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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dicas preciosas e não medicamentosas para superar a ansiedade - última parte

TÉCNICAS DE RELAXAMENTO

- Incluir exercícios de relaxamento no tratamento da ansiedade e do estresse tem dado um feedback muito positivo. A grande maioria dos pacientes relata uma sensação de maior bem-estar com utilização das técnicas de relaxamento e também assinala melhoras significativas em sua saúde física.
- As pessoas com sintomas constantes de ansiedade e tensão nervosa são invadidas por um fluxo contínuo de ideias negativas. Ao longo do dia, sua mente consciente é inundada por pensamentos e fantasias que geram sentimentos conturbados. A maioria desses sentimentos refere-se aos problemas de saúde, de finanças ou de relações pessoais e de trabalho. Essa implacável repetição mental de questões não resolvidas pode reforçar os sintomas de ansiedade e ser algo extenuante. É fundamental, para essas pessoas, aprender como deter esse constante diálogo interior e aquietar a mente. 

- Existe uma série de exercícios e técnicas de relaxamento, todas muito boas e recomendadas. O mais importante é que você utilize aquela que lhe possibilite atingir paz física e mental. Experimente algumas e observe o resultado: se sua mente começar a se esvaziar e depois de algum tempo permanecer quieta, como se nada mais importasse na vida, a não ser aquele estado mágico de paz e harmonia, saiba que você encontrou a sua técnica ideal.

EXERCÍCIOS FÍSICOS

- O exercício físico é uma parte importante em um programa de redução de ansiedade e do estresse. A descarga de tensão física e emocional, que acompanha uma vigorosa sessão de exercícios, reduz direta e imediatamente a ansiedade e o estresse. Além disso, os benefícios físicos reforçam a sua resistência ao estresse e promovem mudanças psicológicas benéficas.
- Além de melhorar o funcionamento cardiovascular, o exercício regular também reduz a ansiedade pelo aperfeiçoamento do funcionamento cerebral. O exercício desobstrui e dilata os vasos sanguíneos do corpo e do cérebro, favorecendo a oxigenação e a circulação. Assim, mais nutrientes podem fluir para a execução das funções cerebrais e mais tóxicos podem ser removidos do cérebro. 

- O exercício regular não só induz progressos funcionais no cérebro, mas também altera de forma surpreendente a própria química cerebral de um modo muito positivo, através das endorfinas beta. Estas substâncias, além de possuírem efeito sedativo para a dor, apresentam um efeito espetacular sobre a disposição e o ânimo. Reduzem também a ansiedade e a tensão nervosa.
- Muitas pessoas transformam a prática de exercícios físicos em um bom hábito. E isso é muito salutar, pois substituem, conscientemente, os modos mais prejudiciais como lidavam com o estresse no passado, como abusar do álcool, comer em excesso ou adotar um comportamento agressivo.
- Exercitar-se regularmente, entre três e cinco vezes por semana, pode até ser considerado um "vício" para alguns, mas ninguém pode negar que se trata de um vício muito positivo que acarreta efeitos benéficos para a saúde. 


TERAPIAS COMPLEMENTARES

- Ouse buscar outras técnicas terapêuticas como coadjuvantes no processo da sua recuperação. Dentre elas, destacamos a ioga, a meditação, a acupuntura, o shiatsu, entre muitas outras disponíveis e aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
- A procura por outras técnicas traz resultados bastante satisfatórios quando associadas ao tratamento estabelecido. Em geral, as terapias complementares estão voltadas para o bem-estar do indivíduo como um todo (corpo, mente e alma), proporcionando conforto, autoconhecimento e, consequentemente, autocontrole.
- E por fim, reforce os laços afetivos com as pessoas queridas, procure ser generoso e não se descuide da sua espiritualidade, seja qual for a sua fé!



(texto retirado do livro Mentes Ansiosas, de Ana Beatriz Barbosa Silva; imagens: reprodução internet)


domingo, 12 de janeiro de 2014

Dicas preciosas e não medicamentosas para superar a ansiedade - alimentos a serem evitados

Princípios dietéticos

Muitas pessoas
não se dão conta do importante papel que a seleção de alimentos pode desempenhar na intensificação ou na redução de sintomas de ansiedade, pânico e estresse excessivo. As pesquisas médicas nas áreas de dieta e nutrição, nos últimos trinta anos, demonstraram que muitos alimentos, bebidas e suplementos alimentares podem agravar ou desencadear sentimentos de ansiedade. Em contrapartida, outros estudos concluíram que certos alimentos são benéficos por suas propriedades calmantes e estabilizadoras do estado de ânimo ou humor.


ALIMENTOS A SEREM EVITADOS

Cafeína (café, chá preto, refrigerante à base de cola etc.)

- A cafeína deflagra ansiedade e até mesmo sintomas de pânico porque excita diretamente vários mecanismos de estimulação do corpo. Eleva o nível de noradrenalina do cérebro, um neurotransmissor que aumenta a vivacidade. Além disso, a cafeína estimula a descarga de hormônios do estresse, principalmente o cortisol, a partir da estimulação das glândulas suprarrenais, intensificando ainda mais os sintomas de nervosismo e agitação.
- Se você sofre de sintomas de ansiedade, independente da causa, recomendo que reduza o seu consumo de café a uma xícara diária e tente eliminar os refrigerantes à base de cola e chás que contenham cafeína. Muitos chás de ervas como camomila, cidreira, erva-doce e hortelã-pimenta podem exercer um efeito relaxante sobre o corpo, ajudando a reduzir a ansiedade.

