sábado, 9 de agosto de 2014

Somatização é tema do programa Ligado em Saúde, na segunda-feira (11/8)

Fonte: Canal Saúde/Fiocruz 

Somatizar significa desenvolver uma determinada doença ou sintoma por causa de problemas emocionais. Em outras palavras, pode-se dizer poeticamente que somatização é quando as dores da alma doem no corpo. Mas o que fazer quando sentimentos e emoções dão origem a sintomas físicos?


Este será o tema do programa Ligado em Saúde, do 
Canal Saúde, desta segunda-feira (11/8), às 11 horas. A apresentadora Marcela Morato receberá a psiquiatra Sandra Fortes, professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Além das dificuldades enfrentadas por quem sofre com problemas físicos de origem emocional, o programa abordará o despreparo de grande parte dos profissionais da saúde para lidar com queixas que não podem ser confirmadas por exames.

Participação do público


O Ligado em Saúde é um programa de entrevista e serviço sobre temas de saúde, que tem como ponto de partida sugestões de pauta do público. Aborda assuntos relacionados à promoção da saúde, prevenção e esclarecimento sobre doenças. Os temas são divulgados nas redes sociais do 
Canal Saúde e o público pode enviar perguntas antecipadamente. Vai ao ar às segundas e quartas-feiras, de 11 horas às 11h30, sendo gravado geralmente com uma ou duas semanas de antecedência.
Sugestões e perguntas para a produção devem ser enviadas para o e-mail 
ligado@canalsaude.fiocruz.br ou do telefone 0800 701 8122. É possível interagir também por meio de comentários na Fan Page do Ligado em Saúde e do Canal Saúde ou pelo Twitter .

Como assistir


Internet: acesse 
www.canalsaude.fiocruz.br e clique na WEB TV, na página principal. 
Televisão: parabólica digital (freqüência 3690) ou TVs parceiras de veiculação. Consulte a página Como Assistir no site do Canal Saúde. Os conselheiros de saúde em todo o Brasil podem assistir pela Oi TV, canal 910.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Tico Santa Cruz envia um recado para os leitores do Sem Transtorno

O vocalista da banda Detonautas teve uma crise de pânico há dez anos.


Sem Transtorno no Sem Censura

Minha participação hoje no programa Sem Censura foi muito bacana.
Leda Nagle foi extremamente generosa comigo e com o tema que tratamos. Falar sobre o transtorno do pânico para tanta gente, e ao vivo, foi uma experiência incrível, que sensação boa de superação...

O programa contou com a participação de Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, que revelou ter sofrido uma crise de pânico há dez anos e aproveitou para gravar uma mensagem para os leitores do Sem Transtorno.

De acordo com a programação da emissora, o programa será reprisado daqui a pouco, às duas e meia da manhã. De qualquer forma, assim que disponibilizarem o vídeo, compartilho aqui com vocês.

Dedico este dia especial ao meu marido, Marcelo, que está sempre do meu lado me incentivando a batalhar pelo Sem Transtorno. Obrigada, meu amor, meu pensamento esteve o tempo todo com você.
Um abraço a todos, saúde e paz.

Tico Santa Cruz: parceria
Eu, Leda e minha mãe tietando no estúdio ;)



sábado, 12 de julho de 2014

Famosos Ansiosos - parte 7

Lídia Brondi (à esq.) com Glória Pires em Vale Tudo
(foto: divulgação TV Globo)
Lídia Brondi
Este é um dos casos mais conhecidos de pessoas famosas que foram - ou ainda são - vítimas da ansiedade patológica no Brasil. A atriz Lídia Brondi era bastante popular nas décadas de 1970 e 80. Ela chegou ao auge da fama em 1988, como a jornalista Solange, na novela "Vale Tudo", e afastou-se completamente da TV e dos palcos alguns anos depois, em 1992. De acordo com o pai de Lídia, o pastor Jonas Rezende, ela teve síndrome do pânico e deixou a profissão de lado para cuidar da saúde. Ao libertar-se do problema, decidiu dar uma nova direção à própria vida. Lídia está hoje com 53 anos, é casada há 23 com o ator Cássio Gabus Mendes, formou-se em psicologia, tem uma filha e raramente é vista em público.
Jennifer Lawrence
(foto: reprodução Getty Images)
Jennifer Lawrence
Quem vê a bela atriz interpretando a corajosa Katniss Everdeen em "Jogos Vorazes" não imagina que ela já sofreu de fobia social. O problema se desenvolveu na infância de Jennifer e, apesar das sessões com terapeutas, ela não obteve resultados até se encontrar nas artes cênicas. "Um dia implorei aos meus pais para me levarem a uma audição em Nova York. Foi lá que comecei a atuar. Quando subi no palco, minha mãe disse que viu minha ansiedade desaparecer", disse à revista francesa Madame Figaro.
Gusttavo Lima
(foto: reprodução internet)
Gusttavo LimaNo ano passado, o cantor Gusttavo Lima revelou ter síndrome do pânico. A doença teria se manifestado após a fama: "Com essa correria toda, se eu for num lugar sozinho, num shopping, passo mal", ele diz. Gustavo também sente medo de ficar sozinho: "Dia desses saí de casa às 4h da manhã para ir a uma loja de conveniências, mas não tive coragem de descer porque estava sozinho. Sabe aquela insegurança de andar sozinho? Então, eu tenho isso." Andar de avião também é uma tarefa complicada para o cantor, e ele é obrigado a se deslocar pelo país constantemente para compromissos profissionais. Por conta disso, Gusttavo está sempre acompanhado de seus funcionários. "Em todo lugar que eu vou, tem gente comigo. Não gosto de sair sozinho", ele explica.

