terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sintomas do Pânico


Olá! Conforme prometido, vamos abordar os sintomas de uma crise de pânico descritos no livro do Fernando Mineiro. Vou destacar em negrito os que eu senti.

Sintomas clássicos:
  1. Calafrios

  2. Confusão mental

  3. Despersonalização (eu sentia um vazio, uma sensação muito estranha de que eu podia perder a minha identidade)

  4. Desconforto abdominal (senti uma vez, muito forte)

  5. Distorção da realidade (acho que o pânico já é uma distorção da realidade)

  6. Dor ou desconforto no peito (sim, parece que você está infartando!)

  7. Falta de ar

  8. Fechamento da garganta (e a boca fica seca, e você mal consegue engolir a saliva)

  9. Formigamento (principalmente no braço esquerdo e na ponta dos dedos da mão esquerda)

  10. Medo de morrer (MUITO!!!)

  11. Medo de enlouquecer ou de cometer ato descontrolado

  12. Náuseas

  13. Ondas de calor (na primeira crise eu senti)

  14. Palidez (e a boca fica roxa)

  15. Palpitações ou taquicardia (principal sintoma, no meu caso)

  16. Sudorese

  17. Vertigem ou sensação de desmaio

Outros sintomas:

  1. Sobressalto ao acordar

  2. Atordoamento (total)

  3. Boca seca (parece que eu não bebo água há uma semana)

  4. Cabeça pesada

  5. Contrações musculares (Como se fossem espasmos? Sim. Na sombrancelha, nos dedos das mãos...)

  6. Extra-sístoles (isso eu vou explicar num outro post, mas eu sinto sim)

  7. Flatulência (formação de gases) (haja Luftal! rss)

  8. Intestino solto

  9. Irritabilidade (associada à introspecção)

  10. Metabolismo acelerado (já cheguei a perder 8 kg num período de ansiedade e depressão)

  11. Pés e mãos gelados

  12. Rubor facial

  13. Sede constante

  14. Urinar com frequencia

  15. Zumbido no ouvido (me disseram que também pode ser labirintite)
Queria saber qual é o sintoma mais frequente entre vocês. E qual deles incomoda mais?
Fiquem bem, cuidem-se.
E paz para o Rio de Janeiro!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Fernando Mineiro


Autor: Fernando Mineiro

Por diversas vezes já toquei no nome do Fernando Mineiro aqui no blog e citei artigos que ele publica no site dele ou me encaminha por email. Bom, a partir de hoje vou comentar um pouco mais sobre o livro e o trabalho do Fernando, que não conheço pessoalmente mas admiro pelo seu esforço em manter os portadores de Transtorno do Pânico bem informados e amparados, seja através de seu site, ou através de seu livro ("Tenho a síndrome do pânico, mas ela não me tem!"), ou ainda através do GruPan (Grupo de apoio aos portadores do Transtorno do Pânico), que ele coordena.
O Fernando tem 63 anos, teve a primeira crise de pânico aos 14 e convive com o transtorno, sem crises, há uns 15 anos. É industrial aposentado e astrônomo amador. Tanto seu site como seu livro servem como fonte de consultas a portadores e familiares de portadores do Pânico. Logo no início do livro, ele narra a primeira crise de pânico que teve:

"... sem nenhum motivo aparente, meu coração disparou. Uma onda de calafrios percorreu-me o corpo. Comecei a suar frio e a ter uma sensação de que ia desfalecer. Meu peito doía, sugerindo que eu estivesse tendo um ataque cardíaco. Em seguida, veio a falta de ar. Parecia que algo estava fechando a minha garganta. Faltava-me o chão. Pensei que o meu fim chegara".

Acredito que todos que sofrem de Pânico já passaram por um momento desses, não é? Eu tive duas grandes crises como essa e outras não tão fortes, mas muito angustiantes também. Ao longo desses 12 anos que convivo com o TP, meu principal sintoma é a taquicardia e os maus pensamentos de que alguma coisa ruim pode acontecer, e sempre comigo.

Pois bem, o livro do Fernando nos dá dicas de relaxamento também e esclarece várias dúvidas. Para encomendar o seu, entre em contato através do email: fmineiro@yahoo.com.br .

No próximo post falarei mais um pouco sobre os sintomas do TP.

Juntos vamos vencer isso tudo.
Coragem, otimismo e serenidade para todos. :)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Boas novas


Traduzindo:
"Estou indo ao mercado, não abra a porta, não importa quem seja! Ok?"
Mafalda: "Ok". ... "Mamãe!" "E se for a felicidade?"
Eu adoro a Mafalda!!! :D

Pessoal, recebi algumas mensagens muito positivas neste final de semana de pessoas que frequentam o meu blog e que dizem se sentir melhores, inclusive uma menina de 16 anos contou que não precisa mais tomar remédios. Conseguiu melhorar tanto graças às dicas de controle de ansiedade que o médico suspendeu a medicação! Não é incrível???

Então em homenagem a essas pessoas e pensando em todas as outras que ainda sonham com a cura (como eu!!! rss) e que certamente alcançarão, aí vão outras dicas para controlar o estresse. Desta vez dadas pelo médico Alessandro Loiola e publicadas no Yahoo.

Muito se fala em controlar o estresse, mas quem é capaz de controlar todas as situações que a vida coloca no nosso caminho? Ninguém.

Entretanto, o que você PODE e DEVE fazer é controlar a maneira como seu corpo responde aos desafios à sua frente. Para lidar em paz com os dias nervosos deste novo século, costumo indicar o seguinte:


Durma

Por mais contraditório que possa parecer, os cientistas já provaram que dormir ajuda a resolver problemas. Isso porque seu cérebro não pára e, durante o sono, ele se sente mais livre para procurar novas conexões neuronais - e em uma delas pode estar aquela solução que você tanto procurava!