Açúcar

- A glicose é uma forma simples de açúcar que proporciona ao corpo a sua principal fonte de energia. (...) Entretanto, a forma como introduzimos esse importante alimento em nosso organismo pode afetar de maneira profunda nosso estado de humor. - O ideal é ingerir maiores quantidades de carboidratos (açúcares) complexos, como cereais integrais, batatas, legumes e frutas. Os açúcares desses alimentos são digeridos lentamente e liberados na circulação sanguínea de forma muito gradual. Assim, a quantidade de glicose obtida com a digestão desses alimentos não sobrecarrega a capacidade do corpo para absorvê-la.
- A excessiva ingestão de açúcar pode ser um importante fator no surgimento de sintomas de ansiedade. 
- A pessoa pode se sentir inicialmente eufórica após ingerir açúcar, e depois sentir um rápido choque e uma redução profunda em seu nível de energia. Quando o nível de açúcar no sangue fica demasiadamente baixo, a pessoa sente-se ansiosa, agitada e confusa porque o cérebro é privado do seu combustível maior.
- Não há dúvidas de que o excesso de açúcar estressa muitos sistemas do organismo, o que piora a saúde e intensifica a ansiedade, a tensão nervosa e a fadiga. Procure satisfazer seu desejo de doce mudando para alimentos mais saudáveis. Prefira as sobremesas baseadas em frutas ou cereais, como biscoitos de farinha de aveia com suco de fruta ou mel. Peça também orientações a um bom nutricionista, pois ele conhece várias opções saborosas e saudáveis de sobremesas que poderão satisfazer seus desejos sem perturbar o seu humor e a sua disposição física.


Álcool

- Tal como os açúcares, o álcool aumenta os sintomas de hipoglicemia, e o seu uso excessivo pode aumentar a ansiedade e as oscilações de humor.
- O álcool pode causar profundas mudanças comportamentais quando consumido em excesso. Os principais sintomas incluem a ansiedade, a depressão, os acessos irracionais de cólera, a baixa capacidade de julgamento, a perda de memória, vertigens e a coordenação motora deficiente. 

- Mediante essas informações, recomenda-se que as pessoas com sintomas de ansiedade usem muito raramente bebidas alcoólicas e, quando o fizerem, que seja de forma cuidadosa: nunca exceder duas taças de vinho, duas latinhas de cerveja ou apenas uma dose de qualquer destilado (uísque, vodka, aguardente etc.)

Suplementos alimentares

- Podem produzir sintomas alérgicos e desencadear ansiedade em muitas pessoas. - Alguns pacientes se queixaram de que o uso do adoçante artificial aspartame precipitara neles sintomas pré-pânico, tais como taquicardia, respiração superficial, dores de cabeça, ansiedade e vertigem.
- Glutamato monossódico: algumas pessoas reclamam de dores de cabeça e ansiedade quando consomem alimentos preparados com esse tempero.

Laticínios e carnes vermelhas

- Devem fazer parte da dieta de forma moderada, uma vez que ambos os tipos alimentares são de digestão extremamente difícil para o organismo. Por essa razão, podem agravar a depressão e a fadiga que coexistem em muitas pessoas com sintomas de ansiedade.







(texto retirado do livro "Mentes Ansiosas", de Ana Beatriz Barbosa Silva; imagens: reprodução internet)


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dicas preciosas e não medicamentosas para superar a ansiedade



Não escondo de ninguém que tenho como bíblia os livros da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, principalmente o Mentes Ansiosas, que trata o medo "além dos limites". Adoro a forma simples e sensível como ela explica os transtornos. Mais do que isso, adoro o otimismo dela quando fala sobre a superação dos transtornos.


Por isso, compartilho com vocês alguns trechos do meu livro de cabeceira e espero que os ajudem, assim como tem me ajudado.

- O primeiro e decisivo passo para superar a ansiedade e o medo excessivos é reconhecer e aceitar os seus próprios medos. Todos, sem exceção, têm medos - grandes ou pequenos -, e você não fica de fora. Se isso estiver trazendo prejuízos significativos em diversos setores da sua vida, o segundo passo é procurar ajuda especializada. Você de fato pode estar sofrendo de um transtorno de ansiedade e necessitará de diagnóstico e tratamento adequados. 

- Caso o diagnóstico seja dado, leve o problema e os tratamentos a sério. Os tratamentos de ansiedade devem ser encarados como qualquer outra doença (hipertensão, diabetes, enfisema etc.). Não se envergonhe nem esconda o seu problema, pois isso só faz o "monstro" interno crescer. 

- Aprenda tudo sobre os seus medos e os transtornos que eles podem lhe causar. Procure literaturas especializadas, troque experiências com outras pessoas, assista a filmes que retratem o problema. Quanto mais souber sobre o assunto, mais aumentará sua munição contra o "inimigo".

- Procure suporte de outras pessoas. Tentar melhorar sozinho é sempre muito mais difícil. Familiares, amigos próximos e associações de portadores de transtornos de ansiedade podem ser bases de apoio importantes e ajudam bastante no tratamento.