Johnny Depp
(foto: reprodução internet)
Johnny Depp
Quem diria que por trás do divertido e aventureiro pirata Jack Sparrow estaria um ator com um medo um tanto incomum? Pois Johnny Depp tem pavor de palhaços (coulrofobia) e costuma ter pesadelos com eles periodicamente.


Javier Bardem

O vilão do último filme de 007 não dirige de jeito algum. O medo de Javier é tão grande que ele nunca sentou-se atrás de um volante. "Só nos filmes", acrescenta.
Javier Bardem
(foto: reprodução internet)

(fonte: O Globo, Wikipedia, msn.com (Famosidades), M de Mulher, Folha de S. Paulo)



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Amanhã tem reunião do grupo de apoio Sem Transtorno!

Espero todos lá! :)

Assista: TV ALERJ entrevista a psiquiatra Moema Costa dos Reis e Karen Terahata

 http://www.tvalerj.tv/PlayMediaInPortfolio.do?mediaId=16756#Neste programa "TV ALERJ Debate", as chamadas "doenças modernas", como os transtornos de ansiedade e a depressão, estão em pauta.A entrevista foi gravada na última segunda-feira, dia 7 de julho, no belíssimo Palácio Tiradentes, que abriga a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e a TV ALERJ.
Esta entrevista será exibida pela TV ALERJ amanhã, dia 12 de julho, às 22:30h, e no domingo, às 15:30h.


TV ALERJ via cabo (NET):

CIDADE CANAL
NITERÓI 03
NOVA FRIBURGO 97
RIO DE JANEIRO 12
TERESÓPOLIS 41
TRÊS RIOS 96
VOLTA REDONDA 13
ANGRA dos REIS 14
BARRA MANSA 96
CABO FRIO 34
CAMPOS DOS GOYTACAZES 10
ITAPERUNA 99
MACAÉ 10
PETRÓPOLIS 95
RESENDE 96
SÃO GONÇALO 12
RIO BARRA 12
RIO ITAPERÚ 12
PATY DOS ALFERES 96

Informação para recepção via parabólica:

Satélite Brasilsat - B4 at 84° W
Taxa de Símbolos = 3,0 MSps 
- Frequência Banda-C = 3816,0 MHz 
- FEC = 3/4
- Frequência Banda-L = 1334,0 MHz 
- Polarização= Horizontal


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Karen Terahata no programa Sem Censura

Pessoal, depois de tanta tristeza e decepção com a nossa Seleção, vamos de notícia boa? Fui convidada para participar do programa Sem Censura, da Leda Nagle, e estarei na próxima segunda-feira, dia 14 de julho, à partir das 16 h, contando com a torcida de vocês. Positive vibrations, please, que o programa é ao vivo!!!!! :)

Grande abraço,

Karen

terça-feira, 8 de julho de 2014

Reunião do grupo de apoio Sem Transtorno no próximo sábado

Amigos,

Nossa reunião mensal acontecerá neste sábado, 12 de julho. Mesmo local e mesmos horários.
Todos os inscritos para a reunião do dia 5 poderão (devem!) comparecer.

Até lá!


Karen

sábado, 5 de julho de 2014

A reunião de hoje está CANCELADA

Em breve avisarei a todos a nova data do próximo encontro.
Todas as inscrições serão mantidas, não se preocupem!

Um grande abraço,

Karen

sexta-feira, 4 de julho de 2014

AVISO: reunião de amanhã do grupo de apoio Sem Transtorno

AVISO: infelizmente, talvez tenhamos que cancelar nossa reunião de amanhã. Peço que chequem seus e-mails e celulares antes de saírem para o nosso encontro (estou enviando e-mails e SMS para todos). Peço desculpas desde já pelo possível imprevisto e agradeço pela compreensão de todos.

Fotógrafo faz ensaio divertido para tirar avó da depressão

(Fonte: Catraca Livre)

Em 2010, o fotógrafo francês Sacha Goldberger estava preocupado com sua avó Frederika, que apresentava sinais de depressão aos 91 anos de idade. Para ajudar a melhorar sua saúde, ele resolveu criar, junto com ela, alguns ensaios de fotos divertidas.

Na primeira sessão, dona Frederika aparece fantasiada como vários super-heróis. Esse trabalho foi divulgado ao redor do mundo e chegou a ser compilado em um livro. As fotos foram expostas no Brasil no ano passado.

Após isso, Sasha fez outro ensaio, intitulado “Mamika” (significa avó em húngaro e é a nacionalidade de Frederika), no qual revela sua avó em situações cotidianas ao lado de seu galo Bob.

Centros de Atenção Psicossocial – CAPS

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)  são serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), destinados a prestar atenção diária a pessoas com transtornos mentais. Os CAPS oferecem atendimento à população, realizam o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Os CAPS também atendem aos usuários em seus momentos de crise.
O CAPS apoia usuários e famílias na busca de independência e responsabilidade para com seu tratamento.
Os projetos desses serviços, muitas vezes, ultrapassam a própria estrutura física, em busca da rede de suporte social, potencializadora de suas ações, preocupando-se com a pessoa, sua história, sua cultura e sua vida cotidiana.
Dispõe de equipe multiprofissional composta por médico/psiquiatra, psicólogos, dentre outros.

