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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
Participe! Workshop "Mulheres Que Transformam Mais", de Fernando Torquatto
O projeto "Mulheres que Transformam Mais" vai lhe mostrar que a vida pode dar certo quando se redescobre a autoconfiança, quando se tem sonhos que são transformados em metas e quando se coloca foco naquilo que realmente importa!
Faça como eu e participe deste workshop promovido pelo maquiador Fernando Torquatto.
Tive um final de semana maravilhoso mergulhada em mim mesma, nos meus desejos, identificando minhas qualidades e pontos fracos, e adquirindo ferramentas para desenvolver meus projetos. (Leia: http://semtranstorno.blogspot.com.br/2014/06/sem-transtorno-no-workshop-mulheres-que.html)
Quatro novas edições já estão confirmadas e as leitoras do Sem Transtorno terão condições especiais para pagamento.
Próximas turmas:
Rio de Janeiro - 06 e 07 de setembro
Belo Horizonte - 08 e 09 de novembro
Curitiba - 22 e 23 de novembro
São Paulo - 29 e 30 de novembro
Conheça: www.mulheresquetransformammais.com.br
Para se inscrever, ligue: (21) 3228-3244 ou (21) 99391-2030.
Não esqueça de dizer que é leitora do Sem Transtorno!
Aprenda a assumir a direção de seus sonhos e construa uma felicidade auto-inclusiva.
Lembre-se: você é a única responsável pela sua vida. Por isso, coloque-se em primeiro plano sem abandonar tudo aquilo que você ama!
Participe. Inspire-se. Transforme-se.
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| Fernando Torquatto entre os coachs José Luiz Lordello, Rodolfo Santos e Caê Nóbrega |
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| Primeira turma do MQT+ (Hotel Sheraton Rio - 7 de junho de 2014) |
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| Fernando Torquatto e eu :) |
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014
O remédio para depressão vicia?
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| imagem: ABP |
Veja a resposta do médico Rodrigo Machado Vieira para o Canal da Psiquiatria.
Dr. Rodrigo Machado Vieira - Graduado em Medicina pela PUCRS, Residência Médica em Psiquiatria pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Mestrado, e Doutorado em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo- USP (2005). Pós-Doutorado em Psiquiatria pelo LMP, National Institute of Mental Health (NIMH), NIH, EUA (2006-2009) . Membro Titular do Clinical Center Medical Staff e Senior Fellow, NIMH-National Institutes of Health (2009-2010). Prêmios incluindo o Award for Research Excellence pelo National Institutes of Health e ABP. É Professor orientador credenciado do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e Fundador e Ex-Coordenador do Programa de Transtornos de Humor, LIM27, IPq, USP. É Review Editor do periódico Frontiers in Neuropharmacology. Atualmente e' Diretor do Translational Research Clinic in Mood Disorders e Staff Scientist no Experimental Therapeutics and Pathophysiology Branch do National Institute of Mental Health, NIH, EUA. Fator h=24, citações 1.650 (Texto informado pelo autor) - fonte CNPq
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Saúde Mental no SUS
Uma visão panorâmica do atual cenário da assistência psiquiátrica no sistema público de saúde (o SUS) no BrasilQuase 150 milhões de brasileiros e brasileiras dependem do serviço público de saúde para terem supridas desde as suas necessidades mais básicas de bem-estar, como o tratamento de simples viroses, até cuidados complexos, como os da área de saúde mental, que envolvem o trabalho conjunto de médicos psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, assistentes sociais e profissionais de diversas outras áreas. (...)
Embora fosse necessário e urgente coibir os abusos ocorridos nos manicômios, houve um fechamento brusco das instituições destinadas à internação psiquiátrica (a partir dos anos 1980), o que resultou - e ainda resulta - na falta de leitos para receber doentes mentais graves quando têm uma crise e precisam de atenção médica intensiva. "Confundiu-se o que era má internação, feita em condições ruins, com a necessidade das internações em si", analisa o psiquiatra Sergio Tamai, um dos diretores da Associação Brasileira de Psiquiatria. Nas últimas duas décadas, enquanto a população brasileira passou de 145 milhões para 190 milhões de pessoas, o número de leitos para internação psiquiátrica passou de 120 mil para 32 mil.
Para substituir o atendimento anteriormente feito nos manicômios, o Ministério da Saúde do governo brasileiro concebeu uma política de assistência extra-hospitalar, a exemplo do que aconteceu no exterior. A nova política propõe que as pessoas com transtornos mentais sejam tratadas em instituições de saúde abertas, inseridas nas comunidades dos pacientes, permitindo que eles mantenham o convívio com suas famílias e amigos e participem da vida em sociedade tanto quanto possível. (...)
Como principal dispositivo da assistência extra-hospitalar, o governo criou os Centros de Atenção Psicossocial, ou CAPS, pela sigla, como são mais conhecidos. Os CAPS se propõem a atender pessoas com transtornos mentais graves e crônicos, como os adultos com esquizofrenia e transtorno bipolar, as crianças e adolescentes com autismo e psicoses e os usuários de álcool e drogas (ilícitas), que, ao todo, representam um universo de aproximadamente 17 milhões de pessoas, em todo o país. Cabe a esses centros prestar atendimento médico e psicológico aos pacientes; fornecer-lhes medicamentos quando necessário; e, principalmente, fazer um trabalho de reabilitação psicossocial, que significa ajudar essas pessoas a recuperar o convívio saudável com suas famílias e reintegrar-se a suas comunidades, voltando a estudar e a trabalhar ou simplesmente convivendo com outras pessoas em atividades de lazer, cultura e esporte. (...) No entanto, a vasta lista de funções atribuídas aos CAPS deixa claro que há um excesso de responsabilidades concentradas nesses serviços. O resultado é que muitos dos propósitos definidos para eles acabam não sendo cumpridos. (...)
