Por que algumas pessoas têm apenas uma ou duas crises de pânico e, depois de um curto tempo de tratamento, se sentem curadas, enquanto outras convivem por tanto tempo com a doença?
Bom, primeiro porque existem pessoas que têm ataques de pânico por algum motivo específico, mas não desenvolvem o transtorno do pânico, que se caracteriza pela repetição desses ataques e passa a prejudicar e a limitar de forma significante o cotidiano de seus portadores.
Segundo porque cada pessoa tem um temperamento, um organismo, suas heranças genéticas... "cada caso é um caso". A cura, portanto, na minha opinião, não é necessariamente se livrar dos remédios e do tratamento. Pode ser também conviver com a doença sem sofrer - ou sofrendo menos - com seus sintomas; sem sentir tanto medo, tanta taquicardia, tanta angústia; sem se privar de viver!
Se não for tratado, o pânico pode nos transformar em pessoas inoperantes, que não conseguem sair de casa nem para trabalhar, nem para se divertir. Por isso incentivo tanto a busca por um diagnóstico certeiro e um tratamento correto. Atualmente existem medicações muito modernas, que não causam dependência e nem tantos efeitos colaterais. E aliado ao tratamento medicamentoso, o tratamento psicoterápico é fundamental. A terapia mais indicada costuma ser a cognitivo-comportamental (TCC), onde o terapeuta funciona como um "treinador" com quem o paciente aprende a enxergar de outra forma seus problemas e a enfrentar os medos que o perseguem.
Lembre-se de que o pânico não prejudica de forma permanente suas funções mentais. "A concentração, a memória, as capacidades intelectuais, a alegria e a sensação de bem-estar são apenas temporariamente suprimidas pelo medo. Tudo pode ser recuperado, e até mesmo melhorado, com a superação do pânico."
Paz e coragem a todos.
Cuidem-se! :)
Informações retiradas do livro "Mentes Ansiosas" (Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva).

























