domingo, 19 de maio de 2013

Transtorno mental pode ser causado por ambiente de trabalho

Pressões e violência no ambiente trabalho: 
terceira causa de afastamento de trabalhadores 
pelo INSS
De acordo com pesquisa, 
a humilhação, perseguição e agressões prejudicam a saúde mental quando ligadas, por exemplo, à alta demanda de trabalho

São Paulo – Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) mostrou de que forma os transtornos mentais podem estar ligados a pressões impostas no ambiente de trabalho.
Esta é a terceira razão de afastamento de trabalhadores pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


O coordenador da pesquisa, o médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior, trabalha como perito da Previdência Social há seis anos e, tendo observado a grande ocorrência de afastamentos por causas ligadas ao comportamento, decidiu investigar o que tem provocado distúrbios psicológicos.

O cientista notou que a violência no trabalho ocorre pela humilhação, perseguição, além de agressões físicas e verbais e listou quatro razões principais que prejudicam a saúde mental no ambiente corporativo.

A primeira delas é a alta demanda de trabalho. “As pessoas têm baixo controle sob o seu ritmo de trabalho; elas são solicitadas a várias e complexas tarefas”, disse o pesquisador. O outro aspecto são os relacionamentos interpessoais ruins, tanto verticais (com os chefes), quanto horizontais (entre os próprios colegas).

A terceira razão é o desequilíbrio entre esforço e recompensa. “Você se dedica ao trabalho, mas não tem uma recompensa adequada à dedicação. A gente não fala só de dinheiro. Às vezes, um reconhecimento, um elogio ao que você está desempenhando”, explica Silvestre. O último aspecto citado pelo pesquisador é a dedicação excessiva ao trabalho, que também pode afetar a saúde mental.

A pesquisa coletou dados na unidade de maior volume de atendimentos do INSS da capital paulista, a Glicério. Foram ouvidas 160 pessoas com algum tipo de transtorno mental. Silvestre informa que, entre as pessoas que pediram o auxílio doença nos últimos quatro anos, uma média de 10% apresentava algum tipo de transtorno.

Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2011, mais de 211 mil pessoas foram afastadas em razão de transtornos mentais, gerando um gasto de R$ 213 milhões em pagamentos de benefícios. “Quando você entende o que gera os afastamentos, você pode estabelecer medidas para evitar os gastos”, disse. As doenças mentais só perderam, naquele ano, para afastamentos por sequelas de causas externas, como acidentes, e por doenças ortopédicas.

Em São Paulo, a pesquisa constatou a alta presença de trabalhadores do setor de serviços, como operadores de teleatendimento, profissionais da limpeza e da saúde com doenças mentais. “Mas essa variável do tipo de trabalho não se apresentou significativa no nosso estudo. Ela não apareceu como algo que influencia o aparecimento do transtorno mental incapacitante”, relata.

A pesquisa apontou que o perfil predominante entre os afastamentos foi o feminino e alta escolaridade (mais de 11 anos de estudo). Mas Silvestre alerta para uma distorção, porque as mulheres têm maior cuidado com a saúde, o que aumenta a presença feminina nas estatísticas.

“O sexo feminino apresentar uma maior possibilidade de transtorno mental está relacionado às mulheres terem facilidade em relatar queixas. Reconhece-se que as mulheres procuram os médicos com mais facilidade, elas têm uma maior preocupação com a saúde do que os homens”, contou. De acordo com o cientista, os homens demoram a ir ao médico e, quando vão, encontram-se em situação mais grave.

O fator escolaridade, segundo o estudo, pode afetar a percepção da existência das doenças. A maioria dos afastamentos ocorre com indivíduos de alta escolaridade, pois eles são mais esclarecidos. “As pessoas conseguem ter uma maior percepção de que o ambiente de trabalho está sendo opressor. Quando ela percebe que ali é um local ruim de trabalhar, ela vem a adoecer, a ter o distúrbio psicológico e termina se afastando”, disse.

Para melhorar o clima no trabalho e prevenir doenças, Silvestre recomenda que os profissionais ligados à saúde e segurança do trabalho das empresas tenham consciência sobre onde estão os fatores de risco. Ele sugere também uma melhora da fiscalização por parte dos ministérios do Trabalho e da Saúde.


(Por Fernanda Cruz, da Agência Brasil / Fonte: Exame.com)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Alimentos que aliviam a ansiedade

(ilustração: reprodução internet)
No post anterior ("Alimentos que devem ser evitados por ansiosos") falei sobre os alimentos que nós, ansiosos, infelizmente devemos evitar a todo custo. 

Agora, para tentar compensar, vou dar opções benéficas para a nossa alimentação! ;)

1) Verduras - São alimentos excepcionais para o alívio da tensão e do estresse. Acelga, espinafre, brócolis, couve, folhas de beterraba e folhas de mostarda são algumas das melhores fontes de minerais importantes para melhorar o nosso vigor, como o cálcio, o magnésio e o potássio. Muitas verduras são ricas em vitamina C, que é uma substância muito importante antiestresse.

2) Frutas - Também possuem uma ampla gama de nutrientes que podem aliviar a tensão e o estresse. Morangos, amoras, framboesas, melões e laranjas são excelentes fontes de vitamina C. Uvas e bananas são ricas em cálcio, magnésio e potássio, ótimo para a fadiga e o inchaço. Observação: em fase de muito estresse, coma a fruta, evite os sucos.

3) Féculas
- Batatas, batatas-doces e inhames são carboidratos leves, de fácil digestão para pessoas com ansiedade e tensão nervosa. As féculas são calmantes; ajudam a regular o nível de açúcar no sangue.

4) Legumes - Feijões e ervilhas são excelentes fontes de cálcio, magnésio e potássio, necessários para o bom funcionamento do sistema nervoso. Eles têm também propriedades de relaxamento emocional e muscular. Fontes de proteína, podem substituir as carnes em muitas refeições.

5) Cereais integrais - São fontes de nutrientes estabilizadores do humor. O arroz integral e o milho são boas escolhas para pessoas com sintomas moderados de ansiedade. Alternativas exóticas: quinoa e amaranto.

6) Sementes e nozes - Linhaça, sementes de abóbora, de gergelim, de girassol. São as melhores fontes de ácidos graxos, que, em níveis elevados no organismo, são muito importantes na prevenção da TPM, menopausa, transtornos emocionais e alergias. Observação: como são muito ricas em calorias, devem ser consumidas em pequenas quantidades.
7) Carnes, aves e peixes - Também devem ser consumidas em pequenas quantidades. A melhor escolha é o peixe, que contém ácido linolênico, ajudando a relaxar o estado de ânimo assim como os músculos tensos. Escolhas particularmente boas para pessoas ansiosas: salmão, atum, cavala e truta. 