De acordo com o promotor (de Justiça Reynaldo Mapelli Júnior), muitas pessoas não conseguem vagas para internar seus familiares no SUS, mesmo tendo um laudo médico solicitando a internação (...). Então, procuram a ajuda do Ministério Público. (...) Diz o promotor: "O ideal seria que as pessoas não entrassem no sistema de saúde pela porta da Justiça, mas isso vem acontecendo com frequência porque a omissão do poder público é enorme".
"As famílias de posses continuam a pôr seus doentes em clínicas particulares, enquanto as pobres não têm onde interná-los. Os doentes terminam nas ruas como mendigos, dormindo sob viadutos". (Ferreira Gullar, poeta, pai de dois filhos com esquizofrenia)
A falta de assistência psiquiátrica às populações pobres tem mesmo esse triste desdobramento. Estudos indicam que até metade das pessoas que vivem nas ruas sofrem de algum problema mental. (...) É preciso deixar claro que a prática de internação deve, sim, ser o último recurso terapêutico empregado, como preconiza o Ministério da Saúde. Ninguém quer um familiar passando os dias no hospital se há maneiras de tratá-lo junto da família. A ideia é que, a exemplo do que acontece m outras especialidades médicas, cada vez mais se invista em prevenção, a cada dia os diagnósticos sejam feitos mais cedo, e, mais e mais, os remédios e outros recursos de tratamento ganhem eficiência, a ponto de que a necessidade de hospitalização seja mínima. Isso já acontece, em boa medida, nos serviços particulares. (...) "Resumindo: se houver um atendimento de base que funcione, quase não é preciso internação". (Mauro Aranha, psiquiatra)
Mas, enquanto esse ganho de eficiência não ocorre no sistema público de saúde como um todo, é preciso preservar uma quantidade suficiente de leitos destinados à internação psiquiátrica, para que não haja desassistência. Para deixar claro mais uma vez: fala-se aqui de internações que duram cerca de um mês, apenas para estabilizar o quadro, como se pratica hoje, não hospitalizações de anos a fio, como se fazia antigamente. Além disso, é necessário seguir investindo na construção de uma rede de atendimento em saúde mental que funcione de fato como uma rede. Segundo os especialistas, para ter um sistema mais efetivo, é preciso descentralizar o atendimentos dos CAPS, liberando-os do excesso de funções e permitindo que exerçam sua vocação primordial - o trabalho de reabilitação psicossocial -, além de cobrir os "buracos" da rede de assistência, oferecendo outros serviços que ainda estão deficientes: ambulatórios especializados em saúde mental, para cuidar das consultas médicas e psicológicas dos quadros agudos; treinar os profissionais do Programa Saúde da Família e dos postos de saúde para tratar os transtornos mais simples na base, evitando que se agravem e cronifiquem e precisem de internações; e criar unidades psiquiátricas em hospitais gerais, para fazer a internação, quando necessário, sem que haja o estigma dos manicômios.
Fonte: livro Não é coisa da sua cabeça, de Naiara Magalhães e José Alberto de Camargo (editora Gutenberg)
Leia também:
SUS desativou quase 13 mil leitos entre 2010 e 2014 - A psiquiatria, com 7.449 leitos a menos, foi a especialidade com maior queda.
Em Juiz de Fora, Minas Gerais, pacientes do SUS reclamam de falta de psiquiatras e remédios.
Sabemos que conseguir atendimento psiquiátrico ou psicológico no sistema público de saúde é muito difícil. Se você já procurou, fez ou faz tratamento pelo SUS, nos fale sobre a sua experiência.
domingo, 10 de agosto de 2014
Colaboração: Psicóloga Rosanna Mannarino explica os ataques de pânico
Quando um indivíduo passa por uma situação de possível ou de real perigo, o organismo se mobiliza e se prepara para fuga ou agressão, apresentando uma reação de alerta nomeada de "resposta de emergência", podendo ressaltar algumas atividades como:
- dilatação das pupilas
-vasoconstrição periférica
-taquicardia e broncodilatação
-taquipneia
-atividade mental aumentada
-aumento da pressão arterial
No ataque de pânico, o medo e a ansiedade aceleram-se rapidamente e o pensamento racional é prejudicado quando a resposta de emergência é ativada. A capacidade de enfrentamento é subestimada e o indivíduo tem suas avaliações distorcidas.
As sensações, pensamentos, imagens, emoções e impulsos que ocorrem durante o ataque de pânico têm interpretações errôneas e exageradas, trazendo a sensação de despersonalização e iminência de morte.
Por temer essa crise, o indivíduo passa a evitar possíveis situações e lugares que possa ter uma crise de pânico, evoluindo até o surgimento de ansiedade antecipatória, que é a constante expectativa da próxima crise e que por si só é bastante desagradável.
O tempo, a prioridade das crises e suas consequências não se apresentam em um padrão.
As sensações, pensamentos, imagens, emoções e impulsos que ocorrem durante o ataque de pânico têm interpretações errôneas e exageradas, trazendo a sensação de despersonalização e iminência de morte.
Por temer essa crise, o indivíduo passa a evitar possíveis situações e lugares que possa ter uma crise de pânico, evoluindo até o surgimento de ansiedade antecipatória, que é a constante expectativa da próxima crise e que por si só é bastante desagradável.
O tempo, a prioridade das crises e suas consequências não se apresentam em um padrão.
