quinta-feira, 17 de abril de 2014

Acabe com sete mitos sobre o uso de antidepressivos

Ainda sobre antidepressivos, encontrei uma matéria da repórter Laura Tavares, no site Minha Vida, que se propõe a derrubar alguns mitos relacionados ao uso desse tipo de remédio. 

Entenda como esse medicamento age no seu organismo e evite surpresas

Os sintomas da depressão ainda fazem desta doença um dos problemas mais difíceis de ser diagnosticado - o desafio começa no próprio paciente que, ao se defrontar com a sensação de tristeza, pessimismo e baixa autoestima, nem sempre consegue identificar quando tudo isso sinaliza um estado passageiro, causado por frustrações de rotina, ou um transtorno de humor que merece - e exige! - tratamento. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão, dos níveis mais leves aos mais severos, atinge cerca de 121 milhões de pessoas no mundo, hoje em dia*. Parte desse grupo é tratada com medicamentos genericamente conhecidos por antidepressivos. "Eles estimulam a produção de neurotransmissores que estão em falta e inibem a produção daqueles em excesso, gerando um equilíbrio que permite o bom funcionamento cerebral", afirma o psiquiatra e psicoterapeuta Fernando Portela Câmara, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

A disposição para lidar com dificuldades, a melhora do humor e o aumento da tolerância em situações de conflito (alguns dos efeitos possíveis do consumo desse tipo de remédio), no entanto, acabam fazendo com que muita gente faça o consumo sem necessidade. "A prescrição médica é indispensável no caso dos antidepressivos, que têm uma enxurrada de efeitos colaterais capazes de prejudicar a saúde física e mental do paciente se o uso não for realizado com os cuidados adequados", diz o especialista. Entre os principais riscos, estão o erro na dose e na frequência de ingestão, a combinação com outros medicamentos (quando uma das fórmulas pode perder a eficiência ), além da associação com bebidas alcoólicas.

Por outro lado, muitos pacientes torcem o nariz quando saem do consultório do psiquiatra com uma receita médica. "O medo de ficar viciado em antidepressivos ou perder a vitalidade sexual sempre aparece nas consultas", afirma o professor de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcelo Fleck, editor da Revista Brasileira de Psiquiatria. Com a ajuda dele e de outros especialistas, tire suas dúvidas sobre esse tipo de medicamento.

Danificam o cérebro
Segundo o professor de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcelo Fleck, editor da Revista Brasileira de Psiquiatria, não há qualquer evidência de que o uso de antidepressivos danifique o cérebro. Na verdade, estudos apontam exatamente para a ideia oposta. "Pessoas que ficaram expostas a sintomas depressivos por muito tempo costumam apresentar alterações cerebrais, como a diminuição da ramificação dos neurônios, o que atrapalha a troca de informações nervosas", explica. Assim, como os antidepressivos tendem a combater os sintomas da depressão, eles são aliados do bom funcionamento do cérebro. "Para colher esses benefícios, entretanto, é fundamental seguir a prescrição médica", afirma.

Causam dependência
Antidepressivos não têm potencial para provocar dependência no usuário. "Ao contrário dos chamados ansiolíticos, drogas tranquilizantes que exigem receituário na cor azul, os antidepressivos são medicamentos psicoativos, que não possuem tarja preta e são prescritos em receituário branco especial", afirma o psiquiatra Fernando Portela Câmara. Mesmo assim, esses medicamentos não devem ser abandonados de maneira abrupta. "Apenas a retirada gradual possibilita a reorganização do organismo sem as substâncias fornecidas pelo antidepressivo", explica.

Alteram a personalidade
Para Fernando Câmara, antidepressivos não alteram a personalidade de quem faz uso deles, mas permitem que o paciente tenha mais ânimo para tomar decisões. "Quem convive com os sintomas da depressão costuma ser reprimido e tende a se isolar da sociedade. O uso desses medicamentos ajuda você a sentir prazer novamente", afirma. A confusão, nesse caso, aparece quando os sintomas da doença são interpretados como características pessoais - o que, realmente, é difícil de delimitar. Como definir se alguém é reprimido ou apenas tímido? Fazer essa distinção é apenas um dos desafios dos psiquiatras, o problema é que eles só podem ajudar quando o próprio paciente desconfia que precisa de ajuda e procura um médico.

Benefícios são decorrentes do efeito placebo
"Se o paciente foi devidamente diagnosticado, basta um antidepressivo para reverter a situação", afirma o professor de psiquiatria Marcelo Fleck. Mas os efeitos do medicamento, de fato, são difíceis de medir no caso de uma depressão leve, quando uma terapia ou até o início de uma atividade física também trazem resultados. O efeito terapêutico do antidepressivo aparece mais claramente em depressões graves, de acordo com o especialista.

Curam a depressão
Assim como o diabetes e outras doenças crônicas, a depressão não tem cura, mas pode ser controlada. "Isso significa que o tratamento regular reduz ou zera os sintomas, que podem ou não reaparecer com o tempo", afirma o psiquiatra Fernando Câmara. Por esse motivo, o acompanhamento médico é fundamental, dispensando os remédios ou fazendo ajustes na dose. Uma visita mensal ao psiquiatra, pelo menos, é indicada para avaliação do caso.

Tem o mesmo efeito para todas as pessoas
"A mesma dose de um antidepressivo pode ter efeitos diversos em diferentes pessoas, como ocorre com qualquer medicamento", afirma o professor de psiquiatria Marcelo. Por isso, a prescrição desse medicamento, mesmo que para problemas similares, deve ser individualizada. Afinal, o médico precisa levar em conta ainda a idade do indivíduo, os outros medicamentos que ele toma, se mora com algum familiar, entre outros pontos.

São a única forma de tratamento
De acordo com Marcelo Fleck, a ingestão de antidepressivos não é a única maneira de tratar a depressão. "Uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios, por exemplo, podem funcionar como coadjuvantes no tratamento, pois são medidas diretamente ligadas ao bem-estar físico e mental", explica. O especialista aconselha ainda a adotar tais hábitos como forma de se prevenir contra o transtorno. "Principalmente quem apresenta predisposição genética para desenvolver a depressão deve ficar atento a um estilo de vida saudável para reduzir suas chances de ter o mesmo problema que seus familiares", alerta.

(* 
dados de 2012; ilustração: Mafalda, by Quino - reprodução internet)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tratamento sem remédio

Vira e mexe alguém me pergunta se acredito na "cura" do pânico sem uso de remédios.

Em primeiro lugar, não sei realmente se existe cura para o pânico nem para outros transtornos de ansiedade. O que sei é que é possível controlar os sintomas e conviver bem com eles.

Ao longo desses mais de 17 anos de convivência com o pânico, já usei florais, Maracujina, passiflora, chá de camomila, de erva-doce, e várias outras alternativas fitoterápicas.
Nenhuma delas fez efeito comigo.

