quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Abraços contra o estresse


Abraços fazem bem para a saúde, dependendo de quem nos abraça
Por Natasha Romanzoti

Segundo um estudo da Universidade Médica de Viena (Áustria), abraçar alguém pode ajudar a reduzir o estresse, o medo e a ansiedade, além de reduzir a pressão arterial, promover o bem-estar e melhorar a memória.
Estes efeitos positivos são causados pela secreção de ocitocina (ou oxitocina) no organismo – mas isso só ocorre quando abraçamos alguém que gostamos, confiamos ou conhecemos muito bem.
De acordo com o neurofisiologista Jürgen Sandkühler, autor do estudo, abraçar estranhos pode ter o efeito oposto, nos estressando ao invés de acalmando.
O hormônio
A ocitocina, também chamada de “hormônio do amor”, é produzida pela glândula pituitária e conhecida principalmente por influenciar nas nossas ligações emocionais, comportamento social e aproximação entre pais, filhos e casais.
Nas mulheres, o hormônio é produzido durante o processo de parto e amamentação, a fim de aumentar a ligação da mãe com o bebê.
A ocitocina pode ser tomada na forma de comprimidos ou como spray nasal, e, uma vez que pode provocar contrações, também é usada em obstetrícia. Pode até estimular a produção de leite nas mulheres, aumentando o fluxo de leite durante a amamentação.
A pesquisa
O estudo chegou à conclusão de que abraçar alguém com quem temos intimidade libera ocitocina em nossa corrente sanguínea, o que reduz a pressão arterial, o estresse e a ansiedade, e pode até mesmo melhorar a memória.
“O efeito positivo só ocorre, no entanto, se as pessoas confiam umas nas outras, se os sentimentos estão presentes mutuamente e se os sinais correspondentes são enviados para fora”, explica Sandkühler. “Se as pessoas não se conhecem, ou se o abraço não é desejado por ambas as partes, seus efeitos são perdidos”.
O mesmo aplica-se ao comprimento do abraço. “Abraçar é bom, mas não importa quanto tempo ou quantas vezes você abraça alguém, é a confiança que é mais importante”, afirma o pesquisador.
Uma vez que a confiança exista entre os “abraçadores”, os efeitos positivos sobre o nível de ocitocina podem ser conseguidos simplesmente como resultado do comportamento empático. “Estudos têm mostrado que crianças cujas mães receberam ocitocina extra têm maiores níveis do hormônio, apenas como resultado do comportamento da mãe”, conta Sandkühler.
Já quando recebemos abraços indesejados de estranhos ou mesmo de pessoas que conhecemos, mas não confiamos, o hormônio não é liberado. “Isso pode levar a um estresse puro, porque o nosso comportamento de manutenção de distância normal é desconsiderado. Nestas situações, nós secretamos cortisol, o hormônio do estresse”, diz Sandkühler.
Abraços não desejados podem ser percebidos como um fardo emocional. “Todo mundo está familiarizado com tais sentimentos em nossas vidas cotidianas, por exemplo, se alguém que não conhecemos chega muito perto de nós sem motivo aparente. Esta violação do nosso ‘espaço pessoal’ é geralmente percebida como desconcertante ou mesmo ameaçadora”, conclui.
Outro estudo recente, da Universdade da Carolina do Norte (EUA), chegou a conclusões parecidas sobre o abraço. A pesquisa descobriu que as mulheres têm maiores reduções na pressão sanguínea do que os homens depois de abraços com seus parceiros. Elas também tinham níveis mais baixos do hormônio do estresse, cortisol.
“O apoio do parceiro está associado a níveis mais altos de ocitocina, tanto para homens quanto para mulheres. No entanto, o efeito potencialmente cardioprotetor da ocitocina pode ser maior para as mulheres”, disse a psicóloga e principal autora do estudo, Karen Grewen.[MedicalXpress, Inquisitr, DailyMail]
Fonte: Hypescience.com
Leia também o post: Aquele Abraço 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Diagnóstico correto de Síndrome do Pânico


- Doutor, faz uma semana que não como, não durmo e não 
bebo água. O que acha que eu tenho?
- Fome, sono e sede.

Uma pessoa pode ter uma ou até mais de uma crise de pânico, mas não sofrer de Transtorno do Pânico. E uma das causas desses ataques isolados de pânico é o abuso de álcool e de outras drogas. 
Inclusive é bastante comum que algumas pessoas só procurem atendimento médico às segundas-feiras, depois de um final de semana bastante "animado". 
Isso pode acontecer num período de intoxicação aguda ou de abstinência.

Existem outras patologias que também devem ser investigadas por apresentarem sintomas semelhantes aos da Síndrome do Pânico. 
São elas:

HIPERTIREOIDISMO - conjunto de sinais e sintomas decorrentes do excesso de hormônios da tireoide;

HIPOTIREOIDISMO - diminuição da tireoide;

HIPERPARATIREOIDISMO - caracterizado pelo excesso de funcionamento das glândulas paratireoides;

PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL - anormalidade cardíaca valvar mais comum, que pode ocasionar fadiga e palpitações. Eu tenho prolapso e faço controle através de exames cardiológicos anualmente. Ainda não encontrei o motivo, mas esse prolapso é bastante comum entre portadores de Síndrome do Pânico e depressão.

ARRITMIAS CARDÍACAS - alterações do ritmo cardíaco normal;

INSUFICIÊNCIA CORONARIANA - deficiência da artéria coronária, responsável pela irrigação do coração;

CRISES EPILÉPTICAS - conjunto de sinais e sintomas que indicam que, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável;

FEOCROMOCITOMA - tumor benigno localizado nas glândulas suprarrenais (85% dos casos), com flutuação da pressão arterial, cefaleia, sudorese, palpitações.

O primeiro passo é procurar um clínico geral. Ele poderá pedir os exames adequados e, posteriormente, encaminhá-lo para um especialista, caso seja necessário.