Klein e Klein (1989) distingue três padrões de ocorrência para ataques do pânico:
1 - O ataque de pânico espontâneo, que ocorre em um momento inesperado;
2 - O ataque de pânico provocado por um estímulo, que é um medo súbito disparado por exposição a um estímulo fóbico ou antecipação de tal exposição (segundo Klein, esses ataques são comuns das fobias específicas);
3 - Os ataques de pânico predispostos, que ocorrem mais em certas situações do que em outras - aumentam a possibilidade de um ataque, mas não o provocam.
O principal foco no tratamento psicológico do transtorno do pânico, da ansiedade, é a identificação de interpretações errôneas de pensamentos e imagens dos sintomas para poder redefinir essas ideias equivocadas.
Rosanna Talarico Mannarino
Psicóloga Clínica CRP 23434/05
Cel. (21) 99165-0576
rosanna.talarico@ yahoo.com.br
Psicóloga Clínica CRP 23434/05
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Programa sobre Síndrome do Pânico exibido pelo canal Boas Novas (1/08/2014)
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| Eu, Claudio Roberto de Oliveira Silva (psicólogo), a apresentadora Celeste Fernandes, do programa "Cabeça pra cima", e Miriam Alice Ferreira (psicóloga) |
Felizmente, tive uma grata surpresa e adorei participar do programa. Tivemos - eu e os dois psicólogos convidados - a oportunidade de defender nossos pontos de vista abertamente, sem qualquer restrição ou preconceito.
Agradeço à produção do programa pelo convite e pela bela pesquisa que fizeram sobre o tema. Agradeço também à apresentadora Celeste pela gentileza com que nos recebeu e ainda por endossar a importância de se buscar tratamento adequado. Assistam:
Agradeço à produção do programa pelo convite e pela bela pesquisa que fizeram sobre o tema. Agradeço também à apresentadora Celeste pela gentileza com que nos recebeu e ainda por endossar a importância de se buscar tratamento adequado. Assistam:
Bloco 1
Bloco 2
sábado, 9 de agosto de 2014
Somatização é tema do programa Ligado em Saúde, na segunda-feira (11/8)
Fonte: Canal Saúde/Fiocruz Somatizar significa desenvolver uma determinada doença ou sintoma por causa de problemas emocionais. Em outras palavras, pode-se dizer poeticamente que somatização é quando as dores da alma doem no corpo. Mas o que fazer quando sentimentos e emoções dão origem a sintomas físicos?
Este será o tema do programa Ligado em Saúde, do Canal Saúde, desta segunda-feira (11/8), às 11 horas. A apresentadora Marcela Morato receberá a psiquiatra Sandra Fortes, professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Além das dificuldades enfrentadas por quem sofre com problemas físicos de origem emocional, o programa abordará o despreparo de grande parte dos profissionais da saúde para lidar com queixas que não podem ser confirmadas por exames.
Participação do público
O Ligado em Saúde é um programa de entrevista e serviço sobre temas de saúde, que tem como ponto de partida sugestões de pauta do público. Aborda assuntos relacionados à promoção da saúde, prevenção e esclarecimento sobre doenças. Os temas são divulgados nas redes sociais do Canal Saúde e o público pode enviar perguntas antecipadamente. Vai ao ar às segundas e quartas-feiras, de 11 horas às 11h30, sendo gravado geralmente com uma ou duas semanas de antecedência.
Sugestões e perguntas para a produção devem ser enviadas para o e-mail ligado@canalsaude.fiocruz.br ou do telefone 0800 701 8122. É possível interagir também por meio de comentários na Fan Page do Ligado em Saúde e do Canal Saúde ou pelo Twitter .
Como assistir
Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br e clique na WEB TV, na página principal.
Televisão: parabólica digital (freqüência 3690) ou TVs parceiras de veiculação. Consulte a página Como Assistir no site do Canal Saúde. Os conselheiros de saúde em todo o Brasil podem assistir pela Oi TV, canal 910.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Tico Santa Cruz envia um recado para os leitores do Sem Transtorno
O vocalista da banda Detonautas teve uma crise de pânico há dez anos.
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Sem Transtorno no Sem Censura
Minha participação hoje no programa Sem Censura foi muito bacana.
Leda Nagle foi extremamente generosa comigo e com o tema que tratamos. Falar sobre o transtorno do pânico para tanta gente, e ao vivo, foi uma experiência incrível, que sensação boa de superação...
O programa contou com a participação de Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, que revelou ter sofrido uma crise de pânico há dez anos e aproveitou para gravar uma mensagem para os leitores do Sem Transtorno.
De acordo com a programação da emissora, o programa será reprisado daqui a pouco, às duas e meia da manhã. De qualquer forma, assim que disponibilizarem o vídeo, compartilho aqui com vocês.
Dedico este dia especial ao meu marido, Marcelo, que está sempre do meu lado me incentivando a batalhar pelo Sem Transtorno. Obrigada, meu amor, meu pensamento esteve o tempo todo com você.Um abraço a todos, saúde e paz.
O programa contou com a participação de Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, que revelou ter sofrido uma crise de pânico há dez anos e aproveitou para gravar uma mensagem para os leitores do Sem Transtorno.
De acordo com a programação da emissora, o programa será reprisado daqui a pouco, às duas e meia da manhã. De qualquer forma, assim que disponibilizarem o vídeo, compartilho aqui com vocês.
Dedico este dia especial ao meu marido, Marcelo, que está sempre do meu lado me incentivando a batalhar pelo Sem Transtorno. Obrigada, meu amor, meu pensamento esteve o tempo todo com você.Um abraço a todos, saúde e paz.