- Participe ativamente do processo da sua recuperação. Busque alternativas de melhora, empenhe-se nas tarefas propostas por seu terapeuta e mantenha sempre um diálogo franco e aberto com o seu médico. Esperar passivamente que os sintomas aliviem não é suficiente. 

- Vencer os medos depende de você querer se ajudar e, lembre-se, ninguém poderá fazer isso por você.

Grande abraço a todos! Saúde e coragem!

(imagem: reprodução internet)

terça-feira, 25 de junho de 2013

O que são transtornos de ansiedade?



"Como tudo em medicina recebe nomes específicos, com direito a sobrenomes, foram denominados transtornos de ansiedade quando o medo excessivo e, consequentemente, a sua fiel companheira ansiedade passam a trazer prejuízos expressivos para a vida da pessoa. 


Os transtornos de ansiedade possuem diversos espectros que variam em grau, intensidade e na forma como se apresentam. Podemos percebê-los em diversas situações, tais como nas lembranças que insistem em nos perseguir após uma experiência traumática (morte de um parente muito próximo, por exemplo); nas fobias ou no medo intenso de falar em público ou participar de eventos sociais; no temor exacerbado de determinados objetos ou animais (elevador, avião, insetos). Também são perceptíveis no terror (pânico) que surge do "nada" e nos dá a sensação de que podemos morrer a qualquer momento; nas preocupações excessivas com os fatos mais corriqueiros e triviais; nos pensamentos obsessivos e comportamentos repetitivos, mais conhecidos como manias, entre outros. Cada um desses transtornos tem características e manifestações distintas, mas todos estão intrinsecamente relacionados ao medo e à ansiedade.

Em graus variados, quando os transtornos de ansiedade já estão instalados, inevitavelmente trarão prejuízos significativos para os setores vitais de suas vítimas (vida social, familiar, profissional, acadêmica etc.). Contudo, somente após muito tempo de sofrimento, de peregrinação em vão - entre as mais variadas especialidades médicas e não médicas -, ou quando suas vidas já estão reviradas pelo avesso, é que os pacientes procuram ajuda especializada.

A demora para buscar o tratamento adequado se deve a muitos fatores, a maioria por falta de conhecimentos sobre o assunto, pelo sentimento de vergonha em expor tudo o que o aflige ou pela crença errônea de que se trata de mera fraqueza

Felizmente, é possível reverter esses quadros tão dolorosos ou, no mínimo, atenuá-los de forma expressiva, com orientações e tratamentos adequados. Isso significa muito mais do que enfrentar o inimigo que aparentemente pareça invencível. É restaurar as perdas nos seus diversos setores vitais, libertar-se, renascer e, quem sabe, projetar um futuro próximo de mais confiança e esperança, para que seja possível desfrutar a vida em sua plenitude".   


Fonte: Ana Beatriz Barbosa Silva, no livro Mentes Ansiosas

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Alimentos que aliviam a ansiedade

(ilustração: reprodução internet)
No post anterior ("Alimentos que devem ser evitados por ansiosos") falei sobre os alimentos que nós, ansiosos, infelizmente devemos evitar a todo custo. 

Agora, para tentar compensar, vou dar opções benéficas para a nossa alimentação! ;)

1) Verduras - São alimentos excepcionais para o alívio da tensão e do estresse. Acelga, espinafre, brócolis, couve, folhas de beterraba e folhas de mostarda são algumas das melhores fontes de minerais importantes para melhorar o nosso vigor, como o cálcio, o magnésio e o potássio. Muitas verduras são ricas em vitamina C, que é uma substância muito importante antiestresse.

2) Frutas - Também possuem uma ampla gama de nutrientes que podem aliviar a tensão e o estresse. Morangos, amoras, framboesas, melões e laranjas são excelentes fontes de vitamina C. Uvas e bananas são ricas em cálcio, magnésio e potássio, ótimo para a fadiga e o inchaço. Observação: em fase de muito estresse, coma a fruta, evite os sucos.

3) Féculas
- Batatas, batatas-doces e inhames são carboidratos leves, de fácil digestão para pessoas com ansiedade e tensão nervosa. As féculas são calmantes; ajudam a regular o nível de açúcar no sangue.

4) Legumes - Feijões e ervilhas são excelentes fontes de cálcio, magnésio e potássio, necessários para o bom funcionamento do sistema nervoso. Eles têm também propriedades de relaxamento emocional e muscular. Fontes de proteína, podem substituir as carnes em muitas refeições.

5) Cereais integrais - São fontes de nutrientes estabilizadores do humor. O arroz integral e o milho são boas escolhas para pessoas com sintomas moderados de ansiedade. Alternativas exóticas: quinoa e amaranto.

6) Sementes e nozes - Linhaça, sementes de abóbora, de gergelim, de girassol. São as melhores fontes de ácidos graxos, que, em níveis elevados no organismo, são muito importantes na prevenção da TPM, menopausa, transtornos emocionais e alergias. Observação: como são muito ricas em calorias, devem ser consumidas em pequenas quantidades.
7) Carnes, aves e peixes - Também devem ser consumidas em pequenas quantidades. A melhor escolha é o peixe, que contém ácido linolênico, ajudando a relaxar o estado de ânimo assim como os músculos tensos. Escolhas particularmente boas para pessoas ansiosas: salmão, atum, cavala e truta. 