Como acessar

Acesso direto:

Para acesso aos serviços, as pessoas podem ir diretamente às unidades.



  • CAPS I – Serviço de atenção à saúde mental (municípios com população de 20 mil até 70 mil habitantes).  
  • CAPS II – Serviço de atenção à saúde mental (municípios com população de 70 mil até 200 mil habitantes)
  • CAPS III – Serviço de atenção à saúde mental (municípios com população acima de 200 mil habitantes).
  • CAPS i - Serviço especializado para crianças, adolescentes e jovens até 25 anos (população acima de 200 mil habitantes) 
  • CAPS ad – Serviço especializado para usuários de álcool e drogas (municípios com população de 70 mil até 200 mil habitantes).

    Para ver a relação de CAPS - Centros de Atenção Psicossocial - em todo o Brasil, clique aqui.                                                                              


  •      (fonte: site do Ministério da Saúde)

    quinta-feira, 3 de julho de 2014

    Conheça a terceira e última história sobre a convivência com o pânico selecionada para receber o livro "A garota que tinha medo", da Editora Schoba.
    Aguardem os próximos concursos! :)



    Tenho 23 anos e há aproximadamente um ano venho tentando aceitar tudo isso que está acontecendo comigo. Ainda tenho as minha dúvidas, ainda tenho medo de ser algo mais grave e ao mesmo tempo tenho esperança de ser apenas a ansiedade explodindo dentro de mim.

    Aos 19 anos, saí de casa para trabalhar e fui para outra cidade. No início foi angustiante, primeiro emprego, muita cobrança e o desejo enorme de voltar para casa. Ligava todos os dias para os meus pais chorando, querendo desistir, e o meu maravilhoso pai sempre me deu força para continuar.

    Os anos se passaram, eu estava na busca desenfreada de passar no vestibular, fazia "n" coisas, trabalhava, estudava e tentava viver nos fins de semana. Passei por crises no namoro e fui caminhando. Até que um dia minha companheira de quarto me expulsou, até hoje eu não sei a verdade, e com isso tive que voltar para a minha terrinha natal. A sorte é que a cidade que trabalho é perto.

    Passei na faculdade de física e conheci uma garota. Ela foi morar comigo e com os meus pais, depois disso voltamos para a cidade dos sonhos de todo jovem da Zona da Mata mineira, Juiz de Fora. Moramos juntas por cerca de um ano e eu já não aguentava mais a presença dela, me sentia sufocada.
    No mesmo período, consegui um novo emprego. Eu morria de medo do meu atual chefe, ele chegava e eu saia da sala.

    Até que um belo dia, mais precisamente numa segunda feira às nove da manhã, eu comecei a sentir uma dor no braço e no peito e logo pensei: "estou tendo um infarto"! Me desesperei e já estava esperando a hora em que eu iria cair no chão, mas graças a Deus não foi "nada". Fui para o hospital, demorei a ser atendida, fiz um eletro. Diagnóstico: estresse.

    Depois de seis meses, também em uma segunda feira, passei mal falando ao telefone. No outro dia, fui ao cardiologista, fiz vários exames e graças a Deus, nada. Depois desse episódio, passei a pesquisar tudo sobre arritmia e ansiedade. Tudo mesmo. E comecei a sentir coisas estranhas no meu corpo. Acordava de madrugada com o coração na boca, certa vez o susto foi tanto que fui parar no hospital sozinha de camisola, foi horrível.

    Fui a vários cardiologistas e todos eles falaram que era ansiedade. Coração disparado, boca seca, falta de ar, tontura, enjoo, vozes falando "você vai morrer, vai ter um ataque cardíaco", tudo isso é terrível. 
    Comecei a fazer o tratamento, já estou na minha terceira psicóloga e com o mesmo psiquiatra, e estou caminhando.

    Hoje tento viver, trabalho, estudo, tento curtir a vida.
    Tenho fé, mas ao mesmo tempo me pergunto: "Deus, o Senhor existe??"
    É angustiante passar por tudo isso. A vontade que dá é de largar tudo e ficar trancada no quarto, mas não posso fazer isso, tenho que trabalhar e estudar e eu quero vencer esse desafio que me foi dado.

    Sofrer longe de casa é muito ruim e ninguém entende, ninguém mesmo. A vida está me ensinando a crescer de uma forma muito dolorosa, e eu sei que eu vou vencer. Já consigo dormir sem ouvir musica e ficar em casa sozinha, já não tenho medo do meu patrão. Estou aprendendo a amar, estou aprendendo a me enxergar como um ser, estou aos poucos me descobrindo.
    Não desejo isso para ninguém, mas se alguém algum dia sentir o coração disparar, é só tomar uma água, se deitar e respirar fundo, e crer que, mesmo passando por tudo isso, existe alguém que vela por nós.

    Ana Beatriz

    Bicas - MG

    quarta-feira, 2 de julho de 2014

    Esta é a segunda história sobre a experiência com o transtorno do pânico escolhida para receber um exemplar do livro "A garota que tinha medo", da Editora Schoba. Parabéns!!! :)

    Meu medo, ou transtorno, ou síndrome do pânico, não é diferente dos outros...

    Ele veio de surpresa e me envolveu num dia comum. E caiu como um meteoro, querendo fazer estragos!

    Fui arrumar o cabelo num salão onde já estava acostumada a ir, e lá me senti com um estranhamento nunca antes experimentado. Uma angústia, um distanciamento que me deslocava do ambiente de uma forma distorcida da realidade.
    Voltei pra casa, tomei um banho longo, mas aquilo estava meio impregnado no meu corpo.

