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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Psicóloga fala sobre sua experiência clínica com os transtornos de ansiedade

Rosanna Mannarinno foi minha psicóloga durante cerca de dois anos e depois de me ajudar da melhor maneira possível a enfrentar um período bastante difícil com o pânico e a ansiedade generalizada tornou-se minha amiga e parceira no Sem Transtorno. De maneira voluntária, acompanha todas as reuniões do nosso Grupo de Apoio na Barra da Tijuca, no Rio.
Neste bate-papo, ela nos dá suas impressões sobre o tratamento da ansiedade.



ST - Rosanna, quais são as principais queixas dos pacientes que a procuram para tratar transtornos de ansiedade?

O medo por não saber o que está acontecendo com eles, por não conseguirem dar conta de algumas áreas de sua vida devido às crises de pânico. A grande maioria vai em busca de ajuda após várias tentativas, por si só, de darem conta da situação. Entender o que está acontecendo é o principal motivo que os leva à busca de um profissional

ST - Você percebe características em comum entre esses pacientes? 

Percebo algumas características nos clientes com diagnóstico de pânico. São pessoas que sempre, de alguma forma, deram conta de tudo e que estão
disponíveis ao outro. São controladoras. E a atitude de controlar o outro pode aparecer maquiada por um interesse genuíno e sincero de gerar bem estar.

ST - Entre os homens, quais são os traços de personalidade mais marcantes? Você poderia apontar algum?
Percebo que muitos homens ansiosos procuram atividades que envolvem certo grau de estresse e / ou risco. Eles têm como lazer atividades que ativem a adrenalina, como motociclismo, mergulho, grandes viagens. Mesmo que alguns não consigam colocar em prática.

ST - Dentre os transtornos de ansiedade (pânico, ansiedade generalizada, estresse pós traumático, fobias específicas, fobia social), quais são as mais frequentes em seu consultório?

Pânico e TAG (ansiedade generalizada).

ST - Qual a abordagem indicada para tratar pacientes com transtornos de ansiedade, especialmente pânico e ansiedade generalizada? 

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a que apresenta maior eficácia na questão da ansiedade e do pânico, mas também pode-se utilizar outras técnicas que vão 
complementar e auxiliar no tratamento.  

ST - Existe alguma expectativa quanto à duração do tratamento?

Não é possível definir o tempo exato, mas a duração mínima prevista é de 6 meses. Vários fatores interferem nesta previsão, como a resistência do paciente, o grau da 
ansiedade e do pânico, a construção do rapport*, a resistência do paciente para um tratamento medicamentoso quando necessário.

*rapport é um conceito do ramo da psicologia, diz respeito à ligação de sintonia e empatia com outra pessoa.

ST - E qual é a sua opinião sobre o uso de remédios no tratamento?

É importante passar por uma avaliação médica, mas percebe-se que quando o paciente tem dificuldade em aceitar a medicação ele tem maior dificuldade para evoluir 
no tratamento, podendo com isso intensificar a construção de pensamento negativos, de incapacidade, e reforçando o desconforto.

ST - Além do tratamento convencional (terapia + medicação), você teria sugestões para melhorar a qualidade de vida dos pacientes?

O exercício físico é importante; aprender técnicas de relaxamento, ter percepção e cuidado com a respiração também. É importante para aprender a diminuir a 
frequência cardíaca, com isso a respiração torna-se mais lenta e profunda e, consequentemente, os músculos ficam mais relaxados. Procuro orientar que o paciente exercite esse controle da respiração, pois durante a crise de pânico ele não irá conseguir colocar em prática se não tiver criado o hábito. O lazer também é muito importante, assim como uma boa alimentação e beber bastante líquido.


(foto: Karen Terahata)
Rosanna Talarico Mannarino é Psicóloga Clínica, pós-graduada em terapia familiar e em tratamento e prevenção à dependência química. Tem formação em TCC e arte terapia. Contato: (21) 9165-0576 rosanna.talarico@yahoo.com.br (CRP 23434/05)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Hoje recebi um belo presente do site Mais Focadas: uma matéria muito bacana sobre o pânico e o Sem Transtorno! Fiquei muito feliz!!!

Obrigada, Luciana Salgado e equipe, por essa linda surpresa!