(fonte: Mentes Ansiosas)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pesquisando o Sem Transtorno


Você sabia que no Sem Transtorno você pode fazer uma pesquisa por palavra chave? Lá no alto, no canto direito. Você escreve, por exemplo, "pânico" e ele indicará todas as postagens que contenham esta palavra. Não é incrível?  ;)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Alimentos que devem ser evitados por ansiosos


Quando estamos muito ansiosos, a tendência é comermos muito mais, 
não é? Muito mais e muito mais "bobagens"! 
É, porque ninguém costuma pensar em devorar uma travessa de salada, mas sim um pote de sorvete, uma barra de chocolate inteira, pipoca, biscoito, sanduíche... Você não pensa? Ah, eu penso!!! :)

De acordo com a médica Ana Beatriz Barbosa Silva, alguns alimentos deveriam ser completamente eliminados, ou ao menos drasticamente reduzidos a pequenas quantidades, pelos portadores de ansiedade moderada a grave:

1) Cafeína (café, chá preto, refrigerantes a base de cola etc.) - A cafeína deflagra ansiedade e até mesmo sintomas de pânico porque excita diretamente vários mecanismos de estimulação do corpo. Além disso, a cafeína estimula a descarga de hormônios do estresse, intensificando ainda mais os sintomas de nervosismo e agitação. Ana Beatriz recomenda que o consumo de café seja reduzido a uma xícara por dia. Por outro lado, muitos chás de erva como a camomila, a cidreira, erva-doce e hortelã-pimenta podem exercer um efeito relaxante sobre o corpo, ajudando a reduzir a ansiedade.

2) Açúcar - A ingestão excessiva de açúcar pode ser um importante fator no surgimento de sintomas de ansiedade. A pessoa pode se sentir inicialmente eufórica e depois sentir um rápido choque e uma redução profunda em seu nível de energia. Quando o nível de açúcar no sangue fica demasiadamente baixo, a pessoa sente-se ansiosa, agitada e confusa porque o cérebro é privado do seu combustível maior. O ideal é ingerir maiores quantidades de carboidratos (açúcares) complexos, como cereais integrais, batatas, legumes e frutas. Os açúcares desses alimentos são digeridos lentamente e liberados na circulação sanguínea de forma gradual.

3) Álcool - Tal como os açúcares, o álcool aumenta os sintomas de hipoglicemia e o seu uso excessivo pode aumentar a ansiedade e as oscilações de humor. O álcool pode causar profundas mudanças comportamentais quando consumido em excesso. Os principais sintomas incluem a ansiedade, a depressão, os acessos irracionais de cólera (raiva), a baixa capacidade de julgamento, a perda de memória, vertigens e a coordenação motora deficiente. Recomenda-se que seu uso seja escasso e que, quando for feito, nunca exceda duas taças de vinho, duas latas de cerveja ou apenas uma dose de qualquer destilado (uísque, vodka, aguardente etc.).

4) Suplementos alimentares - Milhares de suplementos químicos são usados na fabricação comercial de alimentos. Alguns podem produzir sintomas alérgicos e desencadear ansiedade em muitas pessoas. Alguns pacientes queixam-se de que o uso do adoçante artificial aspartame precipita neles sintomas pré-pânico, como taquicardia, respiração superficial, dores de cabeça, ansiedade e vertigem. O mesmo ocorre com o glutamato monossódico, tempero usado para realçar o sabor de alguns alimentos.

5) Laticínios e carnes vermelhas - Devem fazer parte da dieta de forma moderada, já que a digestão de ambos é extremamente difícil para o organismo e, por essa razão, podem agravar a depressão e a fadiga que coexistem em muitas pessoas com sintomas de ansiedade.




(fonte: livro Mentes Ansiosas / foto: reprodução internet)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Botox contra depressão???

Dra. Doris Hexsel
Dermatologista revela que Botox ajuda a superar a depressão

A dermatologista Doris Hexsel, autora do primeiro livro mundial sobre o uso cosmético da toxina botulínica, é a investigadora principal do Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia, de onde sai o primeiro estudo brasileiro comprovando os efeitos antidepressivos do Botox.

O artigo, que acaba de ser publicado em uma das mais conceituadas revistas médicas internacionais, a Dermatologic Surgery, mostra que os efeitos não se devem ao aumento de autoestima. Vão além disso.

Quando se observou que as pessoas se sentiam tão bem ao se submeterem a essas aplicações, achava-se que era por estarem melhor e mais bonitas. O estudo tentou descobrir se era isso mesmo. "O que podemos afirmar é que o tratamento cosmético com Botox melhora os depressivos realmente, mas não é pela "via" de estarem mais bonitos ou por melhorar a autoestima", diz a médica, que se divide entre duas clínicas: em Porto Alegre e no Rio.

"Como isso age no organismo? Terá que ser objeto de novas pesquisas", e completa: "Tem que fazer um estudo testando outros meios que podem estar envolvidos na melhoria dos sintomas. Não dá para afirmar nada agora porque não se sabe e não se saberá antes de um aprofundamento."



(fonte: IG)

domingo, 12 de maio de 2013

Tratamento durante a gravidez


Por Karen Terahata

Se a gravidez, por si só, já traz muita ansiedade, que dirá para uma ansiosa de carteirinha! Nesse caso, o que fazer? Será que podemos tratar a ansiedade com remédios durante a gestação?

Na opinião da psiquiatra Moema Costa dos Reis, médica do Hospital Barra D'Or e da Clínica Núcleo Integrado, cada caso deve ser avaliado com cautela: "Se, por exemplo, a mulher está planejando engravidar, deve tentar parar a medicação com a ajuda do seu médico, pois nenhum antidepressivo ou ansiolítico é totalmente seguro na gravidez".

No entanto, ela lembra que em alguns casos essa suspensão é inviável. "Em quadros graves de ansiedade ou depressão, em que a saúde da mulher ou a do bebê podem ser comprometidas caso a medicação seja suspensa, precisamos orientar sobre os possíveis riscos, que são baixos, mas existem, ou mesmo pensar na mudança da medicação, pois pesquisas apontam para um risco maior de malformações com determinadas drogas".


Para Moema, a decisão de adiar a gravidez também deve ser considerada. "Pensar em adiar a gravidez até que haja melhora e se possa suspender a medicação é uma possibilidade a se pensar, já que muitos quadros são breves e apresentam melhora em alguns meses".