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sábado, 12 de julho de 2014
Famosos Ansiosos - parte 7
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| Lídia Brondi (à esq.) com Glória Pires em Vale Tudo (foto: divulgação TV Globo) |
Lídia Brondi
Este é um dos casos mais conhecidos de pessoas famosas que foram - ou ainda são - vítimas da ansiedade patológica no Brasil. A atriz Lídia Brondi era bastante popular nas décadas de 1970 e 80. Ela chegou ao auge da fama em 1988, como a jornalista Solange, na novela "Vale Tudo", e afastou-se completamente da TV e dos palcos alguns anos depois, em 1992. De acordo com o pai de Lídia, o pastor Jonas Rezende, ela teve síndrome do pânico e deixou a profissão de lado para cuidar da saúde. Ao libertar-se do problema, decidiu dar uma nova direção à própria vida. Lídia está hoje com 53 anos, é casada há 23 com o ator Cássio Gabus Mendes, formou-se em psicologia, tem uma filha e raramente é vista em público.
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| Jennifer Lawrence (foto: reprodução Getty Images) |
Jennifer Lawrence
Quem vê a bela atriz interpretando a corajosa Katniss Everdeen em "Jogos Vorazes" não imagina que ela já sofreu de fobia social. O problema se desenvolveu na infância de Jennifer e, apesar das sessões com terapeutas, ela não obteve resultados até se encontrar nas artes cênicas. "Um dia implorei aos meus pais para me levarem a uma audição em Nova York. Foi lá que comecei a atuar. Quando subi no palco, minha mãe disse que viu minha ansiedade desaparecer", disse à revista francesa Madame Figaro.
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| Gusttavo Lima (foto: reprodução internet) |
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| Johnny Depp (foto: reprodução internet) |
Johnny Depp
Quem diria que por trás do divertido e aventureiro pirata Jack Sparrow estaria um ator com um medo um tanto incomum? Pois Johnny Depp tem pavor de palhaços (coulrofobia) e costuma ter pesadelos com eles periodicamente.
Javier Bardem
O vilão do último filme de 007 não dirige de jeito algum. O medo de Javier é tão grande que ele nunca sentou-se atrás de um volante. "Só nos filmes", acrescenta.
Quem diria que por trás do divertido e aventureiro pirata Jack Sparrow estaria um ator com um medo um tanto incomum? Pois Johnny Depp tem pavor de palhaços (coulrofobia) e costuma ter pesadelos com eles periodicamente.
Javier Bardem
O vilão do último filme de 007 não dirige de jeito algum. O medo de Javier é tão grande que ele nunca sentou-se atrás de um volante. "Só nos filmes", acrescenta.
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sexta-feira, 11 de julho de 2014
Assista: TV ALERJ entrevista a psiquiatra Moema Costa dos Reis e Karen Terahata
Neste programa "TV ALERJ Debate", as chamadas "doenças modernas", como os transtornos de ansiedade e a depressão, estão em pauta.A entrevista foi gravada na última segunda-feira, dia 7 de julho, no belíssimo Palácio Tiradentes, que abriga a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e a TV ALERJ. Esta entrevista será exibida pela TV ALERJ amanhã, dia 12 de julho, às 22:30h, e no domingo, às 15:30h.
TV ALERJ via cabo (NET):
| CIDADE | CANAL |
| NITERÓI | 03 |
| NOVA FRIBURGO | 97 |
| RIO DE JANEIRO | 12 |
| TERESÓPOLIS | 41 |
| TRÊS RIOS | 96 |
| VOLTA REDONDA | 13 |
| ANGRA dos REIS | 14 |
| BARRA MANSA | 96 |
| CABO FRIO | 34 |
| CAMPOS DOS GOYTACAZES | 10 |
| ITAPERUNA | 99 |
| MACAÉ | 10 |
| PETRÓPOLIS | 95 |
| RESENDE | 96 |
| SÃO GONÇALO | 12 |
| RIO BARRA | 12 |
| RIO ITAPERÚ | 12 |
| PATY DOS ALFERES | 96 |
Informação para recepção via parabólica:
| - Satélite Brasilsat - B4 at 84° W | - Taxa de Símbolos = 3,0 MSps | |
| - Frequência Banda-C = 3816,0 MHz | - FEC = 3/4 | |
| - Frequência Banda-L = 1334,0 MHz | - Polarização= Horizontal |
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quarta-feira, 9 de julho de 2014
Karen Terahata no programa Sem Censura
Pessoal, depois de tanta tristeza e decepção com a nossa Seleção, vamos de notícia boa? Fui convidada para participar do programa Sem Censura, da Leda Nagle, e estarei na próxima segunda-feira, dia 14 de julho, à partir das 16 h, contando com a torcida de vocês. Positive vibrations, please, que o programa é ao vivo!!!!! :)
Grande abraço,
Karen
Grande abraço,
Karen
terça-feira, 8 de julho de 2014
Reunião do grupo de apoio Sem Transtorno no próximo sábado
Amigos,
Nossa reunião mensal acontecerá neste sábado, 12 de julho. Mesmo local e mesmos horários.
Todos os inscritos para a reunião do dia 5 poderão (devem!) comparecer.
Até lá!
Karen
Nossa reunião mensal acontecerá neste sábado, 12 de julho. Mesmo local e mesmos horários.
Todos os inscritos para a reunião do dia 5 poderão (devem!) comparecer.
Até lá!
Karen
sábado, 5 de julho de 2014
A reunião de hoje está CANCELADA
Em breve avisarei a todos a nova data do próximo encontro.
Todas as inscrições serão mantidas, não se preocupem!
Um grande abraço,
Karen
Todas as inscrições serão mantidas, não se preocupem!