UM ENCONTRO SEM TRANSTORNO
Em 05 Fevereiro, 2014 

Falta de ar, formigamento e uma sensação de estar infartando são alguns dos sintomas da Síndrome do Pânico, assunto sério e muito mais comum do que se imagina. A boa notícia é que existe tratamento e suporte para quem passa por esse problema. Foque aqui em uma iniciativa muito bacana, organizada pela Karen Terahata, a super focada jornalista e produtora de TV que está ajudando muita gente a ser mais feliz!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Matéria sobre o Sem Transtorno no Conexão Jornalismo

Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

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Saúde - Bem Estar

Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

Blogueira organiza o primeiro encontro de pacientes de Síndrome do Pânico do Rio

Da Redação
Karen Terahata: dedicação aos portadores da síndrome
Karen Terahata: dedicação aos portadores da síndrome
Jornalista, produtora de TV e blogueira, Karen Terahata organiza para o próximo dia 22 de fevereiro, na Barra, no Rio, o primeiro encontro de pacientes, parentes e amigos de vítimas das chamadas síndromes do Pânico e ansiedade generalizada. O encontro está sendo organizado via Internet e Karen espera reunir alguns dos seus 1.500 seguidores que acompanham o seu blog na Internet. Saiba mais.

A síndrome do Pânico é uma doença de difícil diagnóstico e, em geral, muitas vezes é confundida com problemas cardíacos graves. "a dormência no braço esquerdo, dores no peito e falta de ar muitas vezes confundem médicos e pacientes com um ataque cardíaco". Entretanto, com a impossibilidade de determina-la por meios de equipamentos, o diagnóstico muitas vezes só chega a partir de uma avaliação psicológica. Karen mantém na Internet o blog Semtranstorno.blogspot.com que recebe 15 mil visitas/mês.

Karen Terahata experimentou seu problema há nove anos. Durante o período ela teve altos e baixos até aprender a conviver com o problema: "o acompanhamento psicológico e medicamento são fundamentais", diz.

Os interessados em participar do encontro deverão enviar e-mail para semtranstorno@gmail.com . O encontro será no dia 22 de fevereiro, sábado, das 9 às 11 horas.


Ouça a entrevista completa com Karen Terahata.

O que são os Transtornos de Ansiedade? - Entrevista com o professor Sergio Machado

A partir de hoje, o Sem Transtorno conta com o auxílio luxuoso do professor e pesquisador Sergio Machado. Nesta primeira entrevista, ele nos explica o que são os transtornos de ansiedade, suas principais características, e afirma que estamos diante de um dos maiores problemas de saúde pública dos últimos anos.


ST - Professor Sergio, o que são os transtornos de ansiedade?
SM - Se não sentíssemos ansiedade, estaríamos vulneráveis aos perigos e ao desconhecido. A ansiedade é um sinal de alerta que nos faz ficarmos atentos a um perigo iminente e, assim, tomarmos as decisões corretas e necessárias frente a uma ameaça. Dessa forma, a ansiedade pode ser considerada um sentimento de grande utilidade para nós seres humanos. Ela faz parte de nosso desenvolvimento normal, das mudanças e das novas experiências que vivemos. A ansiedade é considerada um transtorno quando ela se dá em situações que não se justificam ou quando ela passa a interferir em nossas vidas devido à sua intensidade e duração constantes.

ST - E o que é a síndrome do pânico (ou transtorno do pânico)?
SM - O transtorno do pânico é um dos transtornos de ansiedade mais comuns, juntamente com a ansiedade social, o estresse pós-traumático e a ansiedade generalizada. O transtorno de pânico tem como manifestação central o ataque de pânico, que é um conjunto de manifestações de ansiedade com diversos sintomas físicos que dura em torno de 10 minutos. Normalmente, os primeiros ataques vêm inesperadamente, sem nenhum tipo de aviso. Após certo tempo, os ataques surgem por meio de um maior nível de ansiedade, ansiedade antecipatória ou podem ser desencadeados por algum tipo de situação específica.

ST - Quais são os sintomas mais comuns?
SM - Os sintomas mais comuns são taquicardia, dor torácica, hiperventilação (ritmo de respiração acelerado), medo de morrer, boca ressecada, sensação de sufocação, tonteiras, sudorese, tremores, sensação de perda do controle ou de "ficar louco".

ST - Por que o pânico atinge determinadas pessoas?
SM - Até o presente momento não se sabe a causa para o transtorno de pânico. A causa genética é um possível fator. Embora pesquisas como as de gêmeos idênticos indiquem que em 40% dos casos se um dos gêmeos tiver síndrome do pânico o outro também terá, em geral a síndrome ocorre sem que haja nenhum histórico familiar.


ST - Como os transtornos ansiosos têm afetado a nossa sociedade?
SM - Bom, os transtornos de ansiedade são os mais comuns dentre todos os transtornos psiquiátricos, com prevalência de 20%, e vem se tornando juntamente com a depressão um dos maiores problemas de saúde pública nos últimos anos.
ST - Existe uma faixa etária mais propensa às primeiras crises?