Isso não significa que não ache que possam ter bons resultados com outras pessoas. Minha mãe, por exemplo, sempre tomou Maracujina e Passiflorine nos dias mais punks e até hoje, no alto de seus 80 anos, nunca precisou recorrer a um tarja preta.
Por outro lado, uma simpática senhora septuagenária que esteve em uma das reuniões do meu grupo de apoio nos contou que tomava antidepressivo há uns 20 anos: "Todos os dias tomo uns 15 comprimidos. Para pressão, colesterol, osteoporose, incontinência urinária... o antidepressivo é só mais um deles! E nem penso em deixar de tomar. Ando de bicicleta todos os dias, faço minhas coisas, me sinto muito bem!".  


É claro que isso depende do nível de ansiedade. Em alguns casos, quando se trata de uma ansiedade branda ou ocasionada por uma situação específica, a solução pode ser apenas mudar alguns hábitos ou buscar uma yoga, ou uma terapia - que, aliás, faz bem em qualquer fase da vida!
Se a solução é fitoterápica, homeopática ou alopática não importa. O que importa, na minha opinião, é que a gente não sofra com os sintomas. Que os ataques de ansiedade e a depressão não nos tire o sono, a fome, a vontade de sair, de produzir, de se divertir, de namorar, de estudar, de viver!


Se estivermos sentindo algum - ou vários - desses sintomas, devemos procurar um médico e tomar medicação SIM, sem medo de ficarmos dependentes. Isso não importa! O importante é que a gente tenha uma vida com qualidade! E daí se precisarmos tomar remédio todos os dias pro resto da vida? Quanta gente precisa?!

Inclusive, muitas de nós, mulheres, tomamos anticoncepcionais durante boa parte da vida e eles, apesar dos evidentes benefícios que nos trazem, também podem causar diversos danos à nossa saúde.
É uma questão a ser avaliada, não acha?
Pois ninguém melhor do que o seu médico para fazer essa avaliação com você. ;)

Não deixe pra depois! 


Saúde, coragem e paz! :)

(imagem retirada da internet)



terça-feira, 15 de abril de 2014

Nova parceria - Andrea da Fonseca Pinto, estética (RJ)

Andrea Fonseca
A esteticista e massoterapeuta Andrea da Fonseca, que tem quase 20 anos de experiência e cuida de mim desde o início de suas atividades (fui sua primeira cliente!), oferece seus serviços para os leitores do Sem Transtorno no Rio de Janeiro com excelentes condições.
Para nós que sofremos com a ansiedade, nada melhor do que desfrutarmos de momentos relaxantes e, de quebra, ainda cuidarmos da nossa saúde (auto estima!!!).

Andrea tem mais de 40 cursos de aperfeiçoamento ligados à estética facial e corporal e oferece os seguintes serviços:
  • limpeza de pele (com técnicas de spa)
  • lifting facial
  • drenagem linfática facial e corporal para celulite, gestantes e pré e pós cirúrgico
  • massagem anti-stress (com técnicas de spa)
  • tratamento para redução de medidas
  • massagem modeladora
  • tratamento para acne
  • massagem foulari (técnica de massagem com utilização de lenços e movimentos de alongamento - muito relaxante!) e outros.

Atendimentos no local (próximo ao Norte Shopping) com 50% de desconto.
Atendimentos à domicílio com 20% de desconto.

Tel.: (21) 99188-8850 (Claro) / (21) 98383-4569 (Tim) /
(21) 99503-3212 (Vivo)
E-mail: andreafonseca18@yahoo.com.br

Não esqueça de dizer que é leitor do Sem Transtorno! :)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Matéria sobre o Transtorno do Pânico no Canal Futura - 10/04/2014

O Jornal Futura exibiu uma matéria muito bacana sobre o Transtorno do Pânico e o meu trabalho no Sem Transtorno. Confira.

Fiquei extremamente orgulhosa com esse convite.
Espero que possamos ajudar muitas pessoas que estejam sofrendo com o pânico e buscando reaver suas vidas "normais", com mais qualidade e alegria!

Já sei que minha mãe vai reclamar porque não arrumei meu cabelo, não passei "nem um batom"... Mas mãe: PRESTA ATENÇÃO NO CONTEÚDO!!!!!!! rsss
Meu agradecimento especial à repórter Dani Moura, que leu a matéria que fizeram comigo na Veja Rio e acreditou no meu propósito.
Agradeço também à Rosanna, minha amiga e ex-psicóloga, e à Moema, minha incrível psiquiatra, por toparem dar entrevista e divulgar meu trabalho. 
À Ana Café e Núcleo Integrado pelo apoio e suporte de sempre. 

Por fim, à Daise, produtora do Jornal Futura, pelo contato tão gentil.

Saúde, coragem e força para todos nós!!! :)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Matéria sobre o estresse crônico no Jornal Hoje - março / 2014

O Jornal Hoje exibiu uma matéria bem bacana sobre o estresse. Nela, as mulheres aparecem mais uma vez como as principais vítimas.
No caso da jornalista Mariana, apenas um exercício para o controle da respiração já fez diferença. Confira!

Assista à matéria
Assista à matéria do Jornal Hoje
Levantamento mostra que estresse crônico atinge mais as mulheres
Para cada homem diagnosticado, duas mulheres têm o problema.
Muitos só procuram ajuda quando o estresse já provocou alguma doença.

Carla Modena
São Paulo, SP


Um levantamento do programa de avaliação de estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo mostra que 60% dos pacientes estão com um nível alto de estresse crônico.

Ele vêm com as pressões no trabalho, no trânsito parado, no cumprimento de tantos compromissos todos os dias.
Para cada homem diagnosticado com estresse crônico, duas mulheres têm o problema.

 “Principalmente relacionado com a sobrecarga de trabalho na vida atual. A mulher atual é uma mulher que corre atrás do sucesso pessoal e profissional, o que vai impactar bastante os níveis de estresse na vida dela”, diz o psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse da Beneficência Portuguesa, Armando Ribeiro.

Até as crianças já têm sintomas de estresse. Para cada menino são pelo menos três meninas.

“A menina tem que ser sempre a melhor, o exemplo da casa. Não fazemos essa mesma cobrança nos irmãos. Então isso vai gerar níveis de estresse mais elevados desde a infância e que depois vai aparecer na vida adulta como doenças relacionadas ao estresse”, fala Armando.

Tensão muscular constante, batimento cardíaco acelerado, respiração ofegante são os sinais iniciais do estresse. Mas é comum as pessoas não darem importância e continuarem tocando a vida. Elas só procuram ajuda quando o estresse crônico já provocou alguma doença.

A jornalista Mariana Durante tem gastrite, infecção no esôfago, enxaqueca e dor no corpo.  “Eu sou uma pessoa muito agitada e muito ansiosa por causa das demandas do dia a dia. Tenho inglês, tenho pós-graduação, tenho trabalho, uma casa para cuidar, filho para criar”, conta.

Dá para medir o nível de estresse usando um programa de computador.
O fiozinho preso à orelha envia ao aplicativo informações sobre a frequência cardíaca, que é influenciada pelos hormônios relacionados ao estresse: a adrenalina e o cortisol. Em 100% do tempo medido, Mariana apresentou baixa capacidade de relaxamento. Bastou um exercício de respiração para o nível de ansiedade começar a diminuir.