Muita coragem e paz! 
Cuidem-se! :)

Fonte: Libertas, Mentes Ansiosas, Dr. Drauzio Varella






terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sem Transtorno no Conexão Jornalismo


Esta semana começou de forma muito especial pra mim: tive a alegria de conceder minha primeira entrevista e poder falar sobre o blog!

Essa oportunidade me foi dada pelo colega e amigo Fábio Lau, diretor do Conexão Jornalismo.

Entrevista completa aqui!

Obrigada a todos que frequentam o Sem Transtorno e que me ajudam tanto deixando seus comentários, opiniões, sugestões, participando das enquetes, mandando emails...


Coragem e saúde para todos nós!!! :)




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fobias Específicas: Medo de Dirigir

Dentre os transtornos de ansiedade, existem as "fobias específicas", antigamente chamadas de fobias simples, mas que de simples não têm nada! A fobia específica pode ser explicada como aquele medo extremamente exagerado, que faz a pessoa se desesperar, sair correndo, passar mal e passar vergonha! Tem fobia de inseto, de gato, galinha, de animais em geral, de palhaço (coulrofobia), de elevador... Uma fobia bastante comum é a de dirigir e é sobre ela que vou falar hoje.

Minha irmã nunca conseguiu enfrentar o medo de dirigir. Aos 26 anos, tirou a carteira dela sem problema algum. Fez as aulas numa auto escola, depois as provas, deu tudo certo. No entanto, quando ela saiu de carro sozinha pelas ruas movimentadas do Rio de Janeiro, bateu o pânico e ela nunca mais quis dirigir. Mais de dez anos depois, já morando em outra cidade mais tranquila e com um trânsito menos selvagem, ela tentou novamente. Fez aulas, provas, conseguiu a nova habilitação. Combinou com uma amiga de sair e, quando chegaram ao destino, passou o tempo todo apavorada, só pensando na volta. Ficou muito nervosa, deixou o carro morrer várias vezes e então decretou: nunca mais iria dirigir na vida! Ela acha que não nasceu pra coisa ou então que sofreu algum trauma na infância.

Ao contrário da minha irmã, eu sempre adorei carros e velocidade. Quando criança dizia que ia ser piloto de Fórmula 1.
Assim que fiz 18 anos, me matriculei numa auto escola e tratei de tirar logo minha carteira de motorista. Só fui comprar um carro aos 20 e tantos anos, mas até lá dirigi inúmeros carros de pais e mães dos meus amigos. Nunca tive medo. Hoje, pra completar, ainda tenho moto. Ou seja, apesar da herança genética, eu e minha irmã não desenvolvemos as mesmas fobias. Mas ambas desenvolveram fobias.

Alguns estudos afirmam que pessoas que têm medo de dirigir são extremamente responsáveis, organizadas, detalhistas, sensíveis e inteligentes. Em geral, são muito exigentes e têm medo de errar. Sofrem antecipadamente com um possível erro e acham que estão sempre fazendo alguma coisa errada.
E mais uma vez, as mulheres são maioria, chegando a 80% dos casos.

O tratamento mais eficaz para esta e outras fobias específicas é a psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC). Fazendo uma busca na internet, verifiquei que existem diversos profissionais, além de auto escolas,  que oferecem tratamento apropriado para pessoas com medo de dirigir. Procure um desses profissionais e vá a luta! De preferência, dirigindo! :)

Paz e coragem!

Fonte: Instituto de Psicologia Aplicada, Portal do Trânsito, Mentes Ansiosas, Auto Escola Brasília

sábado, 19 de janeiro de 2013

A Cura



Por que algumas pessoas têm apenas uma ou duas crises de pânico e, depois de um curto tempo de tratamento, se sentem curadas, enquanto outras convivem por tanto tempo com a doença? 

Bom, primeiro porque existem pessoas que têm ataques de pânico por algum motivo específico, mas não desenvolvem o transtorno do pânico, que se caracteriza pela repetição desses ataques e passa a prejudicar e a limitar de forma significante o cotidiano de seus portadores. 

Segundo porque cada pessoa tem um temperamento, um organismo, suas heranças genéticas... "cada caso é um caso". A cura, portanto, na minha opinião, não é necessariamente se livrar dos remédios e do tratamento. Pode ser também conviver com a doença sem sofrer - ou sofrendo menos - com seus sintomas; sem sentir tanto medo, tanta taquicardia, tanta angústia; sem se privar de viver! 

Se não for tratado, o pânico pode nos transformar em pessoas inoperantes, que não conseguem sair de casa nem para trabalhar, nem para se divertir. Por isso incentivo tanto a busca por um diagnóstico certeiro e um tratamento correto. Atualmente existem medicações muito modernas, que não causam dependência e nem tantos efeitos colaterais. E aliado ao tratamento medicamentoso, o tratamento psicoterápico é fundamental. A terapia mais indicada costuma ser a cognitivo-comportamental (TCC), onde o terapeuta funciona como um "treinador" com quem o paciente aprende a enxergar de outra forma seus problemas e a enfrentar os medos que o perseguem.

Lembre-se de que o pânico não prejudica de forma permanente suas funções mentais. "A concentração, a memória, as capacidades intelectuais, a alegria e a sensação de bem-estar são apenas temporariamente suprimidas pelo medo. Tudo pode ser recuperado, e até mesmo melhorado, com a superação do pânico." 

Paz e coragem a todos.
Cuidem-se! :)

Informações retiradas do livro "Mentes Ansiosas" (Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva). 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sugestão de leitura: "Mentes Ansiosas"

Eu e a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva - tietando
Sou fã de carteirinha da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva desde quando uma ex-chefe, atual amiga, me emprestou o livro "Mentes Inquietas". O Mentes Inquietas fala sobre déficit de atenção - vou falar mais sobre ele num outro post - e quem sofre desse problema, assim como eu, também vai achar que a Dra. Ana Beatriz o conhece desde a infância! Bom, passados alguns anos, conheci o "Mentes Ansiosas" e não poderia ter gostado menos. O livro é esclarecedor, não tem linguagem técnica, mas simples e eficaz. Ansioso que se preza não pode deixar de ler!