Já durante a lactação, o perfil de medicamentos indicados é um pouco diferente, porém não é necessário evitar a amamentação se a paciente tiver um acompanhamento com o especialista. "O contato do bebê com a mãe e essa relação que se constrói durante a amamentação sobrepõe eventuais riscos e os neonatos devem ser acompanhados com cuidados adicionais pelo pediatra", afirma Moema.




sábado, 11 de maio de 2013

Jogos online e videogames contra a depressão

Desde criança, sou louca por jogos. 
Jogos eletrônicos, de tabuleiro, baralho, adedanha... qualquer um. Lembro de um joguinho portátil que eu tinha. Nos dias de hoje, equivaleria a um Nintendo DS ou um PSP, mas muito mais simples, claro. Eu não desgrudava dele!
E o Atari? Todos os campeonatos do prédio eram lá em casa. River Raid, Pitfall, Hero, Decathlon...
Puts, já entreguei a idade! rss


Aos dez anos viajei para a Disney e, no lugar de bichinhos de pelúcia, preferi trazer uma espécie de mini fliperama do Mario Bros. Ele era incrível! Aliás, era não, ele É incrível, pois o guardo até hoje e ainda empresto pro meu filho! :)

Pois bem, depois vieram outros jogos: o tetris do camelô com "aquela" musiquinha, paciência, campo minado e free cell do Windows... até chegar aos atuais joguinhos do Facebook.  
Eu jogo só um deles, e perco a noção do tempo e do espaço. E da tristeza e da ansiedade. Por que será?

Então eis que resolvo buscar alguma explicação plausível para esse "relaxamento" instantaneo e momentaneo. E não é que encontrei? Veja só esse trecho de uma matéria publicada no site M de Mulher, da editora Abril: 

Seu filho adora ficar horas jogando videogame? Isto pode ter um lado bom. Um estudo divulgado recentemente pela Universidade da Carolina do Leste, nos Estados Unidos, mostrou que os pacientes que jogavam videogame de vez em quando cortaram pela metade os sintomas de depressão e ansiedade. Claro que outras pesquisas serão feitas, mas não há dúvida de que eles melhoram o humor e reduzem o estresse.

No portal de notícias R7, encontrei ainda:

Segundo um estudo realizado pela Universidade da Carolina do Leste, jogos casuais são ótimos para diminuir esses dois grandes malesNo total, 59 pacientes com sintomas de ansiedade e depressão participaram do estudo. (...) Segundo o professor que controlou o estudo, é possível que ‘jogar um jogo casual’ seja oferecido como tratamento complementar ou até mesmo substituto a medicamentos no futuro. Em outras palavras, é melhor a fabricante do Prozac tomar cuidado, pois ele pode ser substituído por Peggle em algum momento no futuro.

Antes de terminar o post, no entanto, o autor faz a seguinte observação: o estudo foi financiado pela PopCap Games que é criadora e detentora dos direitos autorais de jogos como Bejeweled, Peggle e Bookworm Adventures.


Coincidência?

Na dúvida, sigo caminhando e jogando! ;)

Saúde e coragem a todos!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

GRUPOS DE APOIO

Você acredita naquela frase que diz que o pior inimigo é aquele que a gente não conhece? Eu acredito. E é por isso que procuro entender os problemas que eu tenho. Desta forma, me sinto mais forte e mais capaz de enfrentá-los.

Sei que muitas vezes queremos buscar essa compreensão, mas não sabemos a quem recorrer, então preparei para vocês essa relação de grupos de apoio espalhados pelo Brasil. Acredito que eles possam ser de imensa ajuda.

Caso tenham alguma observação a fazer sobre esses grupos, ou ainda conheçam outros grupos de apoio, peço que deixem um comentário ou enviem a indicação para o e-mail semtrasntorno@gmail.com . 

Saúde e coragem a todos!!! :)


Grupo de Apoio "Sem Transtorno" para pessoas com Transtorno do Pânico e Ansiedade Generalizada (TAG) 
Reuniões no primeiro sábado do mês
Coordenadora: Karen Terahata

E-mail: 
semtranstorno@gmail.com


MINAS GERAIS

Belo Horizonte


GruPan - Grupo de Apoio aos Portadores do Transtorno do Pânico

Rua Sucuri, n.º 720, bairro São Geraldo
Coordenador: Fernando Mineiro
Email: fmineiro@yahoo.com.br 

Tel.: (31) 3485-6008



PARANÁ

Curitiba

Grupo de apoio aos portadores de Transtorno do Pânico

Coordenadora: Solange
End.: Rua Conselheiro Araújo, 366 - Sala de Reuniões
Próximo ao Hospital das Clínicas - Alto das XV
Informações: (41) 9925-5527 -
Email: solange_arb@hotmail.com

PERNAMBUCO


Recife


AMPARE - Associação dos Amigos dos Pacientes de Pânico em Recife

Rua Oswaldo Cruz, n.º 393, térreo e 1º andar (prédio anexo à Associação Médica de Pernambuco), Boa Vista
Horário de atendimento: Segunda a sexta - das 7h30 às 19h30 (não fecham para almoço)
S
ábado - das 8h às 12h
Email: ampare_pe@hotmail.com
Tel.: (81) 3222-6252 (AMPARE) / 8517-1057 / 8873-7400 (coordenadora e dir. cultural: Socorro Capiberibe)

PIAUÍ

Picos

Grupo de auto-ajuda aos Portadores de Transtorno do Pânico

Coordenador: Jodson

Email:
jodsonpluz@bol.com.br

RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro (capital)

Barra da Tijuca


Grupo de Apoio 
"Sem Transtorno" para pessoas com Transtorno do Pânico e Ansiedade Generalizada (TAG) 
Coordenadora: Karen Terahata
E-mail:
semtranstorno@gmail.com
Reuniões no primeiro sábado do mês, às 9h30 (gratuito).
End.: Shopping Downtown, Barra da Tijuca - Av. das Américas, 500
Instagram: www.instagram.com/semtranstorno
www.semtranstorno.blogspot.com


SÃO PAULO


Franca

APOIAR

Coordenadora: Silvana Prado
Email: 
apoiar@apoiar.org.br  
Reuniões às terças-feiras, às 19h30 (gratuito).
Caso prefira atendimento particular, preencha uma ficha no Apoiar e uma psicóloga marcará um horário para entrevista.
End.: Rua Cavalheiro Ângelo Presoto, 428, São José
Tel.: (16) 3432 - 1233 / (16) 3017-9497
www.apoiar.org.br