    No dia seguinte, parecia que tinha passado, mas voltou à noite, com dormências, taquicardia, enjoo, uma vontade estranha de arrancar alguma coisa de dentro de mim. Meu marido tentava me acalmar e nada.
    Foram idas a emergências de hospitais, eletros e tudo normal. 
    E os sintomas voltavam.

    Decidi e procurei uma terapia indicada (TCC), yoga, acupuntura, dança e busquei tudo que me cercasse de bem estar.

    Hoje frequento um grupo de ajuda, que começou em fevereiro (o único aqui no Rio), que só traz harmonia e paz.

    Meu nome é Jane e meu grupo foi fundado pela Karen!

    Jane Peixoto

    Rio de Janeiro, RJ


    Veja também a primeira história selecionada.

    terça-feira, 1 de julho de 2014

    1º de julho

    Em homenagem a este primeiro de julho, compartilho com vocês uma música que há anos me faz cantar alto, e rir, e chorar, me sentir forte, e frágil... mulher! Complexa e especial assim... ;)

    RESULTADO: Concurso Cultural "Superei meu medo" - Editora Schoba e Sem Transtorno

    A Editora Schoba e o Sem Transtorno têm o prazer de anunciar as três leitoras escolhidas para receberem o livro "A garota que tinha medo", de Breno Melo, e terem suas vivências com o transtorno do pânico publicadas aqui no blog:

    • Maria Helena - São Luís (MA)
    • Jane Peixoto - Rio de Janeiro (RJ)
    • Ana Beatriz - Bicas (MG) 

    As três experiências têm em comum o medo causado pelo início dos ataques de pânico, a busca por atendimento e um diagnóstico em diversos prontos-socorros e a relevante melhora após o reconhecimento da doença e o início de um tratamento adequado.
    Tenho certeza de que elas inspirarão muitos de vocês.

    Muito obrigada a todos que participaram. Conheça agora a primeira história selecionada:


    minha primeira crise de pânico aconteceu há uns 15 anos.
    Estava passando por um momento pessoal muito complicado, recém separada, tentando recomeçar um novo relacionamento. 
    Recebia cobranças excessivas do então atual namorado e do ex-marido.
     
    Durante esse período, também estava vendo minha irmã mais velha falecer. Ela estava muito doente e seria a nossa primeira perda na família após o falecimento do meu pai, em 1972. Acho que tudo isso foi demais pra mim.

    Tudo começou sem que eu me desse conta.
    Ao acordar, eu iniciava a minha rotina diária normalmente. Quando se aproximava a hora de ir pro trabalho, era o mesmo processo todo dia: mãos suadas, nervosismo, coração acelerado achando que poderia passar mal na rua e que não teria ninguém para me socorrer.
    Eu passava na casa da minha irmã Anailza, ela me fazia ler a bíblia, eu lia alguns salmos, pedia a proteção divina, tentava me acalmar.
    Gastava em taxi para ir pro trabalho e às vezes também para voltar (já não voltava mais do trabalho sozinha). 

    Nesse momento terrível, eu estava brigada com o namorado. Então meu ex- marido sempre recebia ligações da minha amiga de trabalho para ir me buscar, por eu não ter condições de voltar sozinha.

    Depois de uma semana e alguns dias vivendo esses momentos de terror, procurei um clínico geral.
    A médica me falou em síndrome de pânico e me passou uma medicação que me fazia sentir mal. Eu ficava trêmula e com medo de tomar o remédio. Então desisti do remédio e da médica.

    Em uma das minhas consultas com uma endocrinologista para tratar hipotireoidismo, falei sobre o que sentia e ela me falou que com certeza era síndrome de pânico. Que era para eu parar com preconceitos e aceitar o tratamento.
    Me passou remédios feitos em farmácia de manipulação, caríssimos na época.

    Durante esse período, minha
     outra irmã Celeste me levou a um centro espírita em que ela era colaboradora.
    Conversei com a dirigente do centro após o estudo do evangelho e ela me aplicou alguns passes. Disse que em dois dias eu estaria melhor, e foi o que realmente aconteceu.

    Com a ajuda dos médicos e do centro espírita não tive mais crises e 
    em três meses parei o tratamento com remédio, assim como parei com as várias restrições impostas por mim mesma (eu não tomava café, não tomava bebidas alcoólicas, tomava muito chá de camomila, de erva cidreira, tentava melhorar de alguma forma).
    Eu tinha muito medo de adoecer e não poder sustentar meus filhos. 

    Com o passar dos anos, a sombra do pânico sumiu da minha vida. Achei que ele não existisse mais. 
                No entanto, em novembro de 2013, após 
    um show do cantor Nando Reis em minha cidade, consumi duas doses de vodka com suco de uva. Foi a combustão para detonar minha segunda experiência com o pânico.
    O médico me disse que ele já estava lá, o álcool foi só o detonador.

    Ao acordar pela manhã, senti algo diferente no meu corpo. Achei que fosse ressaca, mas era uma sensação interna esquisita.
    Ao chegar ao trabalho, os sintomas começaram, só que agora diferentes, com terríveis enjoos, cansaço, mãos geladas, dores no estômago, frio, pressão alterada. Achava sempre que estava tendo um infarto ou um AVC.
    Minhas duas irmãs me perguntaram se não seria ele (o pânico) voltando, mas eu não quis acreditar. 