Um grande abraço,
Karen
sexta-feira, 4 de julho de 2014
AVISO: reunião de amanhã do grupo de apoio Sem Transtorno
AVISO: infelizmente, talvez tenhamos que cancelar nossa reunião de amanhã. Peço que chequem seus e-mails e celulares antes de saírem para o nosso encontro (estou enviando e-mails e SMS para todos). Peço desculpas desde já pelo possível imprevisto e agradeço pela compreensão de todos.
Fotógrafo faz ensaio divertido para tirar avó da depressão
(Fonte: Catraca Livre)
Em 2010, o fotógrafo francês Sacha Goldberger estava preocupado com sua avó Frederika, que apresentava sinais de depressão aos 91 anos de idade. Para ajudar a melhorar sua saúde, ele resolveu criar, junto com ela, alguns ensaios de fotos divertidas.
Na primeira sessão, dona Frederika aparece fantasiada como vários super-heróis. Esse trabalho foi divulgado ao redor do mundo e chegou a ser compilado em um livro. As fotos foram expostas no Brasil no ano passado.
Na primeira sessão, dona Frederika aparece fantasiada como vários super-heróis. Esse trabalho foi divulgado ao redor do mundo e chegou a ser compilado em um livro. As fotos foram expostas no Brasil no ano passado.
Após isso, Sasha fez outro ensaio, intitulado “Mamika” (significa avó em húngaro e é a nacionalidade de Frederika), no qual revela sua avó em situações cotidianas ao lado de seu galo Bob.
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Centros de Atenção Psicossocial – CAPS
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – são serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), destinados a prestar atenção diária a pessoas com transtornos mentais. Os CAPS oferecem atendimento à população, realizam o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Os CAPS também atendem aos usuários em seus momentos de crise.
O CAPS apoia usuários e famílias na busca de independência e responsabilidade para com seu tratamento.
Os projetos desses serviços, muitas vezes, ultrapassam a própria estrutura física, em busca da rede de suporte social, potencializadora de suas ações, preocupando-se com a pessoa, sua história, sua cultura e sua vida cotidiana.
Dispõe de equipe multiprofissional composta por médico/psiquiatra, psicólogos, dentre outros.
Como acessar
Acesso direto:
Para acesso aos serviços, as pessoas podem ir diretamente às unidades.
Para ver a relação de CAPS - Centros de Atenção Psicossocial - em todo o Brasil, clique aqui.
(fonte: site do Ministério da Saúde)
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quinta-feira, 3 de julho de 2014
Conheça a terceira e última história sobre a convivência com o pânico selecionada para receber o livro "A garota que tinha medo", da Editora Schoba.
Aguardem os próximos concursos! :)
Tenho 23 anos e há aproximadamente um ano venho tentando aceitar tudo isso que está acontecendo comigo. Ainda tenho as minha dúvidas, ainda tenho medo de ser algo mais grave e ao mesmo tempo tenho esperança de ser apenas a ansiedade explodindo dentro de mim.
Hoje tento viver, trabalho, estudo, tento curtir a vida.
Tenho fé, mas ao mesmo tempo me pergunto: "Deus, o Senhor existe??"
É angustiante passar por tudo isso. A vontade que dá é de largar tudo e ficar trancada no quarto, mas não posso fazer isso, tenho que trabalhar e estudar e eu quero vencer esse desafio que me foi dado.
Sofrer longe de casa é muito ruim e ninguém entende, ninguém mesmo. A vida está me ensinando a crescer de uma forma muito dolorosa, e eu sei que eu vou vencer. Já consigo dormir sem ouvir musica e ficar em casa sozinha, já não tenho medo do meu patrão. Estou aprendendo a amar, estou aprendendo a me enxergar como um ser, estou aos poucos me descobrindo.
Aguardem os próximos concursos! :)
Tenho 23 anos e há aproximadamente um ano venho tentando aceitar tudo isso que está acontecendo comigo. Ainda tenho as minha dúvidas, ainda tenho medo de ser algo mais grave e ao mesmo tempo tenho esperança de ser apenas a ansiedade explodindo dentro de mim.
Aos 19 anos, saí de casa para trabalhar e fui para outra cidade. No início foi angustiante, primeiro emprego, muita cobrança e o desejo enorme de voltar para casa. Ligava todos os dias para os meus pais chorando, querendo desistir, e o meu maravilhoso pai sempre me deu força para continuar.
Os anos se passaram, eu estava na busca desenfreada de passar no vestibular, fazia "n" coisas, trabalhava, estudava e tentava viver nos fins de semana. Passei por crises no namoro e fui caminhando. Até que um dia minha companheira de quarto me expulsou, até hoje eu não sei a verdade, e com isso tive que voltar para a minha terrinha natal. A sorte é que a cidade que trabalho é perto.
Os anos se passaram, eu estava na busca desenfreada de passar no vestibular, fazia "n" coisas, trabalhava, estudava e tentava viver nos fins de semana. Passei por crises no namoro e fui caminhando. Até que um dia minha companheira de quarto me expulsou, até hoje eu não sei a verdade, e com isso tive que voltar para a minha terrinha natal. A sorte é que a cidade que trabalho é perto.
Passei na faculdade de física e conheci uma garota. Ela foi morar comigo e com os meus pais, depois disso voltamos para a cidade dos sonhos de todo jovem da Zona da Mata mineira, Juiz de Fora. Moramos juntas por cerca de um ano e eu já não aguentava mais a presença dela, me sentia sufocada.
No mesmo período, consegui um novo emprego. Eu morria de medo do meu atual chefe, ele chegava e eu saia da sala.