Nunca subestime o poder solucionador que uma rápida soneca é capaz de oferecer, mas não use isso como desculpa para dormir em serviço. (rsss)

Alimente-se direito

Depois daquela discussão, o menos recomendável é sair para um cafezinho: o café é um estimulante do sistema nervoso e irá aumentar seu nível de irritação, dando mais combustível para outra meia hora de bate-boca.
O melhor para manter o equilíbrio é tomar bastante líquido o dia inteiro e seguir uma rotina alimentar baseada em frutas, vegetais, legumes e carnes brancas.

Pratique exercícios regularmente
Pode parecer repetitivo, mas os problemas não são assim também? Está provado que os exercícios melhoram a saúde física e mental. Agora levante dessa cadeira e leia o restante desta crônica correndo em círculos pela sala.
Tenha hobbies
Um hobby pode ser classificado como algo que relaxa e distrai, ao mesmo tempo em que estimula e organiza seu mundo interior. Desenhar, praticar jardinagem, tocar algum instrumento musical ou conversar com velhos amigos (e fazer outros novos) são bons exemplos. (fiz uma vez um curso de artesanato que foi uma boa terapia)
Mime-se
Você guardou tanto para aquele carro, porque não faz o mesmo esforço para presentear-se com uma viagem ou três dias em um SPA? (tuuuudo de bom!!!)

Estimule sua mente
Uma situação estressante não é uma ameaça, mas um desafio para o seu raciocínio. Considere seu cérebro como o músculo mais especializado do seu corpo. Não o deixe atrofiar por falta de estímulo!
Cabeça erguida sempre
Caiu? Levante. Errou? Peça desculpas e siga em frente. Olhe atentamente: o mundo está sob seus pés, não sobre seus ombros.
Processe suas emoções
Ao sentir uma emoção forte que poderá repercutir sobre você de modo negativo, guarde-a para si por alguns segundos, minutos, horas ou mesmo dias, até ser capaz de fazer uma análise mais racional do que ocorreu.
Exteriorizar o que você está sentindo não é o mesmo que despejar um caminhão de frustrações sobre o primeiro vivente que cruzar seu caminho.
E acredite em algo
Pessoas "espirituais" tendem a ser mais saudáveis que pessoas "não-espirituais". A prece e a meditação são ferramentas úteis para aliviar o estresse, e nos dão uma consciência mais serena sobre quem somos, quais são os nossos limites e o que realmente tem importância nessa vida.
(*) Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor, palestrante, autor de Vida e Saúde da Criança e Crianças em Forma: Saúde na Balança (www.editoranatureza.com.br). Fale com ele pelo e-mail: aloiola@brpress.net
Uma ótima semana a todos, coragem, saúde e paz! :)

domingo, 12 de julho de 2009

Pedidos



Estou num momentos "cartunistas". Esta é a Maitena.

Se você desse de cara com Deus, ou com Papai Noel, ou com aquele / aquilo que você mais acredita, o que pediria???

Acho que eu pediria isso: minha cura espiritual e consequente cura física; fim dos medos, das inseguranças, dos pensamentos negativos, da falta de esperança em alguns momentos; êxito profissional, prosperidade (dinheiro mesmo! rss); que nosso planeta seja habitado por pessoas gentis, honestas, educadas, cultas, com senso de humor; boa música; comidas gostosas que não engordem; aumento dos seios sem silicone (inchaço pré-menstrual não vale); peço ainda saúde para mim e todos que amo; fé inabalável; amigos sinceros e divertidos; meu amor correspondido, mais amor ao próximo, mais amor por mim mesma, amor, amor, amor...

domingo, 28 de junho de 2009


A ABRATA (Associação Brasileira de Transtornos Afetivos) divulga:

No dia 30/06, próxima terça-feira, na TV Globo, programa Mais Você, que vai ao ar das 8h10 às 9h40, será exibida uma gravação sobre DEPRESSÃO em que duas voluntárias da ABRATA foram entrevistadas: Profª Drª Helena Calil, que falará sobre esse mal que afeta grande parte da população, e a Engª Bernardete de Araujo, que dará seu depoimento sobre Depressão, enfatizando como conseguiu manter o controle da doença e, dessa forma, melhorar sua qualidade de vida, em todos os sentidos. Assistam e divulguem! Muitos poderão ser beneficiados com sua atitude.

sábado, 13 de junho de 2009

10 dicas para dormir melhor


10 dicas para dormir melhor


1- Antes de ir para o quarto, é fundamental aplacar as ansiedades do dia-a-dia. Não vá para a cama assim que chegar do trabalho. Primeiro tome um banho morno, procure relaxar, para só então ir se deitar.
2- Desligar a TV e o computador é um método bastante eficaz. A luz desses aparelhos atrasa a produção das substâncias responsáveis pelo aviso de que é hora de dormir.
3- Exercícios físicos devem ser feitos até quatro horas antes de ir dormir, ou o corpo ainda estará agitado. Na cama só vale a atividade sexual que, aliás, é ótima para relaxar.
4- Um chá também ajuda, porém, é preciso escolher as ervas certas. Nada de tomar chá preto ou verde. Infusões de melissa e camomila induzem ao sono e ainda melhoram a sua qualidade.
5- Coma pouco à noite. Faça uma refeição leve, usando, por exemplo, aspargos, palmito, arroz, batata, aveia e soja. Tomar sopas com esses ingredientes é uma excelente pedida, principalmente nas noites mais frias.
6- Aquele bife suculento jamais deve ser comido à noite, porque a proteína que compõe esse alimento ativa o sistema nervoso simpático, responsável, entre outras funções, por deixar seu corpo em estado de alerta, favorecendo, assim, maior descarga de adrenalina.
7- Um ritual interessante é depois do banho morninho, acender uma lâmpada azul e pingar algumas gotas de óleo de lavanda no travesseiro. Essa técnica acalma os pensamentos, relaxa o corpo e induz a um sono melhor.
8- Um copo de leite morno também ajuda a encontrar o caminho para um sono tranqüilo, porque o alimento possui (em concentração não muito grande, é verdade), o triptofano, que é um precursor de serotonina, outro neurotransmissor que está fortemente associado ao relaxamento profundo.
9- Não se engane com aquela relaxadinha gostosa que o álcool oferece, porque, após alguns goles, essa substância pode afrouxar estruturas da região da faringe comprometendo a respiração. O resultado é o insuportável ronco, que prejudica as fases do sono, ou o efeito rebote, que é quando a pessoa acorda várias vezes no meio da noite.
10- Procure dormir, ao menos, sete horas por noite.

