terça-feira, 17 de junho de 2014

Depoimento para Jornal "O Tempo", de Minas Gerais

                                Foto: Gustavo Miranda
Mais uma divulgação para o nosso Sem Transtorno, desta vez em Minas Gerais!

Algumas correções:

- O grupo não atende somente 30 pessoas. Na verdade recebemos em média 30 inscrições para nossas reuniões mensais, o que não significa que sejam as mesmas 30 pessoas.

- Minha vida não vem sendo "uma peregrinação por psiquiatras e psicólogos". Mas um dia já foi, até eu encontrar profissionais com quem me identifiquei e tive bons resultados.

- A ansiedade que sinto atualmente nem sempre é "boa" não. O que eu disse foi que não tenho mais ataques de pânico, felizmente! :)


Confira!

http://www.otempo.com.br/interessa/depoimento-1.865229

domingo, 15 de junho de 2014

Síndrome do Pânico - Jornal "O Tempo", de Minas Gerais, entrevista Fernando Mineiro

O autor do livro "Tenho a Síndrome do Pânico, mas ela não me tem!" e coordenador do GruPan (Grupo de apoio a Portadores do Transtorno do Pânico, de Belo Horizonte), fala sobre sua história com a doença e seu trabalho dedicado a portadores







sábado, 14 de junho de 2014

A depressão e o cachorro preto (The black dog)


Desconsiderem os erros de tradução. A mensagem é muito bacana!
Coragem, saúde e força para todos nós!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sem Transtorno no workshop "Mulheres Que Transformam", de Fernando Torquatto

O príncipe Fernando Torquatto e eu
Há alguns dias, comuniquei a vocês que eu não poderia coordenar a reunião mensal do nosso grupo de apoio no dia 7 de junho - o primeiro sábado do mês, como de costume.
Nesse dia, eu iria participar de um workshop que considerava importante para meu crescimento pessoal e também do Sem Transtorno, e, por esse motivo, precisei antecipar as reuniões para o dia 31 de maio.
 
Pois bem. Eu sabia que era importante, mas não fazia ideia do quão incrível seria essa experiência.

Foi um final de semana intenso, com cerca de dez horas diárias de muito conteúdo, palestras e dinâmicas em uma sala de eventos do hotel Sheraton Rio. Éramos quarenta mulheres reunidas em busca de ferramentas para conquistarmos mais do que já tínhamos conquistado até agora. Jornalistas, como eu, fonoaudiólogas, professoras, médicas... mulheres de diferentes idades, realidades e áreas de atuação com um mesmo propósito: fazer a diferença.

Palestra da Vólia Bomfim
Os coachs Rodolfo Santos, Cae Nóbrega (que figura!!!) e José Luiz Lordello (Zé!) são sensacionais. Cada um, à sua maneira, nos estimularam e enriqueceram com seus conhecimentos. De uma maneira divertida e acertiva, conseguiram nos manter focadas e serenas (lembrem-se, éramos qua-ren-ta mulheres reunidas por hoooooras!).

No primeiro dia, tivemos a oportunidade de conhecer a história da Desembargadora Vólia Bomfim. Doutora em Direito e Economia pela UGF, Coordenadora de Direito da UNIGRANRIO, escritora e Juíza do TRT/RJ, Vólia ainda consegue ser uma 
mulher bonita, jovial, mãe e esposa.
Ela foi responsável por um dos maiores insights da minha vida e isso vale um post, que vou preparar mais tarde.

O fotógrafo Igor Igarashi deu preciosas dicas para sairmos bem na foto. Foi divertido ver os meninos tentando parecer elegantes. Mas conseguiram, no final das contas!

Da esquerda para a direita: Zé, Cae e Rodolfo,
sob direção de Igor Igarashi
Fernando Torquatto, tão aguardado, nos deu uma palestra encantadora. Me fez chorar incontáveis vezes ao falar da infância em Santos e da admiração pela mãe, e pelas mulheres, que o levou à hoje tão renomada carreira. Ele é um verdadeiro príncipe - gentil, elegante e generoso. O que eu quero ser quando crescer mais um pouco!... ;)

E ainda tivemos música, dança, maquiagem, relaxamento, comidinhas deliciosas, almoço de frente para o mar... um luxo!

Em uma das dinâmicas, fomos divididas em quatro grupos de dez. Nos pediram para que nos apresentássemos umas às outras e que escolhêssemos somente uma de nós para ser transformada num modelo de "negócio" dentro do Business Model Canvas, que nos ensinaram.
Fui escolhida pelo meu grupo por unanimidade e fiquei muito satisfeita por isso.

No dia seguinte, fui informada de que eu e as outras três mulheres escolhidas por seus grupos teríamos que contar nossas histórias e projetos para todos. Lá na frente, com microfone na mão. Ui!
Mas tudo bem, sem problema. Àquela altura eu já tinha tanta certeza do que me levava até ali, de quais eram minhas metas, meus valores, que não encontrei qualquer dificuldade para falar.

Eu durante minha apresentação
Terminado o que pra mim era somente um exercício de exposição, voltei para o meu lugar e me senti feliz. 
Feliz por ter superado tanta coisa ruim, tantos medos, tantas crises de pânico, e estar ali, segura, firme no meu propósito.
Mas eu não fazia ideia de que ainda teria muito mais motivo para me orgulhar.

Pausa para o café, sorteio de brindes, contatos, troca de cartões... e, de repente, um dos coachs pede nossa atenção. "Gostaria de contar para vocês que a nossa equipe se reuniu e elegeu um dos quatro projetos apresentados aqui para presentear com um site. E Karen Terahata, você foi a escolhida por nós".
Aplausos, lágrimas, abraços.
Ali tive a certeza de que estou no caminho certo. Tive a certeza de que também quero poder fazer isso por alguém. Que estou me transformando para transformar a vida de outras pessoas.