São José dos Campos

Grupo de auto-ajuda aos portadores da Síndrome do Pânico (Gaspan)
Reuniões: quintas-feiras, das 20h às 21h.
Coordenador: Douglas Alexandre de Brito
Rua Paraibuna, nº 1312 - Jd. São Dimas
São José dos Campos - SP - Cep: 12245-021
Tels.: (12) 3341-4062 / 98149-0445
E-mail: douglas.brito@uol.com.br
Site: www.psicanalistadouglasbrito.com.br

São Paulo (capital)

ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos
Rua Borges Lagoa 74, conjunto 02, Vila ClementinoTel.: (11) 3256-4831, de 2ª a 6ª feira, das 13h às 17h. 
www.abrata.org.br

Atividades:

  • Grupo de Acolhimento (palestra de esclarecimento sobre a ABRATA e sobre os Grupos de Apoio Mútuo para familiares e portadores)
  • Grupos de apoio mútuo (GAM) para portadores de depressão, transtorno bipolar e familiares. Indispensável participar primeiro do Grupo de Acolhimento.
  • Interatividade (encontro entre familiares e portadores)
  • Palestra psicoeducacional (palestras com psiquiatras e/ou psicólogos, esclarecimentos sobre sintomas, tratamento e dificuldades dos transtornos do humor). Inscrições obrigatórias para todas as atividades devido ao número limitado de vagas, através do telefone: (11) 3256-4831, de 2ª a 6ª feira, das 13:30 às 17h. 
     




sábado, 4 de maio de 2013

Planos de saúde devem cobrir tratamentos para o bem estar mental

Durante muitos anos, a saúde mental não era considerada parte integrante da medicina. 
Por muitos profissionais, essa área era tida como secundária, e os planos médicos não cobriam boa parte dos tratamentos que tinham como objetivo o bem estar psicológico dos pacientes.

Com o passar do tempo, ficou cada vez mais evidente que é preciso tratar as pessoas como um todo, e não apenas partes do organismo e suas doenças individualmente. 


Com a humanização da medicina e entendimento que a mente e corpo devem ser tratados como um, os tratamentos mentais entraram na lista de procedimentos oferecidos pelos planos de saúde.

Muita gente não sabe disso, mas as consultas com psicólogos e terapeutas estão previstas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, que estabelece que esse tipo de atendimento deve ser oferecido pelos planos de saúde. Essa determinação existe desde 1999, ou seja, há 14 anos. A questão é que muitas pessoas ainda não sabem disso e acabam pagando por seu tratamento do próprio bolso, ou seja,  na modalidade particular.

Assim como nos atendimentos de outras áreas, é preciso utilizar os profissionais que são oferecidos pelo seu plano. “Se o profissional da área estiver cadastrado no plano, o procedimento deve ser gratuito. Caso o consumidor opte por um profissional de fora, é importante que ele esteja atento aos valores e opções de reembolso oferecidos pela operadora”, diz Gabriela Guerra, advogada e especialista na área da saúde.

Quanto às consultas, os planos estabelecem alguns limites ao cliente. São disponibilizadas 40 sessões por ano com psicólogos e terapeutas ocupacionais e 12 sessões de psicoterapia. No entanto, essa restrição pode ser interrompida quando há uma prescrição médica ou urgência. “Essas medidas costumam ser respeitadas e raramente há conflitos entre operadoras e consumidores quando a questão é tratamento psicológico”, explica Gabriela.


Fonte: Uol - Consumidor Moderno (em 3/5/2013)

Assista: Globo Repórter investiga o estresse

Video 1 - Globo Repórter investiga mal que aflige milhões de brasileiros: o estresse.

Video 2 - Pesquisa aponta quais são as profissões mais estressantes.

Video 3 - A busca pela superação do trauma de Santa Maria (RS) 

Video 4 - Ansiedade e dependência por doces

Video 5 - Procura por acupuntura no SUS cresceu mais de 400% em cinco anos no Rio.


Contatos de quem participou do programa.

Faça o teste e confira se você está estressado.

Saúde e paz.

E respeito.
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Globo Repórter investiga o mal do século: como lidar com o estresse?

O Globo Repórter desta noite irá investigar o estresse

- Como conviver com ele e lidar com tantas pressões diárias

- Chocolate, açúcar e ansiedade: pesquisa revela o perfil dos dependentes de doces
 

- Especialistas alertam: até o desejo sexual pode ser afetado
 

- A cidade atingida por uma dor sem fim em busca de um caminho: até a Cruz Vermelha socorre os traumatizados de Santa Maria.
 

- Você sabia que a acupuntura pelo SUS ajuda milhões de brasileiros na recuperação do estresse?

- Quem sofre mais: o homem ou a mulher?


Vamos assistir e depois comentar aqui no Sem Transtorno!?

Bom final de semana a todos! 
Saúde, paz e coragem!

(Fonte: G1
)

Catherine Zeta-Jones e o Transtorno Bipolar


Catherine Zeta-Jones Divulgação
Hoje quero dedicar um post à bela atriz Catherine Zeta-Jones, que nesta semana foi internada mais uma vez para tratamento de Transtorno Bipolar.

O Transtorno Bipolar (TB) não é considerado um transtorno de ansiedade, que é o meu foco aqui no Sem Transtorno, mas ele pode ocasionar crises de pânico durante determinados períodos. De acordo com a Associaçao Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o TB é caracterizado por acentuadas alterações no humor, alternando momentos depressivos com momentos de euforia, também chamados de "mania".

Segundo matéria publicada no site do jornal O Globo, há cerca de dois anos Catherine Zeta-Jones já havia passado um período em um centro de saúde mental e falado abertamente sobre a doença. Assim como euzinha, ela não vê problema em se expor para ajudar pessoas com problemas semelhantes: "Se minha revelação ajudar alguém a buscar ajuda ao apresentar sintomas de transtorno bipolar, então já valeu a pena", ela disse. "Não há necessidade de sofrer silenciosamente nem de ter vergonha de buscar ajuda".

Aproveito para indicar um blog que aborda o TB, é o Mente Inquieta. Nele, além de informações sobre a doença, você poderá encontrar uma relação de grupos de apoio a bipolares e seus familiares. 

Saúde a todos, paz e coragem! ;)


sábado, 27 de abril de 2013

Famosos Ansiosos - parte 5 (Gisele Bündchen)

   (Frazer Harrison/Getty Images Entertainment)
Continuando nossa série dos famosos que, como qualquer pessoa normal, também passam por problemas com a ansiedade,  vamos ver o caso da supermodel Gisele Bündchen.

