quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Duração do Tratamento

Um dos meus maiores receios era (e ainda é) ficar dependente de remédios pro resto da vida. Mas escutei a mesma coisa de três médicos diferentes: "melhor ficar dependente de remédio e ter qualidade de vida do que não tomar remédio e passar o resto da vida sofrendo". Verdade.

Só tem uma coisa: a gente tem que tomar remédio sim, mas não só isso. Tem que cuidar da cabeça também, do espírito, as duas coisas. Não adianta só tomar remédio, assim como não adianta só fazer terapia. Tem que associá-las. Cada uma tem sua função. O remédio vai atuar na química do nosso sistema nervoso meio "desajustadinho", e a terapia vai nos ajudar a desvendar e a enfrentar as causas do problema.
Tem que ter perseverança, força de vontade. É difícil, mas tem que ter coragem prá enfrentar tanto medo.


DURAÇÃO DO TRATAMENTO

Dr. Drauzio Varella entrevista o psiquiatra Marcio Bernik (parte 5)
Drauzio – O tratamento deve ser mantido por quanto tempo?
Bernik – O tratamento deve ser mantido por seis meses no mínimo e idealmente por um ano. A melhora costuma ocorrer entre duas e quatro semanas, mas parece que as alterações biológicas demoram meses para desaparecer. Desse modo, se o tratamento for interrompido nos primeiros sinais de melhora, 80% dos pacientes vão sofrer recidiva em quatro a seis semanas.

Drauzio – O tratamento leva de duas a três semanas para começar a surtir resultados e os medicamentos dão alguns efeitos colaterais. Essas duas razões podem levar o paciente a abandonar o tratamento?
Bernik - Mesmo que o médico inspire confiança e haja ótimo relacionamento entre ele e o paciente, um a cada três abandona o tratamento porque, numa equação infeliz, os efeitos colaterais aparecem no primeiro dia e a melhora, só duas ou três semanas depois. Há ainda a agravante de que as crises de pânico pioram nas primeiras 48 horas do tratamento com remédios.

Drauzio – Há pacientes que precisam tomar remédio a vida inteira como em certos casos de depressão?
Bernik – Procuro manter meus pacientes tomando remédio pelo menos por um ano, o tempo ideal para evitar uma recidiva precoce.O pânico é mais recidivante do que a depressão. No entanto, o remédio que funcionou na primeira crise vai funcionar nas outras. De qualquer forma, é importante alertar os pacientes de que, em 80% dos casos, as crises podem voltar. Mas, se voltarem, os medicamentos serão os mesmos porque não induzem tolerância.

57 comentários:

  1. Olá pessoal do blog, tenho 17 anos e vos escrevo sob o nome fictício de James. Há poucos dias recebi o diagnóstico de "transtorno da ansiedade e síndrome do pânico". Confesso que foi um pouco impactante a notícia de que é isso que eu apresento, mas mais do que isso hoje vejo que há uma grande mistificação da doença, oras, não se vê fantasmas em corredores (eu não vejo...). Ainda não tentei contato com o mundo fora do meu quarto desde que voltei do hospital, me sinto um pouco apreensivo. Estou sendo fortemente abatido pela medicação -da síndrome e da gripe que adquiri nos corredores gélidos do hospital- que em soma seriam 6. Meu tratamento psicológico ainda não começou e eu espero ter chances de voltar aqui neste blog e compartilhar outras histórias com vocês. Obrigado, um abraço!

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  2. Anonimo, espero que vc esteja melhor, caso volte a visitar o blog, deixe uma mensagem dando notícias, ok?

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  3. ola meu nome e tatyana tenho 23 anos tbm tenho a sindrome do panico porem hoje ja passei da faze de fica em casa com medo..de passa mal ainda nao fiz o tratamento..tenho a 4 anos so descobri o que eu tinha ah 2 ano atras hoje ja levo uma vida quaze normal tenho muita fe em deus q quando eu fize o tratamento so irei fazer durante 6 meses espero q nao cheguei a um ano força ah todos mais um dia tudo isso vai passa hoje ja saio de casa ja vou ao mercado sozinha em fim faça exercicios fisico é muito bom...fica a dica ta

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  4. Oi, Taty, obrigada pela sua visita. Que bom que tem conseguido controlar seu pânico, mas o que seria levar uma vida "quase normal"? Se ainda se sente mal, não hesite em procurar ajuda, heim? Cuide-se e volte sempre!!!

