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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Assédio moral no trabalho


Excelente reportagem exibida hoje (28/05/2014) pelo Jornal Hoje, da TV Globo. Um dos entrevistados conta que foi vítima de assédio moral no trabalho e que hoje sofre de síndrome do pânico. Ele afirma que passa noites em claro, com falta de ar.

Gostaria apenas de complementar que um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) mostrou de que forma os transtornos mentais podem estar ligados a pressões impostas no ambiente de trabalho. Esta é "apenas" a terceira razão de afastamento de trabalhadores pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Confira a matéria do Jornal Hoje
:




Mais de 3,6 mil casos de assédio moral foram registrados em todo Brasil no ano passado. Qualquer tipo de humilhação dentro do ambiente de trabalho pode ser caracterizado como assédio moral.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, os bancários são os que mais sofrem: de cada três ações por assédio moral, uma vem dessa categoria.

Flávia Alvarenga

Brasília

Um bancário, que não quer se identificar, diz que cada vez que atingia uma meta de venda de seguros ou de previdência, a meta crescia. Quando ele não conseguia cumprir a nova exigência, recebia um prêmio humilhante: “O nome do troféu era pinico. Horrível. A sensação era a pior possível”.
As denúncias por assédio moral cresceram 7%. As principais vítimas são mulheres, principalmente as grávidas e mães solteiras, pessoas mais velhas, obesas e negros.
De acordo com o Ministério Público, os motivos que levam a essa relação de conflito são necessidade de aumentar a produtividade, competição exagerada, metas difíceis de alcançar e tentativa de forçar um pedido de demissão.
Com um clima ruim, o rendimento do funcionário na empresa cai, ele passa a ter dificuldade de concentração e se sente inútil. Segundo o Ministério Público do Trabalho, esses casos também costumam afetar a saúde. Há relatos de pessoas que começaram a sofrer de insônia, depressão, que perderam o apetite ou ganharam peso.
Foi o que aconteceu com o bancário ouvido pelo Jornal Hoje, que foi rebaixado de função: “Eu engordei 30 quilos e hoje sofro de síndrome do pânico. Passo noites em claro, com falta de ar”, relata.
O advogado trabalhista, Carlos Vinicius Amorim, explica que é difícil separar o assédio moral da política da empresa e que o funcionário precisa tomar cuidado para não confundir uma exigência com um caso de perseguição pessoal: “A cobrança para atingir metas pelo funcionário é inerente ao empregador. Isso faz parte do cenário atual da economia competitiva global”.
Porém, o trabalhador que realmente for vítima de assédio deve buscar ajuda. "Pode procurar o RH da empresa, desde que ela observe que ali as pessoas tenham independência, autonomia e podem resolucionar o problema. Se não for o caso, o melhor é buscar um auxílio fora, que pode ser pelo sindicato, do Ministério do Trabalho ou associações de vítimas de assédio moral", explica Adriane Reis de Araújo, Procuradora Regional do Trabalho.
Existem vários tipos de assédio moral e muitas maneiras de ser incomodado com esse problema. É considerado assédio moral tudo que exponha uma pessoa ao ridículo: contar uma piada que humilha alguém, colocar apelido que ofende, xingar e gritar são exemplos.
Até o chefe que controla o tempo que o funcionário leva para ir ao banheiro, se isso acontecer de uma forma muito rigorosa, também pode ser entendido como assédio.
O mais comum no ambiente de trabalho é que o assédio moral aconteça de forma dissimulada, como nos exemplos a seguir:

- Dar tarefas impossíveis e metas muito altas;
- Passar trabalho que o funcionário não sabe fazer;
- Isolar a pessoa;
- Escondendo informações importantes, que poderiam ajudar no crescimento profissional;
- Sobrecarregar o funcionário;
- Não delegar tarefas.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Matéria sobre o estresse crônico no Jornal Hoje - março / 2014

O Jornal Hoje exibiu uma matéria bem bacana sobre o estresse. Nela, as mulheres aparecem mais uma vez como as principais vítimas.
No caso da jornalista Mariana, apenas um exercício para o controle da respiração já fez diferença. Confira!

Assista à matéria
Assista à matéria do Jornal Hoje
Levantamento mostra que estresse crônico atinge mais as mulheres
Para cada homem diagnosticado, duas mulheres têm o problema.
Muitos só procuram ajuda quando o estresse já provocou alguma doença.

Carla Modena
São Paulo, SP


Um levantamento do programa de avaliação de estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo mostra que 60% dos pacientes estão com um nível alto de estresse crônico.

Ele vêm com as pressões no trabalho, no trânsito parado, no cumprimento de tantos compromissos todos os dias.
Para cada homem diagnosticado com estresse crônico, duas mulheres têm o problema.

 “Principalmente relacionado com a sobrecarga de trabalho na vida atual. A mulher atual é uma mulher que corre atrás do sucesso pessoal e profissional, o que vai impactar bastante os níveis de estresse na vida dela”, diz o psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse da Beneficência Portuguesa, Armando Ribeiro.

Até as crianças já têm sintomas de estresse. Para cada menino são pelo menos três meninas.

“A menina tem que ser sempre a melhor, o exemplo da casa. Não fazemos essa mesma cobrança nos irmãos. Então isso vai gerar níveis de estresse mais elevados desde a infância e que depois vai aparecer na vida adulta como doenças relacionadas ao estresse”, fala Armando.

Tensão muscular constante, batimento cardíaco acelerado, respiração ofegante são os sinais iniciais do estresse. Mas é comum as pessoas não darem importância e continuarem tocando a vida. Elas só procuram ajuda quando o estresse crônico já provocou alguma doença.

A jornalista Mariana Durante tem gastrite, infecção no esôfago, enxaqueca e dor no corpo.  “Eu sou uma pessoa muito agitada e muito ansiosa por causa das demandas do dia a dia. Tenho inglês, tenho pós-graduação, tenho trabalho, uma casa para cuidar, filho para criar”, conta.

Dá para medir o nível de estresse usando um programa de computador.
O fiozinho preso à orelha envia ao aplicativo informações sobre a frequência cardíaca, que é influenciada pelos hormônios relacionados ao estresse: a adrenalina e o cortisol. Em 100% do tempo medido, Mariana apresentou baixa capacidade de relaxamento. Bastou um exercício de respiração para o nível de ansiedade começar a diminuir.

“Não há remédio para o estresse, e sim mudança de estilo de vida, coisas que as pessoas devem aprender e ensinar pros filhos e levar para o trabalho que podem reduzir o estresse excessivo e que nos preocupa”, completa Armando.

Ainda segundo o programa de avaliação do estresse as mulheres aceitam melhor a ajuda e procuram o tratamento mais cedo do que os homens.

O coordenador do programa, o psicólogo Armando Ribeiro, diz que a pessoa estressada precisa tratar a causa e não os efeitos. O primeiro passo é aceitar que precisa de ajuda.


Saúde e coragem para todos nós! :)