(fonte: Mentes Ansiosas)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Alimentos que devem ser evitados por ansiosos


Quando estamos muito ansiosos, a tendência é comermos muito mais, 
não é? Muito mais e muito mais "bobagens"! 
É, porque ninguém costuma pensar em devorar uma travessa de salada, mas sim um pote de sorvete, uma barra de chocolate inteira, pipoca, biscoito, sanduíche... Você não pensa? Ah, eu penso!!! :)

De acordo com a médica Ana Beatriz Barbosa Silva, alguns alimentos deveriam ser completamente eliminados, ou ao menos drasticamente reduzidos a pequenas quantidades, pelos portadores de ansiedade moderada a grave:

1) Cafeína (café, chá preto, refrigerantes a base de cola etc.) - A cafeína deflagra ansiedade e até mesmo sintomas de pânico porque excita diretamente vários mecanismos de estimulação do corpo. Além disso, a cafeína estimula a descarga de hormônios do estresse, intensificando ainda mais os sintomas de nervosismo e agitação. Ana Beatriz recomenda que o consumo de café seja reduzido a uma xícara por dia. Por outro lado, muitos chás de erva como a camomila, a cidreira, erva-doce e hortelã-pimenta podem exercer um efeito relaxante sobre o corpo, ajudando a reduzir a ansiedade.

2) Açúcar - A ingestão excessiva de açúcar pode ser um importante fator no surgimento de sintomas de ansiedade. A pessoa pode se sentir inicialmente eufórica e depois sentir um rápido choque e uma redução profunda em seu nível de energia. Quando o nível de açúcar no sangue fica demasiadamente baixo, a pessoa sente-se ansiosa, agitada e confusa porque o cérebro é privado do seu combustível maior. O ideal é ingerir maiores quantidades de carboidratos (açúcares) complexos, como cereais integrais, batatas, legumes e frutas. Os açúcares desses alimentos são digeridos lentamente e liberados na circulação sanguínea de forma gradual.

3) Álcool - Tal como os açúcares, o álcool aumenta os sintomas de hipoglicemia e o seu uso excessivo pode aumentar a ansiedade e as oscilações de humor. O álcool pode causar profundas mudanças comportamentais quando consumido em excesso. Os principais sintomas incluem a ansiedade, a depressão, os acessos irracionais de cólera (raiva), a baixa capacidade de julgamento, a perda de memória, vertigens e a coordenação motora deficiente. Recomenda-se que seu uso seja escasso e que, quando for feito, nunca exceda duas taças de vinho, duas latas de cerveja ou apenas uma dose de qualquer destilado (uísque, vodka, aguardente etc.).

4) Suplementos alimentares - Milhares de suplementos químicos são usados na fabricação comercial de alimentos. Alguns podem produzir sintomas alérgicos e desencadear ansiedade em muitas pessoas. Alguns pacientes queixam-se de que o uso do adoçante artificial aspartame precipita neles sintomas pré-pânico, como taquicardia, respiração superficial, dores de cabeça, ansiedade e vertigem. O mesmo ocorre com o glutamato monossódico, tempero usado para realçar o sabor de alguns alimentos.

5) Laticínios e carnes vermelhas - Devem fazer parte da dieta de forma moderada, já que a digestão de ambos é extremamente difícil para o organismo e, por essa razão, podem agravar a depressão e a fadiga que coexistem em muitas pessoas com sintomas de ansiedade.




(fonte: livro Mentes Ansiosas / foto: reprodução internet)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)


ilustração: reprodução internet
Um pouco de preocupação não faz mal a ninguém. Pelo contrário. Não somente é normal como necessário para a nossa sobrevivência. Afinal, é essa preocupação (medo, prudência) que nos faz olhar para os dois lados antes de atravessarmos uma rua, por exemplo. Mas e quando essa preocupação é exagerada?

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é basicamente uma preocupação excessiva, com motivos injustificáveis ou em níveis desproporcionais. A pessoa vive num estado de alerta permanente com pensamentos negativos bombardeando sua cabeça o tempo todo: ela pode estar com uma doença grave, pode morrer de repente, pode sofrer um acidente... E como ela não consegue relaxar, acaba se sentindo muito cansada.

Essas preocupações podem ser direcionadas a seus entes queridos também. 

 
Diagnóstico
Como o estado de ansiedade perturba a visão que a pessoa tem a respeito de si mesma e do que acontece em sua volta, é necessário que esse diagnóstico seja sempre feito por um especialista.

Uma das maneiras de diferenciar a ansiedade generalizada da ansiedade normal é através do tempo de duração dos sintomas. A ansiedade normal se restringe a uma determinada situação; mesmo que esta situação problemática persista, a pessoa tende a adaptar-se e a tolerar melhor a tensão. 

Já uma pessoa que permaneça apreensiva, tensa, nervosa por um período superior a seis meses, ainda que tenha um motivo para estar ansiosa, pode estar sofrendo de ansiedade generalizada.

Sintomas

A variação dos sintomas de ansiedade é enorme e muitas vezes pessoais. Ganho de peso, por exemplo, tanto pode não ter nenhuma relação com ansiedade como pode, para determinadas pessoas, ser a manifestação mais freqüente. 