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  5. Oi Karen! Vi sua reportagem no jornal da Barra de ontem e qual não foi minha surpresa ao ver que era vc, a mãe do Pedro! Eu sou a Fernanda, mãe do Gabriel Neri. Adorei o seu blog e acho que ele é de grande valia pra quem sofre com transtorno de ansiedade, como eu, por exemplo. Tive a primeira crise em 2004 e desde então eu tomo remédios e faço terapia. Claro que já parei e retornei várias vezes mas sei que faz parte e não tem jeito. Bem, o que eu queria te perguntar é o seguinte: o meu psiquiatra diz que não há problema nenhum em engravidar tomando esses remédios, que tem várias pacientes que engravidaram e seus filhos nasceram perfeitamente saudáveis. Como vc diz que sofre desde 1997 com esse transtorno, eu queria te perguntar como foi durante a gravidez do Pedro. Na gravidez do Gabriel eu parei os remédios (o médico era outro)e sofri bastante durante aqueles nove meses de ansiedade. Só que agora quero engravidar de novo mas mesmo o médico dizendo que não há problema, estou com um certo receio. Bem, espero que não demore a me responder, já que sou bastante ansiosa...rsrs
    Um beijão pra vc!

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  6. Oi, Fernanda, tudo bem? Poxa, ficamos esperando o Neri ontem no aniversário do Pedro! Foi um verdadeiro clube do Bolinha, só com os "bests" do Pedro e ele não esqueceu o Neri, claro!!! Olha só, quando eu engravidei do Pedro, tomava fluoxetina, que mais de um médico já me garantiu ser seguro inclusive durante a gestação. No entanto, o psiquiatra que me acompanhava na época sugeriu que eu interrompesse o tratamento durante os três primeiros meses de gravidez e, posteriormente, se fosse necessário a gente podia tentar alguma alternativa fitoterápica. Felizmente eu tive uma gravidez muito tranquila, sem crises de ansiedade, então não precisei recorrer a medicação. Mas se fosse necessário, hoje em dia, eu tomaria sim. Vc tem que confiar no seu médico... Digo isso, mas a minha psiquiatra sofre comigo, sou osso duro de roer, e por mais que ela me diga que eu posso tomar determinado remédio, é um "parto" conseguir me convencer! rsss Por que vc não tenta fazer como eu? Começa sem remédio e se apertar a ansiedade, parte pro plano B! Bom, espero que a gente se fale mais a partir de agora e que eu possa te ajudar de alguma forma!!! Mande muitos beijinhos pro Neri, outro grande pra vc!

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  7. É, vamos ver como vai ser a minha gravidez dessa vez. Realmente o meu psiquiatra falou tb em trocar o remédio que eu tomo pela fluoxetina, que realmente é a que eles mais confiam. Vamos ver. Depois te conto o que ele disse. Que pena que não deu pro Biel ir no aniversário do Pedro mas tínhamos ido a um casamento no sábado e fomos dormir muito tarde, de madrugada, e ontem Gabriel estava no bagaço, nem quis sair de casa pra nada. Manda mil beijos pra ele. Ah, ele falou todo triste que o Pedro tinha saído da escola. Pra qual colégio ele foi?
    Beijão pra vc! A gente vai se falando.

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  8. Ola, tenho 16 anos e fui diagnostiada a um pouco mais de um ano, estou fazendo o tratamento apesar de ter algumas crises e continuar muito ansiosa na maioria dos dias. Meu maior medo é de ter que tomar os remedios por muito tempo. Apesar disso voltei a rotina normal de adolescente, viajo, vou a festas mas sempre com meu remedio no bolso. Gostei muito do seu blog!

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  9. Oi, Lara! Muitos de nós (eu inclusive!) temos medo da dependência do remédio. Mas te aconselho a não pensar nisso agora, preocupe-se em se sentir bem e em conseguir levar sua rotina de adolescente, que é uma delícia! ;) Eu tb sempre ando com meu remedinho no bolso. Mesmo que a gente não tome, é sempre bom saber que ele está ali, não é?! rss Volte sempre e mande notícias, ok? Muita saúde pra vc.