MENTES ANSIOSAS 
Medo e ansiedade além dos limites
Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora Objetiva


Segundo estudos internacionais, 25% da população sofrem ou sofrerão de transtornos de ansiedade em algum momento de suas vidas. Isso significa que, num grupo de quatro pessoas, é bem provável que uma sofra de transtorno do pânico, timidez excessiva, estresse pós-traumático, ansiedade generalizada, fobias ou TOC. Todos esses problemas estão relacionados a níveis patológicos de angústia e preocupação. 

No entanto, a ansiedade e seu primo-irmão, o medo, nem sempre são negativos. Pelo contrário, eles têm uma função importante, nos protegendo de situações perigosas e contribuindo para um melhor desempenho em tarefas difíceis. Mas, às vezes, não percebemos quando essas sensações são inevitáveis e quando passam a controlar nossas vidas. 

Mentes Ansiosas oferece explicações claras e ferramentas eficazes para compreendermos as origens da ansiedade e do medo e, assim, enfrentarmos o que pode vir a ser o nosso maior inimigo: as preocupações incessantes que teimam em assolar nossa mente.
Medo de altura, de animais, de lugares fechados, de dentista, de dirigir, de falar em público, de sair de casa. E a ansiedade? Que aperta o peito, dá um "nó" na garganta, acelera o coração, provoca o pânico... Ansiedade e medo todo mundo tem, fazem parte do nosso existir. O problema é quando esses sentimentos se tornam excessivos e nos fazem adoecer, transtornando a nossa vida. Neste livro, a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva faz uso de sua experiência clínica para explicar o que acontece quando a ansiedade e o medo extrapolam os limites da normalidade e como podemos superar os transtornos que eles provocam. 

Assista entrevista com Ana Beatriz Barbosa Silva sobre os transtornos de ansiedade:




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ioga contra Depressão e Ansiedade


Ioga contra depressão e ansiedade
A ciência comprova: a ioga é uma aliada no tratamento da ansiedade e da depressão.
por Anderson Moço


A descoberta é de um dos maiores e mais importantes centros de pesquisa do mundo, a Universidade de Boston, nos Estados Unidos. E confirma de forma cabal o efeito ansiolítico da ioga. É que as posturas dessa prática, que une alongamento e meditação, agem diretamente no sistema nervoso central, trazendo calma e relaxamento. Por isso, sugere o estudo, merece figurar entre os mais eficientes métodos alternativos contra a depressão e os distúrbios de ansiedade

Os adeptos da ioga conhecem e propalam esses benefícios aos quatro ventos. Só que pela primeira vez os cientistas relacionaram a prática ao aumento no cérebro dos níveis do ácido gama-aminobutírico, ou GABA, na sigla em inglês, um neurotransmissor que diminui os estímulos nervosos e relaxa as células ali na massa cinzenta. Pessoas com depressão apresentam uma drástica redução na quantidade de GABA, disse à SAÚDE! Chris Streeter, chefe do trabalho americano. 

Os pesquisadores compararam pacientes que fizeram as posturas durante uma hora com gente que passou o mesmo período lendo um livro. Logo depois, com a ajuda de exames de ressonância magnética, analisaram o teor de GABA no cérebro dos praticantes. Houve um aumento de 27% depois da sessão, enquanto que nenhuma alteração foi encontrada nos indivíduos do grupo de leitura. "Esse trabalho prova que a prática ajuda a regular os níveis da substância, assim como as drogas, mas sem efeitos colaterais", ressalta Streeter, que é professor de neurologia e psiquiatria.

Um trabalho feito no Brasil pela psicóloga Juliene Azevedo Oliveira na Universidade Católica de Brasília mostra que os resultados são ainda melhores quando se alia o método a sessões de psicoterapia. Durante seis meses a especialista analisou 32 mulheres que foram divididas em três turmas. Na primeira as voluntárias só fizeram ioga. Na segunda, psicoterapia e, na terceira, ambas.

Pesquisas anteriores já davam conta de que a ioga eleva os níveis de serotonina, outro neurotransmissor que também cai em pessoas com depressão, revela Juliene. Então, é de se supor que a soma das duas substâncias serotonina e GABA resulte em uma química natural, praticamente imbatível contra a tristeza sem fim.
A doutora em psicobiologia e pesquisadora da Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo Elisa Harumi Kozasa é uma entusiasta do uso terapêutico da ioga. "Já se sabe que ela funciona como um ótimo complemento dos tratamentos convencionais, aumentando as chances de cura", conta. A especialista destaca que a prática reúne aliados de uma mente saudável, como a atividade física, a meditação e o relaxamento.
"Ela tende a funcionar muito bem para quem sofre de depressão leve ou moderada, mas, quando a doença é recorrente ou muito severa, fica difícil sentir os efeitos", ressalva, ponderada. Segundo a tradição da ioga, a depressão e a ansiedade resultam de uma baixa na energia vital do corpo em razão da vida agitada e do estresse.
O método procura despertar a consciência e equilibrar o indivíduo para reabastecê-lo, explica a professora Nicole Witek, do Centro Respire Yoga, de São Paulo, que se especializou no tratamento da depressão. A procura no Brasil tem crescido a cada ano. Segundo estimativas da União Internacional de Yoga, hoje são mais de 5 milhões de adeptos no país.

Fonte: site da revista Saúde!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Demora na Busca por Tratamento

Durante muitos anos, convivi com os sintomas da Síndrome do Pânico sem buscar tratamento. Dizem que o ser-humano se adapta à maioria das circunstâncias, então acho que me acostumei com a presença constante do medo, da ansiedade e do pessimismo. Até que um dia não aguentei mais. Meu corpo não aguentou mais! E procurei ajuda. Foram algumas tentativas até aceitar o diagnóstico e iniciar o tratamento, e hoje não sei porque demorei tanto...