Muito obrigada a todos que me apoiaram para que eu pudesse participar deste evento. Ao meu amigo e coach Rodolfo Santos pelo convite, ao Caê e Zé pelas aulas sensacionais e palavras de apoio e incentivo que levarei por toda a minha trajetória. Ao Fernando Torquatto por ajudar a promover essa iniciativa. Às Priscilas, Vanessa, Giovanni Targa, Igor Igarashi e 
toda equipe do "Mulheres Que Transformam". A todas as mulheres que conheci e que de alguma forma me inspiraram. Sucesso para todas nós! :)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Da síndrome do pânico ao sucesso no TUF Brasil 3: conheça a história de ‘Cara de Sapato’

Foto: Erik Engelhart
Erik Engelhart - revista Tatame
(publicado em 26/05/2014)

Conhecido pelo inusitado apelido de "Cara de Sapato", Antônio Carlos Junior impressionou o mundo com seu Jiu-Jitsu progressivo e dinâmico. (...) Apesar de ser jovem, já enfrentou problemas muito mais duros do que seus adversários, como a síndrome do pânico, desencadeada após a perda do melhor amigo.
Trauma e redenção

Após faturar peso e absoluto no Brasileiro e Mundial de 2010, com a faixa marrom na cintura, Antônio repetiu a dose na seletiva para o Abu Dhabi Pro do mesmo ano, feito que lhe rendeu a faixa preta. No auge de sua carreira, o lutador sofreu a maior derrota de sua vida, logo no começo de 2011. Um de seus melhores amigos, o lutador Rufino Gomes, foi assassinado a tiros na capital da Paraíba. (...) "Eu já estava passando por algumas dificuldades e depois desse trauma, tive síndrome do pânico. Foi bem difícil pra mim. Eu não estava conseguindo treinar direito, viajar, não conseguia me concentrar. Comecei a fazer tratamento, terapia e todos os meus amigos de verdade e familiares me incentivaram, inclusive meu professor”.

Após conseguir superar esse trágico capítulo de sua vida, o faixa-preta colheu bons frutos. Sagrou-se campeão absoluto do Pan-Americano 2012 e deu um show à parte em Irvine, na Califórnia. Ele levantou o ginásio ao finalizar o duríssimo Leandro Lo com um triângulo voador, nas quartas de final do absoluto. (...) “É inacreditável o que está acontecendo na minha vida… Ano passado, apesar das crises e momentos difíceis, consegui um terceiro lugar em Abu Dhabi. Perdi para o Rodolfo Vieira por uma vantagem, finalizei o Bernardo Faria, ganhei do Lagarto… Esses caras são ícones do esporte e essas vitórias me fizeram acreditar, confiar que dá para acontecer, que dá para a gente fazer se tivermos fé. Conquistei meu primeiro título na preta, que foi o Brasileiro, e agora o absoluto no Pan, estou vivendo um sonho”, vibrou o lutador.

Leia a 
matéria completa.

Veja também: Sem Transtorno Entrevista Cara de Sapato
Leia ainda: Cara de Sapato torna-se campeão na categoria peso-pesado do TUF 3 (portal Terra)

terça-feira, 3 de junho de 2014


"Os amigos que se mantiveram a meu lado, certamente, possuem uma natureza diversa daquela dos que se afastaram e depois retornaram. (...) Sofri preconceito inclusive de professores, engenheiros e outros profissionais que eu admirava, tidos por pessoas instruídas. A verdade é que a instrução das pessoas não costuma ir além da faculdade em que elas se graduam. Fora da Pedagogia, um professor pode ser tão desinformado como um analfabeto. Um engenheiro, quando não está conversando sobre números, pode ser tão preconceituoso como alguém que não sabe fazer contas. (...) 
Descobri que aqueles que sofrem, têm motivos que muitas vezes desdenhamos. Até que chega nossa vez de sofrer e os compreendemos perfeitamente. Não desejo a síndrome do pânico para ninguém, mas eu gostaria de compreensão e respeito por parte das pessoas sãs, que, tendo saúde, nem sempre têm compaixão.

Você não sabe nada sobre a síndrome do pânico? À parte todo o seu desconhecimento, tenha ao menos um bom coração. Esse já é metade do conhecimento de que você precisa. A bem dizer, sem amor, todo o seu conhecimento sobre a síndrome se torna inútil."

(trecho do livro A Garota Que Tinha Medo)


Imagem retirada da internet.

Mais do que trabalho ou hobby, a terapia artesanal é uma forma de aliviar o estresse e viver melhor

Lu Gastal (foto: Dani  Barcellos)
Por Redação Donna

Quando ela deu o seu ponto inaugural? Como foi o primeiro alinhavo? Disso, a costureira Lu Gastal, 42 anos, nem lembra. Mas tem bem vivo na memória o período em que as agulhas e linhas a salvaram do tédio e da depressão pela primeira vez. Estava grávida da filha mais velha e, devido a complicações na gestação, precisou ficar seis meses em repouso absoluto. 

Sem poder sair da cama, o ponto cruz foi o companheiro das horas solitárias e ociosas. A velha técnica aprendida um pouco com as mulheres mais velhas da família e outro pouco com as revistas de artesanato foi, para Lu, o que muitos outros tipos de artesanato são para tantas mulheres e homens. Um respiro de alegria e vida, capaz de alegrar uma rotina cinzenta e melhorar um humor alquebrado pelo peso dos problemas cotidianos.

Foi em busca dessa inexplicável sensação de bem-estar e prazer que Lu partiu quando decidiu largar a advocacia para apostar em seu talento como artesã. Escolha difícil, mas que uma vez feita, só trouxe desafios e felicidades. É claro que nem todo mundo precisa – ou quer – abandonar a profissão atual para tornar-se artesão. Para beneficiar-se do poder restaurador do artesanato basta praticá-lo, seja como for. Esporadicamente, todos os dias, toda a semana, com lucro, só para presentear amigos, não importa. Basta praticar e contemplar o resultado. Aí está um apoio terapêutico vitorioso em casos que vão desde a depressão até os transtornos de humor. Criar com as próprias mãos pode mudar a vida. (...) 