Gisele revelou certa vez ao site de notícias JB Online que teve claustrofobia. Ela acredita que o transtorno tenha sido causado por uma crise de ansiedade que sofreu durante um voo para a Espanha.

Segundo a modelo, o avião era muito pequeno, com capacidade para apenas quatro passageiros, e além disso ela precisou  enfrentar uma enorme tempestade. "Foi desesperador, depois daquilo passei uns dias sem poder ficar em lugar fechado".
Gisele decidiu então voltar à pratica da Ioga e garante que, com isso, conseguiu ficar curada sem uso de remédios

A psicóloga Jussara Benatti tem dúvidas se a modelo teve mesmo claustrofobia. "Essa doença não é um trauma passageiro. Normalmente não é manifestada em um período tão curto", esclarece. "Caso contrário, todo mundo que tem um medinho vai sair dizendo que tem uma fobia."


De acordo com a professora do Instituto de Psicologia da USP, Leila Tardivo, a diferença entre o medo e a fobia é a existência de fantasias, ou seja, quando não há um perigo real. "Se a pessoa for bem estruturada emocionalmente, madura, ela pode superar a situação de trauma, assim como fez Gisele", opina. "Mas é importante ressaltar que há graus diferentes. Em casos mais graves, o paciente precisa ser estimulado por amigos, pela família e procurar ajuda médica", explica Leila.

Jussara Benatti explica que, durante o tratamento, o profissional pode inclusive acompanhar o paciente na situação que provoca o medo, combatendo-o progressivamente por meio de exercícios.
Ela afirma ainda que muitas pessoas convivem com a claustrofobia por toda a vida. "Há quem consiga evitar o uso de elevadores. Outras pessoas fazem rotas alternativas para não passarem dentro de túneis", exemplifica.

A professora Leila Tardivo lembra que isso depende muito da profissão da pessoa. "Empresários e modelos como Gisele Bündchen precisam usar o avião como meio de transporte. Nesses casos é preciso um tratamento intensificado, pois esses profissionais não podem evitar determinadas situações". 

Fonte:
JB Online, portal Terra

Veja também:
Famosos Ansiosos - parte 4

sábado, 20 de abril de 2013

Entendendo o TDAH


Ultimamente, e cada vez mais, tenho atribuido grande parte dos meus problemas de ansiedade e depressão ao Déficit de Atenção (TDAH).
 

Na minha infância o TDAH não tinha esse nome pomposo, era mais conhecido por relaxamento, distração e preguiça mesmo. Mas os prejuízos eram os mesmos.

Na minha busca incessante por explicações e novas perspectivas, desta vez sobre o TDAH, encontrei o site do médico neurologista Mario Peres.
Não o conheço pessoalmente, como não conheço a maioria dos profissionais que menciono no blog. Mas procuro divulgar qualquer informação ou mensagem que me toque positivamente de alguma forma e que eu ache que também possa tocar da mesma maneira quem sofra com o mesmo problema que eu.

Os pacientes com TDAH, com certeza, irão se enxergar aqui. Sempre que leio alguma coisa sobre esse assunto, me dá vontade de chorar de tanto que já sofri e ainda sofro com isso.

 
Quem convive com algum portador de TDAH vai se lembrar dele. Mais do que isso, espero que passem a enxergá-lo de forma mais benevolente, com mais compaixão e, por que não, paciência!
Rotular alguém de forma negativa não vai ajudar em nada, pelo contrário, só fará com que essa pessoa se sinta ainda mais incapacitada, desmotivada e deprimida. Para superarmos essas limitações e levarmos uma vida mais feliz, precisamos de compreensão e um pouquinho de generosidade.

Boa leitura, saúde e paz para todos.
:)


O que é o TDAH?

TDAH é o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, uma doença caracterizada por desatenção, inquietude e impulsividade, que acomete crianças e adultos.  


Crianças com TDAH costumam ser vistas como bagunceiras, irrequietas, hiperativas, distraídas, sonhadoras, que vivem no mundo da lua. Geralmente, na idade adulta, a hiperatividade, agitação e impulsividade diminuem de intensidade e a distração fica mais evidente.
O TDAH pode acometer os adultos, apesar de ser uma doença mais conhecida na infância.

Uma característica marcante do Transtorno do Déficit de Atenção é sua alta taxa de associação com outras doenças (comorbidades). Em crianças, calcula-se que mais da metade dos casos ocorrem acompanhados de outros transtornos. Em adultos, estima-se que esse índice seja ainda maior.
Na infância, as comorbidades mais comuns são os distúrbios de aprendizado, de comportamento, os transtornos ansiosos (ansiedade, fobias, TOC, pânico), transtornos depressivos e tiques.
Em adolescentes, além desses transtornos citados, surge o abuso de drogas.

Causas do TDAH adulto

Nas crianças, os sintomas mais comuns são o esquecimento excessivo, desatenção, bem como uma incapacidade de se manter quieto. No adulto, os sintomas do déficit de atenção e hiperatividade se manifestam de maneira diferente, mais sutil. Isto pode tornar mais difícil reconhecer e diagnosticar o TDAH adulto.
Acredita-se que genes podem desempenhar um importante papel. As questões ambientais, como a exposição a cigarros ou álcool, enquanto no útero, também podem ser importantes.
Existe a teoria de que os neurotransmissores no cérebro estejam funcionando mal, como a dopamina, noradrenalina e serotonina, principalmente na região do córtex pré frontal.

Em adultos são também comuns os transtornos ansiosos, os transtornos depressivos, o abuso de drogas (incluindo álcool e tranqüilizantes), transtornos do apetite e do sono.

Os 10 sintomas mais comuns em adultos com déficit de atenção

Sintoma n.º 1: Problemas com a organização

O aumento das responsabilidades da idade adulta – trabalho, contas a pagar, e filhos, para citar algumas – pode causar grandes problemas com a organização em pessoas com TDAH. E embora alguns sintomas do TDAH sejam mais irritantes para as pessoas que convivem com o paciente do que para o próprio paciente, a desorganização é frequentemente identificada por adultos com TDAH como um grande aspecto prejudicial à sua qualidade de vida.

Sintoma n.º 2: Dirigir carro distraidamente (acidentes de trânsito)
O adulto com TDAH tem dificuldade de manter a atenção em uma tarefa. Por esse motivo, algumas pessoas ficam mais suscetíveis a acidentes de trânsito, sem falar nas multas e na consequente perda de pontos na carteira...