Encontrei essas dicas e várias outras bem legais no site "Minha Vida - Saúde, Alimentação e Bem-Estar"

Tranquilidade, amor e cura para todos nós!
Seguirei agora o item 2. rss

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Pânico x Fé


Me disseram uma hora dessas, mais precisamente hoje na hora do almoço, que eu sou uma pessoa "muito bem programada para resistir".
No caso, para resistir à fé.
Fiquei pensando nisso o resto do dia e cheguei à conclusão de que realmente, ao longo da minha vida, não recebi muitos - nem bons - estímulos para me espiritualizar.
 
1) Na infância, a maior experiência que tive nesse sentido foi acompanhar uma tia à igreja e me sentir um tanto inferior por não poder receber aquele "biscoitinho achatadinho" como todas as outras pessoas. Minha tia me disse que era porque eu não tinha feito primeira comunhão... ela também me disse que o biscoitinho não tinha gosto, mas ele me parecia bem gostoso. Ainda mais dado na boquinha!
 
2) Estudei a infância toda e parte da adolescência numa escola humanista, que possuía sua própria filosofia e onde não se comemorava nenhuma data cristã. Páscoa, festa junina, Natal... nada disso a gente festejava.
 
3) Meu pai não acreditava em nada e ainda criticava os padres.
 
4) Minha mãe acreditava em tudo, mas ao mesmo tempo acabava não acreditando em nada muito seriamente. Acho que só no poder das velas de sete dias, porque essas se revezavam e nunca apagavam em cima da geladeira. Era a tocha olímpica lá de casa.
 
5) Na adolescência, minha banda de rock preferida se chamava Faith No More (traduzindo: "Fé Nunca Mais"). Precisa comentar? ;)
 
Bom, então acho que definitivamente fui "bem programada" sim.
 
Só que, na verdade, eu não resisto à fé porque quero. Minha dificuldade é deixar de lado esse bloqueio, essa "programação" que existe em mim e me aprofundar nessa questão. Acho muito difícil deixar de lado tantos anos de uma convicção - ou de falta de alguma, já nem sei mais -, mas confesso que queria conseguir ter essa fé cega que vejo em algumas pessoas. Talvez sofresse menos.
 
 
Esperança para todos!
E fé pra quem é capaz! ;)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Wikipédia

Sofro com a Síndrome do Pânico há mais de 10 anos. Todos os dias, em algum momento, sinto um frio na barriga e meu coração acelera. Do nada.
Geralmente quando estou em casa, longe de qualquer stress ou cobrança comuns no ambiente de trabalho, isso não acontece. Só quando entro no banho. Engraçado isso, tenho a maior fobia no box. Às vezes tenho que sair apressada e molho o banheiro todo. Vai entender.

Mas há três anos mais ou menos comecei a fazer terapia e depois, acho que há um ano, comecei a usar fluoxetina. Caramba, quanta diferença!

Fico impressionada com a capacidade desses cientistas e pesquisadores. Como eles conseguem descobrir esses remédios???
Pois então, essa semana passei dois dias sem tomar a bendita fluoxetina. Resultado? Fiquei perdidinha. Os sintomas voltaram com tudo, bateu aquela angústia e fiquei muito, mas muito mau-humorada.
Deu uma tristezinha também por me sentir uma "dependente química", sabe? Como se minha evolução profissional e pessoal fossem fruto de uma sensação ilusória. Mas aí fui ontem à minha psiquiatra e falei isso pra ela. "Não tem nada a ver", ela me disse. Simplesmente eu não devia ter interrompido o tratamento de repente, ele tem que ser reduzido aos poucos até ser excluído de vez.
Nosso cérebro se acostuma com aquela substância e quando você a elimina de uma só vez, ele sente falta. Você tem que retirar aos poucos pra que seu organismo vá trabalhando para compensar essa falta. Até chegar o dia em que você não vai tomar nadinha e estará novinho em folha.
Bom, eu acreditei nisso.
Segue essa definição da Wikipédia, bem animadora também. ;)


O Transtorno do Pânico ou Síndrome do Pânico é uma condição mental psiquiátrica que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes.

Sintomas
Indivíduos com o transtorno do pânico geralmente têm uma série de episódios de extrema ansiedade, conhecidos como ataques de pânico. Tais eventos podem durar de alguns minutos a horas, e podem variar em intensidade e sintomas específicos no decorrer da crise (como rapidez dos batimentos cardíacos, experiências psicológicas como medo incontrolável, etc.).Alguns indivíduos enfrentam esses episódios regularmente – algumas vezes diariamente ou semanalmente. Os sintomas externos de um ataque de pânico geralmente causam experiências sociais negativas como vergonha, estigma social, ostracismo, etc.). Como resultado disto, boa parte dos indivíduos que sofrem de transtorno do pânico também desenvolvem agorafobia.