Natural de Cachoeira do Sul, Luciana Gastal gosta de estar entre linhas, agulhas e paninhos desde que se entende por gente. Ama cores, misturas, texturas. Mas tornar-se costureira em tempo integral, como profissão, foi um caminho longo e cheio de dúvidas. O Direito foi a primeira escolha profissional, feita quando ainda morava em Cachoeira. Depois de casada, viveu em Pelotas por nove anos, onde teve as filhas e praticou a advocacia em tempo integral. Mesmo com pouco tempo livre, a artesã que dormia dentro de Luciana acordava de vez em quando, especialmente nas festinhas de aniversário das filhas ou em outras comemorações familiares.

"Todo mundo ficava espantado, impressionado com a decoração caseira que eu fazia para as festinhas ou com os mimos que eu inventava para os almoços de domingo. Com essa onda de coisas industrializadas, o que é feito à mão surpreende ", recorda.



De Pelotas a família partiu para Brasília. Sem advogar e atuando como assessora legislativa, Lu preenchia a solidão por estar longe da família com arte. Foi na Capital Federal que participou das primeiras feiras de artesanato. E foi onde criou coragem para pensar em uma vida inteiramente dedicada às costuras. 

"Nunca tinha participado de feiras, não sabia como era. Fiz umas coisinhas de Natal e, no primeiro dia, vendi tudo. A surpresa foi tanta que me obrigou a pensar mais seriamente sobre isso" comenta. 

Com a ajuda do Sebrae, Luciana aprendeu mais sobre empreendedorismo e sobre os desafios que enfrentaria se decidisse mesmo seguir o caminho de artesã. Junto com o medo e a ansiedade vinha sempre aquela sensação de conforto e confiança que invadia o corpo e a alma enquanto criava mais uma peça de patchwork – técnica de costura para fabricação de peças de pano. (...)

De lá para cá, muito aconteceu na vida da Lu. Um programa sobre artesanato na TV Aparecida, emissora com grande audiência no interior de São Paulo, tornou-a muito conhecida pelas aulas relâmpago e pelas dicas fáceis e criativa para quem também gosta de artesanato. Um blog e o canal Lu Gastal no Youtube também espalharam pelo Brasil a novidade. Para reunir mais gente em torno da paixão pelo patchwork, Lu começou a organizar, pela internet, os PatchEncontros. Idealizou uma grande aula que misturasse técnicas de artesanato com empreendedorismo. Mas achou que não daria muito certo, afinal, quem iria querer participar? Em três anos já foram realizados 24 PatchEncontros, com a participação de mais de 1,5 mil alunas em várias cidades do país.
"Muitas vêm em busca de um novo rumo na vida, para tornarem-se empresárias, como eu. Mas muitas outras vêm somente por que querem aprender a fazer bonecas de pano e patchwork. E para fazer amizade, conhecer gente nova". (...)"Se eu ainda fosse advogada, certamente teria mais dinheiro. Mas não seria tão feliz".

Para ler a matéria completa, clique aqui.
Veja também: "Artesanato"

segunda-feira, 2 de junho de 2014

INDICAÇÃO DE PROFISSIONAIS

Diariamente, recebo mensagens de pessoas de todo o país pedindo indicações de médicos, psicólogos, grupos de apoio, spas, terapeutas diversos (acupunturistas, massoterapeutas, professores e academias de Yoga...). Mas como sempre morei no Rio de Janeiro, acabo tendo acesso somente a profissionais da minha cidade. 

Por isso, peço a ajuda de vocês, portadores de transtornos de ansiedade que tenham bons profissionais ou grupos de apoio para indicar, que me enviem suas indicações pelo e-mail semtranstorno@gmail.com


Muito obrigada desde já,


saúde e paz para todos nós!


Karen



domingo, 1 de junho de 2014

Artesanato

Minhas obras de arte :)
Há alguns anos, procurando por alguma atividade para aliviar o estresse e as crises de pânico, me inscrevi num curso de artesanato que ficava no caminho do meu trabalho. Duas vezes por semana, antes de encarar a labuta, eu passava uma hora e meia pintando e decorando caixinhas de madeira MDF em aulas de decoupage. Gostei tanto da experiência que sempre recomendo o artesanato como uma forma de terapia. Durante as aulas eu não pensava em problema nenhum, minha única preocupação era escolher cores e estampas para decorar minhas obras de arte! :)

Aqui no Rio, em Jacarepaguá, existe uma lojinha chamada Ponto Sem Nó que vende produtos para artesanato e oferece várias aulas, veja só:

PATCHWORK
2a feira: 14 às 17h
3a feira: 14 às 17h

5a feira: 9:30 às 12:30 ou 14 às 17h
4 aulas - R$ 125,00

BORDADOS EM GERAL
(crochê, tear, tricô, ponto cruz, ponto russo, macramé, vagonite,...)
2a feira: 9:30 às 12:30
4 aulas - R$ 60,00

PINTURA DECORATIVA NA MADEIRA, VIDRO, GESSO
(craquelê, decoupage, pátina, forração de caixas com tecido, ...)
SCRAPBOOKING

2a feira: 9:30 às 12:30 ou 14 às 17h
6a feira: 9:30 às 12:30 ou 14 às 17h
sábado: 9:30 às 12:30
4 aulas - R$ 110,00

PINTURA EM TECIDO COM STENCIL OU DECOUPAGE

4a feira: 9:30 às 12:30
4 aulas - R$ 110,00

PINTURA ÓLEO SOBRE TELA
3a feira: 9:30 às 12:30

5a feira: 9:30 às 12:30 ou 13:30 às 16:30
4 aulas - R$ 160,00

DESENHO ARTÍSTICO / PINTURA ACRÍLICA OU ÓLEO SOBRE TELA
(crayon, pastel seco, figura humana) Prof. Comendador J. Neves
6a feira: 10 às 12h ou 13 às 15h

4 aulas - R$ 160,00

Em breve terão também aulas de biscuit.