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  10. Olá.... há 4 meses fui diagnosticada com sindrome do panico. E realmente, como o nome sugere é um panico mesmo. Como se de repente vc estivesse andando em seu carro e ele pifasse, no meio de uma rodovia. Esse carro é nosso corpo, e essa rodovia é nossa vida. De repente vc ´pifa, sem explicações, vai a diversos medicos e nao tem nada.... e a angustia o desespero e o medo da morte tornam-se seus aliado no decorrer dos dias. Fui diagnosticada já na segunda crise. Vinha com sintomas típicos da ansiedade, tonturas, taquicardia sensação de falta de ar, mas não me preocupei, até ter a primeira crise. Hoje estou levando uma vida 60% normal. Quero logo chegar o mais proximo possivel de ficar bem e retomar meus planos.... de ter meus filhos, principalmente. Para quem tem, basta ter paciencia e certeza que a unica coisa que temos são sintomas psiquicos, que não vamos morrer e nadaa de mal irá nos acontecer! Boa sorte a tds.

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  11. Isso aí!!! Boa sorte no seu tratamento, continue com esse pensamento que vai dar tudo certo!!! :)

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  12. Oláa, meu nome é Karine e tenho 17 anos.
    Percebi uns descofortos estranhos e ficava super nervosa, meu coração palitava, minhas pernas ficavam enfraquecidas..
    Resolvi conversar cm meu pai e ele setia os msm sintomas, Sindrome do Panico e ansiedade..
    Sentia poucas vezes, hj em dia sinto constantemente as vezes consigo me controlar, outras vezes não, fico muito nervosa.
    Vou passar pelo psicologo e começar a fazer atividades..
    Se tudo dê certo volto aqui para contar.. bjss

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  13. Oi, Karine,
    Isso aí, volte para dar notícias suas, ok? O caminho é esse mesmo, o importante é buscar ajuda e fazer suas atividades normalmente. Beijos.

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  14. Há 6 meses descobri que tenho síndrome do panico. Era horrível: taquicardia, sensação de desmaio, falta de ar, medo de morrer. A psiquiatra me receitou Lexapro e desde então não sinto mais nada. No início eu andava com um rivotril no bolso, mas hj vejo q não preciso mais dele. Aos q estão iniciando o tratamento, não desistam, o tratamento é longo mas surte efeitos


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  15. Oi, Sheila, muito obrigada pelo seu depoimento, excelente! :)

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  16. Oi Tenho 24 anos e á cerca de 3 meses me desencadeou a S.P e todos os dias sinto mal estar, ou a crise principalmente qndo fico sozinha ou qndo tenho q sair de casa, isso é uma escravidão acho q é já a agorafobia estou tomando ansitec p ansiedade, mirtazapina p dormir, durmo a noite toda e o s.O.S alprazolam ñ estou vendo tanta evolução agora sei q tb falta atividade fisica e o espiritual neh....Juntou tudo separação, ultimo semestre na faculdade e filho pequeno de 3 anos...Só DEUS QUERO SER EU DE VOLTA, fico assustada qndo vejo pessoas que estão á anos com a S.P não quero conviver com isso...

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    1. O ideal seria que você tivesse acompanhamento psicológico também. Mas não desista do tratamento e não tenha medo de conviver com o pânico pelo resto da vida. É uma doença como outra qualquer, que precisa de remédio, de tratamento. Boa sorte e mande notícias. Abraços.

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  17. Olá tenho essa síndrome do pânico e meu médico mim receitou um medicamento chamado velija. Queria saber se realmente esse medicamento faz efeito pois não estou mtu confiante. Agradeço pela ajuda. Bruno mota

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    1. Bruno, em primeiro lugar, você precisa confiar no seu médico. Diga tudo para ele, se não estiver se sentindo bem com a medicação, existem várias outras que vocês podem tentar. No início o remédio pode até piorar os sintomas, por isso é importante que você tenha persistência, viu? Não desista do tratamento. Grande abraço.

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  18. Tenho SP desde 2005, mas apenas em 2011 consegui um tratamento q vi resultado. Estava há um ano sem sentir nada, apenas tomava 1 mg de alprazolam. Iniciei a retirada da medicação aos poucos, mas para minha surpresa há 3 dias tudo voltou. Embora os médicos digam q a crise é passageira e nós sabemos q sim, mas eu qdo tenho taquicardia minha pressão imediatamente sobe , já tendo chegado a 17/10 como ñ ser um perigo? Ou nesta da pressão subir eu estou isolada? E é pq tomo o remédio para a PA

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    1. Oi, Anônimo,
      Já ouvi relatos de pessoas que têm a pressão arterial elevada quando passam por crises. Para sua maior tranquilidade, recomendaria que você procurasse um cardiologista e pedisse orientações sobre como você deve agir nesses momentos. Você é hipertensa? Toma remédio para pressão? Desculpe, mas não compreendi. Abraços!