Até que um belo dia, mais precisamente numa segunda feira às nove da manhã, eu comecei a sentir uma dor no braço e no peito e logo pensei: "estou tendo um infarto"! Me desesperei e já estava esperando a hora em que eu iria cair no chão, mas graças a Deus não foi "nada". Fui para o hospital, demorei a ser atendida, fiz um eletro. Diagnóstico: estresse.
No mesmo período, consegui um novo emprego. Eu morria de medo do meu atual chefe, ele chegava e eu saia da sala.
Até que um belo dia, mais precisamente numa segunda feira às nove da manhã, eu comecei a sentir uma dor no braço e no peito e logo pensei: "estou tendo um infarto"! Me desesperei e já estava esperando a hora em que eu iria cair no chão, mas graças a Deus não foi "nada". Fui para o hospital, demorei a ser atendida, fiz um eletro. Diagnóstico: estresse.
Depois de seis meses, também em uma segunda feira, passei mal falando ao telefone. No outro dia, fui ao cardiologista, fiz vários exames e graças a Deus, nada. Depois desse episódio, passei a pesquisar tudo sobre arritmia e ansiedade. Tudo mesmo. E comecei a sentir coisas estranhas no meu corpo. Acordava de madrugada com o coração na boca, certa vez o susto foi tanto que fui parar no hospital sozinha de camisola, foi horrível.
Fui a vários cardiologistas e todos eles falaram que era ansiedade. Coração disparado, boca seca, falta de ar, tontura, enjoo, vozes falando "você vai morrer, vai ter um ataque cardíaco", tudo isso é terrível. Comecei a fazer o tratamento, já estou na minha terceira psicóloga e com o mesmo psiquiatra, e estou caminhando.
Fui a vários cardiologistas e todos eles falaram que era ansiedade. Coração disparado, boca seca, falta de ar, tontura, enjoo, vozes falando "você vai morrer, vai ter um ataque cardíaco", tudo isso é terrível. Comecei a fazer o tratamento, já estou na minha terceira psicóloga e com o mesmo psiquiatra, e estou caminhando.
Hoje tento viver, trabalho, estudo, tento curtir a vida.
Tenho fé, mas ao mesmo tempo me pergunto: "Deus, o Senhor existe??"
É angustiante passar por tudo isso. A vontade que dá é de largar tudo e ficar trancada no quarto, mas não posso fazer isso, tenho que trabalhar e estudar e eu quero vencer esse desafio que me foi dado.
Sofrer longe de casa é muito ruim e ninguém entende, ninguém mesmo. A vida está me ensinando a crescer de uma forma muito dolorosa, e eu sei que eu vou vencer. Já consigo dormir sem ouvir musica e ficar em casa sozinha, já não tenho medo do meu patrão. Estou aprendendo a amar, estou aprendendo a me enxergar como um ser, estou aos poucos me descobrindo.
Não desejo isso para ninguém, mas se alguém algum dia sentir o coração disparar, é só tomar uma água, se deitar e respirar fundo, e crer que, mesmo passando por tudo isso, existe alguém que vela por nós.
Ana Beatriz
Bicas - MG
Ana Beatriz
Bicas - MG
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Esta é a segunda história sobre a experiência com o transtorno do pânico escolhida para receber um exemplar do livro "A garota que tinha medo", da Editora Schoba. Parabéns!!! :)
Meu medo, ou transtorno, ou síndrome do pânico, não é diferente dos outros...
Jane Peixoto
Rio de Janeiro, RJ
Veja também a primeira história selecionada.
Meu medo, ou transtorno, ou síndrome do pânico, não é diferente dos outros...
Ele veio de surpresa e me envolveu num dia comum. E caiu como um meteoro, querendo fazer estragos!
Fui arrumar o cabelo num salão onde já estava acostumada a ir, e lá me senti com um estranhamento nunca antes experimentado. Uma angústia, um distanciamento que me deslocava do ambiente de uma forma distorcida da realidade.
Voltei pra casa, tomei um banho longo, mas aquilo estava meio impregnado no meu corpo.
No dia seguinte, parecia que tinha passado, mas voltou à noite, com dormências, taquicardia, enjoo, uma vontade estranha de arrancar alguma coisa de dentro de mim. Meu marido tentava me acalmar e nada.
Foram idas a emergências de hospitais, eletros e tudo normal. E os sintomas voltavam.
Foram idas a emergências de hospitais, eletros e tudo normal. E os sintomas voltavam.
Decidi e procurei uma terapia indicada (TCC), yoga, acupuntura, dança e busquei tudo que me cercasse de bem estar.
Hoje frequento um grupo de ajuda, que começou em fevereiro (o único aqui no Rio), que só traz harmonia e paz.
Meu nome é Jane e meu grupo foi fundado pela Karen!
Jane Peixoto
Rio de Janeiro, RJ
Veja também a primeira história selecionada.
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Jane Peixoto
terça-feira, 1 de julho de 2014
1º de julho
Em homenagem a este primeiro de julho, compartilho com vocês uma música que há anos me faz cantar alto, e rir, e chorar, me sentir forte, e frágil... mulher! Complexa e especial assim... ;)
RESULTADO: Concurso Cultural "Superei meu medo" - Editora Schoba e Sem Transtorno
A Editora Schoba e o Sem Transtorno têm o prazer de anunciar as três leitoras escolhidas para receberem o livro "A garota que tinha medo", de Breno Melo, e terem suas vivências com o transtorno do pânico publicadas aqui no blog:
- Maria Helena - São Luís (MA)
- Jane Peixoto - Rio de Janeiro (RJ)
- Ana Beatriz - Bicas (MG)
As três experiências têm em comum o medo causado pelo início dos ataques de pânico, a busca por atendimento e um diagnóstico em diversos prontos-socorros e a relevante melhora após o reconhecimento da doença e o início de um tratamento adequado.