“Não há remédio para o estresse, e sim mudança de estilo de vida, coisas que as pessoas devem aprender e ensinar pros filhos e levar para o trabalho que podem reduzir o estresse excessivo e que nos preocupa”, completa Armando.

Ainda segundo o programa de avaliação do estresse as mulheres aceitam melhor a ajuda e procuram o tratamento mais cedo do que os homens.

O coordenador do programa, o psicólogo Armando Ribeiro, diz que a pessoa estressada precisa tratar a causa e não os efeitos. O primeiro passo é aceitar que precisa de ajuda.


Saúde e coragem para todos nós! :)

sexta-feira, 21 de março de 2014

A importância da terapia cognitivo-comportamental (TCC) no tratamento dos transtornos de ansiedade

Sempre que me procuram para pedir alguma orientação sobre o tratamento para transtornos de ansiedade - geralmente para o pânico -, eu recomendo que, em primeiro lugar, procure um médico, de preferência um psiquiatra, e que, depois de receber um diagnóstico e dar início ao tratamento medicamentoso (se for necessário), considere a possibilidade de fazer terapia.

Na minha opinião, a medicação inicial é necessária para aliviar os sintomas (medo intenso, falta de ar, tremores e tantos outros que nós, portadores, conhecemos tão bem), pois somente com os sintomas controlados é que o paciente poderá ter tranquilidade suficiente para ser beneficiado pela ajuda de um acompanhamento psicológico. 


A psicóloga Rosanna Mannarino, minha parceira no projeto Sem Transtorno, explica um pouco mais sobre a tão falada "TCC", a Terapia Cognitivo-Comportamental.


ST - Dra. Rosanna, de que maneira a terapia cognitivo-comportamental pode ajudar um paciente com síndrome do pânico?

RM - Os pacientes com pânico apresentam uma variedade de sintomas cognitivos, como medos catastróficos de calamidades físicas ou perda de controle, assim como sintomas comportamentais, como fuga ou evitação. A TCC tem como objetivo reverter cognições disfuncionais (medo), juntamente com métodos comportamentais, incluindo o treinamento da respiração, o relaxamento e a terapia de exposição.

ST - E o que seria essa terapia de exposição?

RM - A terapia de exposição leva o paciente a enfrentar algo que ele tanto teme. Esse medo pode ser irracional, mas também pode ser racional, fruto de alguma experiência negativa vivida pelo paciente. A exposição pode parecer desagradável, e muitas vezes é mesmo, mas evitar uma situação da qual se tem medo não é exatamente a solução ideal.

ST - Por que evitar determinadas situações não é saudável para o paciente com pânico?
RM - Quando você evita algo de que tem medo, alimenta esse medo; reforça a ideia de que a situação é realmente perigosa. Ele reforça o pensamento negativo (pensamentos automáticos), tornando-se um ciclo vicioso ao invés de buscar habilidades para lidar com a situação de stress. Com estas pequenas informações, esperamos sensibilizá-lo a partir da percepção e entendimento do processo do quadro clínico para a compreensão da importância da busca de terapia e de acompanhamento de um psiquiatra.

(Ilustração retirada da internet)

segunda-feira, 17 de março de 2014

Etapas da agorafobia

Por Karen Terahata

Em uma das reuniões do nosso grupo de apoio, falamos sobre uma possível prevenção aos transtornos de ansiedade. Mas como essa prevenção poderia ser feita, já que não existem exames clínicos disponíveis que nos deem um diagnóstico precoce?


Navegando pelo site da Revista Brasileira de Psiquiatria, encontrei uma tabela com estágios da agorafobia.
De acordo com a matéria, esse método de classificação por estágios
também pode ser aplicado em casos de ansiedade generalizada e fobia social.


Podemos notar que alguns sintomas da doença podem ser encontrados em pessoas com características semelhantes, relacionadas à ansiedade (preocupação excessiva com a saúde e medos isolados, por exemplo). Esses sintomas vão evoluindo até que tornam-se crônicos.

Desse modo, pressuponho que se o paciente fosse encaminhado para um psicólogo ou um psiquiatra logo nos primeiros sinais de ansiedade, a doença poderia ser evitada. Sim, porque os pensamentos negativos - "automáticos", como denominam psicólogos - poderiam ter sido contornados, o que já não é tão fácil quando o problema se cronifica.  

A questão é que, muitas vezes, os próprios médicos que trabalham nas emergências dos hospitais não têm esse discernimento (ou sensibilidade) e simplesmente prescrevem um calmante para os pacientes que chegam até eles com uma crise de pânico. Daí a importância de investimento nas áreas de pesquisa e formação de profissionais da saúde.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Programa Trocando Ideias - Síndrome do Pânico e Depressão



Muito boa entrevista com a psicóloga Elaine Ribeiro no programa Trocando Ideias, da TV Canção Nova.

Pânico, depressão, preconceito, dificuldade de atendimento pelo sistema público...
Seria bom que outros profissionais da área de saúde tivessem essa mesma compreensão sobre a doença e seus pacientes.


segunda-feira, 10 de março de 2014

Karen Terahata: carioca nota 10 na Veja Rio


Foto Felipe Fittipaldi

A jornalista Karen Terahata criou um grupo de ajuda para tratar a síndrome do pânico


Definida como um transtorno de ansiedade, a síndrome do pânico é uma doença pouco compreendida. Trata-se da ativação súbita e desmedida de nosso sistema biológico de alerta, sem a existência de um perigo real que justifique seu funcionamento. O primeiro contato que a jornalista Karen Terahata, de 38 anos, teve com a doença foi em 1997 a caminho de um encontro com amigos. Na ocasião, seu coração disparou, os braços começaram a formigar e ela teve dificuldade para respirar.
Leia a matéria completa!

quarta-feira, 5 de março de 2014


É importante dizer que, mesmo tratados, tomando a medicação certa da forma certa, tendo acompanhamento psicológico, tudo direitinho, também temos os nossos "dias de fúria". Assim como uma pessoa hipertensa que tem a pressão arterial sob controle a base de remédios também pode ter um pico de pressão. Acontece, é normal. Nós não ficamos sedados, apáticos. O tratamento aumenta a nossa tolerância diante da doença, não nos torna intocáveis, insensíveis. E ainda bem!... :)

terça-feira, 4 de março de 2014

AVISO: Amigos, felizmente a procura pelas reuniões do nosso grupo de apoio está enorme. Por isso, vamos manter os dois horários do primeiro encontro, às 9h e às 11:30h, para atendermos o máximo de pessoas possível.
Os interessados deverão enviar um e-mail para: semtranstorno@gmail.com
Favor aguardar confirmação, pois estamos com pouquíssimas vagas para ambos os horários. Obrigada mais uma vez a vocês pela confiança!!! Saúde e coragem para todos nós! :)

segunda-feira, 3 de março de 2014

Álcool: por que é melhor evitar?