Ocorrência
O transtorno do pânico é um sério problema de saúde mas pode ser tratado. Geralmente ela é disparada em jovens adultos; cerca de metade dos indivíduos que têm transtorno do pânico o manifestam antes dos 24 anos de idade, mas algumas pesquisas indicam que a manifestação ocorre com mais freqüência dos 25 aos 30 anos. Mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolverem o transtorno do pânico do que os homens.O transtorno do pânico pode durar meses ou mesmo anos, dependendo de como e quando o tratamento é realizado. Se não tratado, pode piorar a ponto de afetar seriamente a vida social do indivíduo, que tenta evitar os ataques e acaba os tendo. De fato, muitas pessoas tiveram problemas com amigos e familiares ou perderam o emprego em decorrência do transtorno do pânico. Alguns indivíduos podem manifestar os sintomas freqüentemente durante meses ou anos, e então passar anos sem qualquer sintoma. Em outros, os sintomas persistem indefinidamente. Existe também algumas evidências de que muitos indivíduos – especialmente os que desenvolvem os sintomas ainda jovens – podem parar de manifestar os sintomas naturalmente numa idade mais avançada (depois dos 50 anos). É importante, entretanto, não alterar qualquer tratamento ou medicação em andamento sem um acompanhamento médico especializado.Para indivíduos que procuram tratamento ativo logo no início, grande parte dos sintomas pode desaparecer em algumas poucas semanas, sem quaisquer efeitos negativos até o final do tratamento. Transtorno do Pânico é 100% curável.

Viram só?

Coragem e paz.
E ânimo!!!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Superação

Hoje quero dedicar esse post a mim! Quero dizer o quanto me orgulho de mim mesma!!! rss
Não, não estou tendo uma crise megalomaníaca! Tive um reconhecimento profissional incrível hoje e só estou um pouco eufórica, muito feliz mesmo! E acho, acima de tudo, que mereço isso!!! Mereço o reconhecimento (mesmo que tardio) e cada centavo a mais que entrar na minha conta!!!! rss

Tive minha primeira crise nervosa, logo diagnosticada como um ataque de pânico, em 1997. De lá pra cá me senti diferente dos outros, pior que os outros. Frágil, suscetível, insegura, maluca e burra, prá não passar as próximas 24 horas aqui enumerando os maus atributos. Mas resolvi tocar minha vida, do meu jeito meio doido mesmo, encarando minhas dificuldades todas, batalhando pela melhora - que é difícil demais -, mas fui em frente.

Hoje me vejo como uma mulher forte, responsável, e ainda me tornei uma mãe ultra dedicada e amorosa pro meu filho, o meu maior orgulho! E apesar de ainda não saber fazer um pão com ovo que preste (não, isso eu sei sim!), me transformei na minha verdadeira heroína. Praticamente uma Mulher Maravilha. :)

Coragem e sucesso.
Kissu. :o**

domingo, 15 de junho de 2008

É Proibido Chorar


Acabei de ler um artigo bem interessante sobre a diferença entre a tristeza e a depressão. Eu já tinha lido sobre isso algumas vezes, mas a abordagem é muito boa. Claro que na dúvida o diagnóstico cabe a um especialista, no caso um bom psiquiatra e/ou um bom psicólogo, mas talvez você não sofra de depressão e ainda não saiba disso!!! Já pensou???!!!!

Tristeza ou depressão?
Saiba diferenciar cada sentimento e tratá-lo de maneira correta

"A vida não é do jeito que deveria ser. É do jeito que é. O jeito que você lida com ela é que faz a diferença" Virginia Satir
Quando nos sentimos para baixo, tristes e angustiados, vem junto o peso e o medo de se sentir assim: medo de que esse estado de ânimo se torne permanente e tomar conta de nós. Vivemos hoje a era da proibição da tristeza . Pessoas que se sintam tristes são criticadas, rechaçadas, excluídas. Temos receio de expressar nossos sentimentos e ver nossos amigos se afastarem de nós.
O uso indiscriminado de antidepressivos criou uma geração que tem dificuldade em lidar com a tristeza. Criou-se o mito de que não podemos chorar por nossas experiências difíceis nem ter sentimentos ruins , como tristeza, raiva, medo. Gerou-se, então, a idéia que toda e qualquer tristeza deve ser combatida, tratada, medicada. Há um clima de pouca tolerância e paciência com pessoas que estão tristes.
Uma tristeza não expressada, entretanto, pode trazer muito stress e levar-nos somatizar, ou seja, a transportar nossos conflitos psíquicos para o nosso corpo, quando não nos permitimos elaborá-los e expressá-los de forma plena e consciente. Por tudo isso, é importante saber a diferença entre tristeza e depressão.
Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, sem interesse e sem vontade de fazer as coisas comuns da sua rotina. Também pode ter mais dificuldade de se concentrar, se sentir mais cansada e com menos apetite. Seu padrão de sono também pode mudar, levando à insônia ou então a dormir excessivamente. Já a tristeza é um sentimento natural decorrente da perda de algo que nos é caro, seja de um relógio, um emprego, um casamento ou uma pessoa.
Viver a tristeza nos permite elaborar a perda. Como qualquer sentimento, não podemos escolher sentí-lo ou não. O que está sim em nosso poder é como vamos agir em decorrência do sentimento. Podemos viver a tristeza e esgotá-la, ou podemos ignorar sua presença em nossa alma e passar para uma atividade mais produtiva, que também funciona como um desvio, algo que não nos faça dar atenção a ela.
Mas você pode estar se perguntando: que vantagem eu tenho em viver a tristeza? É horrível sofrer, e se eu posso esquecer e não sofrer, eu prefiro! Em primeiro lugar, ao viver a tristeza você estará se respeitando.
Respeitando sua dor, sua necessidade, seu corpo e sua mente. Em segundo lugar, o sofrimento tem um poder incrível de nos fazer crescer. É nos momentos de crise que somos mais produtivos. Quando sofremos uma perda, uma porta se fecha. Em conseqüência disso, contudo, infinitas outras se abrem. É a possibilidade da mudança e do crescimento. Nietzsche já dizia que aquilo que não nos mata nos fortalece.
Não tenha medo de se entregar à tristeza. As nossas lágrimas são como a água de um galão. Há uma quantidade a ser chorada. E isso é inevitável. Podemos escolher chorar no momento em que a dor se faz presente como uma reação a um evento desagradável, ou podemos adiar a vivência da dor. Mas o adiamento só faz com que ela aumente, cresça e tome vida própria, podendo acabar tomando conta de nós. Este é um dos verdadeiros riscos de cair em depressão.
Dra. Cecília Zylberstajn é Psicóloga pela PUC-SP, Psicodramatista e Psicoterapeuta de Adolescentes e Adultos. Para saber mais, acesse: http://www.ceciliaz.com.br
Uma ótima semana pra todos! Paz!!!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Osso duro de roer

Rebelde, teimosa, cabeça-dura, gênio difícil...
Escutei esses "elogios" durante toda minha vida. E com razão.
Mas aprendi que os capricornianos eram assim mesmo, turrões. Não que isso justificasse, mas ao menos me tranqüilizava um pouco, afinal existia uma explicação cósmica para o meu defeitinho de fábrica.