Informações e inscrições: 
Tel.: (21) 2447-1593
Rua Tirol, 43 B - Freguesia, Jacarapaguá, Rio de Janeiro - RJ
Facebook: Ponto Sem Nó Artesanato 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Lembrete: AMANHÃ temos reunião do grupo de apoio Sem Transtorno!

Pessoal, conforme informado anteriormente, as reuniões do nosso grupo de apoio, que aconteceriam no dia 7 de junho, foram antecipadas para amanhã, dia 31 de maio, no mesmo local.
Todos os inscritos permanecerão em seus horários já definidos.

Agradeço mais uma vez pela compreensão, até lá!

Karen

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Assédio moral no trabalho


Excelente reportagem exibida hoje (28/05/2014) pelo Jornal Hoje, da TV Globo. Um dos entrevistados conta que foi vítima de assédio moral no trabalho e que hoje sofre de síndrome do pânico. Ele afirma que passa noites em claro, com falta de ar.

Gostaria apenas de complementar que um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) mostrou de que forma os transtornos mentais podem estar ligados a pressões impostas no ambiente de trabalho. Esta é "apenas" a terceira razão de afastamento de trabalhadores pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Confira a matéria do Jornal Hoje
:




Mais de 3,6 mil casos de assédio moral foram registrados em todo Brasil no ano passado. Qualquer tipo de humilhação dentro do ambiente de trabalho pode ser caracterizado como assédio moral.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, os bancários são os que mais sofrem: de cada três ações por assédio moral, uma vem dessa categoria.

Flávia Alvarenga

Brasília

Um bancário, que não quer se identificar, diz que cada vez que atingia uma meta de venda de seguros ou de previdência, a meta crescia. Quando ele não conseguia cumprir a nova exigência, recebia um prêmio humilhante: “O nome do troféu era pinico. Horrível. A sensação era a pior possível”.
As denúncias por assédio moral cresceram 7%. As principais vítimas são mulheres, principalmente as grávidas e mães solteiras, pessoas mais velhas, obesas e negros.
De acordo com o Ministério Público, os motivos que levam a essa relação de conflito são necessidade de aumentar a produtividade, competição exagerada, metas difíceis de alcançar e tentativa de forçar um pedido de demissão.
Com um clima ruim, o rendimento do funcionário na empresa cai, ele passa a ter dificuldade de concentração e se sente inútil. Segundo o Ministério Público do Trabalho, esses casos também costumam afetar a saúde. Há relatos de pessoas que começaram a sofrer de insônia, depressão, que perderam o apetite ou ganharam peso.
Foi o que aconteceu com o bancário ouvido pelo Jornal Hoje, que foi rebaixado de função: “Eu engordei 30 quilos e hoje sofro de síndrome do pânico. Passo noites em claro, com falta de ar”, relata.
O advogado trabalhista, Carlos Vinicius Amorim, explica que é difícil separar o assédio moral da política da empresa e que o funcionário precisa tomar cuidado para não confundir uma exigência com um caso de perseguição pessoal: “A cobrança para atingir metas pelo funcionário é inerente ao empregador. Isso faz parte do cenário atual da economia competitiva global”.
Porém, o trabalhador que realmente for vítima de assédio deve buscar ajuda. "Pode procurar o RH da empresa, desde que ela observe que ali as pessoas tenham independência, autonomia e podem resolucionar o problema. Se não for o caso, o melhor é buscar um auxílio fora, que pode ser pelo sindicato, do Ministério do Trabalho ou associações de vítimas de assédio moral", explica Adriane Reis de Araújo, Procuradora Regional do Trabalho.
Existem vários tipos de assédio moral e muitas maneiras de ser incomodado com esse problema. É considerado assédio moral tudo que exponha uma pessoa ao ridículo: contar uma piada que humilha alguém, colocar apelido que ofende, xingar e gritar são exemplos.
Até o chefe que controla o tempo que o funcionário leva para ir ao banheiro, se isso acontecer de uma forma muito rigorosa, também pode ser entendido como assédio.
O mais comum no ambiente de trabalho é que o assédio moral aconteça de forma dissimulada, como nos exemplos a seguir:

- Dar tarefas impossíveis e metas muito altas;
- Passar trabalho que o funcionário não sabe fazer;
- Isolar a pessoa;
- Escondendo informações importantes, que poderiam ajudar no crescimento profissional;
- Sobrecarregar o funcionário;
- Não delegar tarefas.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Aviso importante: antecipação da reunião de junho do grupo de apoio Sem Transtorno

Amigos,

Fui convidada para participar de um evento muito bacana e que considero importante para o meu crescimento pessoal e o do projeto Sem Transtorno. Trata-se de um workshop destinado a mulheres empreendedoras, promovido pelo maquiador Fernando Torquatto. Esse evento acontecerá nos dias 7 e 8 de junho, aqui no Rio de Janeiro. (http://www.mulheresquetransformammais.com.br/)

Por este motivo, informo a todos os inscritos para as reuniões do dia 7 de junho, que estou antecipando nosso encontro para o próximo sábado, dia 31 de maio, no mesmo local.
Todos os inscritos permanecerão em seus horários já definidos. Peço apenas que me confirmem presença, novamente, por e-mail (semtranstorno@gmail.com).

Agradeço desde já pela compreensão de todos.