Os sintomas mais comuns são: taquicardia; sudorese; cólicas abdominais; náuseas; arrepios; dores musculares; tremores; ondas de calor ou calafrios; adormecimentos; sensação de asfixia, nó na garganta ou dificuldade para engolir; perturbações do sono, como insônia, dificuldade para adormecer, acordar no meio da noite etc; grande cansaço ou esgotamento; sintomas depressivos.

É muito comum que o TAG esteja associado a outros transtornos mentais, como fobias específicas e pânico. Ele costuma ser crônico, duradouro, com pequenos períodos de remissão dos sintomas, e geralmente leva o paciente a sofrer com estado ansioso elevado durante anos. 
Pode vir a ceder espontaneamente em alguns casos, mas não há meios de se prever quando e se isso acontecerá.

Tratamento

A terapia cognitivo-comportamental é a que mais tem mostrado eficácia no tratamento do TAG. Em alguns casos, a intervenção medicamentosa se faz necessária e a duração do tratamento pode variar de 6, 12 meses a até vários anos. 

Observações da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva:

=> "Uma dose equilibrada e saudável de ansiedade é vital para nossa existência. Sem ela seríamos absolutamente apáticos, sem vontade de conquistas, de marchar sempre em frente para que a vida faça sentido".

=> "Estar num estado permanente de vigília e ansiedade é perder os parâmetros normais da realidade (...), navegar à deriva num mar revolto".

=> "A ansiedade excessiva estabelece uma conexão direta com o futuro que talvez nunca exista".

Vamos pensar nisso? 

Cuidem-se! ;)

Coragem, saúde e paz.
 

Fonte: livro Mentes Ansiosas, Psicosite.



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Agorafobia - medo de lugares amplos / multidões

Madonna durante turnê do
"The Girlie Show" - 1993
"A estreia da Madonna com seu primeiro show no Brasil foi com um recorde mundial, no dia 06 de novembro de 1993! Ela conseguiu reunir no show do Maracanã absurdas 120 mil pessoas, sendo o seu maior público da turnê." (Portal UOL)

Se não me engano, não foi o primeiro show no Brasil, ela já tinha tocado em São Paulo três dias antes. Mas enfim, seria a primeira vez que eu e meus amigos, mega-ultra-fãs da estrela pop mundial, a veríamos de pertinho. E de pertinho mesmo, fomos os primeiros a chegar no estádio, passamos horas na fila até que abrissem os portões e conseguimos ficar juntinhos ao palco, na primeira fila, grudados na grade de contenção, à frente daquele verdadeiro mar de gente. Quantas pessoas mesmo? Ah, 120 mil.

Quando o show começou e Madonna surgiu vestida de dominatrix cantando "Erotica", os gritos histéricos (inclusive os meus) fizeram o Maraca tremer como final de campeonato nenhuma, certamente, fez! Dali pra frente, seria puro êxtase!!! 

Mas não pra mim...

No meio do show, bateu o desespero: eu precisava sair dali, rápido, urgente!!! Com vergonha de dizer que estava em pânico no meio daquela gente toda, disse que meu "joelho" estava doendo muito, que estavam me imprensando na grade. Uma das minhas amigas, coitada, me ajudou a sair dali. Fomos para o posto médico e acabei levando uma injeção de antiinflamatório. Tudo pra não estragar minha encenação.
O resto do show foi assistindo de binóculos, lááá do fundo. E até hoje peço desculpas à minha amiga por isso!


Se você já passou por alguma situação semelhante, sabe do que estou falando. Talvez não saiba o nome desse descontrole, mas eu te conto: seu nome é agorafobia.

A agorafobia geralmente acompanha o transtorno do pânico, é raro ocorrer sozinha. Ela trata de um tipo de fobia generalizada, na qual a pessoa sente um medo intenso e injustificável de estar em lugares amplos ou com um número grande de pessoas. O medo é de terem dificuldade para serem socorridas, caso precisem. 


A agorafobia leva as pessoas a evitar situações cotidianas diversas, como ficar sozinhas em casa, sair de casa, andar de ônibus, carro, elevador, avião, trem, metrô, atravessar pontes, viadutos, passarelas, realizar viagens ou passeios mais distantes. Quase sempre, as pessoas que sofrem de agorafobia necessitam da presença de outras pessoas de confiança para enfrentar essas situações. Teve uma época em que eu só tomava banho com a minha mãe sentada num banquinho do lado de fora do box e só conseguia ir pra faculdade se uma determinada amiga fosse comigo.

Pacientes com agorafobia possuem um intenso temor de apresentarem sensações físicas e psíquicas de ansiedade e desencadear crises ou ataques de pânico. É o famoso "medo de ter medo". Grande parte desses pacientes tende a evitar situações, pessoas e locais.
 

Recentemente passei por uma situação constrangedora no casamento de um primo. A família estava toda reunida em Florianópolis, cidade que eu adoro, mas longe de casa. A  cerimônia foi linda, estava tudo perfeito, mas, pra variar, a "maluquinha" da família (eu) se sentiu mal durante o trajeto da igreja até a casa de festas. O carro estava cheio, quente, e aquilo foi me dando um mal-estar incontrolável. Resumindo: tive uma enxaqueca horrorosa, que hoje sei ser de fundo emocional, e o tempo que passei na festa, cerca de uma hora apenas, fiquei dentro do banheiro, morrendo de medo de desmaiar, de passar mais vergonha ainda. 

