sexta-feira, 26 de julho de 2013

Famosos Ansiosos - parte 6

Adele
A
ntes de se apresentar na cerimônia de entrega do Oscar, em fevereiro deste ano, a cantora Adele fez um tratamento de hipnoterapia para amenizar a ansiedade. De acordo com notícia divulgada pelo jornal The Sun, a cantora estava sofrendo ataques de pânico e insônia.





Whoopi Goldberg
Famosa por suas comédias, a atriz sente muito medo de viajar de avião. Segundo o site da Associação Brasileira de Psiquiatria, Whoopi buscou diversos tratamentos, entre eles a medicação e a terapia cognitivo-comportamental, mas só conseguiu superar o medo quando passou a ser acompanhada por um especialista que fazia as viagens de avião com ela.


Sonia Abrão 
De acordo com o portal R7, a jornalista Sonia Abrão revelou à colega Marília Gabriela, na gravação do programa De Frente com Gabi (SBT), que sofre de um transtorno de ansiedade.



Johnny Depp
O ator morre de medo de palhaços e costuma ter pesadelos com eles. Dizem que Depp também tem fobia de aranhas.







Marcelo "Paquito" Faustini
O ator, ex-paquito da Xuxa, fez muitas adolescentes suspirarem na década de 1990, quando fazia parte da turma de assistentes da rainha dos baixinhos. Depois de experimentar a fama, Marcelo passou dez anos sofrendo com a síndrome do pânico: "Tinha pânico noturno, acordava passando mal, com taquicardia, achando que ia morrer".


Jessica Alba

Especula-se que a bela atriz americana tem TOC (transtorno obsessivo-compulsivo). Jessica teria sofrido também de um distúrbio alimentar que a fez emagrecer muito e pesar 45 quilos.


Veja também Famosos Ansiosos - parte 5

Fotos: reprodução internet



terça-feira, 16 de julho de 2013

Abuso sexual na infância e ansiedade na fase adulta

CHICAGO (Reuters) - Mulheres que sofreram agressão física ou abuso sexual na infância apresentaram uma tendência maior a desenvolver distúrbios como ansiedade, alteração de humor e depressão na fase adulta, quando comparadas a pessoas que não foram vítimas dessas agressões, revelou um estudo. Segundo os pesquisadores, a causa seria uma alteração na liberação de hormônio ligado a situações de estresse.

O pesquisador Charles Nemeroff, chefe do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da Emory University, em Atlanta, estudou o caso de 49 mulheres com idade entre 18 e 45 anos para verificar se o abuso na infância poderia levar a uma resposta mais agressiva do sistema nervoso na fase adulta.

As mulheres foram divididas em quatro grupos. Um deles reuniu aquelas sem histórico de distúrbio psiquiátrico ou abuso na infância. O outro contava com mulheres que sofriam de depressão e haviam sido vítimas de abuso sexual e físico enquanto crianças. Um terceiro foi formado por mulheres sem depressão, mas com uma história de abuso sexual. O quarto grupo era integrado por pacientes que sofriam de depressão, mas não tinham histórico de abuso sexual.

Os pesquisadores pediram às mulheres que participassem de entrevistas simuladas de trabalho e testes de matemática. Depois, eles colheram amostras de sangue e analisaram taxas hormonais (de corticol e adrenocorticotrófico) e analisaram seus batimentos cardíacos. Descobriram que os dois grupos das mulheres vítimas de abuso na infância mostraram níveis exagerados de hormônios ligados ao estresse.

"Este é o primeiro estudo com humanos a revelar mudanças constantes na reação ao estresse nos adultos que sofreram algum tipo desses traumas anteriormente", informam os autores na edição do Journal of the American Medical Association.

"As mulheres com histórico de abuso na infância apresentaram respostas imediatas ao estresse comparadas aos (grupos) de controle", disseram os pesquisadores. Esse tipo de reação foi mais pronunciada em mulheres que sofreram abuso na infância e que apresentavam depressão. Os níveis do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) eram seis vezes mais altos do que os obtidos nas mulheres do grupo de controle, informa o estudo.