E se alguma de vocês tiver interesse em saber mais sobre este workshop e, quem sabe, participar dele também, é só entrar no site www.mulheresquetransformammais.com.br

Mais informações e inscrições: 99779-9928, falar com Rodolfo.
Um grande abraço,

Karen 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Depressão é principal doença da adolescência

Muitos jovens ficam sem diagnóstico, pois sinais se parecem com problemas típicos da idade, dizem especialistas

Jovem de 16 anos que luta contra a depressão (foto: Fabio Seixo)

Flávia Milhorance - Jornal O Globo (editoria Sociedade)
Publicado: 
“Fico muito triste de repente. Para aliviar essa tristeza, cortava a pele, me queimava, me mordia. Fiz isso várias vezes”. O relato é de uma jovem de 16 anos, a caçula da família. Ela vive uma rotina difícil, com pai alcoólatra, além de mãe e irmã mais velha dependentes de drogas. No colégio, a delicada situação familiar serve de motivo para o bullying, o que a levou a se isolar na biblioteca durante o recreio. Diz não ter amigos. Passa o intervalo lendo, gosta de romances como os de John Green, mas não consegue se concentrar, e seu rendimento escolar caiu.

O psiquiatra que a atende na Santa Casa de Misericórdia do Rio, Gabriel Landsberg, conta que ela sofre de depressão e ansiedade. Embora seu ambiente desestruturado colabore, as crises depressivas são comuns nesta fase. Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que esta é a principal causa de doença entre jovens de 10 a 19 anos. O tratamento precoce é a melhor forma de prevenir problemas graves no futuro, não apenas de adolescente, mas de adultos, e por isso foi tema de mais uma edição da série Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar, na Casa do Saber O GLOBO.

- A automutilação não ocorreu para chamar atenção nem foi, de fato, uma tentativa de suicídio. É que a dor física era mais suportável do que a emocional - explica Landsberg ao falar sobre a menina. - Há muitos adolescentes sem diagnóstico porque não pedem ajuda. Os pais acham que os sinais são típicos da idade.

Uma dor que permanece oculta

Isolamento, irritabilidade, rebeldia, melancolia. Características consideradas típicas da adolescência podem ser indícios de uma depressão. A psicanalista Sara Kislanov, palestrante dos Encontros, acrescenta que o jovem passa por modificações hormonais, está em busca de uma identidade e tem a perda de idealizações, por exemplo do corpo ideal, que podem se transformar em conflitos mais sérios.

- É um momento muito sofrido, de muitas perdas, que provavelmente contribui para o aumento do índice de depressão - afirma.

Há pouco mais de um ano, Vinícius Brandão teve a doença. Mudou-se de cidade, ficou desempregado, tinha saudade da vida anterior. Sentia-se sozinho e isolava-se cada vez mais. Conseguiu sair desse ciclo vicioso com a ajuda médica.

- Na terapia acabei descobrindo que tive depressão desde bem novo. Era tímido, gordinho, me sentia excluído, sofria muito bullying - comenta o jovem, que hoje planeja realizar um documentário sobre a doença. 

- Descobri que há muita desinformação sobre o tema, muitos acham que é uma frescura.
Chefe da psiquiatria infantil da Santa Casa, Fábio Barbirato destaca que 12% dos jovens de 12 a 18 anos sofrem de depressão, enquanto esse índice não chega a 10% entre adultos. Além disso, 77% dos adultos com depressão tinham histórico de sintomas também na infância ou adolescência.

- Há riscos graves de uma depressão não tratada, entre eles, evasão escolar, abuso de álcool e até suicídio, a terceira maior causa de morte entre adolescentes - exemplificou o psiquiatra que está reestruturando o ambulatório da Santa Casa para receber até 80 crianças e jovens com depressão. - A doença pode ser grave, mas às vezes é vista como um mal menor.

No Brasil, 21% dos jovens entre14 e 25 anos têm sintomas indicativos de depressão. Entre as mulheres, a proporção é de 28%, segundo dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

- Notamos ainda que o álcool estava relacionado ou ocorria ao mesmo tempo em que o jovem contava que se sentia deprimido ou pensava em atos suicidas - ressalta Ilana Pinsky, professora da Unifesp e uma das coordenadoras do estudo, que ainda explica: - O álcool é um depressor do sistema nervoso central, além de estimular atos impulsivos.

Além do abuso do álcool, outro fator que preocupa quando o tema é depressão ou ansiedade é o uso de medicamentos. Não à toa, a FDA (agência de remédios nos EUA) e o Instituto de Saúde Mental do país pedem maior cuidado na prescrição de adolescentes. Na verdade, o alerta deve ser geral, defendem especialistas. O uso de antidepressivos e ansiolíticos é recomendado para casos específicos e pode causar dependência. Mesmo assim, uma legião de pessoas parece não se importar com os riscos.

Medicamento para quem precisa

Para se ter uma ideia, na comparação entre abril de 2010 e abril de 2014, a venda do popular ansiolítico Rivotril cresceu 25% (de 40,3 mil unidades para 50,3 mil), segundo levantamento feito pelo IMS Health a pedido do GLOBO. Isso torna o país o segundo maior consumidor desse medicamento no mundo. Além disso, a venda de antidepressivos cresceu 7% na comparação entre abril deste ano e de 2013; e atingiu o montante de R$ 2,2 bilhões só em abril passado.

- O tratamento da depressão não se restringe à prescrição de remédios. Eles têm efeitos colaterais sérios, e digo sempre que a cura não pode ser pior que a doença - afirmou o psiquiatra Marco Antonio Alves Brasil, palestrante dos Encontros.

(foto: Gustavo Miranda)
O psiquiatra, assim como Ilana Pinsky, admite que há casos em que os remédios de fato ajudam. É o que também busca lembrar Karen Terahata, de 38 anos, diagnosticada com depressão e síndrome do pânico. Ela hoje mantém o blog “Sem Transtorno” para esclarecer “pontos negros” sobre essas doenças. E o uso de medicamentos é um dos principais:

- Um dos meus objetivos com o blog é quebrar preconceitos, entre eles o da medicação. Claro que nem todos devem usá-la, mas eu mesma resistia ao uso pelos medos criados na sociedade: de que causam dependência, são a falsa pílula da felicidade, e por aí vai. Hoje tenho uma qualidade de vida que não tinha.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/depressao-principal-doenca-da-adolescencia-12588925#ixzz32qXZmH00 
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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Núcleo Integrado, no Rio de Janeiro, cria grupo terapêutico para homens

Inscrições abertas!
Para se inscrever, clique aqui.