Ontem de manhã, durante minha sessão de análise, falei muito sobre essa minha faceta. Sobre como sou infeliz sendo assim tão rígida e intransigente com os outros e comigo mesma. Fico remoendo os problemas, as brigas, e de repente explodo. E aí... salve-se quem puder, o estrago é incalculável. Quando percebo, já falei um monte de desaforos, já agredi até a quinta geração da pessoa e ainda saio socando as paredes e o que mais vir pela frente.

À tarde, checando meus emails, lá estava uma mensagem do Fernando Mineiro (aquela pessoa iluminada que preside o Grupan e nos ajuda tanto com suas mensagens de apoio e esclarecimento). Mais uma vez, ele acertou em cheio.

Pavio curto
Por: Fernando Mineiro
Ter ou não ter pavio curto... Tudo se resume em aceitar ou não uma provocação ou agressão verbal. Quando aceitamos, nossos valores nos impõe a uma resposta imediata à situação, com retaliações acima ou no mesmo nível da agressão recebida, ou seja, explodimos. Isso resulta em estresse, tensão e prejuízo à nossa saúde. Quem agride, quer esse comportamento, se sente vitorioso.

Quando não a aceitamos, a agressão retorna ao seu agressor que se sente pequeno por não ter conseguido seu intento. Nossos valores permanecem intocáveis e não nos prejudicamos física e psicologicamente. Agindo assim, não precisamos guardar ou remoer mágoas, socar mesas e nem nem nos estressar.

A pessoa "pavio curto" requer uma ação imediata, o que a impede de ver outras saídas para uma situação de conflito. Por essa razão, sempre se lamentará mais tarde por atitudes impensadas. Valha-se de uma boa noite de sono para ter outras opções de ações.

Em uma discussão onde os valores não são respeitados, não há vencedores, só vencidos.



E se você ainda não viu, veja no post abaixo uma entrevista sobre transtorno do pânico com o Fernando.
Um ótimo final de semana! Paz!

sábado, 3 de maio de 2008

Apoio

Dia desses, o Fernando Mineiro, presidente do GruPan (Grupo de Apoio aos Portadores de Transtorno do Pânico) participou de um programa de TV em Minas Gerais e esclareceu algumas dúvidas sobre o assunto. Assista.

Há uns dois dias tenho me sentido extretamente ansiosa e angustiada. A impressão é de estar tendo uma crise de pânico a cada 10 minutos. E nessas horas os artigos e mensagens que recebo do GruPan são de extrema importância, eles aliviam muito meus sintomas.

E como o Fernando autoriza a reprodução integral dos textos que ele nos envia, escolhi um deles para publicar aqui e compartilhar com vocês.


"Todos os dias, quando você acorda e abre os olhos pela manhã, você ganha o maior de todos os prêmios já oferecido ao ser humano, você novamente inicia um novo dia. Muitos não têm mais essa oportunidade. Vamos viver esse dia que se inicia com toda intensidade e otimismo. Vamos iniciá-lo sorrindo.

Mire-se no espelho e dê um belo " BOOOMM DIIIAAAA! " à pessoa mais importante desse universo, você! Se você não se amar, não será capaz de amar ninguém. Se você não se ajudar, não poderá ajudar ninguém. Uma pessoa com auto-estima baixa em que poderá contribuir? Dois sacos vazios não param em pé. Dê um forte abraço em você mesmo. Você é único no universo.

Repare! Você está vivo, venceu mais um dia! É isso que importa, iniciar mais um novo dia. Faça desse dia o seu melhor dia, só dependerá de você. O sorriso contagia e não lhe custa nada. Sorria para seus filhos, para sua esposa ou esposo, para seus pais e para todos aqueles que convivem com você. Se você franzir a testa, você contrairá 60 músculos, mas para sorrir, apenas 16. Ao menos por economia, sorria sempre!

Pronto! Você começou o dia com otimismo, sua mente está aberta para tirar desse dia tudo que ele possa lhe oferecer de bom. Procure somente o positivo em tudo que você fizer, esqueça do negativo. O positivo sempre estará em todas as suas ações, basta você querer encontrá-lo. Liste suas tarefas de hoje, somente as de hoje, esqueça as de ontem, elas já são passado. Deixe de lado as do amanhã até que ele se tornem hoje.

O dia tem vinte e quatro horas, divida-o em três partes: oito horas para o sono, oito horas para o trabalho e oito horas para o seu relax e de sua família. Tenha tempo para os seus filhos antes que você necessite do tempo deles. Tenha tempo para sua esposa ou esposo, para que desfrutem da vida enquanto vida tiverem, mas não se esqueça de reservar um tempinho para suas orações.

Esse é o segredo da vida, não o guarde com sete chaves, passe-o para todos seus amigos, pois só assim difundiremos pelos quatro cantos que a vida é bela e merece ser vivida.

Que você tenha um excelente dia!"


GruPan© - Grupo de Apoio aos Portadores de Transtorno do Pânico 8 ANOS EM ATIVIDADE - Belo Horizonte - MG - Fone/Fax: (31) 3487-2669. Palestras on-line mensais.

terça-feira, 25 de março de 2008

Aquele abraço!!!