    Numa dessas crises, passei uma tarde inteira em observação no hospital achando que ia morrer e com meu filho de 19 anos assustado e nervoso ao meu lado. Já não conseguia mais trabalhar direito, fazia tudo rápido antes que a crise chegasse, e já não falava com os colegas de trabalho porque não queria que me fizessem perguntas. 

    Às vezes, quando já não aguentava mais, aquele meu namorado na primeira crise - e hoje um amigo muito querido - me levava para casa. No trajeto de volta eu melhorava e tudo passava. As crises duravam uns 10 minutos, mas pareciam horas tamanho o horror que sentia.

    Passei mais ou menos uma semana desse jeito, perdi peso rápido e só sentia vontade de ficar deitada, encolhida, com uma carência inexplicável. Eu sentia que estava doente, meu corpo me dizia isso.

    Minha família sempre foi muito unida quando se trata de doença, então a preocupação é bem maior. 
    Nesse período eu não andava sozinha, tinha medo, e minha irmã pediu a um outro irmão que me levasse ao médico. Pela primeira vez consultei um psiquiatra - confesso que com um pouco de receio.

    O médico conversou, me ouviu, prescreveu um antidepressivo e um ansiolítico para que cessasse as crises, como de fato cessou logo ao usar os primeiros comprimidos. 

    No início, os remédios me causavam muito sono. Fiquei com uma aparência não muito boa, emagreci, passei por um período reclusa em casa, quase não ia a festas na família porque não sentia vontade. Eu precisava me tratar, precisava ficar comigo mesma; Passava os fins de semana assistindo filmes ao lado de meus filhos.
    Hoje, passados cinco meses do início da segunda crise, estou vivendo novamente, estou me sentindo bem, de vez em quando aqueles sintomas conhecidos tentam se aproximar, procuro desviar meus pensamentos, respirar corretamente e profundo, tenho lido bastante sobre meditação e como ela tem ajudado pessoas com problemas de ansiedade.

    Às vezes estou no trabalho me sentindo ansiosa, vou ao banheiro, fecho os olhos, respiro profundamente e tento me acalmar. Não quero nunca mais na vida sentir o que senti, sei que posso controlar tudo isso me esforçando e crendo.

    Maria Helena Martins Santos
    São Luís - MA 

    domingo, 29 de junho de 2014

    Dica do Sem Transtorno: Festival de cultura japonesa em São Paulo


    Entre os dias 4 e 6 de julho, São Paulo receberá o 17º Festival do Japão. Neste ano, o maior festival da cultura japonesa do mundo terá o tema "A Origem da Felicidade".

    Além de apresentações culturais e gastronomia nipônica, o evento irá contar com uma exposição da fotógrafa paulista Angelina Yamada, que viajou por dez países para registrar a felicidade ao redor do mundo.

    Foto: Angelina Yamada (divulgação)
    O festival terá ainda oficinas abertas de origami, cerimônia do chá, shodo (caligrafia japonesa), ikebana, concurso de Miss Nikkey e Campeonato Mundial de Cosplay.


    Festival do Japão. Imigrantes Exhibition & Convention Center (ex-Centro de Exposição Imigrantes) - Rod. dos Imigrantes, km 1,5.

    Mais informações: www.festivaldojapao.com

    terça-feira, 17 de junho de 2014

    Depoimento para Jornal "O Tempo", de Minas Gerais

                                    Foto: Gustavo Miranda
    Mais uma divulgação para o nosso Sem Transtorno, desta vez em Minas Gerais!

    Algumas correções:

    - O grupo não atende somente 30 pessoas. Na verdade recebemos em média 30 inscrições para nossas reuniões mensais, o que não significa que sejam as mesmas 30 pessoas.

    - Minha vida não vem sendo "uma peregrinação por psiquiatras e psicólogos". Mas um dia já foi, até eu encontrar profissionais com quem me identifiquei e tive bons resultados.

    - A ansiedade que sinto atualmente nem sempre é "boa" não. O que eu disse foi que não tenho mais ataques de pânico, felizmente! :)


    Confira!

    http://www.otempo.com.br/interessa/depoimento-1.865229

    domingo, 15 de junho de 2014

    Síndrome do Pânico - Jornal "O Tempo", de Minas Gerais, entrevista Fernando Mineiro

    O autor do livro "Tenho a Síndrome do Pânico, mas ela não me tem!" e coordenador do GruPan (Grupo de apoio a Portadores do Transtorno do Pânico, de Belo Horizonte), fala sobre sua história com a doença e seu trabalho dedicado a portadores







    sábado, 14 de junho de 2014

    A depressão e o cachorro preto (The black dog)


    Desconsiderem os erros de tradução. A mensagem é muito bacana!
    Coragem, saúde e força para todos nós!!!

    segunda-feira, 9 de junho de 2014

    Sem Transtorno no workshop "Mulheres Que Transformam", de Fernando Torquatto

    O príncipe Fernando Torquatto e eu
    Há alguns dias, comuniquei a vocês que eu não poderia coordenar a reunião mensal do nosso grupo de apoio no dia 7 de junho - o primeiro sábado do mês, como de costume.
    Nesse dia, eu iria participar de um workshop que considerava importante para meu crescimento pessoal e também do Sem Transtorno, e, por esse motivo, precisei antecipar as reuniões para o dia 31 de maio.
     
    Pois bem. Eu sabia que era importante, mas não fazia ideia do quão incrível seria essa experiência.

