existe algum problema e encaminhe o paciente a um especialista, se necessário.

Fonte: Rede Bom Dia