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  19. Oi meu nome é wanderléia tenho 21anos,gostaria que me ajudacem ,meu marido esta sofrendo de simdrome de ansiedade e ele tem varia crises ao dia, nao sei o que fazer estou muito preocupada com ele, nao consigo ficar tranquila quando o vejo tendo crises ele esta tomando Moratus cloridrato de paroxetina e nao.estou vendo resultado me ajudem por favor o que eu faço quando a crise dele vier bjs espero respostas

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  20. Wanderléia, existem várias medicações que podem ser usadas em caso de transtornos de ansiedade. Aconselho você a procurar um médico para que ele possa avaliar uma possível troca na medicação que seu marido está tomando. Fique calma, ele precisa do seu apoio e coragem. Isso vai passar, é só uma questão de tempo para acertar a medicação e ajustar a dosagem ideal para ele.

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  21. Muito obrigado pelo apoio quando eu tiver duvidas voltarei ao seu blog ele ira ao psquiatra nessa quarta espero que tudo se resolva um abraço e muito obrigado.... Se vc tiver facebook me passa o seu vai ser um prazer teclar com vc muito obrigado

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  22. Olá Karen, parabéns pelo blog, muito bacana e achei pesquisando no google, claro que não foi por acaso, acredito que nada é por acaso......Me chamo Cristiane, completo 42 anos no próximo dia 27.11, sou casada, 2 filhos maravilhosos, Karina de 18 anos e Otavio de 16........tenho a síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, que deve ser a mesma coisa......acredito que já estava sofrendo a muito tempo, devido a dificuldades que fui tendo de lidar com acontecimentos da minha vida, como perdas, distanciamento da família por morar em outro estado, medos que foram surgindo em relação à segurança dos filhos, enfim, foram se somando e causando muito sofrimento não só emocional como físico, mas eu não sabia o que era, apenas sofria muito e achava que ia morrer e que ia ficar louca.........então, em 2011, após uma perda na família, por uma doença triste como o câncer, diagnosticado em 2009, minhas crises foram fortes demais e então recebi o diagnóstico.......tomei vários medicamentos ao longo desses dois anos, pois tive várias reações desagradáveis e o menos pior para mim foi o escitalopram, mas nunca me conformei em tomar esses medicamentos pelo resto da vida, principalmente porque para mim, eles não melhoraram tanto assim a minha qualidade de vida, pois sempre tenho comigo uma tontura que não passa, nem com o remédio........pra tentar resumir, no início deste mês, me mudei pra cidade da minha mãe e parei com os medicamentos desde agosto.....estou conseguindo lhe dar com a ansiedade, cuidando da respiração e autocontrole, mas tem momentos que fica difícil como agora por exemplo........não gostaria de viver o resto da minha vida nessa luta, nem ter que voltar com o remédio, mas sei que depende de mim encontrar o ponto de equilíbrio......tenho muitas questões pra resolver, espero conseguir......desculpe pelo livro, mas obrigada pela oportunidade de me expressar, pois as pessoas a minha volta tem dificuldade para compreender o que eu sinto.....fico impressionada com o número de pessoas no mundo que estão tendo essa síndrome e peço a Deus olhe por todos nós, pois não está sendo fácil viver...........Deus a abençõe! Obrigada

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    1. Cristiane eu tbm sofro disso e gostaria de entrar em contato com pessoas q infelizmente sofrem disso se possível me add no face Ale Hennerich e meu email é alehenerich@hotmail.com. se vc quiser trocar experiencias contar como esta e oque acontece me add, ou mesmo alguém que sofra disso preciso conversar com alguém q tenha isso .

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    2. Christiane, espero que esteja bem. Mande notícias!
      Abraços.

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  23. Oi tenho essa porcaria de sindrome do pânico estou sofrendo muito, estou de atestado medico a 30 dias, so q ja estou desanimada pq nao estou vendo melhora alguma, tomo medicamento, li o livro q meu psiquiatra mandou eu ler, faço exercícios físicos(não diariamente) e comecei fazer seções de terapia comportamental com minha psicologa, mas o resultado esta sendo o mínimo, tenho medo de sair de casa, de receber visitas e estou tendo crises repetitivamente por favor me derem uma dica doq devo fazer, e se tem melhora quanto tempo sera q leva p ver um resultado satisfatório..