Durante datas festivas, o consumo de bebidas alcólicas é claramente maior. 

No Carnaval não poderia ser diferente!
E que beber, quanto mais em excesso, é prejudicial à saúde, todos estamos cansados de ouvir. Mas por que nós, portadores de transtornos de ansiedade e/ou depressão, devemos ter ainda mais cuidado?

De acordo com o psiquiatra Tárcio Carvalho, doutor em saúde mental e membro do Núcleo de Pesquisas em Psiquiatria da Universidade Federal de Pernambuco, o consumo de álcool para "afogar as mágoas" pode ser uma porta de entrada para o alcoolismo para pessoas com sintomas de ansiedade: "Pacientes que praticam o consumo "terapêutico" de bebidas alcoólicas ou de qualquer outro tipo de droga contra a ansiedade aumentam de três a seis vezes o risco de dependência", ele afirma. "Pessoas com problemas como transtorno de pânico ou fobias, principalmente a fobia social, são especialmente vulneráveis a esse fator de risco".

Dr. Tárcio lembra ainda que o tratamento para transtornos de ansiedade acompanhados de dependência química são mais difíceis de serem tratados. "A abstinência pode provocar uma intensificação dos sintomas que são típicos da ansiedade".

Antidepressivos, ansiolíticos e álcool

No site Anti Drogas, o presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, Antônio Peregrino, explica que o uso do álcool associado a antidepressivos ou ansiolíticos potencializa a ação do medicamento e os efeitos colaterais variam, dependendo da droga utilizada e do organismo de cada pessoa. "O paciente pode ficar muito sedado e bater o carro, queimar-se no fogão, sair andando sem rumo, não lembrar de nada que fez. A mistura do benzodiazepínico (ansiolítico) com álcool pode deixar o usuário confuso. Em casos extremos, pode gerar coma", detalha o médico.

A dificuldade dos pacientes em permanecer mais de seis meses sem ingerir bebidas alcoólicas não é desprezada pelos psiquiatras. Antonio Peregrino diz que, há até pouco tempo, a recomendação era não beber em hipótese alguma. Atualmente, já existe uma maior flexibilidade no caso exclusivo do antidepressivo, pois os ansiolíticos oferecem mais perigos. "A depressão e os transtornos de ansiedade são tratamentos longos. Se eu digo aos pacientes que eles vão passar dois ou três anos tomando antidepressivos, sei que os pacientes bebem e não me contam", afirma o médico.

Peregrino diz ainda que a medicina tentou fazer um day off (um feriado da droga) para os pacientes não tomarem o remédio e poderem beber. Só que não deu certo porque as pessoas exageravam. "Hoje a recomendação é diferente, mais flexível. Pedimos para os pacientes que tomam antidepressivo evitarem a bebida. Mas se forem beber, que seja em quantidade pequena e nos avise", orienta o psiquiatra. Porém o especialista alerta para que nos primeiros dois meses do início do tratamento não seja feito uso algum de bebida alcoólica por conta da capacidade que o álcool tem de deprimir. "Depois que o paciente já está mais estável, podemos negociar doses baixas de álcool", pondera o médico.

E no dia a dia? Qual seria a melhor forma para controlarmos a nossa ansiedade sem recorrer ao álcool ou a outras substâncias tão nocivas? O Dr. Tárcio Carvalho nos dá a dica: "O ideal é a pessoa com muita ansiedade procurar ajuda profissional, passando por um bom psiquiatra. A partir de então, pode utilizar várias estratégias em combinação com o tratamento médico para aliviar a ansiedade, como caminhadas, meditação, relaxamento, exercícios de respiração, yoga etc.".

Tenham todos um bom carnaval!!! 

E para brindar, sugiro um chá gelado de pêssego!!! Adoro!!! ;)
Coragem, saúde e paz! <3

Ilustração retirada da internet.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Primeiro encontro do Grupo de Apoio Sem Transtorno!!!

O primeiro encontro do nosso grupo de apoio, ontem, foi um sucesso!!!!!!!

Quero agradecer imensamente às pessoas incríveis que tive o privilégio de conhecer.
Por terem confiado em mim; por terem enfrentado seus medos, suas inseguranças, e saído de casa sem saber o que iriam encontrar, apenas com esperança!...
 

Foi gratificante ver alguns de vocês chegando tímidos, tensos, e depois se soltando, compartilhando suas experiências, rindo... chorando...

Fiquei muito emocionada com a preocupação que tiveram com o outro, com o carinho com que se trataram, com a troca de telefones, de-mails, com a vontade de se aproximarem e de se ajudarem. Sabemos agora que não estamos sozinhos, não é?!!

Não poderia deixar de agradecer também à minha psicóloga / amiga Rosanna, que tem me dado todo apoio e suporte para que tudo isso possa estar acontecendo. Rosanna, MUITO obrigada.


À Ana Café e Núcleo Integrado pela sala, cadeiras, café etc... etc... Espero que a gente tenha deixado tudo em ordem, pois tivemos voluntários recolhendo o lixo, varrendo e até passando pano no chão!!! :)

Ao Marcelo, meu marido, pelo amor e compreensão com o meu projeto. <3

À Dany, minha amiga fiel e inseparável, por ter ido comigo buscar os bolos na casa da Lu! ;)

À Lu, minha amiga talentosa, os bolos foram uma atração à parte, se prepara pros pedidos! rsss

A todos os amigos que me ajudaram na divulgação do evento, que me
enviaram mensagens de apoio e incentivo, muito obrigada!!!!!

Que este tenha sido apenas o primeiro de muitos outros encontros!!! Que a gente se fortaleça cada vez mais e mostre pro mundo que somos capazes, fortes, generosos e norrrmaisssss!!!! ;) Um beijo e um abraço carinhoso em cada um, muito obrigada mais uma vez pela confiança!!!  
Realizei um sonho!!!!! :D
 

Coragem, saúde e paz para todos nós!!!!!! 



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Barra tem grupo de ajuda mútua para portadores da síndrome do pânico e ansiedade generalizada

Troca. Karen posa na clínica que cedeu o espaço para os encontros
Foto: Felipe Hanower
Lívia Neder
Publicado: 17/02/14 - 6h00


RIO - Convivendo com a síndrome do pânico há 17 anos, a jornalista Karen Terahata, de 38, conseguiu melhorar sua qualidade de vida desde que passou a levar o tratamento da doença a sério, há dois anos. Neste processo, ela criou o blog Sem Transtorno, no qual passou a relatar suas experiências. Como extensão do trabalho que faz na internet, ela organiza, agora, o Grupo de Apoio a Portadores da Síndrome do Pânico e Ansiedade Generalizada.

A ideia surgiu a partir do contato com o trabalho de Fernando Mineiro, autor do livro “Tenho a síndrome do pânico, mas ela não me tem”, que coordena um grupo de apoio em Belo Horizonte.