Sintoma n.º 3: Problemas conjugais
Naturalmente, um casamento conturbado não deve ser visto como um sinal de alerta apenas para adultos com TDAH. No entanto, existem alguns problemas que tornam pessoas com TDAH mais suscetíveis a terem problemas em seus relacionamentos. Muitas vezes, seus parceiros se aborrecem com sua dificuldade de escutar pedidos feitos e até da incapacidade de honrar seus compromissos. Se você é a pessoa que sofre de TDAH, pode não entender por que seu parceiro está chateado e ainda sentir-se culpado por algo que, realmente, não é sua culpa.

Sintoma n.º 4: Distração extrema
A pessoa pode ter grande difículdade em focar em alguma coisa e essa distração pode levar a uma história de baixa performance na carreira, especialmente em cargos de alta competitividade. Se você tem TDAH, pode descobrir que telefonemas, e-mails, ruídos ou qualquer solicitação externa afetam a sua atenção, o que torna difícil para você terminar de fazer alguma coisa. É comum ver pessoas com déficit de atenção que começam as coisas e nunca terminam.

Sintoma n.º 5: Dificuldade em ouvir
Você viaja no pensamento durante as longas reuniões? Será que seu marido esqueceu de pegar seu filho na escola, que é melhor fazer purê de batata do que batata frita pro jantar... Problemas com atenção resultam em má compreensão oral em muitos adultos com TDAH, o que conduz a uma série de mal-entendidos.

Sintoma n.º 6: Inquietação, problemas para relaxar
Embora muitas crianças com TDAH sejam hiperativas, este sintoma freqüentemente aparece de forma diferente em adultos. Os adultos com TDAH estão mais propensos a apresentar agitação ou achar que não podem relaxar.

Sintoma n.º 7: Problemas ao iniciar uma tarefa
Assim como as crianças com TDAH frequentemente adiam o início da realização da lição de casa, os adultos com TDAH frequentemente se arrastam para iniciar tarefas que exijam muita atenção. Esta procrastinação agrava muitas vezes os problemas já existentes, incluindo desavenças conjugais, problemas no trabalho e com amigos.

Sintoma n.º 8: Atraso crônico
Existem diversas razões para adultos com déficit de atenção se atrasarem para seus compromissos. Eles são muitas vezes distraídos a caminho de um evento, por exemplo, percebendo que o carro precisa ser lavado e, em seguida, que ele está com pouca gasolina, e que esqueceu de sacar dinheiro, e, antes que se perceba, já passou uma hora.
Pessoas com TDAH também tendem a subestimar o tempo que levam para finalizar uma tarefa, seja ela uma tarefa importante no trabalho ou uma simples tarefa de casa. "Em dez minutinhos eu termino". No final, percebe que não termina e fica angustiado.


Sintoma n.º 9: Ímpetos de raiva
O TDAH frequentemente leva a problemas com o controle das emoções. Muitos adultos com TDAH são explosivos com pequenas questões, tem o chamado pavio curto. Muitas vezes sente como se não tivessem controle sobre suas emoções e a sua raiva aparece mais rapidamente do que a capacidade de controlá-la.

Sintoma n.º 10: Dificuldade para dar prioridade
Pessoas adultas com TDAH têm dificuldade para priorizar as obrigações mais importantes que deverá cumprir, como o término de um trabalho. Enquanto isso, gasta inúmeras horas em algo insignificante, como um jogo no vídeo game.

Tratamento do TDAH no adulto
Existem boas opções de tratamento do adulto. Em primeiro lugar, o tratamento começa com o diagnóstico correto feito por um médico. 

As mesmas medicações usadas na criança podem ser usadas no adulto. O tratamento medicamentoso deve ser reservado para os casos nos quais aconteça algum prejuízo, alguma dificuldade na vida do paciente. Considerando que o TDAH pode estar associado a problemas diversos, como quadros depressivos, ansiedade, problemas com álcool e drogas, estas condições devem ser tratadas também.

Várias linhas de psicoterapia podem ser indicadas. No caso de adultos casados, algumas intervenções necessitam ser realizadas com o cônjuge. No caso de crianças e adolescentes, há programas de orientação e treinamento para pais e professores. Existem propostas muito interessantes de reestruturação do ambiente escolar e doméstico para crianças com TDAH. Existem também várias recomendações que podem ser fornecidas ao paciente de acordo com cada caso em particular, que amenizam suas dificuldades no dia-a-dia (tais como esquecimentos, uso de agenda, foco em uma tarefa, etc). Associação de técnicas Cognitivo Comportamentais com tratamento medicamentoso tem eficácia comprovada.

Pacientes robotizados? Remédio da obediência?
Existem muitos profissionais que prestam um grande desserviço à comunidade quando afirmam em meios de comunicação que os medicamentos “entorpecem” os pacientes, os tornam “robotizados”, “zumbis” e que este é um meio artificial de controle da doença. Provavelmente nunca acompanharam de perto um número suficiente de pessoas com Déficit de Atenção, com ou sem Hiperatividade, antes e depois do tratamento farmacológico, para observar a enorme diferença na vida destes indivíduos.
Existia uma crença de que o uso de estimulantes retardaria o crescimento de crianças e por isso se recomendava os “feriados” (alguns dias ou o final de semana) ou “férias” (meses) terapêuticas. Estudos recentes mostram que isto não acontece.

ATENÇÃO, não se automedique! Consulte sempre um médico para fazer o seu diagnóstico e iniciar o melhor tratamento.

Fonte: Dr. Mario Peres (médico neurologista e pesquisador senior do Hospital Albert Einstein), ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)


ilustração: reprodução internet
Um pouco de preocupação não faz mal a ninguém. Pelo contrário. Não somente é normal como necessário para a nossa sobrevivência. Afinal, é essa preocupação (medo, prudência) que nos faz olhar para os dois lados antes de atravessarmos uma rua, por exemplo. Mas e quando essa preocupação é exagerada?

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é basicamente uma preocupação excessiva, com motivos injustificáveis ou em níveis desproporcionais. A pessoa vive num estado de alerta permanente com pensamentos negativos bombardeando sua cabeça o tempo todo: ela pode estar com uma doença grave, pode morrer de repente, pode sofrer um acidente... E como ela não consegue relaxar, acaba se sentindo muito cansada.

Essas preocupações podem ser direcionadas a seus entes queridos também. 

 
Diagnóstico
Como o estado de ansiedade perturba a visão que a pessoa tem a respeito de si mesma e do que acontece em sua volta, é necessário que esse diagnóstico seja sempre feito por um especialista.

Uma das maneiras de diferenciar a ansiedade generalizada da ansiedade normal é através do tempo de duração dos sintomas. A ansiedade normal se restringe a uma determinada situação; mesmo que esta situação problemática persista, a pessoa tende a adaptar-se e a tolerar melhor a tensão. 