A Vida não Vivida
Dr. Artur Scarpato (blog O Estranho que me Habita)

Frequentemente vejo pessoas que chegam (finalmente) para terapia depois de anos e às vezes décadas de sofrimento psicológico. Elas têm suas vidas limitadas pelo medo de ter uma crise de pânico, pelo receio de passar constrangimento numa situação social, por ser escravizado por rituais obsessivos, por temer reviver algum trauma…

Estas pessoas estavam vivendo vidas precárias, privadas de satisfação, empobrecidas de oportunidades, sem nunca terem efetivamente buscado e enfrentado um tratamento psicológico especializado que poderia resolver seus problemas. Muitas destas pessoas iam “levando a vida”, com um controle precário de sintomas, muitas vezes com a ajuda de alguma medicação prescrita anos atrás. Mas o que ressalta aos olhos é a ausência de busca 
de uma ajuda que resolveria de fato o problema.

Quanta vida não estava sendo vivida? O que a pessoa faria se não estivesse consumindo tanto de seu tempo e energia lutando com seu sofrimento?

Hoje a Psicologia vive um desafio importante, de aumentar o conhecimento de sua eficácia, para que as pessoas saibam que existem tratamentos psicológicos especializados para diferentes transtornos psicológicos e que o sofrimento mental não é algo com o qual a pessoa tem que se acomodar tristemente.

A vida pode ser vivida mais plenamente.

(Artur Scarpato é Psicólogo Clínico (PUC SP) e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC SP)


domingo, 13 de janeiro de 2013

Falando em público (vencendo a timidez / fobia social)

No ano passado, depois de quase uma década afastada das salas de aula, voltei a estudar. Que experiência ótima, nunca me senti tão focada nos estudos, tão madura, tão preparada. Até que veio meu primeiro desafio: apresentar um trabalho para a turma de Comunicação Comunitária. Certamente eu era uma das mais velhas, senão a mais velha da turma. Não podia demonstrar "medinho", insegurança, mas como não lembrar do professor que me reprovara três vezes numa mesma matéria porque eu simplesmente não conseguia apresentar um seminário imposto por ele? Bom, pelo menos o trabalho não era individual, eu teria outros três parceiros para dividir comigo aquele momento de terror. Mas, como diz a lei de Murphy: "se alguma coisa pode dar errado, ela dará", e no dia da apresentação meus prezados companheiros de trabalho resolveram "perder a hora" e eu tive que apresentar tudo sozinha. Pra piorar, a turma era notoriamente a mais barulhenta e insuportável de todo o curso... Bom, como eu havia feito o trabalho todo sozinha mesmo, sabia exatamente o que precisava falar. E falei. E foi ótimo, consegui controlar o nervosismo inicial, deixei fluir os pensamentos com calma, respondi a todas as perguntas que a até então barulhentíssima turma me fez (inacreditavelmente, todos ficaram em silêncio), foi incrível! Para coroar minha glória, recebi nota máxima no trabalho e, posteriormente, na prova. Fiquei com 10, nota 10! E o trauma foi pro beleléu! 

Leiam abaixo o texto que a Martha Medeiros também escreveu sobre o assunto:

Falar em Público


Martha Medeiros
"Uma amiga me pede socorro: foi convocada a falar por 20 minutos num evento profissional, ela que nunca palestrou ou participou de qualquer debate com plateia. 
Depois de anos de prática, hoje em dia já não me estresso, mas, no início, madrecita, era um castigo. A boca secava num grau que me impedia de articular as palavras com desenvoltura. No meio da conversa, eu ficava em pânico com a possibilidade de perder o fio da meada, e acabava perdendo, claro. Tinha pavor de estar sendo analisada pelo que estava dizendo, e mais ainda pelo que não era o assunto em pauta: minha excessiva gesticulação, por exemplo. 

Algumas pessoas se sentem mais seguras se há algum conhecido no recinto: a esposa, o marido, um colega. Eu, ao contrário, me sinto mais tranquila - ou menos aflita - diante de estranhos. Sempre me apavorou a ideia de decepcionar meus afetos mais íntimos. Logo, pode-se imaginar o meu estado de nervos quando, em 1999, recebi uma homenagem da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, e na plateia encontravam-se pai, mãe, irmão, cunhada, madrinha, tias e todas as melhores amigas: a máfia reunida. Na hora de agradecer os discursos feitos em plenário, falei por cronometrados dois minutos, nem um segundo a mais - e entre gaguejos. Vexame, vexame, vexame. 

Não era timidez, e sim imaturidade. Não tolerava a ideia de errar, o que é uma autoexigência absurda. Ora, erramos. Trememos. Dizemos bobagens. Não somos doutores em nada, e sim pessoas esforçadas, o que já é um valor. Se alguém tem interesse no que temos a dizer, isso, por si só, já deveria tranquilizar: estamos apenas atendendo a um gentil convite para dividirmos nossa opinião e nosso conhecimento com os outros. Palco, púlpito e microfone são intimidantes, mas não passam de instrumentos para facilitar a comunicação. O segredo, que nem é segredo, é procurar se divertir e não levar esses poucos minutos de visibilidade tão a sério. 
Minha amiga acabou se saindo muito bem. Já esqueceu o sofrimento e está pronta para outra. Sabia. Depois que os fantasmas são exorcizados, a vida destrava." 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Fitoterápicos contra ansiedade e depressão

Conforme falei no post "Depressão - O Mal do Século XXI?", a fitoterapia pode ser uma alternativa para quem não gosta muito da ideia ou tem receio de usar ansiolíticos e antidepressivos. Segue uma matéria bem esclarecedora publicada no site M de Mulher e que confirma o que eu disse: pode ser uma boa alternativa sim, mas a opinião de um médico é essencial. 


Como os fitoterápicos atuam contra
a depressão e a ansiedade



Será que os fitoterápicos funcionam como os remédios tradicionais na hora de mandar o nervosismo e o baixo-astral para longe?

