Mostrando postagens com marcador sintomas do pânico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sintomas do pânico. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sintomas do Pânico


Olá! Conforme prometido, vamos abordar os sintomas de uma crise de pânico descritos no livro do Fernando Mineiro. Vou destacar em negrito os que eu senti.

Sintomas clássicos:
  1. Calafrios

  2. Confusão mental

  3. Despersonalização (eu sentia um vazio, uma sensação muito estranha de que eu podia perder a minha identidade)

  4. Desconforto abdominal (senti uma vez, muito forte)

  5. Distorção da realidade (acho que o pânico já é uma distorção da realidade)

  6. Dor ou desconforto no peito (sim, parece que você está infartando!)

  7. Falta de ar

  8. Fechamento da garganta (e a boca fica seca, e você mal consegue engolir a saliva)

  9. Formigamento (principalmente no braço esquerdo e na ponta dos dedos da mão esquerda)

  10. Medo de morrer (MUITO!!!)

  11. Medo de enlouquecer ou de cometer ato descontrolado

  12. Náuseas

  13. Ondas de calor (na primeira crise eu senti)

  14. Palidez (e a boca fica roxa)

  15. Palpitações ou taquicardia (principal sintoma, no meu caso)

  16. Sudorese

  17. Vertigem ou sensação de desmaio

Outros sintomas:

  1. Sobressalto ao acordar

  2. Atordoamento (total)

  3. Boca seca (parece que eu não bebo água há uma semana)

  4. Cabeça pesada

  5. Contrações musculares (Como se fossem espasmos? Sim. Na sombrancelha, nos dedos das mãos...)

  6. Extra-sístoles (isso eu vou explicar num outro post, mas eu sinto sim)

  7. Flatulência (formação de gases) (haja Luftal! rss)

  8. Intestino solto

  9. Irritabilidade (associada à introspecção)

  10. Metabolismo acelerado (já cheguei a perder 8 kg num período de ansiedade e depressão)

  11. Pés e mãos gelados

  12. Rubor facial

  13. Sede constante

  14. Urinar com frequencia

  15. Zumbido no ouvido (me disseram que também pode ser labirintite)
Queria saber qual é o sintoma mais frequente entre vocês. E qual deles incomoda mais?
Fiquem bem, cuidem-se.
E paz para o Rio de Janeiro!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Sintomas do transtorno do pânico

Minha primeira crise de pânico aconteceu em 1997. Estava numa situação comum, no carro de um ex-namorado, indo para um bar com meus primos de São Paulo que nos visitavam. Todos felizes e contentes. De repente, do nada, senti um calor subindo pelo meu corpo e uma sensação de pavor. Meu braço - acho que o esquerdo - pesou, ficou dormente, me deu falta de ar, pressão no peito, na cabeça, pensei que estivesse tendo um infarto e um derrame ao mesmo tempo.

Já na emergência do Hospital Miguel Couto, pra onde fui levada, eu não conseguia ficar quieta. Andava de um lado pro outro como se não pudesse ficar parada ou então perderia os sentidos. Se não me engano, me deram um calmante na veia. Acho que Lexotan. E apaguei.


Um médico comentou que eu estava tendo uma crise nervosa e me aconselhou a procurar um especialista. Lembro também de terem me perguntado várias vezes se eu tinha usado alguma droga. "Não. Nem nunca usei." Só pouca maconha e muitas porradinhas (Coca-Cola com cachaça) na adolescência.
Procurei um bom clínico geral, indicado por uma amiga da minha mãe, que fez o diagnóstico: Síndrome do Pânico. Mas o que era isso???

"Isso" significava que eu teria que tomar um tal de Aropax e um outro tal de Frontal durante algum tempo e que teria que ser acompanhada por uma psicóloga. Que algumas vezes não conseguiria dormir nem tomar banho sozinha, que seria acometida por medos absurdos dentro do ônibus e teria que descer no meio do caminho. Que minha vida mudaria completamente a partir dali e que eu teria que ter muita força.


SINTOMAS DO TRANSTORNO DO PÂNICO

Dr. Drauzio Varella entrevista o psiquiatra Marcio Bernik (parte 2)
Drauzio – Os sintomas que o transtorno do pânico provoca são semelhantes ao da ansiedade normal, apenas mais intensos, ou são diferentes?
Bernik – Os sintomas são relativamente similares. As sensações físicas da ansiedade são uma reação normal, por exemplo, caso a pessoa tenha fobia de lagartixa ou de falar em público e se veja diante de uma dessas situações. O que caracteriza o pânico é a forma abrupta e inesperada que os sintomas aparecem e o fato de a crise atingir o ápice em dez minutos. Na verdade, bastam 30 segundos para o paciente, que estava se sentindo bem, ser tomado inexplicavelmente por sintomas que de certa forma todos conhecemos: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas. Muitas vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro. Aliás, a sala de espera dos prontos-socorros é um dos lugares onde o médico mais se depara com transtornos de pânico.

Drauzio – Nessa hora a sensação é terrível. Muitos acham que realmente vão morrer, não é?

Bernik – No episódio de pânico, a sensação de morte iminente provocada por um problema cardíaco tem duas explicações: a rapidez e a forma inesperada com que a crise acontece. A ansiedade normal tende a ocorrer em ondas, não em picos intensos. Mesmo o pânico que as pessoas sentem numa montanha-russa extremamente radical pode ser até agradável se estiver dentro de um contexto compreensível. Entretanto, a reação será muito diferente, se ele vier do out of the blue, como dizem os americanos, ou do azul do céu, como dizemos nós.