Tratamento
Determinados tipos de antidepressivos controlam com eficácia os ataques.
O controle dessas crises de pânico gera uma maior segurança e predisposição para que muitas pessoas consigam enfrentar situações e locais que antes evitavam. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é muito importante nesse processo, ela prepara o paciente para romper essa "corrente" de medo, insegurança e incapacitação.



Fonte: livro Mentes Ansiosas, Madonna online

Fotos: reprodução internet

sábado, 26 de janeiro de 2013

TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)


Todos nós temos as nossas manias, não é mesmo? Quando criança eu não podia ver um sapato virado ao contrário que desvirava, senão minha mãe poderia morrer! Porta de armário aberta na hora de dormir, não. Trazia azar. Passar embaixo de escada, nem pensar! Pra afastar um pensamento ruim? "Toc toc toc" na madeira. Se falasse a mesma coisa, ao mesmo tempo com alguém, corria pra tocar em alguma coisa verde. Se tropeçava, era porque estavam querendo roubar a pessoa que eu gostava. Então mordia o dedo indicador e dava três chutinhos no chão dizendo "não dou, não dou, não dou"! Pode parecer engraçado (e é), mas quando essas simples "manias" passam a interferir de forma incontrolável na rotina de uma pessoa, podemos estar falando de um transtorno de ansiedade conhecido como TOC, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo.



O TOC é descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais” da Associação de Psiquiatria Americana como um distúrbio psiquiátrico de ansiedade, que se caracteriza pela presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. 

As obsessões são pensamentos repetitivos, negativos, estressantes, de natureza sempre ruim ou desagradável, que surgem de forma persistente e incontrolável. Mesmo que seja improvável que tais pensamentos se concretizem, os portadores desenvolvem comportamentos repetitivos (compulsões) na tentativa de evitar que eles ocorram. Geralmente, os portadores dessa desordem acham que se não agirem assim algo terrível pode acontecer. 

Estatísticas

Curiosamente, ao contrário da maioria dos transtornos de ansiedade, o TOC é mais comum entre os homens do que entre as mulheres. Ele aparece com mais frequência durante a infância e, anos depois, na vida adulta. 

Atualmente, acredita-se que 4% da população em geral sofre do problema, a doença é mais comum que o diabetes! E é possível que esse número seja bem maior, já que muitas pessoas não procuram ajuda médica, principalmente por vergonha do que elas mesmas consideram ser "absurdo" e por acharem que vão conseguir controlar seus pensamentos sozinhas. 

O portador de TOC

Na linguagem popular costuma-se dizer que a pessoa com TOC tem várias "manias esquisitas". Normalmente, ele sabe que suas manias, obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais, no entanto não consegue controlar esses impulsos porque eles aliviam sua ansiedade. 

As diferentes manifestações do TOC causam grandes sofrimentos aos seus portadores, que podem se sentir fracos, loucos, incapazes, autocríticos, gerando culpa e depressão.

Os traços de personalidade que colocam uma pessoa sob o risco de desenvolver o TOC são a ansiedade, o perfeccionismo, o desejo de controlar tudo e um senso exagerado de responsabilidade e de dever.

A importância da família (cuidadores)

O TOC não afeta apenas a vida do portador do transtorno, mas também a de seus familiares, em especial a daqueles que convivem mais com o paciente (cuidadores).  

Informar-se sobre a doença é muito importante para lidar com seus sintomas e efeitos. Muitas vezes os familiares acham que os hábitos repetitivos do portador de TOC são meras esquisitices e, por falta de informação, não acreditam se tratar de uma doença.

Causas

As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos e histórico familiar também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.

As compulsões mais frequentes

MANIA DE LIMPEZA - banhos intermináveis, mãos que chegam a sangrar de tanto serem lavadas, medo de se contaminar ao tocar determinados objetos, limpar objetos com diversos produtos de limpeza etc.

MANIA DE ORDENAÇÃO OU SIMETRIA - ritual de guardar ou ordenar determinados objetos sempre da mesma forma. Pode ser do maior pro menor, do menor pro maior, por cores, em linha reta, por número par o ímpar de peças e por aí vai.

MANIA DE VERIFICAÇÃO OU CHECAGEM - conferir inúmeras vezes se trancou a casa, se desligou o gás do fogão, se apagou todas as luzes, se pegou a carteira...

MANIA DE CONTAGEM - a pessoa não consegue subir uma escada, por exemplo, sem contar o número de degraus, conta o número de botões ou de listras que tem a camisa de seu interlocutor...

MANIA DE COLECIONAMENTO - guardar inutilidades, como jornais velhos, garrafas vazias ou outros objetos específicos acreditando que algo de ruim possa acontecer caso se desvencilhe deles.

MANIA DE REPETIÇÃO - ligar e desligar o interruptor de luz, escrever a mesma frase várias vezes etc.

MANIA MENTAL - pensar em uma determinada frase ou som para "anular" determinados pensamentos ruins.

