quarta-feira, 8 de julho de 2015

Palavra de especialista: Dr. Daniel Contarini, psiquiatra

Adoro quando recebo mensagens de médicos e psicólogos me parabenizando pelo Sem Transtorno. Da mesma forma, adoro quando eles participam do blog, seja acrescentando, questionando ou corrigindo alguma informação nos posts.
Dia desses recebi uma dessas mensagens na fanpage e decidi começar a publicar essas contribuições. Tenho muito respeito e gratidão por esses profissionais que nos ajudam tanto a conquistarmos uma vida com qualidade. Espero que gostem, como eu gosto.

"Tenho visto, ultimamente, uma grande discussão a respeito do tratamento do Transtorno do Pânico, onde muitos pacientes se perguntam o que seria mais válido: o tratamento farmacológico ou a psicoterapia. Alguns esclarecimentos se tornam necessários.
O TP é uma doença psiquiátrica grave, que impede que seus portadores desenvolvam seu potencial na vida por terem sintomas de grande impacto em seu cotidiano e, principalmente, se tornarem reclusos por medo de reviver tais sintomas. O tratamento do TP não é fácil, não é simples. O principal objetivo, a curto prazo, é a tentativa de que os pacientes fiquem assintomáticos. Isso não significa cura. Para que se alcance esse objetivo, se fazem necessárias diversas abordagens. O tratamento medicamentoso costuma oferecer respostas mais rápidas, porém pode demorar meses até que estas respostas sejam mais consistentes. Ele é excelente, principalmente quando aliado ao tratamento psicológico (e defendo que a Terapia Cognitivo-Comportamental é a melhor terapia disponível para esses casos) e também a mudanças no estilo de vida do paciente, que será imensamente beneficiado com exercícios físicos, meditação, técnicas de respiração, abandono de vícios como o tabaco e o álcool e também com um ajuste em sua alimentação, que seja pobre em cafeína e outros estimulantes. Atualmente contamos também com uma grande possibilidade de tratamento, que ainda se encontra em fase de estudos, que é a Estimulação Magnética Transcraniana, que vem apresentando resultados promissores. Para concluir, gostaria de deixar claro duas coisas: o TP é uma doença grave, e seu tratamento não pode ser passivo, onde o paciente apenas receba medicamentos, terapias, e não mude seus hábitos de vida. Mesmo com todas as medicações e terapias e com as mudanças de vida, ainda não temos 100% de cura. Mas se criarmos uma boa interação entre os diversos profissionais e pacientes, teremos mais chances de um excelente resultado. Um grande abraço a todos."


Daniel Contarini - Psiquiatria
27 de junho às 20:27

2 comentários:

  1. Caso tenham dúvidas, podem me escrever por e-mail que responderei o mais rápido possível: contarini@gmail.com
    Também no facebook possuo uma página onde tiro dúvidas e posto temas interessantes: Daniel Contarini - Psiquiatria.
    Um grande abraço,
    Daniel Contarini

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    Respostas
    1. Olá boa tarde. ...eu me chamo Lidiane...Gostaria de saber o que faço até o dia da minha primeira consulta com psiquiatra, seria pra 6 de agosto! pois tenho todos meusintomas da síndrome meu generalizada. Pois

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