O ACTH é liberado pela glândula pituitária, localizada no cérebro. Ele, por sua vez, estimula a liberação de cortisol na glândula adrenal.

Os autores do estudo perceberam que as pacientes com depressão, mas sem histórico de abuso, tiveram respostas similares àquelas obtidas entre as mulheres do grupo de controle.

O pesquisador Jeffrey Newport, um dos autores do estudo, disse em uma entrevista que os resultados trouxeram à tona duas questões. Uma refere-se à necessidade de esclarecer quais os tratamentos que devem ser eficazes para adultos com histórico de abuso. O outro ponto, segundo Newport, seria verificar se as drogas que estão sendo desenvolvidas têm uma maior possibilidade de funcionar melhor.

Fonte: Boa Saúde

sábado, 13 de julho de 2013

Sugestão de leitura: "O Poder do Agora"

Ronaldo Almeida, frequentador aqui do Sem Transtorno, nos sugere este best seller do escritor alemão Eckhart Tolle. "Esse livro abriu a minha mente sobre o poder que ela tem de nos jogar para baixo e nos amedrontar", conta Ronaldo.

O Poder do Agora
Autor: Eckhart Tolle
Editora: Sextante / Gmt

Guia que combina conceitos de diversas tradições espirituais. O autor elaborou um manual prático que nos ensina a tomar consciência dos pensamentos e emoções que nos impede de vivenciar a alegria e a paz que estão dentro de nós.

Biblioterapia - Leitura para o bem estar

Foto: reprodução internet
A biblioterapia pode diminuir a ansiedade, depressão, fobias e até mesmo melhorar a autoestima entre diversos tipos de público e faixas etárias

Ao escolher um bom livro, o leitor pode viajar para outro espaço e época e conhecer personagens únicos que podem marcá-lo para sempre. Quem costuma ler sabe bem como é.

Já foi comprovado que os benefícios vão além do entretenimento. Desde as antigas civilizações acreditava-se que a leitura poderia proporcionar alívio às enfermidades. Porém o nome específico de biblioterapia (terapia por meio de livros) surgiu apenas no século XX.

Inicialmente, ela era recomendada para pessoas portadoras de conflitos internos como depressão, medos, fobias e para idosos. Hoje, após anos de pesquisa, sabe-se que a leitura terapêutica pode trazer diversos benefícios para diferentes tipos de pessoas em faixas etárias distintas. Essa terapia complementar pode ser aplicada em grupo ou individualmente.

De acordo com a psicóloga Lucélia Paiva, a leitura proporciona o aumento da autoestima e pode ser aplicada em processos de desenvolvimento pessoal, educacional ou em quadros clínicos. “As histórias podem levar a mudanças, pois auxiliam o indivíduo a enxergar outras perspectivas e distinguir opções de pensamentos, sentimentos e comportamentos, dando oportunidades de discernimento e entendimento de novos caminhos saudáveis para enfrentar dificuldades”, diz.


Para Clarice Fortkamp Caldin, autora do livro Biblioterapia: um cuidado com o ser (Porto das Ideias Editora), a leitura, ao descortinar um outro mundo, uma outra realidade, permite ao ser humano exercitar o imaginário, assumir as características de determinados personagens especialmente admirados, refletir sobre suas atitudes e aliviar suas angústias. “Isso só acontece com a leitura do ficcional, que permite a liberdade de interpretações”, afirma. Além de todos esses benefícios, a biblioterapia também amplia a compreensão intelectual, desenvolve senso de pertencimento, dá inspiração, corrige ou elimina comportamentos nocivos ou confusos, e além disso pode diminuir a ansiedade e a solidão.

