Mostrando postagens com marcador exposição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador exposição. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de março de 2014

A importância da terapia cognitivo-comportamental (TCC) no tratamento dos transtornos de ansiedade

Sempre que me procuram para pedir alguma orientação sobre o tratamento para transtornos de ansiedade - geralmente para o pânico -, eu recomendo que, em primeiro lugar, procure um médico, de preferência um psiquiatra, e que, depois de receber um diagnóstico e dar início ao tratamento medicamentoso (se for necessário), considere a possibilidade de fazer terapia.

Na minha opinião, a medicação inicial é necessária para aliviar os sintomas (medo intenso, falta de ar, tremores e tantos outros que nós, portadores, conhecemos tão bem), pois somente com os sintomas controlados é que o paciente poderá ter tranquilidade suficiente para ser beneficiado pela ajuda de um acompanhamento psicológico. 


A psicóloga Rosanna Mannarino, minha parceira no projeto Sem Transtorno, explica um pouco mais sobre a tão falada "TCC", a Terapia Cognitivo-Comportamental.


ST - Dra. Rosanna, de que maneira a terapia cognitivo-comportamental pode ajudar um paciente com síndrome do pânico?

RM - Os pacientes com pânico apresentam uma variedade de sintomas cognitivos, como medos catastróficos de calamidades físicas ou perda de controle, assim como sintomas comportamentais, como fuga ou evitação. A TCC tem como objetivo reverter cognições disfuncionais (medo), juntamente com métodos comportamentais, incluindo o treinamento da respiração, o relaxamento e a terapia de exposição.

ST - E o que seria essa terapia de exposição?

RM - A terapia de exposição leva o paciente a enfrentar algo que ele tanto teme. Esse medo pode ser irracional, mas também pode ser racional, fruto de alguma experiência negativa vivida pelo paciente. A exposição pode parecer desagradável, e muitas vezes é mesmo, mas evitar uma situação da qual se tem medo não é exatamente a solução ideal.

ST - Por que evitar determinadas situações não é saudável para o paciente com pânico?
RM - Quando você evita algo de que tem medo, alimenta esse medo; reforça a ideia de que a situação é realmente perigosa. Ele reforça o pensamento negativo (pensamentos automáticos), tornando-se um ciclo vicioso ao invés de buscar habilidades para lidar com a situação de stress. Com estas pequenas informações, esperamos sensibilizá-lo a partir da percepção e entendimento do processo do quadro clínico para a compreensão da importância da busca de terapia e de acompanhamento de um psiquiatra.

(Ilustração retirada da internet)

domingo, 20 de outubro de 2013

Artista japonesa com TOC expõe pela primeira vez no Brasil

                                                              Divulgação
A mostra "Obsessão Infinita", da japonesa Yayoi Kusama, chega ao Rio de Janeiro e apresenta cerca de 100 obras da artista, entre pinturas, esculturas, vídeos, instalações e trabalhos em papel. 

Yayoi, que hoje está com 84 anos, sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e vive voluntariamente em uma clínica psiquiátrica no Japão. Ela é uma prova viva de que a mente humana não tem obviedades e nem limites!

Assista à matéria exibida no Jornal das Dez, da Globo News


  
Serviço

"Obsessão Infinita", de Yayoi Kusama
Quando: de 12 de outubro de 2013 a 26 de janeiro de 2014.
De quarta a segunda, das 9h às 21h.
Onde: Centro Cultural do Branco do Brasil - Av. Primeiro de Março, 66 - Centro - Rio de Janeiro - RJ.
Quanto: entrada gratuita.
Mais informações: (21) 3808-2020 e www.bb.com.br/cultura