— Há anos, buscando informações sobre pânico, encontrei o livro do Fernando, que me ajudou muito. Sempre procurei grupos de ajuda mútua como o que ele coordena. Mas, no Rio, não encontrei nada parecido. Quero trocar experiências com outras pessoas e mostrar que o pânico e os transtornos de ansiedade são doenças como quaisquer outras e podem ser encaradas de uma forma natural, não como aberrações — diz Karen.

Os encontros serão realizados no Núcleo Integrado, onde Karen faz psicoterapia. A partir de abril, eles serão realizados sempre no primeiro sábado de cada mês.

— Minha psicóloga sabia do meu interesse em criar o grupo e falou com a dona da clínica, que cedeu o espaço. Quero reforçar a aceitação das doenças. Muitas pessoas têm dificuldade de enfrentá-las; não querem tomar remédios controlados nem fazer acompanhamento psicológico. Mas, se a pessoa se cuida, pode ter uma vida normal — destaca.


Os interessados em participar das reuniões do grupo de apoio deverão enviar um e-mail para semtranstorno@gmail.com informando nome completo, idade e um telefone para contato.




Fonte: site O Globo
Link da matéria: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/barra-tem-grupo-de-ajuda-mutua-para-portadores-da-sindrome-do-panico-ansiedade-generalizada-11597033?topico=barra

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Estigma, preconceito e exclusão


O texto abaixo, prefácio do livro Não é coisa da sua cabeça, define meu objetivo com o projeto Sem Transtorno: "eliminar o estigma, a descriminação e a exclusão social e familiar que envolvem aqueles que sofrem de alguma doença mental".
Através da informação, procuro fazer minha parte a favor dessa mudança. 


Coragem e saúde para todos nós!

"Parece difícil imaginar que pelo menos um em cada três de nós vai, em algum momento de sua vida, apresentar um tipo de transtorno mental. É verdade que fazem parte dessa cifra problemas como as fobias - o medo extremo e irracional de elevadores, multidões, viagens de avião, injeção, certos animais, altura e outras situações cotidianas -, que são bastante prevalentes na população, mas nem sempre causam grandes prejuízos para as pessoas. No entanto, a maior parte daqueles que sofrem de algum transtorno da mente vai ter sua vida profundamente afetada. Isso faz com que as doenças mentais constituam hoje uma das principais causas de incapacitação dos indivíduos, superando outros problemas de saúde comuns, como as doenças cardiovasculares e o câncer. E é provável que esse impacto se intensifique ainda mais, em alguns anos, pois à medida que ganhamos longevidade, os problemas médicos decorrentes das doenças crônicas - que incluem os transtornos mentais - tendem a ganhar proporções maiores


Hoje já sabemos, por meio de pesquisas científicas no campo das neurociências - as diversas áreas de estudo dedicadas a entender o funcionamento do cérebro - e também de prática diária nos consultórios, que as doenças da mente começam a se desenvolver na infância, manifestam-se com mais clareza na juventude e, depois que surgem, tendem a se cronificar. Algumas melhoram com a idade, outras vivem altos e baixos, e há aquelas que evoluem progressivamente, limitando, pouco a pouco, a vida do indivíduo. Mas, apesar de todo o conhecimento que temos acumulado nas últimas décadas, ainda não conseguimos descobrir precisamente as causas de cada transtorno mental nem, consequentemente, como curá-los. Nossos tratamentos, embora sejam efetivos, na maior parte das vezes, para aliviar sofrimentos e permitir que as pessoas levem suas vidas com maior equilíbrio e fluidez, nem sempre são capazes de reverter a doença mental ou estancar seu desenvolvimento. E o que é ainda mais preocupante: esses tratamentos não são acessíveis à parcela mais pobre da população, particularmente em países desiguais como o nosso. (...)

Seguindo o exemplo do que ocorre em outras áreas da medicina, é necessário também avançarmos no campo da prevenção. Ou seja, criar metodologias que permitam identificar indivíduos em risco para o desenvolvimento de transtornos mentais e investir neles com intervenções eficazes, antes de a doença começar. Assim, teremos chances de impedir o surgimento desses problemas ou atenuar sua manifestação de forma significativa. (...)

Para isso, precisamos de transformações substanciais na nossa rede de atendimento à saúde, bem como de estratégias bem testadas de intervenção em larga escala. É necessário treinar e ampliar os nossos recursos humanos nessa área, capacitando profissionais de programas amplos, como o Saúde da Família, para diagnosticarem e tratarem adequadamente os problemas mentais mais comuns, como se faz com outras especialidades médicas.

Para pôr em prática qualquer uma dessas ações, vamos ter de investir em eliminar o estigma, a descriminação e a exclusão social e familiar que envolvem aqueles que sofrem de alguma doença mental. Acredito que esse processo comece com INFORMAÇÃO."


Euripedes Constantino Miguel - Professor titular e Chefe do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sem Transtorno e Fernando Mineiro do GruPan

Neste final de semana tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o coordenador do GruPan (Grupo de Apoio a Portadores do Transtorno do Pânico) em Belo Horizonte (MG), Fernando Mineiro.

Fernando Mineiro é autor do livro Tenho a Síndrome do Pânico, mas ela não me tem, que há alguns anos comprei pela internet e que, desde então, tem me ajudado bastante. No livro, Fernando, que também é portador do pânico desde a adolescência, nos conta sua história com a doença - foram 35 anos em busca de diagnóstico. Além disso, dá dicas de relaxamento, de alimentação... e o mais importante: nos dá ânimo para enfrentar a doença.

Karen Terahata, Fernando Mineiro e Rosanna Talarico

"Aqui em casa não tem espaço para pensamento negativo", ele diz. "A gente tem sempre que pensar no lado bom das coisas, como a Pollyana no seu jogo do contente".

No livro
Tenho a Síndrome do Pânico, mas ela não me tem, Mineiro também estimula a criação de grupos de apoio. Devo a ele, portanto, grande parte do meu desejo em ter meu próprio grupo e poder ajudar outras pessoas. 

Hoje aposentado, Fernando Mineiro dedica seu tempo e energia aos portadores de pânico que o procuram. Explica tudo o que sabe sobre o transtorno e ensina com muita calma alguns exercícios de relaxamento, assim como a respiração diafragmática que ele já incorporou ao seu dia-a-dia e que, garante, não o deixa ter crises há cerca de sete anos.

Foi inspirador poder conhecer pessoalmente o Fernando Mineiro, conhecer o espaço do GruPan e alguns de seus frequentadores. Agradeço pela gentileza com que nos recebeu e gostaria de dizer à dona Rúbia, sua gentil esposa, que o suco de pêssego dela estava divino! :)

Ao meu lado nessa aventura estava a psicóloga Rosanna Talarico Mannarino, uma
grande incentivadora e parceira no projeto Sem Transtorno. Devo dizer que perdi uma ótima terapeuta, mas ganhei uma amiga melhor ainda!

Saúde e coragem para todos nós!!!