MANIAS DIVERSAS - não usar uma determinada cor, cuspir ao passar por uma esquina com velas, não cortar o cabelo por medo que algo aconteça etc.

A diferença entre as compulsões e as simples superstições é que estas não geram intenso sofrimento.

Tratamento

A maioria dos especialistas recomenda tratamento medicamentoso a fim de corrigir os baixos níveis cerebrais de serotonina. E como nos outros transtornos de ansiedade, a psicoterapia de abordagem cognitivo-comportamental também é de grande importância para que os portadores de TOC mudem suas ideias distorcidas em relação à vida em geral, bem como seus comportamentos repetitivos.

O tratamento deve conter também um componente de mudança de estilo de vida para minimizar a suscetibilidade ao estresse.

Não sinta vergonha de pedir ajuda! Quanto mais adiamos o tratamento, mais a doença se agrava. É preciso ter muita persistência, paciência e força de vontade. 
Terapia e remédios estão aí pra isso mesmo, pra nos ajudar nessa caminhada! 

Coragem a todos e paz! :)

Fonte: ASTOC (Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo-Compulsivo), PsiqWeb, livro Mentes Ansiosas, Drauzio Varella.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Diagnóstico correto de Síndrome do Pânico


- Doutor, faz uma semana que não como, não durmo e não 
bebo água. O que acha que eu tenho?
- Fome, sono e sede.

Uma pessoa pode ter uma ou até mais de uma crise de pânico, mas não sofrer de Transtorno do Pânico. E uma das causas desses ataques isolados de pânico é o abuso de álcool e de outras drogas. 
Inclusive é bastante comum que algumas pessoas só procurem atendimento médico às segundas-feiras, depois de um final de semana bastante "animado". 
Isso pode acontecer num período de intoxicação aguda ou de abstinência.

Existem outras patologias que também devem ser investigadas por apresentarem sintomas semelhantes aos da Síndrome do Pânico. 
São elas:

HIPERTIREOIDISMO - conjunto de sinais e sintomas decorrentes do excesso de hormônios da tireoide;

HIPOTIREOIDISMO - diminuição da tireoide;

HIPERPARATIREOIDISMO - caracterizado pelo excesso de funcionamento das glândulas paratireoides;

PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL - anormalidade cardíaca valvar mais comum, que pode ocasionar fadiga e palpitações. Eu tenho prolapso e faço controle através de exames cardiológicos anualmente. Ainda não encontrei o motivo, mas esse prolapso é bastante comum entre portadores de Síndrome do Pânico e depressão.

ARRITMIAS CARDÍACAS - alterações do ritmo cardíaco normal;

INSUFICIÊNCIA CORONARIANA - deficiência da artéria coronária, responsável pela irrigação do coração;

CRISES EPILÉPTICAS - conjunto de sinais e sintomas que indicam que, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável;

FEOCROMOCITOMA - tumor benigno localizado nas glândulas suprarrenais (85% dos casos), com flutuação da pressão arterial, cefaleia, sudorese, palpitações.

O primeiro passo é procurar um clínico geral. Ele poderá pedir os exames adequados e, posteriormente, encaminhá-lo para um especialista, caso seja necessário.

Muita coragem e paz! 
Cuidem-se! :)

Fonte: Libertas, Mentes Ansiosas, Dr. Drauzio Varella






segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fobias Específicas: Medo de Dirigir

Dentre os transtornos de ansiedade, existem as "fobias específicas", antigamente chamadas de fobias simples, mas que de simples não têm nada! A fobia específica pode ser explicada como aquele medo extremamente exagerado, que faz a pessoa se desesperar, sair correndo, passar mal e passar vergonha! Tem fobia de inseto, de gato, galinha, de animais em geral, de palhaço (coulrofobia), de elevador... Uma fobia bastante comum é a de dirigir e é sobre ela que vou falar hoje.

Minha irmã nunca conseguiu enfrentar o medo de dirigir. Aos 26 anos, tirou a carteira dela sem problema algum. Fez as aulas numa auto escola, depois as provas, deu tudo certo. No entanto, quando ela saiu de carro sozinha pelas ruas movimentadas do Rio de Janeiro, bateu o pânico e ela nunca mais quis dirigir. Mais de dez anos depois, já morando em outra cidade mais tranquila e com um trânsito menos selvagem, ela tentou novamente. Fez aulas, provas, conseguiu a nova habilitação. Combinou com uma amiga de sair e, quando chegaram ao destino, passou o tempo todo apavorada, só pensando na volta. Ficou muito nervosa, deixou o carro morrer várias vezes e então decretou: nunca mais iria dirigir na vida! Ela acha que não nasceu pra coisa ou então que sofreu algum trauma na infância.

Ao contrário da minha irmã, eu sempre adorei carros e velocidade. Quando criança dizia que ia ser piloto de Fórmula 1.
Assim que fiz 18 anos, me matriculei numa auto escola e tratei de tirar logo minha carteira de motorista. Só fui comprar um carro aos 20 e tantos anos, mas até lá dirigi inúmeros carros de pais e mães dos meus amigos. Nunca tive medo. Hoje, pra completar, ainda tenho moto. Ou seja, apesar da herança genética, eu e minha irmã não desenvolvemos as mesmas fobias. Mas ambas desenvolveram fobias.

