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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Duração do Tratamento

Um dos meus maiores receios era (e ainda é) ficar dependente de remédios pro resto da vida. Mas escutei a mesma coisa de três médicos diferentes: "melhor ficar dependente de remédio e ter qualidade de vida do que não tomar remédio e passar o resto da vida sofrendo". Verdade.

Só tem uma coisa: a gente tem que tomar remédio sim, mas não só isso. Tem que cuidar da cabeça também, do espírito, as duas coisas. Não adianta só tomar remédio, assim como não adianta só fazer terapia. Tem que associá-las. Cada uma tem sua função. O remédio vai atuar na química do nosso sistema nervoso meio "desajustadinho", e a terapia vai nos ajudar a desvendar e a enfrentar as causas do problema.
Tem que ter perseverança, força de vontade. É difícil, mas tem que ter coragem prá enfrentar tanto medo.


DURAÇÃO DO TRATAMENTO

Dr. Drauzio Varella entrevista o psiquiatra Marcio Bernik (parte 5)
Drauzio – O tratamento deve ser mantido por quanto tempo?
Bernik – O tratamento deve ser mantido por seis meses no mínimo e idealmente por um ano. A melhora costuma ocorrer entre duas e quatro semanas, mas parece que as alterações biológicas demoram meses para desaparecer. Desse modo, se o tratamento for interrompido nos primeiros sinais de melhora, 80% dos pacientes vão sofrer recidiva em quatro a seis semanas.

Drauzio – O tratamento leva de duas a três semanas para começar a surtir resultados e os medicamentos dão alguns efeitos colaterais. Essas duas razões podem levar o paciente a abandonar o tratamento?
Bernik - Mesmo que o médico inspire confiança e haja ótimo relacionamento entre ele e o paciente, um a cada três abandona o tratamento porque, numa equação infeliz, os efeitos colaterais aparecem no primeiro dia e a melhora, só duas ou três semanas depois. Há ainda a agravante de que as crises de pânico pioram nas primeiras 48 horas do tratamento com remédios.

Drauzio – Há pacientes que precisam tomar remédio a vida inteira como em certos casos de depressão?
Bernik – Procuro manter meus pacientes tomando remédio pelo menos por um ano, o tempo ideal para evitar uma recidiva precoce.O pânico é mais recidivante do que a depressão. No entanto, o remédio que funcionou na primeira crise vai funcionar nas outras. De qualquer forma, é importante alertar os pacientes de que, em 80% dos casos, as crises podem voltar. Mas, se voltarem, os medicamentos serão os mesmos porque não induzem tolerância.

12 comentários:

Anônimo disse...

Olá pessoal do blog, tenho 17 anos e vos escrevo sob o nome fictício de James. Há poucos dias recebi o diagnóstico de "transtorno da ansiedade e síndrome do pânico". Confesso que foi um pouco impactante a notícia de que é isso que eu apresento, mas mais do que isso hoje vejo que há uma grande mistificação da doença, oras, não se vê fantasmas em corredores (eu não vejo...). Ainda não tentei contato com o mundo fora do meu quarto desde que voltei do hospital, me sinto um pouco apreensivo. Estou sendo fortemente abatido pela medicação -da síndrome e da gripe que adquiri nos corredores gélidos do hospital- que em soma seriam 6. Meu tratamento psicológico ainda não começou e eu espero ter chances de voltar aqui neste blog e compartilhar outras histórias com vocês. Obrigado, um abraço!

Sem Transtorno disse...

Anonimo, espero que vc esteja melhor, caso volte a visitar o blog, deixe uma mensagem dando notícias, ok?

taty disse...

ola meu nome e tatyana tenho 23 anos tbm tenho a sindrome do panico porem hoje ja passei da faze de fica em casa com medo..de passa mal ainda nao fiz o tratamento..tenho a 4 anos so descobri o que eu tinha ah 2 ano atras hoje ja levo uma vida quaze normal tenho muita fe em deus q quando eu fize o tratamento so irei fazer durante 6 meses espero q nao cheguei a um ano força ah todos mais um dia tudo isso vai passa hoje ja saio de casa ja vou ao mercado sozinha em fim faça exercicios fisico é muito bom...fica a dica ta

K. Tera disse...

Oi, Taty, obrigada pela sua visita. Que bom que tem conseguido controlar seu pânico, mas o que seria levar uma vida "quase normal"? Se ainda se sente mal, não hesite em procurar ajuda, heim? Cuide-se e volte sempre!!!

Fernanda disse...