Obs.: Depois do encontro no GruPan, fui presenteada com uma bela surpresa do meu marido, que foi até BH para me buscar. Acabamos passando mais um dia em Minas e conhecemos a cidade histórica de Ouro Preto. Foi tudo lindo, leve! Brindamos com um delicioso capuccino no agradabilíssimo Café Cultural Ouro Preto e voltamos para casa esperançosos por dias melhores.

Sim, a vida não é perfeita, mas pode ser mais bonita e divertida! ;)


* Para comprar o livro de Fernando Mineiro, entre em contato com ele através do e-mail: fmineiro@yahoo.com.br



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Fobia Social - entrevista com o Prof. Sergio Machado

Em sua segunda participação no Sem Transtorno, o professor Sergio Machado nos fala sobre a Fobia Social e faz um novo convite aos pacientes que queiram participar das pesquisas do núcleo de neurociências do laboratório de Pânico e Respiração (LABPR) do IPUB/UFRJ.



ST - Professor Sergio, o que é Fobia Social?
SM - A Fobia Social (FS) consiste em uma apreensão e ansiedade diante de situações sociais devido ao medo exagerado de ser avaliado de maneira negativa por outras pessoas. O portador sente um medo intenso de ser humilhado ou ficar embaraçado em situações sociais, que passam a ser evitadas ou suportadas com desgaste. Somado a isso, existe uma sensibilidade a críticas e rejeição, preocupação em relação à opinião das pessoas, dificuldade em ser assertivo e baixa autoestima.

ST - Quais são os sintomas da Fobia Social?
Os sintomas são rubor, urgência em urinar e evacuar, porém, a queixa inicial é o automonitoramento durante uma situação social, ou seja, é uma atenção exagerada voltada para seu desempenho, que o impede de se comportar adequadamente.


ST - Não poderíamos chamar a Fobia Social simplesmente de timidez?
SM - Não. A Fobia Social não é timidez, pois a timidez é transitória e não está ligada ao comprometimento significativo da vida do sujeito. A Fobia Social, se não tratada, pode ser incapacitante.

ST - Qual é o quadro atual da doença?

SM - A Fobia Social é o terceiro transtorno mental mais comum, ficando atrás do alcoolismo e da depressão. Ela varia entre 3 e 13%, ou seja, um grupo de pessoas tem a chance de desenvolvê-la como patologia de 3 a 13%.
Foi demonstrado, em 2008, que a Fobia Social é um fator predisponente para transtorno de humor, como a depressão e abuso de substâncias. Um estudo sobre comorbidades feito com 71 pacientes com Fobia Social, realizado por Turner em 1991, concluiu que ela é frequentemente associada a outros transtornos, como: transtorno de ansiedade generalizada (33%), seguido pela fobia simples (8%), transtorno evitativo de personalidade (22%), seguido pelo transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo (9%).

ST - Existe uma possível causa para a Fobia Social?
SM - A causa da Fobia Social é multifatorial. Ela pode ser devido à predisposição genética, traços de personalidade, experiências de vida, disfunções cognitivas entre outros fatores que resultarão no surgimento da doença e em sua intensidade.

ST - Qual seria o tratamento adequado para a Fobia Social?

SM - Eu recomendo a psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) combinada com tratamento medicamentoso. 

ST - Explique, por favor, para os nossos leitores o que é psicoterapia cognitivo-comportamental.
SM - Psicoterapia cognitivo-comportamental é um tipo de psicoterapia baseada em métodos específicos para a modificação de pensamentos, emoções e comportamentos, com o intuito de conseguir contornar as queixas dos pacientes.

ST - E como ela é aplicada no tratamento da Fobia Social?
SM - Normalmente são utilizadas 4 técnicas: a de habilidades sociais, a exposição, a reestruturação cognitiva e a de relaxamento. A técnica de habilidades sociais trabalha a habilidade de se comunicar e interagir com as outras pessoas de uma forma eficaz e apropriada, levando em consideração o contexto sócio-cultural vivido, uma vez que ser socialmente hábil em um determinado lugar pode não ter o mesmo significado que em outro.
A de exposição pode ser pela imaginação, quando requer que o paciente imagine a situação, ou ao vivo, quando este indivíduo confronta realmente a realidade.
A reestrutura cognitiva é formada por uma série de intervenções em que os pacientes são ensinados a identificar pensamentos que geram ansiedade e que normalmente têm como tema situações sociais. Já as técnicas de relaxamento têm a função de ajudar o paciente a controlar sintomas fisiológicos e a reduzir sintomas de ansiedade que estejam presentes antes e durante os eventos sociais temidos. 

Além do tratamento combinado com TCC, recomendo também a estimulação magnética transcraniana, que é um trabalho inédito no mundo e que o núcleo de neurociências do laboratório de Pânico e Respiração (LABPR) do IPUB/UFRJ vem desenvolvendo sob minha coordenação e do psiquiatria Prof. Dr. Antônio Egidio Nardi, coordenador do LABPR e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) do IPUB/UFRJ.

ST - O que é a estimulação magnética transcraniana?

SM - A EMT é um método não-invasivo, seguro e indolor, baseado na lei de Faraday de indução eletromagnética, onde uma corrente elétrica é induzida no tecido cortical através de um campo magnético gerado por uma bobina colocada sobre o escalpo, despolarizando ou hiperpolarizando os neurônios. É considerado um tratamento de neuromodulação devido a seu foco nos circuitos neurais dos transtornos. A EMT altera a neuroquímica nas sinapses cerebrais, alterando ou modulando a função dos circuitos neurais no cérebro que se acredita estar desorganizada nos transtornos.

ST - Como pacientes com Fobia Social podem ter acesso a esse procedimento?

SM - Pacientes com Fobia Social, assim como qualquer outro transtorno de ansiedade e de humor, que queiram participar de nossa pesquisa no núcleo de neurociência do LABPR no IPUB/UFRJ devem entrar em contato comigo via email: secm80@gmail.com
O tratamento em nossa pesquisa é totalmente gratuito.


* Sergio Machado é neurocientista, Ph.D., graduado em Educação Física (UNESA), Mestrado e Doutorado pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ), Pós-Doutorado em Neurofilosofia pelo Instituto de Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia (IFILO/UFU), é professor do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) do IPUB/UFRJ e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Atividade Física da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). É pesquisador na área de transtornos de humor e ansiedade.


Imagem retirada da internet.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Hoje recebi um belo presente do site Mais Focadas: uma matéria muito bacana sobre o pânico e o Sem Transtorno! Fiquei muito feliz!!!

Obrigada, Luciana Salgado e equipe, por essa linda surpresa!



UM ENCONTRO SEM TRANSTORNO
Em 05 Fevereiro, 2014 

Falta de ar, formigamento e uma sensação de estar infartando são alguns dos sintomas da Síndrome do Pânico, assunto sério e muito mais comum do que se imagina. A boa notícia é que existe tratamento e suporte para quem passa por esse problema. Foque aqui em uma iniciativa muito bacana, organizada pela Karen Terahata, a super focada jornalista e produtora de TV que está ajudando muita gente a ser mais feliz!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Núcleo Integrado apoia o Sem Transtorno!