Tenho certeza de que elas inspirarão muitos de vocês.
Tenho certeza de que elas inspirarão muitos de vocês.
A minha primeira crise de pânico aconteceu há uns 15 anos.
Estava passando por um momento pessoal muito complicado, recém separada, tentando recomeçar um novo relacionamento. Recebia cobranças excessivas do então atual namorado e do ex-marido.
Durante esse período, também estava vendo
minha irmã mais velha falecer. Ela estava muito doente e seria a nossa primeira
perda na família após o falecimento do meu pai, em 1972. Acho que tudo isso foi demais pra mim.
Tudo começou sem que eu me desse conta.
Ao acordar, eu iniciava a minha rotina diária normalmente. Quando se aproximava a hora de ir pro trabalho, era o mesmo processo todo dia: mãos suadas, nervosismo, coração acelerado achando que poderia passar mal na rua e que não teria ninguém para me socorrer.
Eu passava na casa da minha irmã Anailza, ela me fazia ler a bíblia, eu lia alguns salmos, pedia a proteção divina, tentava me acalmar. Gastava em taxi para ir pro trabalho e às vezes também para voltar (já não voltava mais do trabalho sozinha).
Nesse momento terrível, eu estava brigada com o namorado. Então meu ex- marido sempre recebia ligações da minha amiga de trabalho para ir me buscar, por eu não ter condições de voltar sozinha.
Depois de uma semana e alguns dias vivendo esses momentos de terror, procurei um clínico geral.
A médica me falou em síndrome de pânico e me passou uma medicação que me fazia sentir mal. Eu ficava trêmula e com medo de tomar o remédio. Então desisti do remédio e da médica.
Em uma das minhas consultas com uma endocrinologista para tratar hipotireoidismo, falei sobre o que sentia e ela me falou que com certeza era síndrome de pânico. Que era para eu parar com preconceitos e aceitar o tratamento.
Me passou remédios feitos em farmácia de manipulação, caríssimos na época.
Durante esse período, minha outra irmã Celeste me levou a um centro espírita em que ela era colaboradora.
Conversei com a dirigente do centro após o estudo do evangelho e ela me aplicou alguns passes. Disse que em dois dias eu estaria melhor, e foi o que realmente aconteceu.
Com a ajuda dos médicos e do centro espírita não tive mais crises e em três meses parei o tratamento com remédio, assim como parei com as várias restrições impostas por mim mesma (eu não tomava café, não tomava bebidas alcoólicas, tomava muito chá de camomila, de erva cidreira, tentava melhorar de alguma forma).Eu tinha muito medo de adoecer e não poder sustentar meus filhos.
Com o passar dos anos, a sombra do pânico sumiu da minha vida. Achei que ele não existisse mais. No entanto, em novembro de 2013, após um show do cantor Nando Reis em minha cidade, consumi duas doses de vodka com suco de uva. Foi a combustão para detonar minha segunda experiência com o pânico.
O médico me disse que ele já estava lá, o álcool foi só o detonador.
Tudo começou sem que eu me desse conta.
Ao acordar, eu iniciava a minha rotina diária normalmente. Quando se aproximava a hora de ir pro trabalho, era o mesmo processo todo dia: mãos suadas, nervosismo, coração acelerado achando que poderia passar mal na rua e que não teria ninguém para me socorrer.
Eu passava na casa da minha irmã Anailza, ela me fazia ler a bíblia, eu lia alguns salmos, pedia a proteção divina, tentava me acalmar. Gastava em taxi para ir pro trabalho e às vezes também para voltar (já não voltava mais do trabalho sozinha).
Nesse momento terrível, eu estava brigada com o namorado. Então meu ex- marido sempre recebia ligações da minha amiga de trabalho para ir me buscar, por eu não ter condições de voltar sozinha.
Depois de uma semana e alguns dias vivendo esses momentos de terror, procurei um clínico geral.
A médica me falou em síndrome de pânico e me passou uma medicação que me fazia sentir mal. Eu ficava trêmula e com medo de tomar o remédio. Então desisti do remédio e da médica.
Em uma das minhas consultas com uma endocrinologista para tratar hipotireoidismo, falei sobre o que sentia e ela me falou que com certeza era síndrome de pânico. Que era para eu parar com preconceitos e aceitar o tratamento.
Me passou remédios feitos em farmácia de manipulação, caríssimos na época.
Durante esse período, minha outra irmã Celeste me levou a um centro espírita em que ela era colaboradora.
Conversei com a dirigente do centro após o estudo do evangelho e ela me aplicou alguns passes. Disse que em dois dias eu estaria melhor, e foi o que realmente aconteceu.
Com a ajuda dos médicos e do centro espírita não tive mais crises e em três meses parei o tratamento com remédio, assim como parei com as várias restrições impostas por mim mesma (eu não tomava café, não tomava bebidas alcoólicas, tomava muito chá de camomila, de erva cidreira, tentava melhorar de alguma forma).Eu tinha muito medo de adoecer e não poder sustentar meus filhos.
Com o passar dos anos, a sombra do pânico sumiu da minha vida. Achei que ele não existisse mais. No entanto, em novembro de 2013, após um show do cantor Nando Reis em minha cidade, consumi duas doses de vodka com suco de uva. Foi a combustão para detonar minha segunda experiência com o pânico.
O médico me disse que ele já estava lá, o álcool foi só o detonador.
Ao acordar pela manhã, senti algo diferente no meu corpo. Achei que fosse ressaca, mas era uma sensação interna esquisita.