Sempre me disseram que tenho um abraço gostoso, aconchegante... E cá entre nós, eu sei que tenho mesmo! Nada como um abraço sincero, caloroso... O abraço é uma grande oportunidade de passarmos boas vibrações prá quem a gente gosta. É um canal aberto de energia pura! E olha só o que eu encontrei sobre o tema. Desse jeito, vou sair abraçando todo mundo! :)

Tenha uma ótima semana!!!


O que faz você, por exemplo quando está com dor de cabeça? Ou quando está chateado? Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais? Pois é, durante muito tempo estivemos a procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse o nosso bom-humor, que nos protegesse contra as doenças, que curasse nossa depressão, que nos aliviasse de nosso estresse, que nos fizesse chegar próximo daquele com quem brigamos. Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços conjugais e que inclusive nos ajudasse a adormecer tranqüilos. Encontramos!


O remédio havia sido descoberto e já estava a nossa disposição. E continua ao alcance de nossas mãos. O mais impressionante de tudo é que, ainda por cima, não nos custa nada. Aliás, custa sim, custa um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de sermos auto-suficientes, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem dependermos dos outros, um pouco de vontade de perdoar.
É o ABRAÇO! O abraço é milagroso, é medicina realmente muito forte. O abraço como sinal de afetividade, de carinho e de perdão pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão e fortificar os laços conjugais e familiares. O abraço é excelente tônico ! Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico da pessoa. O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada se sente muito mais jovem e vibrante. O abraço aumenta significativamente a hemoglobina na pessoa tocada. Para lembrar, hemoglobina é aquela parte do sangue que transporta o oxigênio para os órgãos mais vitais do nosso corpo, inclusive o cérebro e o coração.


O uso regular do abraço, por isso tudo, prolonga a vida, sara a depressão e estimula a vontade de viver, crescer e progredir. E o mais bonito, é que este remédio não tem contra indicações e não há maneira de dá-lo sem recebê-lo de volta! (fonte: Portal Verde)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Aquela nuvem que passa...

Segunda-feira costuma ser um dia ruim para a maioria dos humanos. Os que trabalham, pelo menos. Mas eu sempre gostei das segundas e detestei os domingos. A segunda, pra mim, representa início. O domingo, o fim. 
E segunda-feira passada marcou essa preferência na minha vida. Desde segunda estou me sentindo diferente, mais feliz e confiante. Nada como uma boa psicóloga e sábias palavras. Aconteceu um "click", um estalo, como se uma nuvem de chuva que encobria o sol fosse embora com o vento.
Ainda não foi, mas está indo.

OS BENEFÍCIOS DO ALONGAMENTO E DO RELAXAMENTO


Existe uma grande diferença entre descansar e relaxar. O descanso é uma oportunidade do corpo de parar e recuperar seu equilíbrio, enquanto que o relaxamento é o momento de aliviar as pressões mental e emocional. Os dois são fundamentais para atingir o equilíbrio do corpo e da mente.


Quando o corpo está cansado por excesso de atividade, ou até por falta desta, ficamos com pouca energia e disposição. Como conseqüência, o metabolismo e a pressão de alguns abaixam, ou, em outros casos, aumentam. O corpo entra em desarmonia, com os lados mental e emocional em desequilíbrio. A falta de energia leva à confusão mental e à depressão, podendo também causar ansiedade e hipertensão.


A prática de esportes, jogos ou de exercícios físicos não é suficiente para chegar a um equilíbrio da mente e do corpo. A melhor maneira de conseguir isso é através do alongamento e relaxamento.


O alongamento tonifica os músculos e elimina resíduos químicos indesejáveis que foram produzidos durante o esforço. Nesse momento, a mente deveria estar focada em cada parte que está sendo devidamente alongada, sentindo-a plenamente e consciente do trabalho que está sendo feito. A mente, num processo posterior de relaxamento, se esvazia de todo o pensamento alheio e indesejável, como sentimentos de raiva, frustração, rancor, etc. e se concentra totalmente na recuperação e no bem-estar corporal.


O relaxamento pode ser feito durante o alongamento ou independentemente, praticando-o em qualquer momento e lugar. É um estado de esvaziamento em que nos conscientizamos das nossas emoções e pensamentos. Os processos de alongamento e relaxamento são essenciais para a busca da harmonia e dos equilíbrios físico, emocional e mental. Deveriam ser praticados diariamente, mesmo na ausência de esforço físico, por serem atividades que agregam muito valor à vida humana. (fonte: site Experta)

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Otimismo

OTIMISMO PROLONGA TEMPO DE VIDA


(Artigo publicado no Jornal Estado de São Paulo e Revista Gestão RH Jan/Fev)


Um estudo publicado recentemente por pesquisadores da conceituada Clínica Mayo, nos Estados Unidos, mostrou que as pessoas otimistas têm em geral maior tempo de vida do que as pessimistas e céticas. E esta diferença, em alguns casos, pode chegar até a 12 anos.
Segundo o doutor Isaac Efraim, psiquiatra especializado em consultoria comportamental, autor do livro "Tudo o que a Grande Mente Capta" sobre alterações comportamentais, ser otimista é ter uma expectativa positiva em relação ao que pode acontecer na vida pessoal e profissional, ou seja, sentir, acreditar e reagir física e psiquicamente a um fato positivo. Uma pessoa que tem uma expectativa positiva sente-se bem, relaxada, tranqüila e confiante, não tem o sentimento de medo ou temor. Nada pode ser mais confortante e gerar bem-estar num indivíduo. "Por outro lado, ser pessimista é esperar pelo pior, achar que alguma coisa negativa pode acontecer. Isto gera tensão, medo, o corpo trava, as descargas de adrenalina são constantes e crônicas. Evidentemente, o estresse é inevitável e a incidência de doenças físicas e psicossomáticas aumenta. Ser pessimista é viver no inferno e tentar proteger-se o tempo todo disto."
O psiquiatra dá dicas de como superar o pessimismo. "A questão é complexa", explica Efraim. "Se a pessoa é cronicamente pessimista, olha tudo pelo lado negativo, isto é fruto de um problema ou uma doença do humor, pois o mau humor exagerado é doença e pode e deve ser tratado. E você pode não acreditar, mas até remédio já existe para tratar de mau humor."
Já se o pessimismo é menos doentio, há maneiras de se conseguir otimismo:

