terça-feira, 25 de setembro de 2007

Tratamento da Síndrome do Pânico

Além das palpitações e da falta de ar, o que mais me incomodava eram os pensamentos negativos que me acompanhavam o tempo todo. Como se eu andasse com uma nuvenzinha negra - daquelas de desenhos, sabe, com trovoadas - em cima da cabeça. Pra onde quer que eu fosse, a tal nuvenzinha carregada ia comigo.
"Ó, céus... ó, vida... ó, azar..."
Abençoados sejam os descobridores da fluoxetina! :)

TRATAMENTO

Dr. Drauzio Varella entrevista o psiquiatra Marcio Bernik (parte 4)

Drauzio – Como você orienta o tratamento de uma pessoa que diz ter crises de pânico em determinadas situações?
Bernik – O pânico pode indicar um problema primário próprio do transtorno de pânico ou ser a manifestação secundária do uso exagerado de medicamentos que podem provocar crises de pânico em pessoas propensas, como os corticóides e a maioria das anfetaminas, no Brasil, largamente usadas por mulheres jovens que querem emagrecer. É preciso pesquisar também o uso de psico-estimulantes, como a cocaína e o ecstasy, uma anfetamina halogenada de ação serotonérgica extremamente rápida. Portanto, é fundamental verificar se o quadro de pânico é secundário a outras patologias. O hipertireoidismo, por exemplo, pode provocar sintomas muito parecidos com os das crises de pânico. Uma vez afastadas essas possibilidades, é relativamente simples firmar o diagnóstico clínico do transtorno de pânico. Os sintomas são muito claros. Deve-se, ainda, tentar fazer uma análise funcional para estabelecer as limitações que a doença acarretou a fim de estimular uma melhora na qualidade de vida do paciente.

Drauzio – O tratamento implica uma parte medicamentosa e outra comportamental. Qual é a orientação que se dá aos doentes?
Bernik – O que se sabe hoje é que a técnica de combinar medicamentos e terapia comportamental é mais eficiente, pois é muito penoso para o paciente adotar um programa comportamental baseado na exposição a situações que provocam pânico, sistematicamente, de forma gradual e progressiva, até que ocorra a dessensibilização.A terapia de exposição baseia-se na capacidade de o ser humano habituar-se ao estresse. É como se assistisse a um filme de terror 15 vezes. Na primeira vez, os cabelos ficam em pé. Na segunda, como já sabe o que vai rolar e que vai espirrar sangue no teto, a reação é menos intensa. Na última, o filme não desperta mais nenhuma resposta emocional. Todavia, os pacientes aceitam melhor o tratamento e melhoram mais depressa se simultaneamente tomarem antidepressivos, medicação que se torna obrigatória para os 60% daqueles que têm depressão associada ao pânico.

5 comentários:

  1. tenho cindrome do panico tenho crises sempre o remedio fluoxetina
    a calma as crises? faz dois meses que não vou pra escola e preciso

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  2. Eu não posso postar um comentário que venha refrorçar a ideia de que devemos buscar a ajuda médica, pois estaria fazendo uma prooaganda gratuita, prefiro ser mais realista,embora haja casos definidos para ciência médica, mas para essa, sem razão aparente, não pode ser patologia e sim da alma.

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  3. Já tive crises. Uma delas suou como um ataque cardíaco. Fui ao hospital e nada constatado. Fiz TCC e tomei medicação. Nunca mais tive ataques. Mas, a noite sempre bate um medo da morte . Choro a noite. Isso pode ser a volta da doença?

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  4. Olá...eu tomo o remédio aristab (Aripiprazol) em agosto agora vou ter alta eu posso engravidar? Ou tenho q espera o medicamento sai do sangue ??

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  5. E so confiar em Deus ir na igreja buscar ajuda médica sim claro mais sem Deus nda podemos fazer

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