terça-feira, 11 de junho de 2013

Ah, a preguiça!...

A ansiedade muitas vezes embaralha nossos pensamentos e nos atrapalha na hora de agir, não é?
A depressão idem.

Por um motivo ou pelo outro, constantemente não sei por onde começar minhas tarefas, seja em casa, no trabalho, em diversas situações. Na semana passada mesmo conversei com a minha psicóloga sobre isso. Por que costumo adiar tanto as coisas? Por que sinto tanta preguiça? Sempre me pergunto...
E no final de semana me deparei com uma reportagem da revista Você S/A sobre certos sentimentos ("pecados", como eles mencionam) que prejudicam o ambiente de trabalho e a nossa carreira.
Um deles, claro, só podia ser... a preguiça! 


Com certeza, muitos irão se identificar com essa matéria também.
Acho importante que a gente não sinta culpa por sentir esse desânimo e que, por outro lado, saibamos como combatê-lo.


Abraços a todos, coragem, saúde e paz! :)
 


Os pecados do trabalho - Preguiça

(Por Fabiana Corrêa e Jeniffer Gonzalez)

A preguiça, originalmente,
não tinha nada a ver com falta de vontade de trabalhar. "O preguiçoso era o homem que não se esforçava para salvar sua alma", diz o filósofo Mario Sergio Cortella, de São Paulo. Na idade média, esse pecado traduzia uma melancolia que abatia os homens e os impedia de agir. Podemos traduzir também como apatia. No trabalho, uma dose de preguiça pode até ser produtiva de vez em quando. É o tal do ócio criativo. Mas viciar-se nesse estado de moleza compromete a imagem profissional. Sem
motivação, ninguém avança.

Como a preguiça se manifesta no trabalho?

Na Idade Média, ela era chamada de acédia, a preguiça de salvar-se em Deus. A pessoa tomada por esse pecado não queria fazer nada para buscar a salvação. Assim é no trabalho e na carreira: há muita gente que não quer fazer nada por si mesmo. O preguiçoso transfere a ausência de motivação para a carreira e substitui a ideia de esperançar, que é uma postura
ativa, para a ideia de esperar, uma atitude passiva. O preguiçoso é aquele que adia em vez de realizar. Está sempre esperando alguém fazer com que as coisas aconteçam.

Como lidar com nossa própria preguiça?

Se você está procrastinando demais, tem primeiro de descobrir se é preguiça mesmo ou se é estresse. Existe um adiamento prazeroso, mas também há a desmotivação, que você sente quando simplesmente não vê sentido em cumprir uma tarefa. É o esforço sem sentido. De certa maneira, é muito bom ter um chefe que coloque prazos e metas e cobre isso de você, que estabeleça consequências para trabalhos que não são entregues ou tarefas que não são
cumpridas.

Mas... e aquela preguiça que faz parte da vida, que todo mundo sente de vez em quando?
Essa é uma coisa normal, uma ocorrência eventual. O perigo é fazer dela um hábito. Claro que há momentos de preguiça. Basta pensar em uma lei fundamental da física — a da inércia. Nós tendemos ao repouso, nosso estado natural. Isso faz parte do exercício de se dar um tempo e não ser implacável consigo. É quando você relaxa e adia a tarefa, sabendo que irá retomá-la mais adiante. Mas tem uma coisa: saber lidar com a lerdeza, a lombeira, não significa não vivenciá-la. O momento de prazer não pode suplantar a execução de suas tarefas. Ser implacável consigo é doentio, mas adotar como herói o Macunaíma, que dizia “Ai, que preguiça”, é autodestrutivo.

Há espaço nas empresas para a alternância entre o esforço e o repouso?

Nas empresas inteligentes, sim. A produção contínua só leva ao esgotamento. Na Totvs, desenvolvedora brasileira de software, por exemplo, há dois quiosques para os funcionários fazerem uma pausa e tomar um café. Em outras, há o cochilo depois do almoço. Vale lembrar que distração em latim é recreio, aquilo que nos faz criar de novo. Empresas inteligentes criam a preguiça estratégica para aumentar a criatividade.

Além dos períodos de preguiça diários, quando mais precisamos dessa preguiça?

Nossa tendência é economizar energia. Um repouso depois de grandes esforços é sinal de inteligência. Agora, adiar o trabalho pode significar fazê-lo dobrado no futuro. É necessário planejar essas paradas.

Como lidar com os efeitos da preguiça

  • Faça da preguiça um compromisso: Organize a agenda, anotando não só as reuniões, mas também os momentos dedicados ao descanso. A preguiça fora de hora nada mais é do que a falta de descanso na hora certa.
  • Valorize o ócio: "Se for dar um tempo para o ócio criativo, aproveite para fazer coisas realmente inspiradoras, como cultura e lazer", diz Bernt Entschev, da De Bernt, empresa de recrutamento de executivos, de Curitiba.
  • Dose o ritmo: Alterne períodos de alta produtividade com outros de ritmo lento. "Se você produzir 100% em um ano, os acionistas irão cobrar 120% no seguinte. É preciso administrar", diz Augusto Carneiro, da Zaitech, consultoria que faz coach para altos executivos, do Rio de Janeiro.

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