"Homens não tratados emocionalmente fazem escolhas incorretas, passam a depender de relacionamentos que os consomem e não adquirem estrutura emocional para mudarem o rumo de sua vida. Isso para não falar das dependências químicas e quadros clínicos"
. (Luiz Cuschnir, psiquiatra e autor do livro Homens sem máscaras – paixões e segredos dos homens)

Saúde, coragem e paz!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Divulgando: "Fobia de dirigir" - Palestra aberta ao público em São Paulo

Palestrante: Cecília Bellina, psicóloga
Data: 31/05

Horário: 14h
Local: APORTA Unidade Santana - Clínica Cecília Bellina - Rua Jovita, 440
Clique na imagem para vê-la ampliada

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Concurso cultural no Sem Transtorno!



Como participar?
Conte sua história de superação (como superou o pânico ou está superando) e envie para o e-mail supereimeumedo@gmail.com até o dia 8/06/2014. Uma comissão julgadora, formada pelo Blog Sem Transtorno e pela Editora Schoba, selecionará as três melhores.

Quem pode participar?
O participante deve ter, no mínimo, 18 anos, residir no Brasil e aceitar que sua história seja publicada no blog (caso seja selecionada).


Premiação
Os autores das três histórias mais emocionantes e motivadoras ganharão um exemplar do livro A garota que tinha medo, de Breno Melo.

O livro A Garota Que Tinha Medo conta a história de Marina, uma jovem universitária

que sofre de síndrome do pânico.

Como quase todos nós, os chamados "panicosos", Marina teve uma primeira crise traumática e precisou passar por outros ataques aterrorizantes até descobrir que precisava de tratamento mental.

Situações bastante comuns para quem vive ou já viveu a doença, como o pavor nas primeiras crises e o frio afastamento do namorado preconceituoso, são contadas de maneira bastante esclarecedora. Aproxima, dessa forma, um leitor que pouco sabe sobre o assunto e ajuda a diminuir o preconceito.

A
lgumas referências históricas e religiosas podem ser um pouco cansativas, mas escolhi um desses momentos para compartilhar com vocês. Talvez por refletir uns dos meus mais inquietantes sentimentos. 


       "Péqui voltou sozinha, não havia conseguido ajuda e viu os momentos finais de meu desespero, quando os sintomas haviam diminuído a ponto de já não caracterizarem um ataque.
- Está melhor?

- Agora, sim. Mas e daqui a cinco minutos?
       A verdade é que eu poderia ter outro ataque a qualquer momento. Alguns panicosos têm vários ao dia. 

       Lancei lágrimas sobre meu peito como o céu acima lançava pingos sobre o solo. Por que Deus não Se manifestava no meio dessa tempestade para falar comigo? Por que Ele ao menos não me dava uma satisfação? Eu me desmanchava em lágrimas e não sabia exatamente o motivo.
       Mas chorar depois das crises era pouco, e eu voltava a chorar pelas crises que havia tido, pelas que poderiam vir e por tudo o que havia perdido devido a elas. (...) Me senti um lixo e tive raiva de Deus, que havia criado este lixo.
       (...) Nunca mais fui a mesma depois do primeiro ataque, temendo as pessoas ou os lugares. Tinha medo de passar por outros ataques, que poderiam acontecer a qualquer momento.
       Voltar aos lugares onde eu havia tido crises era praticamente impossível. Enfrentar multidões agora me metia medo! E ficar sozinha me deixava ansiosa, porque temia entrar em pânico sem que houvesse alguém de confiança por perto.

       Por que eu tinha de sofrer gratuitamente como Jó? Minha raiva de Deus se redobrava, ainda que continuasse menor que meu desespero. Me lembrei das aulas de Filosofia; me lembrei de Hegel. Para ele, Deus não intervém neste mundo, que funciona sozinho. Milagres? Não há milagres. (...)
       Refletindo sobre Deus, concluí que Ele era ausente e inativo demais para corresponder ao Ser onipresente e todo-poderoso da Bíblia. Deus não era como eu imaginava e me decepcionei. Eu poderia Lhe agradar ou ofendê-Lo, que Ele não moveria uma palha".

Nova chamada: Instituto de Psiquiatria da UFRJ convida voluntários para projetos de pesquisa

O professor Sergio Machado, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e do Departamento de Ciências da Atividade Física da Universidade Salgado de Oliveira, convida portadores de transtorno do pânico, depressão (adultos e idosos), fobia socialtranstorno bipolar a participarem de seus projetos de pesquisa para tratamentos dessas doenças.


Informações através do e-mail: secm80@gmail.com


Participe!

Anvisa suspende comercialização e uso de lotes de remédios antidepressivos

Há suspeita de resíduos no princípio ativo dos medicamentos Aropax e Paxil.

Leia a matéria:

terça-feira, 6 de maio de 2014

Repassando: Encontro mensal do Grupan - Belo Horizonte, Minas Gerais

Esse sábado tem!

ENCONTRO MENSAL DO GRUPAN - Grupo de Apoio aos Portadores de Transtorno do Pânico e distúrbios de ansiedade


Dia: 10/05/2014

Horário: 15h
Entrada gratuita


Confirme sua presença pelo 

e-mail: fernandomineiromg@gmail.com

Local: Sede do GruPan - Rua Sucuri, nº 720 - Bairro São Geraldo - 
Belo Horizonte - MG


Fernando Mineiro - Coordenador do GruPan

sábado, 3 de maio de 2014

Gostaria de agradecer a cada um que compareceu às reuniões de hoje; que dedicou momentos preciosos do seu final de semana para se dedicarem não somente a si próprios, mas a todos nós que participamos do encontro. 
Os dois grupos foram ótimos! Mais uma vez tivemos a oportunidade de aprender um pouco mais com novas histórias, de nos emocionar, de rir, de enxergar outras alternativas e melhores perspectivas. 
A cada reunião tenho me sentido mais fortalecida, mais inspirada para continuar, e devo isso a vocês, que me incentivam de várias formas enviando mensagens, comentando no blog, indo aos encontros, dando sugestões, depoimentos... 
Eu digo e repito: isso é só o começo! :)
Um beijo grande e até o nosso próximo encontro! 
Karen Terahata

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Acabe com sete mitos sobre o uso de antidepressivos

Ainda sobre antidepressivos, encontrei uma matéria da repórter Laura Tavares, no site Minha Vida, que se propõe a derrubar alguns mitos relacionados ao uso desse tipo de remédio. 