Já uma pessoa que permaneça apreensiva, tensa, nervosa por um período superior a seis meses, ainda que tenha um motivo para estar ansiosa, pode estar sofrendo de ansiedade generalizada.

Sintomas

A variação dos sintomas de ansiedade é enorme e muitas vezes pessoais. Ganho de peso, por exemplo, tanto pode não ter nenhuma relação com ansiedade como pode, para determinadas pessoas, ser a manifestação mais freqüente. 

Os sintomas mais comuns são: taquicardia; sudorese; cólicas abdominais; náuseas; arrepios; dores musculares; tremores; ondas de calor ou calafrios; adormecimentos; sensação de asfixia, nó na garganta ou dificuldade para engolir; perturbações do sono, como insônia, dificuldade para adormecer, acordar no meio da noite etc; grande cansaço ou esgotamento; sintomas depressivos.

É muito comum que o TAG esteja associado a outros transtornos mentais, como fobias específicas e pânico. Ele costuma ser crônico, duradouro, com pequenos períodos de remissão dos sintomas, e geralmente leva o paciente a sofrer com estado ansioso elevado durante anos. 
Pode vir a ceder espontaneamente em alguns casos, mas não há meios de se prever quando e se isso acontecerá.

Tratamento

A terapia cognitivo-comportamental é a que mais tem mostrado eficácia no tratamento do TAG. Em alguns casos, a intervenção medicamentosa se faz necessária e a duração do tratamento pode variar de 6, 12 meses a até vários anos. 

Observações da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva:

=> "Uma dose equilibrada e saudável de ansiedade é vital para nossa existência. Sem ela seríamos absolutamente apáticos, sem vontade de conquistas, de marchar sempre em frente para que a vida faça sentido".

=> "Estar num estado permanente de vigília e ansiedade é perder os parâmetros normais da realidade (...), navegar à deriva num mar revolto".

=> "A ansiedade excessiva estabelece uma conexão direta com o futuro que talvez nunca exista".

Vamos pensar nisso? 

Cuidem-se! ;)

Coragem, saúde e paz.
 

Fonte: livro Mentes Ansiosas, Psicosite.



sábado, 13 de abril de 2013

Uma visão mais consciente da síndrome do pânico


Com relação aos tipos de tratamentos, o que é bom para uma pessoa pode até ser bom para outra pessoa. Mas pode não ser tão bom assim para uma terceira pessoa. Ou seja,
antes do tratamento, o mais importante é a escolha do profissional que vai conduzir esse tratamento; que, através da sua sensibilidade, saberá a hora de mudar o rumo das coisas, caso seja necessário.
Estamos todos juntos nesse barco: doentes, parentes, amigos, médicos... 
Um dia essas posições podem se inverter e sempre precisaremos uns dos outros. Da compreensão, da amizade, do respeito, do apoio, do carinho.
 


A síndrome do pânico ou transtorno do pânico é um dos distúrbios de saúde que tem estado em voga ultimamente. Muitas pessoas têm sofrido com o transtorno do pânico, e os tratamentos médicos têm tido resultados positivos com algumas delas. Mas, também têm tido pouco ou nenhum resultado com outras, e isso parece ter relação com o desconhecimento de alguns aspectos essenciais e das prováveis causas subjacentes desse distúrbio por parte dos médicos e de outros profissionais da saúde.

Uma crise de pânico se caracteriza por um conjunto de estados e sintomas relativos ao medo agudo e intenso, que surgem de forma súbita e intensa, deixando a pessoa com a sensação eminente de colapso, de morte, de desespero e de falta de autocontrole. (...) Simultaneamente, ocorre um aumento brusco da produção de adrenalina, da frequência respiratória e cardíaca e outros, que podem vir associados a tremores, boca seca, tontura, mãos frias ou formigando, hiper-transpiração, pressão alta, pressão no peito, dor nas costas, entre outros sintomas.

A partir desse momento e nessa condição, a pessoa já está apresentando um medo profundo e intenso de ter uma mal súbito, um colapso, até de morrer, e fica extremamente ansiosa, agitada, ansiando por uma ajuda competente, com necessidade de espaço amplo e livre, de ar puro e de um ambiente tranquilo e seguro. (...) Depois de experimentar esses estados durante uma crise inicial, a pessoa tende a se apavorar e achar que está com alguma doença grave, que a qualquer hora pode levá-la a um colapso e isso se transforma numa insegurança crônica, que passa a deixá-la preocupada, ansiosa e até deprimida, coisas que podem se tornar gatilhos para novas crises agudas de pânico. (...)

Causas e características

Antes de tudo, precisamos entender que a síndrome do pânico é um estado emocional ou psicológico que tem intensas somatizações; ou seja: a maioria, senão a totalidade dos sintomas físicos que a pessoa experimenta (taquicardia, aperto no peito, tontura, formigamento no peito ou nas extremidades) são o resultado de estados psicológicos intensos e não doenças ou distúrbios que têm origem em más funções orgânicas verdadeiras.

Além disso, é preciso saber que a síndrome do pânico não é um estado definitivo, uma situação sem cura. Pelo contrário, muitas pessoas se compreenderam e amadureceram depois de viverem a síndrome do pânico por um tempo em suas vidas e hoje encontram-se totalmente saudáveis, lidando de forma ainda mais competente com a vida e com os problemas do que antes de terem tido o pânico, e sem precisar de quaisquer remédios.

É claro que existem pessoas que tendo vivido situações muito traumáticas (guerras, acidentes graves, ameaças mortais, catástrofes, torturas) têm muito mais dificuldades em curar-se; mas nada é impossível, e até mesmo essas, com um tratamento humano, multidisciplinar e bastante inteligente podem ter a chance de curar-se.

Os perfis psicológicos mais comuns que podem desenvolver a síndrome do pânico são: as pessoas que são educadas e polidas demais e estão, aparentemente, sempre alegres; os que não sabem dizer não e colocar limites aos outros; os inseguros, medrosos e os que temem a exposição social; os hipocondríacos; os que tiveram experiências muito traumáticas ou abusivas; os que estão sob forte ameaça de perder a vida (com doenças graves, ou ameaçados de morte); os que temem muito pelos entes queridos (e temem morrer repentinamente e deixá-los), e outros casos, onde as pressões e conflitos interiores são grandes e a expressão dos mesmos é quase nula. (...)

Mas, temos que continuar com nossas vidas cotidianas, mantendo um certo comportamento normal e socialmente adequado. Porém, no fundo, estamos angustiados, apavorados, tensos, com tremenda tristeza ou sentindo-nos incapazes de suportar a situação por mais tempo.