Como alternativa ao uso de ansiolíticos e antidepressivos, que podem causar efeitos colaterais e até dependência, alguns especialistas apontam para os fitoterápicos, que são feitos com plantas e agem de forma semelhante às drogas sintéticas.

No entanto, vale esclarecer uma confusão corriqueira. "Os fitoterápicos, como todo medicamento, passam por uma série de pesquisas para comprovar sua eficácia. Já as plantas medicinais podem ser usadas de outras maneiras, no preparo de chás", diferencia o professor de farmacologia Hudson Canabrava, da Universidade Federal de Uberlândia.

E nem todos os remédios naturais já caíram nas graças dos cientistas. É preciso conhecê-los bem antes de correr até a farmácia fitoterápica mais próxima.

Na hora de comprar fitoterápicos, procure ficar atento ao rótulo do produto. Nele, há o número de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. "Para ser registrado, o remédio deve passar por testes que comprovam sua eficácia, segurança e qualidade", esclarece Mônica Soares, especialista em regulação de fitoterápicos da Anvisa.

Se as crises não são graves, os chás podem ser uma aposta certeira. "Os princípios ativos estão presentes de maneira mais branda, o que reduz a probabilidade de complicações", atesta o psicobiólogo Ricardo Tabach, da Universidade Federal de São Paulo. Busque comprá-los em farmácias de confiança e conferir no rótulo o nome científico da planta.

E, mesmo sendo de origem natural, os fitoterápicos devem ser consumidos com cautela. "As plantas possuem milhares de substâncias químicas capazes de reagir de maneira indesejada com medicamentos alopáticos comuns. A passiflora, por exemplo, que é um calmante suave, causa sonolência excessiva se combinada com outros remédios", adverte Canabrava. Não caia no engano de pensar que as plantas são inofensivas. A orientação médica é indispensável.

Confira abaixo cinco plantas que tranquilizam e têm o aval da ciência:



(1) Melissa, ou Melissa officinalis - Também conhecida como erva-cidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente. Formas de consumo: seu chá é a mais popular.
(2) Camomila, ou Matricaria recutita - Esse tipo de camomila tem efeito calmante. Formas de consumo: suas folhas e flores são empregadas em infusões.
(3) Erva-de-são-joão, ou Hypericum perforatum - É a mais eficiente para combater a depressão.Formas de consumo: usada na produção de medicamentos, ela só pode ser comprada com receita médica.
(4) Passiflora, ou Passiflora incarnata - Essa espécie de maracujá ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão. Formas de consumo: além de chás, seu princípio ativo entra na fórmula de alguns medicamentos.
(5) Valeriana, ou Valeriana officinalis - Suas propriedades são extraídas da raiz. Melhora o sono.Formas de consumo: é usada na produção de fitoterápicos e em chás e infusões, apesar do gosto amargo.

Reportagem: SAÚDE - Edição: MdeMulher

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Famosos Ansiosos - parte 2


ANGÉLICA
Angélica contou em entrevista à revista Joyce Pascowitch que teve um princípio de Síndrome do Pânico depois que deixou seu programa infantil. "Minha vida foi um reality show por muito tempo. Lá pelos meus 23 anos, dei uma pirada, tipo adolescência tardia. Aí, fui fazer análise e procurar entender aquilo tudo. Quis ser uma pessoa normal, namorar, ir para a balada. Foi um período difícil, mas que passou e eu saí muito melhor dele".

BIANCA BIN
A atriz, que atualmente vive a ambiciosa Carolina no remake de Guerra dos Sexos, teve "indícios" de Síndrome do Pânico durante suas férias. Apesar de ter iniciado um tratamento, o que realmente resolveu o problema, segundo ela, foi voltar a atuar. "Tudo isso passou. Foi incrível. O trabalho me faz sentir ativa e com saúde. É o meu eixo. Quando não tem, me sinto desestabilizada", contou ao site O Fuxico.


MARIA RITA
A cantora revelou que teve Síndrome do Pânico em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Ela atribuiu a doença ao estresse provocado pela necessidade de controlar tudo em sua carreira. "Travei o corpo inteiro e  achei que fosse morrer, não conseguia respirar". Maria Rita contou ainda que faz terapia e busca a espiritualidade para deixar de ser uma pessoa difícil.


RENNER (da dupla sertaneja Rick & Renner)
Em entrevista exclusiva à BAND, no ano de 2011, Renner contou que estava com Síndrome do Pânico e que encontrava-se internado numa clínica de reabilitação de Brasília (DF), fazendo tratamento à base de remédios e exercícios físicos. Segundo o cantor, os primeiros sintomas da doença apareceram quatro anos antes, porém agravaram-se quando houve a separação definitiva do ex-parceiro Rick, em dezembro de 2010. “Uma separação, depois de 25 anos juntos, é sempre difícil, e deixa o seu legado”, afirmou.

Veja também: Famosos Ansiosos e Famosos Ansiosos - parte 3

Drogas x Saúde Mental

Capa da revista Galileu - jan/2013
"Maconha faz mal, é claro, e isso não é objeto de discussão entre especialistas. Como acontece com qualquer substância psicoativa, o abuso provoca riscos à saúde. Pesquisadores já mostraram que o uso diário por repetidos anos afeta a capacidade de memorização e de aprendizado. Se começar na adolescência, os danos podem ser irreversíveis. Também se sabe que há uma associação entre o uso crônico da planta e doenças psiquiátricas.
Entre os fumantes de maconha, a incidência de esquizofrenia, depressão e transtornos de ansiedade é maior, embora não haja consenso sobre o que causa o quê - se a doença é ativada pela maconha ou vice-versa. 