    Foi um final de semana intenso, com cerca de dez horas diárias de muito conteúdo, palestras e dinâmicas em uma sala de eventos do hotel Sheraton Rio. Éramos quarenta mulheres reunidas em busca de ferramentas para conquistarmos mais do que já tínhamos conquistado até agora. Jornalistas, como eu, fonoaudiólogas, professoras, médicas... mulheres de diferentes idades, realidades e áreas de atuação com um mesmo propósito: fazer a diferença.

    Palestra da Vólia Bomfim
    Os coachs Rodolfo Santos, Cae Nóbrega (que figura!!!) e José Luiz Lordello (Zé!) são sensacionais. Cada um, à sua maneira, nos estimularam e enriqueceram com seus conhecimentos. De uma maneira divertida e acertiva, conseguiram nos manter focadas e serenas (lembrem-se, éramos qua-ren-ta mulheres reunidas por hoooooras!).

    No primeiro dia, tivemos a oportunidade de conhecer a história da Desembargadora Vólia Bomfim. Doutora em Direito e Economia pela UGF, Coordenadora de Direito da UNIGRANRIO, escritora e Juíza do TRT/RJ, Vólia ainda consegue ser uma 
    mulher bonita, jovial, mãe e esposa.
    Ela foi responsável por um dos maiores insights da minha vida e isso vale um post, que vou preparar mais tarde.

    O fotógrafo Igor Igarashi deu preciosas dicas para sairmos bem na foto. Foi divertido ver os meninos tentando parecer elegantes. Mas conseguiram, no final das contas!

    Da esquerda para a direita: Zé, Cae e Rodolfo,
    sob direção de Igor Igarashi
    Fernando Torquatto, tão aguardado, nos deu uma palestra encantadora. Me fez chorar incontáveis vezes ao falar da infância em Santos e da admiração pela mãe, e pelas mulheres, que o levou à hoje tão renomada carreira. Ele é um verdadeiro príncipe - gentil, elegante e generoso. O que eu quero ser quando crescer mais um pouco!... ;)

    E ainda tivemos música, dança, maquiagem, relaxamento, comidinhas deliciosas, almoço de frente para o mar... um luxo!

    Em uma das dinâmicas, fomos divididas em quatro grupos de dez. Nos pediram para que nos apresentássemos umas às outras e que escolhêssemos somente uma de nós para ser transformada num modelo de "negócio" dentro do Business Model Canvas, que nos ensinaram.
    Fui escolhida pelo meu grupo por unanimidade e fiquei muito satisfeita por isso.

    No dia seguinte, fui informada de que eu e as outras três mulheres escolhidas por seus grupos teríamos que contar nossas histórias e projetos para todos. Lá na frente, com microfone na mão. Ui!
    Mas tudo bem, sem problema. Àquela altura eu já tinha tanta certeza do que me levava até ali, de quais eram minhas metas, meus valores, que não encontrei qualquer dificuldade para falar.

    Eu durante minha apresentação
    Terminado o que pra mim era somente um exercício de exposição, voltei para o meu lugar e me senti feliz. 
    Feliz por ter superado tanta coisa ruim, tantos medos, tantas crises de pânico, e estar ali, segura, firme no meu propósito.
    Mas eu não fazia ideia de que ainda teria muito mais motivo para me orgulhar.

    Pausa para o café, sorteio de brindes, contatos, troca de cartões... e, de repente, um dos coachs pede nossa atenção. "Gostaria de contar para vocês que a nossa equipe se reuniu e elegeu um dos quatro projetos apresentados aqui para presentear com um site. E Karen Terahata, você foi a escolhida por nós".
    Aplausos, lágrimas, abraços.
    Ali tive a certeza de que estou no caminho certo. Tive a certeza de que também quero poder fazer isso por alguém. Que estou me transformando para transformar a vida de outras pessoas.

    Muito obrigada a todos que me apoiaram para que eu pudesse participar deste evento. Ao meu amigo e coach Rodolfo Santos pelo convite, ao Caê e Zé pelas aulas sensacionais e palavras de apoio e incentivo que levarei por toda a minha trajetória. Ao Fernando Torquatto por ajudar a promover essa iniciativa. Às Priscilas, Vanessa, Giovanni Targa, Igor Igarashi e 
    toda equipe do "Mulheres Que Transformam". A todas as mulheres que conheci e que de alguma forma me inspiraram. Sucesso para todas nós! :)

    quinta-feira, 5 de junho de 2014

    Da síndrome do pânico ao sucesso no TUF Brasil 3: conheça a história de ‘Cara de Sapato’

    Foto: Erik Engelhart
    Erik Engelhart - revista Tatame
    (publicado em 26/05/2014)

    Conhecido pelo inusitado apelido de "Cara de Sapato", Antônio Carlos Junior impressionou o mundo com seu Jiu-Jitsu progressivo e dinâmico. (...) Apesar de ser jovem, já enfrentou problemas muito mais duros do que seus adversários, como a síndrome do pânico, desencadeada após a perda do melhor amigo.
    Trauma e redenção

    Após faturar peso e absoluto no Brasileiro e Mundial de 2010, com a faixa marrom na cintura, Antônio repetiu a dose na seletiva para o Abu Dhabi Pro do mesmo ano, feito que lhe rendeu a faixa preta. No auge de sua carreira, o lutador sofreu a maior derrota de sua vida, logo no começo de 2011. Um de seus melhores amigos, o lutador Rufino Gomes, foi assassinado a tiros na capital da Paraíba. (...) "Eu já estava passando por algumas dificuldades e depois desse trauma, tive síndrome do pânico. Foi bem difícil pra mim. Eu não estava conseguindo treinar direito, viajar, não conseguia me concentrar. Comecei a fazer tratamento, terapia e todos os meus amigos de verdade e familiares me incentivaram, inclusive meu professor”.