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    1. Alessandra, no início é assim mesmo, é preciso ter paciência. Siga em frente com o seu tratamento, você vai se sentir muito melhor, pode apostar!

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  24. Oi Karen, gostaria de abusar um pouco dos seus conhecimentos. Bom desde já quero agradecê-la, pelo esclarecimento de algumas dúvidas. Neste tipo de transtorno há chances de cura? Ou, fazendo uma analogia ao diabetes tem apenas a chance de controle?... É possível ter uma rotina afetiva e trabalhar normalmente?.. Estou sentindo alguns sintomas e estou muito assustada com isto, tendo em vista que sempre fui o tipo de pessoa relaxada e desencanada bem como a alegria das festas... e de repente veio essa ansiedade insuportável.. Muito obrigada!

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    1. Oi, Louíse, tudo bem? Olha, eu não sei se existe cura. Acho mais provável que exista o controle, como o diabetes sim. O que vc tem sentido?

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  25. Olá pessoal!
    Enfrento crises d ansiedade há mais de 5 anos, alternando entre bons momentos e momentos em que preciso buscar ajuda. Realizo terapia há cerca de 3 anos, também. Já tomei medicação, porém hoje não faço uso. O fato é que minha psicóloga é contra a medicação, acredita que ela "mascara" os problemas. Sempre que estou me sentindo desconfortável e comentou sobre possíveis idas a psiquiatra, ela faz menção contra. O que vocês pensam a respeito? Acham que a medicação "maquia" os problemas?

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    1. Estou tratando de um Transtorno de Ansiedade e depressão moderada há 10 meses. Até chegar ao diagnóstico passei por vários médicos, e inclusive fiz terapia cognitiva-comportamental com uma Psicóloga para tentar controlar a ansiedade, e que teve pouco efeito no meu caso. Após muito sofrimento, acabei por me render e procurei um Psiquiatra que me receitou amitriplina na dosagem de 50mg, mantida até então, medicação que me devolveu a qualidade de vida. Em relação a sua pergunta penso que se a sua ansiedade tem origem em uma disfunção química no cérebro, a medicação é necessária sim, podendo ser aliada da terapia com a Psicóloga. Assim se vc está sofrendo, já que não está obtendo melhora somente com a terapia, seria bom que vc procurasse um Psiquiatra que avaliará seu caso e indicará a melhor medicação para você. O que não pode é vc perpetuar sofrimento, lembrando que os distúrbios de ansiedade além do sofrimento psíquico podem acarretar vários outros problemas para sua saúde, tais como hipertensão, infarto, etc.

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    2. Oi, Anônimo,
      Nosso amigo Anônimo do dia 12 de fevereiro já lhe respondeu corretamente, eu diria exatamente o mesmo! ;)
      Mande notícias, ok?
      Abraços, saúde e paz.

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  26. Olá, estou tomando medicação há um ano e meio, mudei várias vezes de remédio. Acredito que os medicamentos são importantes, mas terapia, atividades físicas, um grupo, enfim tudo que nos faça bem, também tem a sua importância. Nós somos mente, corpo e espírito, assim precisamos de um pouco de cada. Faço terapia, mas mesmo assim está muito difícil melhorar os sintomas, as crises, humor. Karen adorei este blog. bjs a todos. Quem quiser me adicionar no face: rita_osti@yahoo.com.br

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    1. Oi, Rita! Muito obrigada pela sua mensagem.
      Sim, não é fácil mesmo enfrentar tudo isso, mas é necessário seguir com o tratamento. Terapia, medicação... se não estiver boa, fale com o seu médico e troque mesmo. E não esqueça do lazer! :)
      Abração.
      Karen

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  27. Fui diagnosticada com transtorno de ansiedade, ja estou na 3ª caixa de remédio, tomo o RECONTER, foi muito bom pra mim, eu tive algumas crises de fobia, e na época em que tive tudo isso, eu estava com o hormônio da tireoide totalmente descontrolado, estou tratando com endócrino e com psiquiatra. Sinto muita canseira, dores nos ossos, peso nas pernas e braços, mas pesquisei e vi que tanto depressão, quanto desordem na tireoide dão esses sintomas. Uma coisa que ainda acho estranho, que quando ouço algo que me preocupa, sobre um calor nos braços, pescoço, e vai até a nuca, o que será isso? Ah meu e-mail é bebeca_dalava@yahoo.com.br se alguém quiser comentar algo fique a vontade.