SM - O transtorno de pânico é mais comum em adolescentes e jovens adultos. Desses indivíduos, cerca de metade deles tem o primeiro ataque entre os 15 e os 30 anos. As mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolverem o transtorno do pânico do que os homens.

ST - Qual deve ser o primeiro passo a ser tomado quando temos a primeira crise ansiosa?
SM - Quando acontecer de um indivíduo ter a primeira crise, e isso vale para todas, deve manter-se calmo e procurar atendimento médico com um psiquiatra.

ST - Qual seria o tratamento adequado?
SM - Depende sempre do nível do transtorno de ansiedade. O tratamento primário é o farmacológico, com medicamentos. De forma adicional, normalmente os pacientes fazem psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC), atividade física, exposição por meio de realidade virtual, e atualmente alguns consultórios médicos vem realizando estimulação magnética transcraniana e estimulação transcraniana de corrente contínua.

ST - O senhor acredita em cura para a síndrome de pânico?
SM - Não. Não acredito em cura para transtornos psiquiátricos, como o pânico por exemplo. O que há são tratamentos que podem levar a remissão dos sintomas, ou seja, a redução no nível dos sintomas a um ponto que não incomode ou incapacite o indivíduo.


* Sergio Machado é neurocientista, Ph.D., graduado em Educação Física (UNESA), Mestrado e Doutorado pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ), Pós-Doutorado em Neurofilosofia pelo Instituto de Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia (IFILO/UFU), é professor do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) do IPUB/UFRJ e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Atividade Física da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). É pesquisador na área de transtornos de humor e ansiedade.

Envie suas dúvidas e sugestões para semtranstorno@gmail.com

sábado, 3 de maio de 2008

Apoio

Dia desses, o Fernando Mineiro, presidente do GruPan (Grupo de Apoio aos Portadores de Transtorno do Pânico) participou de um programa de TV em Minas Gerais e esclareceu algumas dúvidas sobre o assunto. Assista.

Há uns dois dias tenho me sentido extretamente ansiosa e angustiada. A impressão é de estar tendo uma crise de pânico a cada 10 minutos. E nessas horas os artigos e mensagens que recebo do GruPan são de extrema importância, eles aliviam muito meus sintomas.

E como o Fernando autoriza a reprodução integral dos textos que ele nos envia, escolhi um deles para publicar aqui e compartilhar com vocês.


"Todos os dias, quando você acorda e abre os olhos pela manhã, você ganha o maior de todos os prêmios já oferecido ao ser humano, você novamente inicia um novo dia. Muitos não têm mais essa oportunidade. Vamos viver esse dia que se inicia com toda intensidade e otimismo. Vamos iniciá-lo sorrindo.

Mire-se no espelho e dê um belo " BOOOMM DIIIAAAA! " à pessoa mais importante desse universo, você! Se você não se amar, não será capaz de amar ninguém. Se você não se ajudar, não poderá ajudar ninguém. Uma pessoa com auto-estima baixa em que poderá contribuir? Dois sacos vazios não param em pé. Dê um forte abraço em você mesmo. Você é único no universo.

Repare! Você está vivo, venceu mais um dia! É isso que importa, iniciar mais um novo dia. Faça desse dia o seu melhor dia, só dependerá de você. O sorriso contagia e não lhe custa nada. Sorria para seus filhos, para sua esposa ou esposo, para seus pais e para todos aqueles que convivem com você. Se você franzir a testa, você contrairá 60 músculos, mas para sorrir, apenas 16. Ao menos por economia, sorria sempre!

Pronto! Você começou o dia com otimismo, sua mente está aberta para tirar desse dia tudo que ele possa lhe oferecer de bom. Procure somente o positivo em tudo que você fizer, esqueça do negativo. O positivo sempre estará em todas as suas ações, basta você querer encontrá-lo. Liste suas tarefas de hoje, somente as de hoje, esqueça as de ontem, elas já são passado. Deixe de lado as do amanhã até que ele se tornem hoje.

O dia tem vinte e quatro horas, divida-o em três partes: oito horas para o sono, oito horas para o trabalho e oito horas para o seu relax e de sua família. Tenha tempo para os seus filhos antes que você necessite do tempo deles. Tenha tempo para sua esposa ou esposo, para que desfrutem da vida enquanto vida tiverem, mas não se esqueça de reservar um tempinho para suas orações.

Esse é o segredo da vida, não o guarde com sete chaves, passe-o para todos seus amigos, pois só assim difundiremos pelos quatro cantos que a vida é bela e merece ser vivida.

Que você tenha um excelente dia!"


GruPan© - Grupo de Apoio aos Portadores de Transtorno do Pânico 8 ANOS EM ATIVIDADE - Belo Horizonte - MG - Fone/Fax: (31) 3487-2669. Palestras on-line mensais.