Entenda como esse medicamento age no seu organismo e evite surpresas

Os sintomas da depressão ainda fazem desta doença um dos problemas mais difíceis de ser diagnosticado - o desafio começa no próprio paciente que, ao se defrontar com a sensação de tristeza, pessimismo e baixa autoestima, nem sempre consegue identificar quando tudo isso sinaliza um estado passageiro, causado por frustrações de rotina, ou um transtorno de humor que merece - e exige! - tratamento. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão, dos níveis mais leves aos mais severos, atinge cerca de 121 milhões de pessoas no mundo, hoje em dia*. Parte desse grupo é tratada com medicamentos genericamente conhecidos por antidepressivos. "Eles estimulam a produção de neurotransmissores que estão em falta e inibem a produção daqueles em excesso, gerando um equilíbrio que permite o bom funcionamento cerebral", afirma o psiquiatra e psicoterapeuta Fernando Portela Câmara, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

A disposição para lidar com dificuldades, a melhora do humor e o aumento da tolerância em situações de conflito (alguns dos efeitos possíveis do consumo desse tipo de remédio), no entanto, acabam fazendo com que muita gente faça o consumo sem necessidade. "A prescrição médica é indispensável no caso dos antidepressivos, que têm uma enxurrada de efeitos colaterais capazes de prejudicar a saúde física e mental do paciente se o uso não for realizado com os cuidados adequados", diz o especialista. Entre os principais riscos, estão o erro na dose e na frequência de ingestão, a combinação com outros medicamentos (quando uma das fórmulas pode perder a eficiência ), além da associação com bebidas alcoólicas.

Por outro lado, muitos pacientes torcem o nariz quando saem do consultório do psiquiatra com uma receita médica. "O medo de ficar viciado em antidepressivos ou perder a vitalidade sexual sempre aparece nas consultas", afirma o professor de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcelo Fleck, editor da Revista Brasileira de Psiquiatria. Com a ajuda dele e de outros especialistas, tire suas dúvidas sobre esse tipo de medicamento.

Danificam o cérebro
Segundo o professor de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcelo Fleck, editor da Revista Brasileira de Psiquiatria, não há qualquer evidência de que o uso de antidepressivos danifique o cérebro. Na verdade, estudos apontam exatamente para a ideia oposta. "Pessoas que ficaram expostas a sintomas depressivos por muito tempo costumam apresentar alterações cerebrais, como a diminuição da ramificação dos neurônios, o que atrapalha a troca de informações nervosas", explica. Assim, como os antidepressivos tendem a combater os sintomas da depressão, eles são aliados do bom funcionamento do cérebro. "Para colher esses benefícios, entretanto, é fundamental seguir a prescrição médica", afirma.

Causam dependência
Antidepressivos não têm potencial para provocar dependência no usuário. "Ao contrário dos chamados ansiolíticos, drogas tranquilizantes que exigem receituário na cor azul, os antidepressivos são medicamentos psicoativos, que não possuem tarja preta e são prescritos em receituário branco especial", afirma o psiquiatra Fernando Portela Câmara. Mesmo assim, esses medicamentos não devem ser abandonados de maneira abrupta. "Apenas a retirada gradual possibilita a reorganização do organismo sem as substâncias fornecidas pelo antidepressivo", explica.

Alteram a personalidade
Para Fernando Câmara, antidepressivos não alteram a personalidade de quem faz uso deles, mas permitem que o paciente tenha mais ânimo para tomar decisões. "Quem convive com os sintomas da depressão costuma ser reprimido e tende a se isolar da sociedade. O uso desses medicamentos ajuda você a sentir prazer novamente", afirma. A confusão, nesse caso, aparece quando os sintomas da doença são interpretados como características pessoais - o que, realmente, é difícil de delimitar. Como definir se alguém é reprimido ou apenas tímido? Fazer essa distinção é apenas um dos desafios dos psiquiatras, o problema é que eles só podem ajudar quando o próprio paciente desconfia que precisa de ajuda e procura um médico.

Benefícios são decorrentes do efeito placebo
"Se o paciente foi devidamente diagnosticado, basta um antidepressivo para reverter a situação", afirma o professor de psiquiatria Marcelo Fleck. Mas os efeitos do medicamento, de fato, são difíceis de medir no caso de uma depressão leve, quando uma terapia ou até o início de uma atividade física também trazem resultados. O efeito terapêutico do antidepressivo aparece mais claramente em depressões graves, de acordo com o especialista.

Curam a depressão
Assim como o diabetes e outras doenças crônicas, a depressão não tem cura, mas pode ser controlada. "Isso significa que o tratamento regular reduz ou zera os sintomas, que podem ou não reaparecer com o tempo", afirma o psiquiatra Fernando Câmara. Por esse motivo, o acompanhamento médico é fundamental, dispensando os remédios ou fazendo ajustes na dose. Uma visita mensal ao psiquiatra, pelo menos, é indicada para avaliação do caso.

Tem o mesmo efeito para todas as pessoas
"A mesma dose de um antidepressivo pode ter efeitos diversos em diferentes pessoas, como ocorre com qualquer medicamento", afirma o professor de psiquiatria Marcelo. Por isso, a prescrição desse medicamento, mesmo que para problemas similares, deve ser individualizada. Afinal, o médico precisa levar em conta ainda a idade do indivíduo, os outros medicamentos que ele toma, se mora com algum familiar, entre outros pontos.