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    1. "Isso" é uma reação do corpo à ansiedade que as notícias que te preocupam causam. Tb sinto isso às vezes.
      Fico feliz que esteja tendo acompanhamento médico, se puder procurar um psicólogo tb seria bacana.
      Grande abraço, saúde e coragem!

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  28. No início de 2011 comecei a ter taquicardia e procurei um cardiologista. Todos exames foram feitos e tudo normal, pensei então ser estresse visto que vinha passando um momento de imensa pressão no meu trabalho. Os meses foram passando e no final daquele ano comecei a senti dor em queimação em determinadas partes do corpo, e mais uma vez médicos e mais e mais exames, e nada diagnosticado. Já no início de 2012 comecei a sentir fadiga, uma baixa de energia, ansiedade e insônia, até que um médico me questionou a respeito do meu nível de estresse, e assim me receitou amitriptilina 25mg. Tomei por 5 meses e tive uma melhora de 100% dos sintomas acima relatados, e como havia melhorado iniciei a descontinuação da medicação cessando o uso em outubro/2012, resultado: após poucos meses voltou a insônia, a ansiedade, a fadiga a irritabilidade. Não querendo mais tomar medicação, procurei uma psicóloga em outubro/2013 e fiz terapia cognitiva-comportamental (12 sessões) para tentar controlar a ansiedade, tendo um efeito relativo, visto que continuava tendo insônia. Terminada a terapia, em fevereiro/2013 retornou os sintomas de ansiedade e insônia, agravada ainda por problemas de memória, passava noites sem dormir o que começou a acarretar prejuízos no meu trabalho, visto que sou advogado, e por lidar diariamente com os mais variados problemas não tinha mais energia para o trabalho. Preocupado, procurei um psiquiatra em março de 2013 e voltei a tomar a medicação - amitriptilina 50mg, medicação está que continuo tomando até hoje, e me devolveu o sono e controlou a ansiedade e os demais sintomas, me proporcionando bem estar. O Psiquiatra me deu o diagnóstico de transtorno de ansiedade mesclada com depressão moderada, me recomendando continuar a tomar a medicação, e hoje estou com 10 meses de medicação me sentindo bem melhor. Venho investindo em atividade física diária (caminhadas e hidroginástica) , dando mais atenção à alimentação, e semana passada iniciei sessões de acupuntura para ajudar no controle da ansiedade e depressão. Digo a vcs que estes últimos dois anos foram barra para mim, visto que até chegar o diagnóstico a gente sofre muito, eu especialmente fiquei apavorado pois sou casado e tenho uma esposa e uma filha de 6 aninhos maravilhosas, e tinha medo de não conseguir superar está doença, mas com a graça de Deus hoje estou muito melhor. Como tenho na família casos de depressão/transtorno de ansiedade (minha mãe e meus dois únicos tios já tratam há mais de 2 anos), além de um irmão com esquizofrenia, penso que há um componente genético envolvido no meu caso, ou seja uma pré-disposição. O psiquiatra me explicou que quem tem disposição para depressão/transtorno de ansiedade tem a doença adomercida, e qualquer fato externo pode acordar esta doença fazendo-a se manifestar, e no meu caso tenho certeza que foi o estresse no trabalho. Assim , com muita confiança em Deus, vou tomar a medicação até quando o médico determinar, visto que não quero mais passar pelo que enfrentei. Aconselho a todos que estão passando por depressão, transtorno de ansiedade ou síndrome do pânico que não deixe de procurar ajuda de um psiquiatra, não permaneça no sofrimento, e se tiver que tomar medicação tome pelo tempo que for necessário, e tenha fé em Deus que tudo irá melhorar, sempre buscando também auxílio na atividade física, na religião e outras formas de terapia para complementar o tratamento medicamentoso.