Ao chegar ao trabalho, os sintomas começaram, só que agora diferentes, com terríveis enjoos, cansaço, mãos geladas, dores no estômago, frio, pressão alterada. Achava sempre que estava tendo um infarto ou um AVC.
Minhas duas irmãs me perguntaram se não seria ele (o pânico) voltando, mas eu não quis acreditar.
Numa dessas
crises, passei uma tarde inteira em observação no hospital achando que ia morrer e com meu filho de 19
anos assustado e nervoso ao meu lado. Já não
conseguia mais trabalhar direito, fazia tudo rápido antes que a crise chegasse, e já não falava com os colegas de trabalho porque não queria que me fizessem perguntas.
Às vezes, quando já não aguentava mais, aquele meu namorado na primeira crise - e hoje um amigo muito querido - me levava para casa. No trajeto de volta eu melhorava e tudo passava. As crises duravam uns 10 minutos, mas pareciam horas tamanho o horror que sentia.
Passei mais ou menos uma semana desse jeito, perdi peso rápido e só sentia vontade de ficar deitada, encolhida, com uma carência inexplicável. Eu sentia que estava doente, meu corpo me dizia isso.
Minha família sempre foi muito unida quando se trata de doença, então a preocupação é bem maior. Nesse período eu não andava sozinha, tinha medo, e minha irmã pediu a um outro irmão que me levasse ao médico. Pela primeira vez consultei um psiquiatra - confesso que com um pouco de receio.
O médico conversou, me ouviu, prescreveu um antidepressivo e um ansiolítico para que cessasse as crises, como de fato cessou logo ao usar os primeiros comprimidos.
No início, os remédios me causavam muito sono. Fiquei com uma aparência não muito boa, emagreci, passei por um período reclusa em casa, quase não ia a festas na família porque não sentia vontade. Eu precisava me tratar, precisava ficar comigo mesma; Passava os fins de semana assistindo filmes ao lado de meus filhos.
Às vezes, quando já não aguentava mais, aquele meu namorado na primeira crise - e hoje um amigo muito querido - me levava para casa. No trajeto de volta eu melhorava e tudo passava. As crises duravam uns 10 minutos, mas pareciam horas tamanho o horror que sentia.
Passei mais ou menos uma semana desse jeito, perdi peso rápido e só sentia vontade de ficar deitada, encolhida, com uma carência inexplicável. Eu sentia que estava doente, meu corpo me dizia isso.
Minha família sempre foi muito unida quando se trata de doença, então a preocupação é bem maior. Nesse período eu não andava sozinha, tinha medo, e minha irmã pediu a um outro irmão que me levasse ao médico. Pela primeira vez consultei um psiquiatra - confesso que com um pouco de receio.
O médico conversou, me ouviu, prescreveu um antidepressivo e um ansiolítico para que cessasse as crises, como de fato cessou logo ao usar os primeiros comprimidos.
No início, os remédios me causavam muito sono. Fiquei com uma aparência não muito boa, emagreci, passei por um período reclusa em casa, quase não ia a festas na família porque não sentia vontade. Eu precisava me tratar, precisava ficar comigo mesma; Passava os fins de semana assistindo filmes ao lado de meus filhos.
Hoje, passados cinco meses do início da segunda crise, estou
vivendo novamente, estou me sentindo bem, de vez em quando aqueles sintomas
conhecidos tentam se aproximar, procuro desviar meus pensamentos, respirar
corretamente e profundo, tenho lido bastante sobre meditação e como ela tem ajudado
pessoas com problemas de ansiedade.
Às vezes estou no trabalho me sentindo ansiosa, vou ao banheiro, fecho os olhos, respiro profundamente e tento me acalmar. Não quero nunca mais na vida sentir o que senti, sei que posso controlar tudo isso me esforçando e crendo.
Às vezes estou no trabalho me sentindo ansiosa, vou ao banheiro, fecho os olhos, respiro profundamente e tento me acalmar. Não quero nunca mais na vida sentir o que senti, sei que posso controlar tudo isso me esforçando e crendo.
Maria Helena Martins Santos
São Luís - MA
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domingo, 29 de junho de 2014
Dica do Sem Transtorno: Festival de cultura japonesa em São Paulo
Entre os dias 4 e 6 de julho, São Paulo receberá o 17º Festival do Japão. Neste ano, o maior festival da cultura japonesa do mundo terá o tema "A Origem da Felicidade".
Além de apresentações culturais e gastronomia nipônica, o evento irá contar com uma exposição da fotógrafa paulista Angelina Yamada, que viajou por dez países para registrar a felicidade ao redor do mundo.
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| Foto: Angelina Yamada (divulgação) |
Festival do Japão. Imigrantes Exhibition & Convention Center (ex-Centro de Exposição Imigrantes) - Rod. dos Imigrantes, km 1,5.
Mais informações: www.festivaldojapao.com
terça-feira, 17 de junho de 2014
Depoimento para Jornal "O Tempo", de Minas Gerais
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| Foto: Gustavo Miranda |
Algumas correções:
- O grupo não atende somente 30 pessoas. Na verdade recebemos em média 30 inscrições para nossas reuniões mensais, o que não significa que sejam as mesmas 30 pessoas.
- Minha vida não vem sendo "uma peregrinação por psiquiatras e psicólogos". Mas um dia já foi, até eu encontrar profissionais com quem me identifiquei e tive bons resultados.
- A ansiedade que sinto atualmente nem sempre é "boa" não. O que eu disse foi que não tenho mais ataques de pânico, felizmente! :)
Confira!
http://www.otempo.com.br/interessa/depoimento-1.865229
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Karen Terahata,
Minas Gerais
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