Oi Karen! Vi sua reportagem no jornal da Barra de ontem e qual não foi minha surpresa ao ver que era vc, a mãe do Pedro! Eu sou a Fernanda, mãe do Gabriel Neri. Adorei o seu blog e acho que ele é de grande valia pra quem sofre com transtorno de ansiedade, como eu, por exemplo. Tive a primeira crise em 2004 e desde então eu tomo remédios e faço terapia. Claro que já parei e retornei várias vezes mas sei que faz parte e não tem jeito. Bem, o que eu queria te perguntar é o seguinte: o meu psiquiatra diz que não há problema nenhum em engravidar tomando esses remédios, que tem várias pacientes que engravidaram e seus filhos nasceram perfeitamente saudáveis. Como vc diz que sofre desde 1997 com esse transtorno, eu queria te perguntar como foi durante a gravidez do Pedro. Na gravidez do Gabriel eu parei os remédios (o médico era outro)e sofri bastante durante aqueles nove meses de ansiedade. Só que agora quero engravidar de novo mas mesmo o médico dizendo que não há problema, estou com um certo receio. Bem, espero que não demore a me responder, já que sou bastante ansiosa...rsrs
Um beijão pra vc!

K. Tera disse...

Oi, Fernanda, tudo bem? Poxa, ficamos esperando o Neri ontem no aniversário do Pedro! Foi um verdadeiro clube do Bolinha, só com os "bests" do Pedro e ele não esqueceu o Neri, claro!!! Olha só, quando eu engravidei do Pedro, tomava fluoxetina, que mais de um médico já me garantiu ser seguro inclusive durante a gestação. No entanto, o psiquiatra que me acompanhava na época sugeriu que eu interrompesse o tratamento durante os três primeiros meses de gravidez e, posteriormente, se fosse necessário a gente podia tentar alguma alternativa fitoterápica. Felizmente eu tive uma gravidez muito tranquila, sem crises de ansiedade, então não precisei recorrer a medicação. Mas se fosse necessário, hoje em dia, eu tomaria sim. Vc tem que confiar no seu médico... Digo isso, mas a minha psiquiatra sofre comigo, sou osso duro de roer, e por mais que ela me diga que eu posso tomar determinado remédio, é um "parto" conseguir me convencer! rsss Por que vc não tenta fazer como eu? Começa sem remédio e se apertar a ansiedade, parte pro plano B! Bom, espero que a gente se fale mais a partir de agora e que eu possa te ajudar de alguma forma!!! Mande muitos beijinhos pro Neri, outro grande pra vc!

Fernanda disse...

É, vamos ver como vai ser a minha gravidez dessa vez. Realmente o meu psiquiatra falou tb em trocar o remédio que eu tomo pela fluoxetina, que realmente é a que eles mais confiam. Vamos ver. Depois te conto o que ele disse. Que pena que não deu pro Biel ir no aniversário do Pedro mas tínhamos ido a um casamento no sábado e fomos dormir muito tarde, de madrugada, e ontem Gabriel estava no bagaço, nem quis sair de casa pra nada. Manda mil beijos pra ele. Ah, ele falou todo triste que o Pedro tinha saído da escola. Pra qual colégio ele foi?
Beijão pra vc! A gente vai se falando.

K. Tera disse...

Vou te responder por email!
Beijos.

Lara Delabary disse...

Ola, tenho 16 anos e fui diagnostiada a um pouco mais de um ano, estou fazendo o tratamento apesar de ter algumas crises e continuar muito ansiosa na maioria dos dias. Meu maior medo é de ter que tomar os remedios por muito tempo. Apesar disso voltei a rotina normal de adolescente, viajo, vou a festas mas sempre com meu remedio no bolso. Gostei muito do seu blog!

Karen Terahata disse...

Oi, Lara! Muitos de nós (eu inclusive!) temos medo da dependência do remédio. Mas te aconselho a não pensar nisso agora, preocupe-se em se sentir bem e em conseguir levar sua rotina de adolescente, que é uma delícia! ;) Eu tb sempre ando com meu remedinho no bolso. Mesmo que a gente não tome, é sempre bom saber que ele está ali, não é?! rss Volte sempre e mande notícias, ok? Muita saúde pra vc.

Anônimo disse...

Olá.... há 4 meses fui diagnosticada com sindrome do panico. E realmente, como o nome sugere é um panico mesmo. Como se de repente vc estivesse andando em seu carro e ele pifasse, no meio de uma rodovia. Esse carro é nosso corpo, e essa rodovia é nossa vida. De repente vc ´pifa, sem explicações, vai a diversos medicos e nao tem nada.... e a angustia o desespero e o medo da morte tornam-se seus aliado no decorrer dos dias. Fui diagnosticada já na segunda crise. Vinha com sintomas típicos da ansiedade, tonturas, taquicardia sensação de falta de ar, mas não me preocupei, até ter a primeira crise. Hoje estou levando uma vida 60% normal. Quero logo chegar o mais proximo possivel de ficar bem e retomar meus planos.... de ter meus filhos, principalmente. Para quem tem, basta ter paciencia e certeza que a unica coisa que temos são sintomas psiquicos, que não vamos morrer e nadaa de mal irá nos acontecer! Boa sorte a tds.

Karen Terahata disse...

Isso aí!!! Boa sorte no seu tratamento, continue com esse pensamento que vai dar tudo certo!!! :)