Muito obrigada, Ana Café e Núcleo Integrado por todo apoio e confiança!!!! Não tenho palavras para traduzir a minha gratidão!!!!!!!!! Nosso grupo de apoio vai ser um sucesso!!!! :)





terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Matéria sobre o Sem Transtorno no Conexão Jornalismo

Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

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Saúde - Bem Estar

Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

Blogueira organiza o primeiro encontro de pacientes de Síndrome do Pânico do Rio

Da Redação
Karen Terahata: dedicação aos portadores da síndrome
Karen Terahata: dedicação aos portadores da síndrome
Jornalista, produtora de TV e blogueira, Karen Terahata organiza para o próximo dia 22 de fevereiro, na Barra, no Rio, o primeiro encontro de pacientes, parentes e amigos de vítimas das chamadas síndromes do Pânico e ansiedade generalizada. O encontro está sendo organizado via Internet e Karen espera reunir alguns dos seus 1.500 seguidores que acompanham o seu blog na Internet. Saiba mais.

A síndrome do Pânico é uma doença de difícil diagnóstico e, em geral, muitas vezes é confundida com problemas cardíacos graves. "a dormência no braço esquerdo, dores no peito e falta de ar muitas vezes confundem médicos e pacientes com um ataque cardíaco". Entretanto, com a impossibilidade de determina-la por meios de equipamentos, o diagnóstico muitas vezes só chega a partir de uma avaliação psicológica. Karen mantém na Internet o blog Semtranstorno.blogspot.com que recebe 15 mil visitas/mês.

Karen Terahata experimentou seu problema há nove anos. Durante o período ela teve altos e baixos até aprender a conviver com o problema: "o acompanhamento psicológico e medicamento são fundamentais", diz.

Os interessados em participar do encontro deverão enviar e-mail para semtranstorno@gmail.com . O encontro será no dia 22 de fevereiro, sábado, das 9 às 11 horas.


Ouça a entrevista completa com Karen Terahata.

O que são os Transtornos de Ansiedade? - Entrevista com o professor Sergio Machado

A partir de hoje, o Sem Transtorno conta com o auxílio luxuoso do professor e pesquisador Sergio Machado. Nesta primeira entrevista, ele nos explica o que são os transtornos de ansiedade, suas principais características, e afirma que estamos diante de um dos maiores problemas de saúde pública dos últimos anos.


ST - Professor Sergio, o que são os transtornos de ansiedade?
SM - Se não sentíssemos ansiedade, estaríamos vulneráveis aos perigos e ao desconhecido. A ansiedade é um sinal de alerta que nos faz ficarmos atentos a um perigo iminente e, assim, tomarmos as decisões corretas e necessárias frente a uma ameaça. Dessa forma, a ansiedade pode ser considerada um sentimento de grande utilidade para nós seres humanos. Ela faz parte de nosso desenvolvimento normal, das mudanças e das novas experiências que vivemos. A ansiedade é considerada um transtorno quando ela se dá em situações que não se justificam ou quando ela passa a interferir em nossas vidas devido à sua intensidade e duração constantes.

ST - E o que é a síndrome do pânico (ou transtorno do pânico)?
SM - O transtorno do pânico é um dos transtornos de ansiedade mais comuns, juntamente com a ansiedade social, o estresse pós-traumático e a ansiedade generalizada. O transtorno de pânico tem como manifestação central o ataque de pânico, que é um conjunto de manifestações de ansiedade com diversos sintomas físicos que dura em torno de 10 minutos. Normalmente, os primeiros ataques vêm inesperadamente, sem nenhum tipo de aviso. Após certo tempo, os ataques surgem por meio de um maior nível de ansiedade, ansiedade antecipatória ou podem ser desencadeados por algum tipo de situação específica.

ST - Quais são os sintomas mais comuns?
SM - Os sintomas mais comuns são taquicardia, dor torácica, hiperventilação (ritmo de respiração acelerado), medo de morrer, boca ressecada, sensação de sufocação, tonteiras, sudorese, tremores, sensação de perda do controle ou de "ficar louco".

ST - Por que o pânico atinge determinadas pessoas?
SM - Até o presente momento não se sabe a causa para o transtorno de pânico. A causa genética é um possível fator. Embora pesquisas como as de gêmeos idênticos indiquem que em 40% dos casos se um dos gêmeos tiver síndrome do pânico o outro também terá, em geral a síndrome ocorre sem que haja nenhum histórico familiar.


ST - Como os transtornos ansiosos têm afetado a nossa sociedade?
SM - Bom, os transtornos de ansiedade são os mais comuns dentre todos os transtornos psiquiátricos, com prevalência de 20%, e vem se tornando juntamente com a depressão um dos maiores problemas de saúde pública nos últimos anos.
ST - Existe uma faixa etária mais propensa às primeiras crises?

SM - O transtorno de pânico é mais comum em adolescentes e jovens adultos. Desses indivíduos, cerca de metade deles tem o primeiro ataque entre os 15 e os 30 anos. As mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolverem o transtorno do pânico do que os homens.

ST - Qual deve ser o primeiro passo a ser tomado quando temos a primeira crise ansiosa?
SM - Quando acontecer de um indivíduo ter a primeira crise, e isso vale para todas, deve manter-se calmo e procurar atendimento médico com um psiquiatra.

ST - Qual seria o tratamento adequado?
SM - Depende sempre do nível do transtorno de ansiedade. O tratamento primário é o farmacológico, com medicamentos. De forma adicional, normalmente os pacientes fazem psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC), atividade física, exposição por meio de realidade virtual, e atualmente alguns consultórios médicos vem realizando estimulação magnética transcraniana e estimulação transcraniana de corrente contínua.

ST - O senhor acredita em cura para a síndrome de pânico?
SM - Não. Não acredito em cura para transtornos psiquiátricos, como o pânico por exemplo. O que há são tratamentos que podem levar a remissão dos sintomas, ou seja, a redução no nível dos sintomas a um ponto que não incomode ou incapacite o indivíduo.


* Sergio Machado é neurocientista, Ph.D., graduado em Educação Física (UNESA), Mestrado e Doutorado pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ), Pós-Doutorado em Neurofilosofia pelo Instituto de Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia (IFILO/UFU), é professor do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) do IPUB/UFRJ e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Atividade Física da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). É pesquisador na área de transtornos de humor e ansiedade.

Envie suas dúvidas e sugestões para semtranstorno@gmail.com

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sem Transtorno inicia atividades de grupo de apoio no Rio de Janeiro

Amigos,

É com muita alegria, muita emoção, muito orgulho e muitos outros sentimentos mais que convido vocês para a primeira reunião do nosso Grupo de Apoio a Portadores da Síndrome do Pânico e Ansiedade Generalizada.


Este tão aguardado encontro acontecerá no dia 22 de fevereiro, sábado, de 9h às 11h da manhã, na Barra da Tijuca. A partir de então, nos reuniremos em todo primeiro sábado de cada mês, no mesmo horário.