    Após conseguir superar esse trágico capítulo de sua vida, o faixa-preta colheu bons frutos. Sagrou-se campeão absoluto do Pan-Americano 2012 e deu um show à parte em Irvine, na Califórnia. Ele levantou o ginásio ao finalizar o duríssimo Leandro Lo com um triângulo voador, nas quartas de final do absoluto. (...) “É inacreditável o que está acontecendo na minha vida… Ano passado, apesar das crises e momentos difíceis, consegui um terceiro lugar em Abu Dhabi. Perdi para o Rodolfo Vieira por uma vantagem, finalizei o Bernardo Faria, ganhei do Lagarto… Esses caras são ícones do esporte e essas vitórias me fizeram acreditar, confiar que dá para acontecer, que dá para a gente fazer se tivermos fé. Conquistei meu primeiro título na preta, que foi o Brasileiro, e agora o absoluto no Pan, estou vivendo um sonho”, vibrou o lutador.

    Leia a 
    matéria completa.

    Veja também: Sem Transtorno Entrevista Cara de Sapato
    Leia ainda: Cara de Sapato torna-se campeão na categoria peso-pesado do TUF 3 (portal Terra)

    terça-feira, 3 de junho de 2014


    "Os amigos que se mantiveram a meu lado, certamente, possuem uma natureza diversa daquela dos que se afastaram e depois retornaram. (...) Sofri preconceito inclusive de professores, engenheiros e outros profissionais que eu admirava, tidos por pessoas instruídas. A verdade é que a instrução das pessoas não costuma ir além da faculdade em que elas se graduam. Fora da Pedagogia, um professor pode ser tão desinformado como um analfabeto. Um engenheiro, quando não está conversando sobre números, pode ser tão preconceituoso como alguém que não sabe fazer contas. (...) 
    Descobri que aqueles que sofrem, têm motivos que muitas vezes desdenhamos. Até que chega nossa vez de sofrer e os compreendemos perfeitamente. Não desejo a síndrome do pânico para ninguém, mas eu gostaria de compreensão e respeito por parte das pessoas sãs, que, tendo saúde, nem sempre têm compaixão.

    Você não sabe nada sobre a síndrome do pânico? À parte todo o seu desconhecimento, tenha ao menos um bom coração. Esse já é metade do conhecimento de que você precisa. A bem dizer, sem amor, todo o seu conhecimento sobre a síndrome se torna inútil."

    (trecho do livro A Garota Que Tinha Medo)


    Imagem retirada da internet.

    Mais do que trabalho ou hobby, a terapia artesanal é uma forma de aliviar o estresse e viver melhor

    Lu Gastal (foto: Dani  Barcellos)
    Por Redação Donna

    Quando ela deu o seu ponto inaugural? Como foi o primeiro alinhavo? Disso, a costureira Lu Gastal, 42 anos, nem lembra. Mas tem bem vivo na memória o período em que as agulhas e linhas a salvaram do tédio e da depressão pela primeira vez. Estava grávida da filha mais velha e, devido a complicações na gestação, precisou ficar seis meses em repouso absoluto. 

    Sem poder sair da cama, o ponto cruz foi o companheiro das horas solitárias e ociosas. A velha técnica aprendida um pouco com as mulheres mais velhas da família e outro pouco com as revistas de artesanato foi, para Lu, o que muitos outros tipos de artesanato são para tantas mulheres e homens. Um respiro de alegria e vida, capaz de alegrar uma rotina cinzenta e melhorar um humor alquebrado pelo peso dos problemas cotidianos.

    Foi em busca dessa inexplicável sensação de bem-estar e prazer que Lu partiu quando decidiu largar a advocacia para apostar em seu talento como artesã. Escolha difícil, mas que uma vez feita, só trouxe desafios e felicidades. É claro que nem todo mundo precisa – ou quer – abandonar a profissão atual para tornar-se artesão. Para beneficiar-se do poder restaurador do artesanato basta praticá-lo, seja como for. Esporadicamente, todos os dias, toda a semana, com lucro, só para presentear amigos, não importa. Basta praticar e contemplar o resultado. Aí está um apoio terapêutico vitorioso em casos que vão desde a depressão até os transtornos de humor. Criar com as próprias mãos pode mudar a vida. (...) 

    Natural de Cachoeira do Sul, Luciana Gastal gosta de estar entre linhas, agulhas e paninhos desde que se entende por gente. Ama cores, misturas, texturas. Mas tornar-se costureira em tempo integral, como profissão, foi um caminho longo e cheio de dúvidas. O Direito foi a primeira escolha profissional, feita quando ainda morava em Cachoeira. Depois de casada, viveu em Pelotas por nove anos, onde teve as filhas e praticou a advocacia em tempo integral. Mesmo com pouco tempo livre, a artesã que dormia dentro de Luciana acordava de vez em quando, especialmente nas festinhas de aniversário das filhas ou em outras comemorações familiares.

    "Todo mundo ficava espantado, impressionado com a decoração caseira que eu fazia para as festinhas ou com os mimos que eu inventava para os almoços de domingo. Com essa onda de coisas industrializadas, o que é feito à mão surpreende ", recorda.