  • Estar sempre de consciência limpa, livre de sentimentos de culpa;
  • Ter uma atitude de vida pró-ativa, procurando melhorar o ambiente e clima à sua volta;
  • Ter um espírito empreendedor e desapegado, procurando sempre melhorar a vida das pessoas em volta.
"Tudo isso é muito fácil de falar, porém difícil de realizar, mas com certeza trata-se de uma receita eficiente para se viver bem e mais", finaliza Efraim.
Digo de carteirinha que o Dr. Efraim tem razão: pode parecer mentira, mas existe remédio para tratar o mau-humor. No meu caso, o pessimismo crônico. É impressionante como às vezes estamos tão absorvidos por determinadas situações que não enxergamos além; não percebemos o quanto estamos equivocados. Passei anos vivendo assim, pensando sempre no pior, enxergando a vida em preto e branco. As cores aliás que costumo me vestir. Agora tenho conseguido ver cores onde sempre houve cores mas que não conseguia notar. E tenho encarado a falta das cores também, aonde elas realmente não estão, com muito menos sofrimento.
A gente tem que acreditar na cura, na melhora das coisas! Vamos ser otimistas e viver mais uns 20 anos de lambuja!!! Eu quero cores!!!!! Chega de pretinho básico!!!!! ;)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

"As flores de plástico não morrem"... mas também não vivem!

Nem tudo na vida são flores... e ainda assim é possível ser feliz! :)
É chato e estranho se dar conta disso sob efeito de medicamentos, mas pelo menos me dei conta, né?
Como a vida pode ser tão diferente, tão menos desgastante! Consegui recuperar dois quilos que eu tinha perdido, e olha que tomando um remédio que tem como efeito colateral a perda de peso, heim? Sinal de que as coisas realmente não andavam boas pro meu lado.

Hoje fui à consulta mensal com a psiquiatra que me acompanha (é isso aí, prá tomar remedinho só com recomendação médica e acompanhamento, ok?) e ela me perguntou como eu andava me sentindo e tals. Falei que estava bem, mais animada, cheia de projetos e os executando, o que é ainda melhor. Só que me sentia meio "devagar" de vez em quando. "Mas tá bom assim", eu disse. Prefiro. Como falou sabiamente uma amiga minha dia desses, ser maluco e burro às vezes deve ser legal. Malucos e burros não entendem nada - por conseqüência, não sofrem...
Não é que eu queira ficar alienada (só um pouquinho) e fingir que não estou vendo as coisas. A ideia não é essa. Eu quero é dar a verdadeira importância que as coisas têm. Nem mais, nem menos. Principalmente "nem mais". A gente sofre muito por coisas e pessoas que não merecem; supervaloriza sentimentos, necessidades, e acaba perdendo o rumo. Esquece de dar valor ao que realmente importa na nossa vida, àquilo que nos faz verdadeiramente feliz. E se você não sabe o que te faz verdadeiramente feliz, tá na hora de parar prá pensar.

Aí vão mais algumas dicas de como se livrar da ansiedade (fonte: ansiedade.com.br).

Fique bem!

1- Respire fundo, lenta e compassadamente pelo maior tempo que você for capaz, pois isto ajuda a desacelerar fisiologicamente o cérebro e por conseqüência a mente.

2- Entenda que quando um problema novo se configura à sua frente, a solução não está na sua mente, não está no seu pensamento, e sim no fato em si. Quando for possível, olhe para o novo, procure entendê-lo, aumente as suas informações e o seu conhecimento sobre ele. Não busque referências anteriores, pois isto aumentará a sua ansiedade. Se não for possível olhar para o problema, procure não pensar nele, tente distrair a sua mente com outra coisa.

3- Aceite a falta de controle, abra mão da prepotência da sua mente e entenda que não somos deuses superpoderosos que tudo podemos controlar. Uma parte de nossa vida tem que se entregar a Deus, ao destino, à sorte e... seja o que Deus quiser...

4- Problemas e novidades se resolvem com ação e não com pensamento, é preciso fazer o melhor que está ao nosso alcance, focado, ligado no real. O que está além do nosso melhor esforço, não podemos controlar.

5- Aceitar a possibilidade de perder, não querer ganhar a qualquer custo, pois isto acelera a mente e aumenta e muito a chance de derrota.

6- Aceite conviver com a insegurança quando ela surgir à sua frente, não queira se livrar dela, não tenha pressa. Quanto mais você aceitar conviver com a insegurança, mais calmamente ela irá embora e mais a sua mente se acalmará. Quanto mais você tentar se livrar dela, mais ela se tornará ansiedade.

7- Não se deixar enganar pela mente. Quando ela ficar buzinando internamente que o pior vai acontecer, usar as palavras mágicas: "Seja o que Deus quiser..." ou "foda-se"!

Resumindo, mente acelerada é mente desequilibrada, para livrar-nos da ansiedade devemos aprender a desacelerar a nossa mente. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Dicas para combater a ansiedade

Ontem fui almoçar com três colegas do trabalho e fizemos uma triste constatação: numa mesa com quatro pessoas, três estão se tratando da Síndrome do Pânico. Curiosamente, três mulheres.

E pelo visto isso vai ser bastante comum daqui pra frente. De acordo com um texto que eu li no site Terra, o pânico e a depressão (que aliás costumam caminhar juntos) vão ser os males do século XXI. Não sei se chega a isso tudo, mas certamente vai vir uma avalanche de novos casos por aí.
As dicas a seguir foram retiradas de um texto enviado pelo Fernando Mineiro, do GruPan. Vale a pena ler.

bjo.