A ideia do grupo de apoio é ajudar através de informação, orientação, convívio e troca de experiências com outros portadores de transtornos de ansiedade num ambiente descontraído, que nos permita
tirar o foco dos sintomas e do medo. Tudo isso sem interferir na relação médico / paciente.

Será um prazer receber também familiares e amigos de portadores, assim como pessoas interessadas em entender melhor o problema.

É importante lembrar que não teremos qualquer vínculo ou influência religiosa.

Os interessados deverão enviar um e-mail para semtranstorno@gmail.com informando nome completo, idade e telefone para contato.

Gostaria de agradecer à psicóloga Ana Café e ao Núcleo Integrado pela confiança e apoio irrestrito ao projeto. Ao Fernando Mineiro, do GruPan de Belo Horizonte, pelas orientações e incentivo à criação do grupo. Às preciosas profissionais que cuidam de mim, minha psicóloga e minha psiquiatra, por todo o incentivo e parceria. À minha família e aos meus amigos, pela compreensão e respeito à minha causa. E àqueles que nunca entenderam meu problema também, meu agradecimento; não deixou de ser um grande estímulo. ;)


Um grande abraço! Esperamos por vocês!

Saúde, paz e coragem!



Karen Terahata
Sem Transtorno - www.semtranstorno.blogspot.com.br
semtranstorno@gmail.com

twitter: @semtranstorno


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Queridos,

Quero agradecer pela confiança que vocês têm depositado em mim, por todos os e-mails, comentários deixados aqui e mensagens no facebook que tenho recebido. Peço desculpas por não responder a todos prontamente, é humanamente impossível!

Infelizmente este não é meu trabalho, não ganho meu sustento me dedicando ao Sem Transtorno (ainda!), faço por amor, e com muito amor, sempre que consigo um tempinho. Mas responderei a todos, sem falta, ok?
Tardo, mas não falho! 

Caso seja urgente, por favor, insistam. 

Um grande abraço, contem comigo. Conto com vocês também. <3

Karen

sábado, 18 de janeiro de 2014

Será que desenhando certas pessoas compreendem?


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Professor da UFRJ recruta voluntários para pesquisas relacionadas à ansiedade

Amigos,

Acabo de receber esta mensagem do professor Sergio Machado, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.
Caso tenham interesse em participar de pesquisas relacionadas aos transtornos de ansiedade e de humor, entrem em contato com ele.
Eu já me ofereci! :)


Grande abraço, saúde a todos e paz!
   
Neurociência Da Atividade Física postou na linha do tempo de Sem Transtorno
"Novos tratamentos vêm sendo desenvolvidos para o tratamento dos transtornos de ansiedade, como exercício físico, estimulação magnética transcraniana, realidade virtual e outros.
A Neurociência é a responsável por isso, já que nos fornece muitos conhecimentos sobre o funcionamento cerebral em psiquiatria. É com muito prazer, que eu Prof. Sergio Machado, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e do departamento de Ciências da Atividade Física da Universidade Salgado de Oliveira, venho oferecer a oportunidade de participação de pessoas com transtornos de ansiedade e humor de meus projetos de pesquisa em tratamentos para essas doenças.
Para maiores informações: secm80@gmail.com
Parabéns pelo espaço criado para discussões sobre os transtornos!"

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dicas preciosas e não medicamentosas para superar a ansiedade - última parte

TÉCNICAS DE RELAXAMENTO

- Incluir exercícios de relaxamento no tratamento da ansiedade e do estresse tem dado um feedback muito positivo. A grande maioria dos pacientes relata uma sensação de maior bem-estar com utilização das técnicas de relaxamento e também assinala melhoras significativas em sua saúde física.
- As pessoas com sintomas constantes de ansiedade e tensão nervosa são invadidas por um fluxo contínuo de ideias negativas. Ao longo do dia, sua mente consciente é inundada por pensamentos e fantasias que geram sentimentos conturbados. A maioria desses sentimentos refere-se aos problemas de saúde, de finanças ou de relações pessoais e de trabalho. Essa implacável repetição mental de questões não resolvidas pode reforçar os sintomas de ansiedade e ser algo extenuante. É fundamental, para essas pessoas, aprender como deter esse constante diálogo interior e aquietar a mente. 

- Existe uma série de exercícios e técnicas de relaxamento, todas muito boas e recomendadas. O mais importante é que você utilize aquela que lhe possibilite atingir paz física e mental. Experimente algumas e observe o resultado: se sua mente começar a se esvaziar e depois de algum tempo permanecer quieta, como se nada mais importasse na vida, a não ser aquele estado mágico de paz e harmonia, saiba que você encontrou a sua técnica ideal.

EXERCÍCIOS FÍSICOS

- O exercício físico é uma parte importante em um programa de redução de ansiedade e do estresse. A descarga de tensão física e emocional, que acompanha uma vigorosa sessão de exercícios, reduz direta e imediatamente a ansiedade e o estresse. Além disso, os benefícios físicos reforçam a sua resistência ao estresse e promovem mudanças psicológicas benéficas.
- Além de melhorar o funcionamento cardiovascular, o exercício regular também reduz a ansiedade pelo aperfeiçoamento do funcionamento cerebral. O exercício desobstrui e dilata os vasos sanguíneos do corpo e do cérebro, favorecendo a oxigenação e a circulação. Assim, mais nutrientes podem fluir para a execução das funções cerebrais e mais tóxicos podem ser removidos do cérebro. 

- O exercício regular não só induz progressos funcionais no cérebro, mas também altera de forma surpreendente a própria química cerebral de um modo muito positivo, através das endorfinas beta. Estas substâncias, além de possuírem efeito sedativo para a dor, apresentam um efeito espetacular sobre a disposição e o ânimo. Reduzem também a ansiedade e a tensão nervosa.
- Muitas pessoas transformam a prática de exercícios físicos em um bom hábito. E isso é muito salutar, pois substituem, conscientemente, os modos mais prejudiciais como lidavam com o estresse no passado, como abusar do álcool, comer em excesso ou adotar um comportamento agressivo.
- Exercitar-se regularmente, entre três e cinco vezes por semana, pode até ser considerado um "vício" para alguns, mas ninguém pode negar que se trata de um vício muito positivo que acarreta efeitos benéficos para a saúde. 


TERAPIAS COMPLEMENTARES

- Ouse buscar outras técnicas terapêuticas como coadjuvantes no processo da sua recuperação. Dentre elas, destacamos a ioga, a meditação, a acupuntura, o shiatsu, entre muitas outras disponíveis e aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
- A procura por outras técnicas traz resultados bastante satisfatórios quando associadas ao tratamento estabelecido. Em geral, as terapias complementares estão voltadas para o bem-estar do indivíduo como um todo (corpo, mente e alma), proporcionando conforto, autoconhecimento e, consequentemente, autocontrole.
- E por fim, reforce os laços afetivos com as pessoas queridas, procure ser generoso e não se descuide da sua espiritualidade, seja qual for a sua fé!



(texto retirado do livro Mentes Ansiosas, de Ana Beatriz Barbosa Silva; imagens: reprodução internet)