Embora a comparação entre os riscos de drogas diferentes ainda gere polêmica na comunidade científica, pesquisas com esse objetivo consideram a maconha menos perigosa do que álcool e tabaco. Uma delas, publicada em 2010 no The Lancet (uma das publicações científicas mais respeitadas no mundo), avaliou o álcool como a quarta droga mais perigosa (atrás do crack, da heroína e da metanfetamina*) e o tabaco como a oitava. A maconha ocupou a 12ª colocação, em uma lista de 20 substâncias". (trechos da matéria de capa da revista Galileu deste mês). 

* A metanfetamina é uma droga parecida com o ecstasy, inclusive costuma ser vendida como ecstasy, mas seus efeitos são piores, mais devastadores. Veja matéria exibida no Bom Dia Brasil.  

Leia também o post Maconha.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Homem e a Síndrome do Pânico


O texto abaixo reflete bem o que acontece com o sexo masculino diante de um problema como a Síndrome do Pânico. Vale a pena a leitura. 
Homens: esqueçam o preconceito e essa ideia machista de que tudo não passa de "frescura". Procurem ajuda, cuidem-se! 
A família e aqueles que realmente gostam de vocês vão agradecer! :)


"Era difícil para ele entender, como engenheiro, que ele tinha pânico, pois não conseguia entender do que ele tinha medo. Só sabia que, de repente, seu coração disparava, começava a suar e uma grande sensação de desorientação tomava conta dele. Quando acontecia no trabalho, ele fechava a cara e se dirigia ao seu escritório. Só saía de lá um bom tempo depois. Lá dentro, tomava medicação indicada por seu psiquiatra e ligava para ele e ligava para sua esposa. Na empresa, surgiu a lenda de que nestas horas que ele se fechava era para pensar e meditar e que ao sair da sua caverna traria uma ideia genial.

Seus subalternos mais imediatos acreditavam que aquele comportamento estranho provinha da sua peculiar inteligência e, como a firma ia de vento em popa e os salários eram bastante bons, ninguém comentava mais nada. Menos um, que já tivera um filho com Síndrome de pânico, mas tinha medo de comentar qualquer coisa e arriscar o emprego.
Problemas de saúde mental ainda são cercados de mistério, preconceito e culpas.

Apesar do sofrimento, ele não mantinha o tratamento como devia. Seu psiquiatra depois de longos e insistentes pedidos fez com que ele fosse ao psicólogo também. Seu psiquiatra comentou com ele até a exaustão que a medicação em conjunção com a psicoterapia era o método mais eficaz e rápido de tratar a síndrome do pânico. Depois de muita teimosia, ele telefonou para o psicólogo que o recebeu em seu consultório.

No entanto, aconteceu o mesmo que já tinha acontecido com os atendimentos que o psiquiatra fazia com ele. Na verdade, ele era um paciente rebelde.
Faltava muito às sessões de psicoterapia, da mesma forma que não tomava a medicação conforme a recomendação do psiquiatra. Logo que se sentia um pouco mais seguro, parava com a medicação ou diminuía a dosagem do remédio, de acordo com o que ele achasse naquele momento.

O psicólogo, que tinha bastante experiência com pacientes com síndrome de pânico, sabia que às vezes era muito importante esperar alguma mudança na vida do paciente para que finalmente ele se engajasse no tratamento.
O paciente encarava as crises dele como um mal necessário, quase como um pagamento pelo sucesso que ele vinha tendo. Na verdade, era como um freio ao seu ímpeto empreendedor. Por outro lado, ele gostava que sua esposa cuidasse dele. Apesar de todo o sofrimento que o acometia, ela estava sempre ao lado dele. Não reclamava e mesmo quando ficavam longos meses sem ter relações sexuais, ela não expressava nenhuma cobrança. Apenas esperava ele “melhorar”. Era como ser mulher de uma pessoa especial. Ele gostava de ser uma pessoa especial.

Anos se passaram e o casamento era estável nos moldes que eles assim o inventaram. Os filhos vieram...
Aquela esposa que de alguma forma para ele era quase perfeita, personificação dos cuidados que ele nunca teve, passa a ser a personificação de uma angústia de abandono.
Ele amava os filhos, quis tê-los, mas agora parecia que tudo tinha mudado. O seu mundo, que ele equilibrava com refinado cuidado entre a doença, o sucesso e a atenção de sua esposa, começou a desmoronar. Começou a se isolar mais a cada dia e a ficar mais agressivo e áspero. O casamento entra em crise e a esposa procura a ajuda de um psicoterapeuta.

O movimento da esposa de se diferenciar da história do seu marido e encontrar um dos ganchos que uniam o passado de um ao outro teve uma repercussão positiva sobre seu marido. Através da ajuda do olhar do psicoterapeuta sobre a história construída por ela de sua família, percebeu que de alguma forma o apoio incondicional que sua mãe dedicava a seu pai, jogador compulsivo e que de forma geral fazia a família penar vergonhas e dívidas, não era muito diferente em essência do que ela fazia em relação ao seu marido.

Durante anos se orgulhara do sucesso de seu marido e de como ela o ajudava e que isso era obviamente muito diferente da penúria e das brigas que aconteciam em sua casa de origem quando a situação se tornava insustentável.

Ele...
Ele procurava ser alguém, para ser amado por alguém. Pensava na frase que sua mãe sempre falava sobre seu pai e que ele ouvia triste e atônito deitado em sua cama. “Ela queria um homem de verdade que a pudesse sustentar como ela merecia, não um banana que se escondia atrás de algo chamado depressão, que ela achava ser vagabundagem mesmo”.

Durantes anos, ele esperou a separação dos pais.
Só havia as brigas e um dia o pai morreu. O médico disse que tinha sido um A.V.C. O filho achou que ele tinha morrido de tristeza. Dessa tal de depressão. Ele sabia, em seu íntimo que um dia um A.V.C. o acometeria. Nenhum médico deste mundo conseguiu tirar isso da cabeça dele. Na verdade, ele esperava o desastre e a solidão.