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    1. Muito bom seu depoimento!!!! Vou compartilhar com todos na página do facebook, ok? Grande abraço, muita saúde para você e sua família! Beijinho pra filhota. ;)

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  29. Olá a todos, sou portador de Síndrome do Pânico há 6 anos, com TAG e Depressão. Acredito pela terapia que faço há 4 anos que comecei a ter por um somatório de problemas na minha vida, começando por problemas no meu trabalho (sofri com assédio moral e por me colocarem em atividades com muita pressão por resultados), depois foi por um acidente automobilístico com meu pai em 2005, vitimando de forma brutal na praia do arpoador, onde ainda tenho que cuidar de processos judiciais, desavenças de família e enfim, problemas da vida, que infelizmente não tive a resistência necessária pra suportar tudo isso, em 2008 tive várias crises de pânico imaginando ser problemas de ordem cardíaca, pois sou hipertenso e tenho arritmia cardíaca. Comecei tomando citalpram 20mg e alprazolam, que era fundamental para evitar novas crises, porém ficava grogue e sonolento durante o dia, tirei licença do trabalho desde então, tentei voltar por 2 vezes mais nao consegui suportar a pressao do trabalho, daí mudei para o Lexapro 15mg, melhorei um pouco, mais depois me deram Aristab, lamitor e Donaren para dormir, pois durmo mal e pouco. Alguém saberia me dizer se o INSS aposenta com esse quadro ou é quase impossível? Como tenho 46 anos, acredito que nao, e terei de voltar a trabalhar ainda com TAG e deprimido. Agradeço a todos pela atenção e fiquem com Deus, pois só ele é que pode resolver todos os problemas. meu e-mail é msmoniz10@gmail.com

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    1. Olá, msmon. O ideal seria que você consultasse um profissional da área, um advogado trabalhista, talvez. Me parece que a possibilidade de aposentadoria por esse motivo é remota...
      De qualquer forma, siga firme na sua terapia e não abandone os remédios sem conhecimento do seu médico. Com o tratamento você vai se sentir melhor, acho que é questão de acertar sua medicação. Abraços.

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    2. Olá msmom. Sou o anônimo de 10 de fevereiro, e como advogado entendo que se você estiver realmente incapacitado para o trabalho em função da síndrome do pânico e TAG, peça ao seu psiquiatra um relatório médico detalhado da sua condição de saúde atual e proceda a entrada do pedido de auxílio-doença junto ao INSS, apresentando o referido relatório médico (ver os procedimentos no "site" do INSS). Será agendada uma perícia com médico do INSS para você, e se ele entender que vc não tem condições de trabalhar, poderá assim ser afastado com o gozo do auxílio-doença. É certo que a tendência do INSS é negar o afastamento em casos de transtornos mentais, mas não custa nada tentar, pois cada caso é um caso. Se o INSS negar administrativamente o seu pedido, vc poderá procurar um advogado e ingressar com uma ação judicial na Justiça Federal contra o INSS, assim o Juiz irá nomear um perito oficial da Justiça que fará a avaliação de sua condição de saúde mental e possível incapacidade para o trabalho. Se vc não tiver recursos para pagar um advogado particular, procure a Defensoria Pública de sua cidade que poderá ajuizar a ação judicial sem custos para vc. Na prática já vi um caso absurdo em que o INSS negou o auxílio-doença para uma profissional da área de enfermagem, que se encontrava com depressão de natureza grave, com desmaios constantes no serviço em função da doença, e com a capacidade cognitiva prejudicada. Neste caso, como o INSS negou o afastamento, ela procurou um advogado que ingressou com uma ação judicial, sendo nomeado um perito médico pelo Juiz, que na avaliação pericial entendeu que ela não tinha as mínimas condições para o trabalho. Com base no laudo do referido perito, o Juiz determinou ao INSS que concedesse o afastamento dela com recebimento do auxílio-doença, até a recuperação das condições mínimas para o retorno ao trabalho. É revoltante a postura do INSS frente às doenças ocupacionais incapacitantes, principalmente os transtornos mentais, já que segundo a OMS até 2020 a depressão e outros transtornos mentais ocuparão o segundo lugar entre as doenças incapacitantes para o trabalho, e me parece que o INSS está completamente fora de sintonia com a realidade atual.Espero ter ajudado. Abraço e não desista do tratamento, pois também tenho TAG, e com o uso contínuo da medicação estou com os sintomas controlados, tendo recuperado meu sono que havia perdido por mais de 6 meses seguidos em decorrência das crises de ansiedade.

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    3. Muito obrigada pela sua resposta. Gostaria de acrescentar que eu consegui afastamento do trabalho por dois meses exatamente desta forma: laudo médico e perícia no INSS. No entanto a pergunta foi se seria possível conseguir a aposentaria. Você saberia responder a essa pergunta? Muito obrigada mais uma vez, abraços e saúde para todos nós!

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  30. Olá!
    Como descobrir se a causa da ansiedade extrema é por causa de um desequilíbrio químico ou se é emocional?
    Outra pergunta: é possível vencer a Síndrome do Pânico SEM medicamentos, mesmo sem saber se temos ou não um distúrbio químico?