    De Pelotas a família partiu para Brasília. Sem advogar e atuando como assessora legislativa, Lu preenchia a solidão por estar longe da família com arte. Foi na Capital Federal que participou das primeiras feiras de artesanato. E foi onde criou coragem para pensar em uma vida inteiramente dedicada às costuras. 

    "Nunca tinha participado de feiras, não sabia como era. Fiz umas coisinhas de Natal e, no primeiro dia, vendi tudo. A surpresa foi tanta que me obrigou a pensar mais seriamente sobre isso" comenta. 

    Com a ajuda do Sebrae, Luciana aprendeu mais sobre empreendedorismo e sobre os desafios que enfrentaria se decidisse mesmo seguir o caminho de artesã. Junto com o medo e a ansiedade vinha sempre aquela sensação de conforto e confiança que invadia o corpo e a alma enquanto criava mais uma peça de patchwork – técnica de costura para fabricação de peças de pano. (...)

    De lá para cá, muito aconteceu na vida da Lu. Um programa sobre artesanato na TV Aparecida, emissora com grande audiência no interior de São Paulo, tornou-a muito conhecida pelas aulas relâmpago e pelas dicas fáceis e criativa para quem também gosta de artesanato. Um blog e o canal Lu Gastal no Youtube também espalharam pelo Brasil a novidade. Para reunir mais gente em torno da paixão pelo patchwork, Lu começou a organizar, pela internet, os PatchEncontros. Idealizou uma grande aula que misturasse técnicas de artesanato com empreendedorismo. Mas achou que não daria muito certo, afinal, quem iria querer participar? Em três anos já foram realizados 24 PatchEncontros, com a participação de mais de 1,5 mil alunas em várias cidades do país.
    "Muitas vêm em busca de um novo rumo na vida, para tornarem-se empresárias, como eu. Mas muitas outras vêm somente por que querem aprender a fazer bonecas de pano e patchwork. E para fazer amizade, conhecer gente nova". (...)"Se eu ainda fosse advogada, certamente teria mais dinheiro. Mas não seria tão feliz".

    Para ler a matéria completa, clique aqui.
    Veja também: "Artesanato"

    segunda-feira, 2 de junho de 2014

    INDICAÇÃO DE PROFISSIONAIS

    Diariamente, recebo mensagens de pessoas de todo o país pedindo indicações de médicos, psicólogos, grupos de apoio, spas, terapeutas diversos (acupunturistas, massoterapeutas, professores e academias de Yoga...). Mas como sempre morei no Rio de Janeiro, acabo tendo acesso somente a profissionais da minha cidade. 

    Por isso, peço a ajuda de vocês, portadores de transtornos de ansiedade que tenham bons profissionais ou grupos de apoio para indicar, que me enviem suas indicações pelo e-mail semtranstorno@gmail.com


    Muito obrigada desde já,


    saúde e paz para todos nós!


    Karen



    domingo, 1 de junho de 2014

    Artesanato

    Minhas obras de arte :)
    Há alguns anos, procurando por alguma atividade para aliviar o estresse e as crises de pânico, me inscrevi num curso de artesanato que ficava no caminho do meu trabalho. Duas vezes por semana, antes de encarar a labuta, eu passava uma hora e meia pintando e decorando caixinhas de madeira MDF em aulas de decoupage. Gostei tanto da experiência que sempre recomendo o artesanato como uma forma de terapia. Durante as aulas eu não pensava em problema nenhum, minha única preocupação era escolher cores e estampas para decorar minhas obras de arte! :)

    Aqui no Rio, em Jacarepaguá, existe uma lojinha chamada Ponto Sem Nó que vende produtos para artesanato e oferece várias aulas, veja só:

    PATCHWORK
    2a feira: 14 às 17h
    3a feira: 14 às 17h

    5a feira: 9:30 às 12:30 ou 14 às 17h
    4 aulas - R$ 125,00

    BORDADOS EM GERAL
    (crochê, tear, tricô, ponto cruz, ponto russo, macramé, vagonite,...)
    2a feira: 9:30 às 12:30
    4 aulas - R$ 60,00

    PINTURA DECORATIVA NA MADEIRA, VIDRO, GESSO
    (craquelê, decoupage, pátina, forração de caixas com tecido, ...)
    SCRAPBOOKING

    2a feira: 9:30 às 12:30 ou 14 às 17h
    6a feira: 9:30 às 12:30 ou 14 às 17h
    sábado: 9:30 às 12:30
    4 aulas - R$ 110,00

    PINTURA EM TECIDO COM STENCIL OU DECOUPAGE

    4a feira: 9:30 às 12:30
    4 aulas - R$ 110,00

    PINTURA ÓLEO SOBRE TELA
    3a feira: 9:30 às 12:30

    5a feira: 9:30 às 12:30 ou 13:30 às 16:30
    4 aulas - R$ 160,00

    DESENHO ARTÍSTICO / PINTURA ACRÍLICA OU ÓLEO SOBRE TELA
    (crayon, pastel seco, figura humana) Prof. Comendador J. Neves
    6a feira: 10 às 12h ou 13 às 15h

    4 aulas - R$ 160,00

    Em breve terão também aulas de biscuit.

    Informações e inscrições: 
    Tel.: (21) 2447-1593
    Rua Tirol, 43 B - Freguesia, Jacarapaguá, Rio de Janeiro - RJ
    Facebook: Ponto Sem Nó Artesanato