Profissionais como psicólogos, educadores, bibliotecários e assistentes sociais, quando bem preparados e treinados, podem aplicar a terapia por meio de livros. O especialista, primeiramente, identifica o problema a ser tratado, para depois selecionar a obra que será utilizada. Em seguida, são feitos o compartilhamento das experiências e o acompanhamento do impacto do material escolhido. Ao ler um texto, o indivíduo constrói um texto paralelo, ligado às suas experiências e vivências pessoais, o que o torna diferente para cada leitor. A literatura tem o poder de mexer com as emoções porque admite a suspensão temporária do que se conhece por descrença. Isso significa que durante a leitura, ele passa a acreditar nos acontecimentos dos livros e esquece dos próprios problemas, causando o bem estar e assim diminuindo a dor.

Com a leitura terapêutica o leitor se distancia de sua própria dor e também é capaz de expressar seus sentimentos e ideias, possibilitando uma percepção mais aguçada de sua situação de vida. A partir daí desenvolve-se ainda uma forma de pensar criativa e crítica. Ler também diminui o sentimento de solidão, e estimula uma maior empatia com outras pessoas.

Conheça as etapas da biblioterapia

O leitor se envolve com a trama ou com o personagem da história (envolvimento) e identifica-se com o caráter ou com a experiência apresentados no livro (identificação). Ao identificar-se, o indivíduo sente alívio pelo reconhecimento de que outros têm adversidades similares. Os dilemas resolvidos com sucesso na obra farão com que o leitor realize uma tensão emocional associada aos seus próprios problemas (catarse). Desta forma, ele pode querer aplicar o que aconteceu na história fictícia à sua vida. Em seguida, a semelhança dos problemas da trama com a sua realidade faz com que o leitor chegue a uma etapa final (universalidade), onde consegue compreender outros problemas similares.

Para quem é indicada a terapia complementar?

A prática tem sido usada em várias situações clínicas, na qualidade de terapia complementar:

- luto (divórcio ou morte)
- depressão
- hospitalizações
- falta de perspectiva na vida
- doenças crônicas
- dificuldades para se relacionar
- presidiários
- idosos
- dependências
- traumas
- ansiedade
- desemprego
- estresse e bullying




Fonte: revista Viva Saúde

domingo, 7 de julho de 2013

Prolapso da Válvula Mitral e o Pânico

Assim como a maioria dos portadores de pânico, eu também procurei um cardiologista quando tive minha primeira crise.
E acabei descobrindo que tinha prolapso da válvula mitral.

O prolapso da válvula mitral (PVM) é bastante comum entre portadores de pânico. O psicólogo Marcelo Pinheiro da Silva, coordenador no Instituto de Gestalt-terapia e Atendimento Familiar (IGT), explica em seu site: "
No universo das pessoas que vivem o quadro de Síndrome do Pânico existe uma incidência muito grande de pessoas que têm PVM. Essa alteração em si não traz riscos de vida para o indivíduo, porém grande parte das pessoas que têm o prolapso descreve sensações ocasionais de alteração do ritmo cardíaco".

A explicação para essa associação entre pânico e PVM ainda não foi encontrada. Não se sabe ainda se existe alguma ligação genética entre o prolapso e o pânico, não há nenhuma prova de que o pânico leve à formação do prolapso nem de que o prolapso cause pânico.
Muitas pessoas têm prolapso sem terem pânico.

O que é o Prolapso da Válvula Mitral (PVM)


O Prolapso da Válvula Mitral é a anormalidade cardíaca valvar mais comum.

A válvula mitral liga e direciona o sangue da parte superior (átrio esquerdo) à parte inferior (ventrículo esquerdo) do coração; parece duas mãos postas que se abrem e fecham. Essas duas partes, com espessura de uma folha de papel, são chamadas de folhetos da mitral e, nos portadores do prolapso, elas se fecham de modo incompleto, deixando uma pequena passagem de sangue. 