São a única forma de tratamento
De acordo com Marcelo Fleck, a ingestão de antidepressivos não é a única maneira de tratar a depressão. "Uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios, por exemplo, podem funcionar como coadjuvantes no tratamento, pois são medidas diretamente ligadas ao bem-estar físico e mental", explica. O especialista aconselha ainda a adotar tais hábitos como forma de se prevenir contra o transtorno. "Principalmente quem apresenta predisposição genética para desenvolver a depressão deve ficar atento a um estilo de vida saudável para reduzir suas chances de ter o mesmo problema que seus familiares", alerta.

(* 
dados de 2012; ilustração: Mafalda, by Quino - reprodução internet)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tratamento sem remédio

Vira e mexe alguém me pergunta se acredito na "cura" do pânico sem uso de remédios.

Em primeiro lugar, não sei realmente se existe cura para o pânico nem para outros transtornos de ansiedade. O que sei é que é possível controlar os sintomas e conviver bem com eles.

Ao longo desses mais de 17 anos de convivência com o pânico, já usei florais, Maracujina, passiflora, chá de camomila, de erva-doce, e várias outras alternativas fitoterápicas.
Nenhuma delas fez efeito comigo.

Isso não significa que não ache que possam ter bons resultados com outras pessoas. Minha mãe, por exemplo, sempre tomou Maracujina e Passiflorine nos dias mais punks e até hoje, no alto de seus 80 anos, nunca precisou recorrer a um tarja preta.
Por outro lado, uma simpática senhora septuagenária que esteve em uma das reuniões do meu grupo de apoio nos contou que tomava antidepressivo há uns 20 anos: "Todos os dias tomo uns 15 comprimidos. Para pressão, colesterol, osteoporose, incontinência urinária... o antidepressivo é só mais um deles! E nem penso em deixar de tomar. Ando de bicicleta todos os dias, faço minhas coisas, me sinto muito bem!".  


É claro que isso depende do nível de ansiedade. Em alguns casos, quando se trata de uma ansiedade branda ou ocasionada por uma situação específica, a solução pode ser apenas mudar alguns hábitos ou buscar uma yoga, ou uma terapia - que, aliás, faz bem em qualquer fase da vida!
Se a solução é fitoterápica, homeopática ou alopática não importa. O que importa, na minha opinião, é que a gente não sofra com os sintomas. Que os ataques de ansiedade e a depressão não nos tire o sono, a fome, a vontade de sair, de produzir, de se divertir, de namorar, de estudar, de viver!


Se estivermos sentindo algum - ou vários - desses sintomas, devemos procurar um médico e tomar medicação SIM, sem medo de ficarmos dependentes. Isso não importa! O importante é que a gente tenha uma vida com qualidade! E daí se precisarmos tomar remédio todos os dias pro resto da vida? Quanta gente precisa?!

Inclusive, muitas de nós, mulheres, tomamos anticoncepcionais durante boa parte da vida e eles, apesar dos evidentes benefícios que nos trazem, também podem causar diversos danos à nossa saúde.
É uma questão a ser avaliada, não acha?
Pois ninguém melhor do que o seu médico para fazer essa avaliação com você. ;)

Não deixe pra depois! 


Saúde, coragem e paz! :)

(imagem retirada da internet)



terça-feira, 15 de abril de 2014

Nova parceria - Andrea da Fonseca Pinto, estética (RJ)

Andrea Fonseca
A esteticista e massoterapeuta Andrea da Fonseca, que tem quase 20 anos de experiência e cuida de mim desde o início de suas atividades (fui sua primeira cliente!), oferece seus serviços para os leitores do Sem Transtorno no Rio de Janeiro com excelentes condições.
Para nós que sofremos com a ansiedade, nada melhor do que desfrutarmos de momentos relaxantes e, de quebra, ainda cuidarmos da nossa saúde (auto estima!!!).

Andrea tem mais de 40 cursos de aperfeiçoamento ligados à estética facial e corporal e oferece os seguintes serviços:
  • limpeza de pele (com técnicas de spa)
  • lifting facial
  • drenagem linfática facial e corporal para celulite, gestantes e pré e pós cirúrgico
  • massagem anti-stress (com técnicas de spa)
  • tratamento para redução de medidas
  • massagem modeladora
  • tratamento para acne
  • massagem foulari (técnica de massagem com utilização de lenços e movimentos de alongamento - muito relaxante!) e outros.

Atendimentos no local (próximo ao Norte Shopping) com 50% de desconto.
Atendimentos à domicílio com 20% de desconto.

Tel.: (21) 99188-8850 (Claro) / (21) 98383-4569 (Tim) /
(21) 99503-3212 (Vivo)
E-mail: andreafonseca18@yahoo.com.br

Não esqueça de dizer que é leitor do Sem Transtorno! :)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Matéria sobre o Transtorno do Pânico no Canal Futura - 10/04/2014

O Jornal Futura exibiu uma matéria muito bacana sobre o Transtorno do Pânico e o meu trabalho no Sem Transtorno. Confira.

Fiquei extremamente orgulhosa com esse convite.
Espero que possamos ajudar muitas pessoas que estejam sofrendo com o pânico e buscando reaver suas vidas "normais", com mais qualidade e alegria!

Já sei que minha mãe vai reclamar porque não arrumei meu cabelo, não passei "nem um batom"... Mas mãe: PRESTA ATENÇÃO NO CONTEÚDO!!!!!!! rsss
Meu agradecimento especial à repórter Dani Moura, que leu a matéria que fizeram comigo na Veja Rio e acreditou no meu propósito.
Agradeço também à Rosanna, minha amiga e ex-psicóloga, e à Moema, minha incrível psiquiatra, por toparem dar entrevista e divulgar meu trabalho. 
À Ana Café e Núcleo Integrado pelo apoio e suporte de sempre. 

Por fim, à Daise, produtora do Jornal Futura, pelo contato tão gentil.

Saúde, coragem e força para todos nós!!! :)