De alguma forma, ele precisava entender que muito do que sentia era uma mistura da herança da depressão de seu pai, das tensões do dia a dia e da certeza que ele tinha de sua derrocada como expressão de seus sentimentos assumidos como um legado de dor de geração em geração.
Ser uma pessoa especial de certa forma durante muito tempo lhe supriu com um afeto especial de sua esposa, mas agora ele vivia a dor de ver o amor desaparecer dos olhos dela. Ele era agora apenas um provedor e um provedor com problemas. Sua esposa agora era só mãe de seus filhos e sua solidão aumentava dia a dia.

O momento esperado pelo psicoterapeuta tinha chegado. A crise o inspirou a começar o tratamento de verdade. Durante anos ele manteve o vínculo com o psicoterapeuta, mas parecia que estava esperando o momento certo chegar. A paciência do profissional com os atrasos e as faltas dele era uma forma de aceitação de que ele precisava ter.

Na verdade, após seis meses de tratamento, o pânico dele era algo que controlava bem e não mais vice e versa. Na verdade, mais do que controlar, ele não precisava mais do pânico e agora sentia que podia se livrar do eterno medo de ser o receptáculo das criticas que sua mãe fazia ao seu pai. E entendeu porque sempre se perguntou sobre por que seus pais se casaram e agora podia perguntar por que se casou e tentar reconstruir seu casamento."

Texto: Dr. Sergio Garbati - psicólogo

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Check-up

A primeira coisa que normalmente passa pela nossa cabeça quando estamos tendo uma crise de pânico é que estamos morrendo, que vamos infartar, não é? Corremos para um pronto-socorro, passamos por exames, mas nossa pressão e frequência cardíaca estão normais, e voltamos pra casa com o diagnóstico de "crise nervosa" ou de "stress". 

Manter os exames em dia ajuda a diminuir os pensamentos obsessivos relacionados a doenças! 

Saiba qual é a hora certa do check-up
Muitos esperam até meia-idade para exames, mas médicos garantem: medicina preventiva é importante sempre


Michelli Nunes
Diário de S. Paulo


Aquela ideia de que os check-ups frequentes devem começar apenas a partir dos 40 ou 50 anos é mito, alertam especialistas. Mesmo pessoas jovens e saudáveis precisam de acompanhamento médico e de exames preventivos, que podem evitar problemas futuros e, assim, salvar vidas.

"Quem passa por consultas regulares são idosos, mulheres grávidas e bebês com menos de dois anos. No meio disso, existe uma faixa etária que não costuma fazer check-ups. Há idades de maior risco, mas mesmo jovens com saúde devem fazer um acompanhamento", diz Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família.

Alexandre Wolkoff, médico e coordenador do pronto-socorro do Hospital San Paolo, reforça o alerta. "Em todas as idades, precisamos sempre arrumar tempo em nossa agenda para cuidar da saúde."

Para Wolkoff, o ideal é que as pessoas adquiram o hábito de passar por um check-up a cada ano, para que o clínico determine se existe algum problema e encaminhe o paciente a um especialista, se necessário.

Fonte: Rede Bom Dia

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Depressão - O Mal do Século XXI?

Mafalda
Muitos estudiosos apontam a depressão como o mal do século XXI. O motivo seria o grau elevado de stress da vida moderna, obesidade, uso abusivo de álcool e outras drogas.

Todos podemos nos sentir tristes com alguma situação específica, como a perda de um emprego, de uma pessoa querida, uma separação, a partida dos filhos para uma nova vida fora de casa... mas o que difere tristeza e depressão é justamente o motivo - ou a falta do motivo. Na depressão, nem sempre existe uma causa definida. Ela simplesmente acontece e se instala.


O tratamento varia de um paciente para outro. Existem vários tipos de antidepressivos, cada vez mais modernos, que podem ser usados. Vai depender de cada caso, das condições físicas do paciente e de doenças pré-existentes. Para isso, é importante que se procure um médico para que ele avalie essas condições e prescreva a medicação ideal. Se o paciente não se adaptar a esta primeira medicação, existem várias outras que podem ser testadas. 

Os antidepressivos têm sido eficazes em 75 a 90% dos casos. A eficiência de todos é semelhante, o que costuma mudar são os efeitos colaterais de cada um. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em dois meses e a pessoa pode se considerar clinicamente curada, mas alguns critérios sugerem que a partir do terceiro episódio de depressão o tratamento deve se prolongar por toda a vida. 


O meu caso parece ser este. Acho que vou ter que tomar remédio pra sempre, como um hipertenso toma remédio para pressão ou um diabético sua insulina. Pra mim o importante é garantir qualidade de vida. Se pra isso for preciso tomar remédio, só me resta agradecer a existência desse remédio! Mas que foi difícil aceitar essa "necessidade", isso foi.

Além das medicações "tradicionais", existe também a opção pela fitoterapiaProcure se informar com um médico se no seu caso trata-se de uma boa indicação. Os remédios alopáticos costumam ser caros e a fitoterapia seria uma boa alternativa, ainda mais no Brasil, onde temos uma flora tão rica. 

Desde criança minha mãe me dava alguns medicamentos fitoterápicos (industrializados), como Passiflorine, Maracujina... já adulta me receitaram Serenus também. 

"A compreensão dos aspectos psicológicos da depressão é a base para várias abordagens possíveis para o tratamento". 

Além da medicação, para maior eficácia o tratamento geralmente é composto por acompanhamento psicológico. A psicoterapia mais usada nesses casos é a cognitiva comportamental, onde o psicólogo ajuda o paciente a entender e enfrentar melhor determinadas situações. É importante que o paciente se identifique com o psicólogo, que tenha empatia e se sinta à vontade para falar sobre si. Eu, por exemplo, já tive quatro psicólogas. Com uma delas fiquei por três anos seguidos, mas nunca havia falado sobre um grande trauma de infância que só fui falar com uma outra psicóloga com quem me tratei posteriormente. Com esta eu me sentia mais segura para falar sobre assuntos mais delicados e íntimos.
  