A maioria dos portadores do prolapso mitral (97 %) não têm maior risco, enquanto que outros poucos têm leves dores no peito e palpitações variadas. Dependendo do resultado de alguns exames cardiológicos, o paciente pode precisar de acompanhamento médico periódico. Eu, por exemplo, procuro fazer esse acompanhamento por precaução.

Sintomas do prolapso da válvula mitral

Boa parte das pessoas com PVM não apresentam sintomas. Quando eles ocorrem, normalmente são:

- Dor no peito não anginosa
- Palpitações
- Cansaço aos esforços
- Falta de ar
- Tonturas
- Síncope (desmaio)
- Síndrome do pânico ou distúrbios de ansiedade
- Dormências nos membros

Mudanças no estilo de vida, como praticar exercícios aeróbicos, cortar cafeína, reduzir o consumo de álcool e levar uma vida menos estressante, melhoram muito os sintomas da síndrome do prolapso mitral.

O
s pacientes com prolapso da válvula mitral, em casos selecionados, recebem antibióticos antes de algum procedimento que possam introduzir bactérias na corrente sangüinea, incluindo trabalhos dentários e cirurgias.

A princípio, não há limitações dietéticas (exceto as descritas acima) nem restrições à prática de atividade física. Porém, uma consulta com um cardiologista é essencial para se ter certeza de que o prolapso não está causando nenhuma regurgitação relevante.

É importante dizer, entretanto, que a imensa maioria dos pacientes com PVM evolui sem qualquer problema e sem necessitar de nenhum tipo de restrição nos hábitos de vida.

 

Fonte: IGT; Psiqweb; Psicosite; Globo Esporte; MD Saúde

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Benefícios de caminhar


A caminhada controla a pressão, diabetes, protege contra demência e ainda emagrece

Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é barata, não tem restrição de idade,
pode ser feita praticamente a qualquer hora do dia e ainda dentro de casa, se a pessoa tiver uma esteira. "Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo depois de apenas uma semana", explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp. Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência.

1.Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Além disso, a caminhada faz com que as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina e oxigenação do corpo.

2.Deixa o pulmão mais eficiente

De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras. "A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica.

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade de estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

"Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp.

4. Afasta a depressão :)

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia.

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.

6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumentam a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia.

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite. "Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp.

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia.

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular.

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima. "Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia.

10. Protege contra derrames e infartos

Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo.

A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.

11. Diabetes

A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.

Outro ponto importante é que o treinamento aeróbico intenso produzido pela caminhada é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente.

"Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes", explica o fisiologista da Unifesp.


Fonte:site Minha Vida / foto: reprodução internet


Quando a mente atrapalha o corpo

O que pensamos é refletido no nosso organismo
Quando os pensamentos ruins são frequentes, eles atrapalham o corpo e podem trazer malefícios como ansiedade, angústia e baixa autoestima. Saiba identificar esse problema e como tratá-lo

Ansiedade, estresse sem motivos aparentes, comer com exagero, mudança de humor repentina e pensamentos negativos sempre apontando os próprios defeitos são sinais de que a saúde e bem estar da mente não vão nada bem. O que pensamos é refletido no nosso organismo, o simples fato de não acreditar em si mesma pode lhe fazer perder um bom emprego, a companhia dos amigos e até mesmo de um relacionamento amoroso. Este quadro considerado clínico pode resultar em problemas como ansiedade, depressão, anorexia nervosa, bulimia, compulsão alimentar, sentimentos de incapacidade, ineficácia, medo de sucesso, isolamento social e afetivo além de transtornos sexuais.
Algumas vezes, a pessoa que não se valoriza vê na comida uma aliada e, sem perceber, vai comendo para suprir essa carência”, explica o psicólogo Marco Antonio de Tommaso, psicólogo e psicoterapeuta da Universidade de São Paulo (USP).