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    1. Olá!
      Geralmente os transtornos de ansiedade são causados por uma predisposição genética e um fator desencadeante.
      Quanto a vencer o pânico sem remédios, não acho impossível, mas acho desnecessário passar por tanto sofrimento com os sintomas se existe medicação para aliviá-los. Já tive muita resistência para tomar remédios, mas hoje entendo que minha vida é bem melhor com eles e não questiono mais! ;) Abraços!

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  31. BOA NOITE ESTOU TOMANDO O VELIJA 30MG ESTOU SENTINDO MINHA ORELHA E EM TORNO DELA TIPO ADORMECIDO E SENTINDO COMO ESTIVESSE COM UM ¨NÓ¨ NA GARGANTA, É NORMAL? DESDE JÁ MUITO OBRIGADO

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    1. Quando sofremos com a ansiedade patológica, temos muitas sensações desse tipo. Formigamentos, "nós na garganta", pressão no peito, falta de ar... de qualquer forma, é sempre bom ouvir a opinião do médico. Não deixe de conversar com o seu!
      Abraços!

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  32. Oi karem, eu tomava velija 90mg não estava dando certo por causa da constipação, meu médico mudou para pristic, so que diminui a dosagem de 90mg para 30mg para iniciar com a nova medicação. Mas quando reduzi a dosagem do velija passei a sentir muitas reações liguei para o médico e ele disse que era da medicação, só que me apareceu também uns penicoes no caorpo inteiro e nao tive mais como falar com meu medico. Será que isso pode ser um efeito da transição da medicação? Desde já obrigada.

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    1. Olá, GMaria,
      Não sei há quanto tempo você está tomando o Pristiq, mas no início do tratamento é comum que tenhamos alguns efeitos colaterais. É importante que seu médico a reavalie para que possa decidir se mantém a medicação, se mexe na dosagem ou se tenta outra medicação. Atualmente, existem várias opções disponíveis. Boa sorte, dê notícias.

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  33. Olá fui diagnosticada com transtorno de pânico e depressão a quese 2meses e estou tomando a sertralina e rivotril pra dormir,alguns sintomas desapareceram mais ainda sento muita dor de cabeça ,alguém usa e pode me responder se e normal?

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    1. O ideal é que esse tipo de dúvida seja tirada com o seu médico. Sabemos que alguns sintomas podem persistir por mais tempo, assim como existem vários efeitos colaterais, mas somente um médico poderá fazer uma avaliação segura.
      Depois, venha nos contar o que foi que ele disse, ok?
      Abraços, e boa sorte.

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  34. Olá,
    Tenho 30 anos e há 2 anos tive depressão após o parto – não a depressão pós parto propriamente dita, aquela que se recusa o bebê – no meu caso fiquei muito insegura, pois tive muita ansiedade e expectativas durante a gravidez, e quando meu bebê nasceu eu não tive leite, então entrei em depressão por medo do meu bebê não gostar de mim. Na época conversei com o meu obstetra que receitou 3 meses de fluoxetina e que eu procurasse ajuda se não melhorasse. Não melhorei, pois parei com a medicação de repente, tive alguma recaídas, superei e não procurei ajuda. Tive uns 4 meses maravilhosos... sem ansiedade, angustias, sono tranquilo... fiquei ótima!!! Pensei: “Estou curada”. Meses depois fiquei muuuito ansiosa... sem dormir... parecia um zumbi, muito nervosa, perdia o controle. Resolvi procurar um psiquiatra que receitou levija e quetros por dois meses + psicoterapia. Tenho muito receio sobre terapia, pois não sei como essa pessoa pode me ajudar. Eu sei que encano com coisas que não tem relevância na minha vida, por exemplo, um comentário idiota que alguém faz, mas fico mal. Sei que o comentário é idiota e que não vai me atrapalhar em nada, então fico mal. Então não sei se a saída é ficar com os medicamentos para sempre... sei que é ruim tomar remédios o resto da vida, mas é melhor ser feliz tomando o remédio, do que sofrer (li isso em alguma parte do blog, e achei o máximo!). Também quero engravidar novamente... alguém sabe se esse remédio alterar a fertilidade? Alguém tem uma indicação de livro de auto ajuda que fale sobre ansiedade? Obrigada!!!

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    1. Ninguém respondeu...snif! Snif!

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