Para finalizar, não importa qual tratamento decida seguir, o importante é se cuidar e se sentir bem. :)

(Fonte: fitoterapia.com.br; webartigos.com)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Rir é o melhor remédio

Se rir não for realmente o melhor remédio, é pelo menos um excelente remédio contra o desânimo e a tristeza. E se tem uma coisa da qual me orgulho em mim, é do meu senso de humor. Da minha capacidade de rir, mesmo quando as coisas não estão lá muito favoráveis pro meu lado!

Então, para celebrar o ano que começa, vou fazer o Top 5 dos vídeos que mais me fizeram rir em 2012. Quem sabe não consigo arrancar algumas risadas de vocês também? :)

Feliz 2013 para todos! O blog terá muitas novidades este ano, espero que gostem! 

1 - “Nada, nada, nada, nada”...

Meu enteado ficava cantarolando uma musiquinha engraçada o tempo todo, mas eu não fazia ideia do que era, até que ele me mostrou esse vídeo. Eu ri MUITO!!!!!!!!! O que é esta senhora cantando??? Parece a voz do Mickey com sotaque nordestino!? Decoramos a letra e cantamos o tempo todo aqui em casa! :)

2 - Para nooooossa alegriaaaaa!!!


Mais uma pérola apresentada pelo meu garimpador de vídeos cômicos oficial, o meu querido enteado-adolescente. Teve gente que não achou a menor graça, mas nós achamos MUITA graça por aqui!!! Rimos muito junto com a "Suelen". Foi o vídeo do ano pra mim! Simples e espontâneo. :)

3 - Hamsters corredores

Alguns podem achar que é maldade, mas quem nunca teve vontade de rir de alguém levando um tombão na rua, que atire a primeira pedra! :)

4 - Lago congelado

    Não sei o que o desavisado do gringo fala antes de pular, mas é muito engraçado vê-lo cheio de atitude e depois "quicando" no lago congelado. Com os muy amigos rindo sem parar, aí é que não dá pra parar de rir também! :)

5 - Partoba

    Não tente comparar o Partoba com as Videocassetadas do Faustão: a narração de Rodrigo Piologo - que é um dos criadores do Mundo Canibal e é indiretamente da minha família e eu adoro tirar uma onda - é uma atração a parte! Esta é a última edição, ainda existem outras 12 pra vocês assistirem. Experimentem também "As Pessoas Mais Inteligentemente Burras da Terra". :)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Famosos Ansiosos

Não somos apenas nós, pessoas anônimas para a maioria dos habitantes do planeta, que sofremos com transtornos de ansiedade não! Vou mostrar pra vocês que isso pode acontecer com qualquer um, inclusive com pessoas famosas, que são aparentemente bem-sucedidas e felizes.


LILIA CABRAL

Em entrevista concedida à revista Contigo!, a atriz revelou que teve depressão e Síndrome do Pânico quando perdeu a mãe, aos 30 anos. Ela admitiu ainda que, em momentos de crise, costuma tomar remédios.



EMMA STONE 

A atriz americana contou à revista “Vogue” que cresceu com Síndrome do Pânico. “Eu era apenas uma espécie de pessoa imobilizada pela Síndrome do Pânico. Eu não queria ir para a casa dos meus amigos, também não queria sair com ninguém e ninguém entendia”, explicou ela. Felizmente parece que as coisas mudaram bastante para Emma. No recente filme “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), ela brilha ao lado do namorado, o protagonista Andrew Garfield. 


LUCIANA VENDRAMINI 
A modelo e atriz, que foi símbolo sexual nos anos 1990, passou quatro anos fora de cena por causa do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Em matéria publicada no site Ego, Luciana conta que chegou a ficar dez horas debaixo do chuveiro e um ano inteiro sem sair de casa. Ela também teve depressão. Depois de ter algumas recaídas, hoje Luciana diz que vive tranquilamente graças a muito tratamento e disciplina. Ela ainda se medica e faz análise.


DEBORAH BLANDO 

De acordo com matéria publicada no site R7, a cantora, que também ficou muito famosa nos anos 1990, passou nove anos afastada das câmeras. “Refém do medo”, Deborah passou a tomar muitos medicamentos. Atualmente, ela substituiu os remédios pela meditação e psicanálise, e está retomando a carreira.


MÔNICA IOZZI 
A ótima repórter do “CQC”, da Band, sofre de Síndrome do Pânico e, por conta disso, recebe alguns cuidados a mais da produção do programa. Por exemplo: ela só vai para Brasília, onde grava praticamente toda semana no Congresso Nacional, de ônibus, enquanto o resto da equipe vai de avião. 



Como vocês podem ver, qualquer pessoa, inclusive famosa, bonita, talentosa, divertida, inteligente etc, pode sofrer de algum transtorno psicológico. E ainda assim, ser capaz de trabalhar, e muito bem! :)

Veja o Famosos Ansiosos - parte 2

sábado, 29 de dezembro de 2012

As Mulheres e o Pânico

Mulheres são principais vítimas 
Vocês sabiam que as mulheres são mais afetadas pela Síndrome do Pânico do que os homens? É verdade, o pânico, assim como outros transtornos de ansiedade, é duas vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Síndrome do Pânico atinge cerca de 2% da população mundial e a incidência da doença sobre as mulheres seria três vezes maior que nos homens.

Uma pesquisa publicada pela Revista Brasileira de Psiquiatria afirma que as mulheres apresentam um risco significativamente maior para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade ao longo da vida. Segundo essa pesquisa, “diversos estudos sugerem maior gravidade de sintomas, maior cronicidade e maior prejuízo funcional dos transtornos de ansiedade" entre elas. "Apesar disso, os motivos que levam a este aumento de risco no sexo feminino são ainda desconhecidos e precisam ser adequadamente investigados”.

O que se sabe é que as mulheres também são maioria no que se diz respeito à procura por tratamento. De um modo geral, os homens resistem mais à ideia de buscar ajuda,  provavelmente porque muitos ainda acham que o que sentem é “frescura”. O que não é verdade!