Alguns estudos afirmam que pessoas que têm medo de dirigir são extremamente responsáveis, organizadas, detalhistas, sensíveis e inteligentes. Em geral, são muito exigentes e têm medo de errar. Sofrem antecipadamente com um possível erro e acham que estão sempre fazendo alguma coisa errada.
E mais uma vez, as mulheres são maioria, chegando a 80% dos casos.

O tratamento mais eficaz para esta e outras fobias específicas é a psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC). Fazendo uma busca na internet, verifiquei que existem diversos profissionais, além de auto escolas,  que oferecem tratamento apropriado para pessoas com medo de dirigir. Procure um desses profissionais e vá a luta! De preferência, dirigindo! :)

Paz e coragem!

Fonte: Instituto de Psicologia Aplicada, Portal do Trânsito, Mentes Ansiosas, Auto Escola Brasília

sábado, 19 de janeiro de 2013

A Cura



Por que algumas pessoas têm apenas uma ou duas crises de pânico e, depois de um curto tempo de tratamento, se sentem curadas, enquanto outras convivem por tanto tempo com a doença? 

Bom, primeiro porque existem pessoas que têm ataques de pânico por algum motivo específico, mas não desenvolvem o transtorno do pânico, que se caracteriza pela repetição desses ataques e passa a prejudicar e a limitar de forma significante o cotidiano de seus portadores. 

Segundo porque cada pessoa tem um temperamento, um organismo, suas heranças genéticas... "cada caso é um caso". A cura, portanto, na minha opinião, não é necessariamente se livrar dos remédios e do tratamento. Pode ser também conviver com a doença sem sofrer - ou sofrendo menos - com seus sintomas; sem sentir tanto medo, tanta taquicardia, tanta angústia; sem se privar de viver! 

Se não for tratado, o pânico pode nos transformar em pessoas inoperantes, que não conseguem sair de casa nem para trabalhar, nem para se divertir. Por isso incentivo tanto a busca por um diagnóstico certeiro e um tratamento correto. Atualmente existem medicações muito modernas, que não causam dependência e nem tantos efeitos colaterais. E aliado ao tratamento medicamentoso, o tratamento psicoterápico é fundamental. A terapia mais indicada costuma ser a cognitivo-comportamental (TCC), onde o terapeuta funciona como um "treinador" com quem o paciente aprende a enxergar de outra forma seus problemas e a enfrentar os medos que o perseguem.

Lembre-se de que o pânico não prejudica de forma permanente suas funções mentais. "A concentração, a memória, as capacidades intelectuais, a alegria e a sensação de bem-estar são apenas temporariamente suprimidas pelo medo. Tudo pode ser recuperado, e até mesmo melhorado, com a superação do pânico." 

Paz e coragem a todos.
Cuidem-se! :)

Informações retiradas do livro "Mentes Ansiosas" (Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva). 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sugestão de leitura: "Mentes Ansiosas"

Eu e a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva - tietando
Sou fã de carteirinha da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva desde quando uma ex-chefe, atual amiga, me emprestou o livro "Mentes Inquietas". O Mentes Inquietas fala sobre déficit de atenção - vou falar mais sobre ele num outro post - e quem sofre desse problema, assim como eu, também vai achar que a Dra. Ana Beatriz o conhece desde a infância! Bom, passados alguns anos, conheci o "Mentes Ansiosas" e não poderia ter gostado menos. O livro é esclarecedor, não tem linguagem técnica, mas simples e eficaz. Ansioso que se preza não pode deixar de ler!

MENTES ANSIOSAS 
Medo e ansiedade além dos limites
Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora Objetiva


Segundo estudos internacionais, 25% da população sofrem ou sofrerão de transtornos de ansiedade em algum momento de suas vidas. Isso significa que, num grupo de quatro pessoas, é bem provável que uma sofra de transtorno do pânico, timidez excessiva, estresse pós-traumático, ansiedade generalizada, fobias ou TOC. Todos esses problemas estão relacionados a níveis patológicos de angústia e preocupação. 

No entanto, a ansiedade e seu primo-irmão, o medo, nem sempre são negativos. Pelo contrário, eles têm uma função importante, nos protegendo de situações perigosas e contribuindo para um melhor desempenho em tarefas difíceis. Mas, às vezes, não percebemos quando essas sensações são inevitáveis e quando passam a controlar nossas vidas. 

Mentes Ansiosas oferece explicações claras e ferramentas eficazes para compreendermos as origens da ansiedade e do medo e, assim, enfrentarmos o que pode vir a ser o nosso maior inimigo: as preocupações incessantes que teimam em assolar nossa mente.
Medo de altura, de animais, de lugares fechados, de dentista, de dirigir, de falar em público, de sair de casa. E a ansiedade? Que aperta o peito, dá um "nó" na garganta, acelera o coração, provoca o pânico... Ansiedade e medo todo mundo tem, fazem parte do nosso existir. O problema é quando esses sentimentos se tornam excessivos e nos fazem adoecer, transtornando a nossa vida. Neste livro, a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva faz uso de sua experiência clínica para explicar o que acontece quando a ansiedade e o medo extrapolam os limites da normalidade e como podemos superar os transtornos que eles provocam. 

Assista entrevista com Ana Beatriz Barbosa Silva sobre os transtornos de ansiedade: