Sempre que me procuram para pedir alguma orientação sobre o tratamento para transtornos de ansiedade - geralmente para o pânico -, eu recomendo que, em primeiro lugar, procure um médico, de preferência um psiquiatra, e que, depois de receber um diagnóstico e dar início ao tratamento medicamentoso (se for necessário), considere a possibilidade de fazer terapia.
Na minha opinião, a medicação inicial é necessária para aliviar os sintomas (medo intenso, falta de ar, tremores e tantos outros que nós, portadores, conhecemos tão bem), pois somente com os sintomas controlados é que o paciente poderá ter tranquilidade suficiente para ser beneficiado pela ajuda de um acompanhamento psicológico.
A psicóloga Rosanna Mannarino, minha parceira no projeto Sem Transtorno, explica um pouco mais sobre a tão falada "TCC", a Terapia Cognitivo-Comportamental.
ST - Dra. Rosanna, de que maneira a terapia cognitivo-comportamental pode ajudar um paciente com síndrome do pânico?
RM - Os pacientes com pânico apresentam uma variedade
de sintomas cognitivos, como medos catastróficos de calamidades físicas
ou perda de controle, assim como sintomas comportamentais, como fuga ou evitação. A TCC tem como objetivo reverter cognições disfuncionais (medo), juntamente com métodos comportamentais, incluindo o treinamento da respiração, o relaxamento e a terapia de exposição.
ST - E o que seria essa terapia de exposição?
RM - A terapia de exposição leva o paciente a enfrentar algo que ele tanto teme. Esse medo pode ser irracional, mas também pode ser racional, fruto de alguma experiência negativa vivida pelo paciente. A exposição pode parecer desagradável, e muitas vezes é mesmo, mas evitar uma situação da qual se tem medo não é exatamente a solução ideal.
ST - Por que evitar determinadas situações não é saudável para o paciente com pânico?
RM - Quando você evita algo de que tem medo, alimenta esse medo; reforça a ideia de que a situação é realmente perigosa. Ele reforça o pensamento negativo
(pensamentos automáticos), tornando-se um ciclo vicioso ao invés de
buscar habilidades para lidar com a situação de stress. Com estas pequenas informações, esperamos sensibilizá-lo a partir da percepção e entendimento do processo do quadro clínico para a compreensão da importância da busca de terapia e de acompanhamento de um psiquiatra.
(Ilustração retirada da internet)
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sexta-feira, 21 de março de 2014
domingo, 20 de outubro de 2013
Artista japonesa com TOC expõe pela primeira vez no Brasil
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| Divulgação |
Yayoi, que hoje está com 84 anos, sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e vive voluntariamente em uma clínica psiquiátrica no Japão. Ela é uma prova viva de que a mente humana não tem obviedades e nem limites!
Assista à matéria exibida no Jornal das Dez, da Globo News
Serviço
"Obsessão Infinita", de Yayoi Kusama
Quando: de 12 de outubro de 2013 a 26 de janeiro de 2014.
De quarta a segunda, das 9h às 21h.
Onde: Centro Cultural do Branco do Brasil - Av. Primeiro de Março, 66 - Centro - Rio de Janeiro - RJ.
Quanto: entrada gratuita.
Mais informações: (21) 3808-2020 e www.bb.com.br/cultura
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