Nessa situação, vamos ficando cada vez mais tensos, com a mente acelerada, acumulando e acumulando sentimentos. Nossa mente se torna extremamente agitada, ansiosa, e, às vezes até caótica e meio aturdida.
Como estamos com a nossa mente voltada quase que exclusivamente para a resolução desses conflitos internos, ficamos menos atentos ao mundo, menos sensíveis e até um pouco atordoados, devido a tantos pensamentos e sentimentos confusos. (...)

Ainda assim tentamos segurar as coisas, o que só faz aumentar as pressões internas até o ponto que estamos por explodir. Então, começa a sensação de mal estar profundo, de colapso eminente, a necessidade de sair a qualquer momento do ambiente e buscar desafogo, respirar, sentar e deixar-se ir. Como a maioria das pessoas não tem consciência efetiva desse processo interior, quando os estados internos alterados chegam ao ápice, vem um profundo medo de que se esteja tendo um mal súbito, um colapso, um algo desconhecido que pode levar à nossa morte. Eis a crise de pânico.

O que fazer e como tratar a síndrome do pânico

(...) Muitos profissionais apenas receitam remédios ou estratégias que acalmam, refreiam ou entorpecem as pessoas, restringindo a sua superfície, sem dar-lhes um auxílio real e curativo. Mas o uso isolado de remédios não cura as pessoas. As estratégias bem sucedidas no tratamento da síndrome do pânico são aquelas que transmitem confiança humana, segurança e sentido de orientação sólida e coerente. E, junto com isso, são as que trazem consciência à pessoa – revelando suas posturas e conflitos internos -, que a ajudam a conhecer-se, a entender-se, a educar-se e desenvolver-se psicologicamente, tornando-a madura e competente para lidar com as diversas situações da vida e, inclusive, com alguma situação momentânea específica e difícil.

Um psicoterapeuta ou uma psicóloga competentes e humanos são ótimos profissionais para esse processo. Eles têm de ter interesse genuíno pelo paciente e serem sinceros para auxiliar no menor tempo possível o amadurecimento do indivíduo e a sua cura. Da mesma forma, um terapeuta floral ou um terapeuta corporal experientes, que compreendam os conteúdos psicológicos e as somatizações, podem ser fundamentais para a cura da pessoa. (...) Muitos outros recursos naturais podem ser utilizados com excelente proveito para o auxílio da estabilização do indivíduo durante o tratamento da síndrome do pânico: as ervas medicinais, a acupuntura, a homeopatia, as massagens terapêuticas e outros.

Porém, em todos eles é preciso ter humanidade, interesse pelo ser humano, empatia, apoio, disposição e integridade, para que assim estabeleça-se uma confiança mútua e uma possibilidade de caminho de recuperação saudável.

Antes de qualquer técnica, droga ou terapia, o acolhimento humano é ainda o melhor remédio: com apenas um toque de humanidade, verdadeiro e amoroso, é possível dissolver grandes conflitos, dores e males, que talvez os remédios levem anos para resolver.


Alberto Giovanni Fiaschitello é terapeuta naturalista e cientista social.
Publicado no The Epoch Times, edição em português.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dialogando com a dor

"Ler é o diálogo silencioso com nossos fantasmas"
Por Martha Medeiros

Não simpatizo nada com a ideia de sentir dor. Para minha sorte, elas foram raras. Vivi dois partos normais que pareceram um passeio no parque, nada doeu, sobrou relaxamento e prazer. Quando penso em dor física, o que me vem à lembrança são as idas ao dentista quando era criança. Começava a sofrer já na noite anterior, sentia enjôos fortíssimos, não conseguia dormir, passava a madrugada chorando só de imaginar que no dia seguinte teria que enfrentar a broca e seu barulho aterrorizante. Estou falando de uma época em que crianças tinham cárie - hoje muitas nem sabem o que é isso, bendito flúor. Mas o que fazer em relação a esse tipo de dor?

Se nos pega de surpresa (um tombo, uma cabeçada, um corte), suportar. Se for uma dor interna, tomar um analgésico e esperar que passe. Não se pode dialogar com a dor física. Músculos, nervos, órgãos, pele, essa turma não escuta ninguém. Ainda bem que não são dores constantes, e sim pontuais. De repente, somem.

Já a dor psíquica não é tão breve. Pode durar semanas. Meses. Sem querer ser alarmista, pode durar uma vida. Porém, é mais elegante que a dor física: nos dá a chance de duelar com ela, ao contrário da outra, que é um ataque covarde. A dor psíquica possibilita um diálogo, e isso torna a luta menos desigual. São dois pesos-pesados, sendo que você é o favorito. Escolha suas armas para vencê-la.
Armas?

Por exemplo: redija cartas para si mesmo. Console-se escrevendo sobre o que você sente e depois planeje seus próximos passos. Escrever exorcisa, invoca energia. Cartas e cartas para si mesmo, estabelecendo uma relação íntima entre você e sua dor - amanse-a.

Terapia. A cura pela fala. Você buscando explicar em palavras como foi que permitiu que ela ganhasse espaço para se instalar, de onde você imagina que ela veio, quem a ajudou a se apoderar de você. Uma investigação minuciosa sobre como ela se desenvolveu e sobre a acolhida que recebeu: sim, nós e nossas dores muitas vezes nos tornamos um só. É difícil a gente se apartar do que nos dói, pois às vezes é a única coisa que que dá sentido a nossa vida.

Livros. O mais deslumbrante canal de comunicação com a dor, pois através de histórias alheias reescrevemos a nossa própria e suavizamos os efeitos colaterais de estar vivo. Ler é o diálogo silencioso com nossos fantasmas. A leitura subverte nossas certezas, redimensiona nossos dramas, nos emociona, faz rir, pensar, lembrar. Catarses intimidam a dor. 

Meditação. Religião. Contato com a natureza. Viagens. Amigos. Solidão. Você decide por qual caminho irá dialogar com a sua dor, num enfrentamento que, mesmo que você não saia vitorioso, ao menos fortalecerá seu caráter.

Quem não dialoga com sua dor psíquica não a reconhece como a inimiga admirável que é, capaz de torná-lo um ser humano melhor. A reduz a uma simples dor de dente e, como uma criança, desespera-se sozinho no escuro.

Este texto foi presente de um respeitado repórter; meu ex-professor e hoje querido amigo.
Um solidário transtornado como nós. ;)


Coragem, saúde e força a todos!

segunda-feira, 1 de abril de 2013