DICAS PARA COMBATER A ANSIEDADE


Introdução:
Ansiedade e medo são emoções tão corriqueiras que o dicionário está repleto de sinônimos para elas. A principal diferença entre medo e ansiedade é que o primeiro ocorre como uma resposta a um perigo real, enquanto a segunda ocorre sem que qualquer tipo de perigo objetivo esteja presente.

A ansiedade é um estado emocional parecido com o medo, porém dirigido para o futuro, desproporcional (a uma ameaça reconhecível) e que traz intenso desconforto físico.
A ansiedade pode manifestar-se de várias maneiras: em forma de ataques de pânico, de fobias (medos específicos de altura, avião, situações sociais, etc), como conseqüência de uma experiência traumática (assaltos, acidentes, etc) e de maneira generalizada (quando os sintomas persistem constantes ao longo do tempo). Em todos estes casos é possível lidar com a ansiedade utilizando técnicas psicológicas e/ou tratamentos farmacológicos adequados. Além desses recursos, alguns procedimentos simples têm-se mostrado eficazes e serão descritos a seguir.


1) Aprenda a relaxar. As técnicas de relaxamento são úteis em relação a todos os sintomas ansiosos. Uma maneira prática de fazer isso: feche os olhos e percorra toda musculatura do corpo, contraindo-a e relaxando-a em seguida. Comece pelo pé e vá passando gradativamente para as outras partes até chegar à cabeça. Isso pode ser feito na posição sentada ou deitada. Fique atento à sua respiração.

2) Respirar é algo tão automático na nossa existência que poucos imaginam o quanto este ato tão simples está relacionado à ansiedade. A respiração ansiosa é curta, concentra-se no peito. Por isso, mesmo no decorrer de uma crise de ansiedade, é necessário que se procure uma respiração completa e profunda. Para isso, inspire o ar até que a barriga fique cheia como um balão de ar. Depois, expire lentamente até sentir se totalmente "vazio". Repita o procedimento quantas vezes forem necessárias.

3) Praticar esportes ou simplesmente caminhar são recursos úteis na diminuição da ansiedade e do estresse. Tente praticar algum esporte pela manhã. Faça isso sempre que possível mas não exagere. O exercício compulsivo pode ter o efeito inverso.

4) Evite café, cigarro, bebidas do tipo cola e outros estimulantes. Estas substâncias aumentam a ansiedade e desencadeiam ataques de pânico. Entretanto, o momento em que se inicia um tratamento para ansiedade não é o melhor momento para parar de fumar. A parada brusca do cigarro leva aos sintomas de abstinência que piorarão a sua ansiedade.

5) Se você tiver interesse em técnicas de meditação, saiba que lhe serão extremamente úteis no controle da ansiedade. A meditação, seja ela Zen-Budista, Yoga ou religiosa, orienta a experiência do momento presente, trabalha a respiração e facilita o contato consigo mesmo.

6) As pessoas ansiosas costumam ter pensamentos catastróficos a respeito de toda e qualquer situação. Observe seus pensamentos e, se lhe parecerem excessivamente catastróficos, anote-os e procure uma interpretação mais realista da situação.

7) Se sua ansiedade tiver começado após a vivência de uma situação traumática como assalto, estupro, etc., você deve procurar ajuda para enfrentá-la. Neste caso, evitar as situações relacionadas à experiência traumáticas também só piorará sua ansiedade e limitará sua vida.

8) Se a ansiedade é fóbica, ou seja, medo de um objeto ou situação que o obriga a evitá-la e acaba por limitar sua vida, é importante lembrar que o único meio de lidar com o problema é enfrentando-o. Evitar uma situação temida só colabora para que a ansiedade em relação a ela seja cada vez maior. Se, aos poucos, enfrentamos estes "fantasmas" e nos reconhecemos capazes de lidar com eles (respirando fundo, por exemplo), o medo diminui e nos sentimos mais seguros. O que tecnicamente é conhecido como "terapia de exposição" consiste no planejamento desta aproximação à situação temida e a ansiedade associada a ela.

9) Se a ansiedade é imensa e desencadeia ataques de pânico, não se apavore. O ataque de pânico é uma reação fisiológica que, por mais terrível que seja, vai embora num tempo determinado. Se você enfrentar o ataque de pânico, ou seja, apenas esperar que ele acabe, verá que seu tempo de duração não é tão longo quanto se imaginava. Respirar e relaxar são recursos que ajudam a suportar estes minutos tão difíceis. Não acredite que evitando as situações onde você imagina que terá um ataque de pânico vai ajudá-lo a livrar-se dele. O melhor a fazer é dar-lhe a devida proporção: é "apenas" uma descarga de adrenalina que não mata, nem deixa seqüelas e dura poucos minutos.

10) Quando a ansiedade aumenta em situações sociais, a melhor maneira de lidar com ela também é enfrentá-la. Não deixe de estar com pessoas por medo de uma crise de ansiedade. Nestas situações, é possível utilizar outros recursos apropriados:


  • procure prestar atenção nas pessoas à sua volta. Tire o foco de si mesmo e pare de criticar-se. As demais pessoas podem ser interessantes e certamente também estão vulneráveis a críticas.

  • se perceber que está ruborizado, suando ou tremendo, lembre-se de que estes sinais são mais perceptíveis para você do que para os demais. Além disso, ficar ansioso não é sinal de fraqueza e não precisa se envergonhar disso. Assim como ataques de pânico, em poucos minutos estas sensações mais intensas cedem e desaparecem.

  • aprenda a colocar sua opinião sempre que tiver algo a dizer. Participe. Falar em público e expor suas idéias é uma questão de treino.Quando a ansiedade for demasiadamente intensa e as orientações descritas forem insuficientes para ajudá-lo, é indicado o tratamento farmacológico e/ou psicoterápico. Muitas vezes, é necessário iniciar o tratamento de sua ansiedade com medicações que diminuam as crises mais intensas e lhe permitam maior estabilidade para realização de uma psicoterapia ou para utilização das orientações apresentadas aqui.