Se esses distúrbios se manifestarem, a melhor opção é procurar um especialista que poderá ajudar o paciente a se sentir melhor, buscando o autoconhecimento e a aceitação de seus defeitos e qualidades. Além da ajuda de psicólogos ou psiquiatras, existem terapias que podem ajudar na busca pelo bem estar. Assim como a fé independente de qualquer religião pode  trazer o bem estar ao corpo e a alma. “A fé atua em diversas áreas cerebrais, principalmente no sistema límbico, que é responsável pelas emoções. Ela ainda reforça o sistema imunológico, prevenindo diversas doenças”, afirma Ricardo Monezzi, pesquisador e psicobiólogo do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Outras terapias complementares como reflexologia e reiki podem ajudar no processo de redescobrir a autoestima, que pode ser um caminho longo, mas vale a pena para ser saudável.



Fonte: Revista Viva Saúde / Foto: Shuttesrtock.

domingo, 30 de junho de 2013

Fatores que influenciam na Síndrome do Pânico



Fonte: grupo Síndrome do Pânico 

As causas dos ataques de pânico estão relacionadas, principalmente, a fatores ambientais/históricos (acontecimentos ao longo da vida) e sócio-culturais. Os fatores filogenéticos não explicam os acontecimentos, visto que as reações do sistema nervoso simpático, que surgiriam, geralmente, diante de perigos reais, aparecem em situações que não existe perigo.
Assim, compreender a história de vida daquele que tem o transtorno do pânico é fundamental para o seu tratamento. Normalmente, as pessoas que sofrem de ataque do pânico costumam apresentar muitos aspectos em comum (Bernik e Range, 2001):

a) são pessoas extremamente produtivas no nível profissional;

b) costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres;

c) são muito exigentes consigo mesmas e não convivem bem com erros ou imprevistos;

d) são perfeccionistas, com excessiva necessidade de estar no controle e de ter a aprovação dos outros;

e) têm tendência a se preocupar demais com os problemas do dia a dia;

f) possuem alto nível de criatividade;

g) possuem auto-expectativas extremamente altas e tem fortes regras;

h) não sabem diferenciar seus sentimentos; e

i) tem uma grande tendência a não perceber suas necessidades físicas.

Outras características que têm sido observadas naqueles que desenvolveram o transtorno são a privação afetiva, a dependência emocional e a passividade nas relações interpessoais.


Eu acrescentaria ainda o prolapso da válvula mitral, que é bastante comum entre os portadores. Aliás, vou preparar um post sobre esse assunto em breve, ok? Saúde e paz! 

Aproveitem o domingo! :) 

Diagnóstico errado e subestimado de TDAH no Brasil


Foto: reprodução internet
Sem falsa modéstia, sempre fui uma criança muito esperta.
Tudo que resolvia fazer, aprendia rápido e fazia bem feito. Comecei a ler e a escrever sozinha aos quatro anos, a tocar piano de ouvido com a mesma idade ou até menos, era ótima aluna, comunicativa, criativa, adorava participar de todas as atividades propostas na escola: concursos de redação e oratória, gincanas culturais, olimpíadas esportivas, grêmio estudantil, aulas de música, artes, balé... Não deixava passar nada.


Até que por volta dos 11 anos, quando fazia a então quinta série (atual sexto ano), passei a sentir dificuldade para assimilar as informações. Eu não conseguia me concentrar para fazer os deveres. Quando lia qualquer livro, tinha que voltar no texto várias vezes porque esquecia o que tinha acabado de ler. 

Lembro que tive várias professoras particulares. E que interrompi as aulas de piano que fazia desde pequena porque tinha preguiça de estudar. Que passei a agir de forma displicente, excessivamente distraída e estabanada. E isso perdura até os dias de hoje, para meu desgaste, tristeza e culpa. Muita culpa.

Minha mãe conta que minhas professoras sempre a procuravam para tecer elogios pelo meu desempenho e que, de repente, os elogios foram substituídos por advertências e conselhos para que ela procurasse um psicólogo para me ajudar. 

Chegamos a procurar uma, que sugeriu que eu fizesse um exame neurológico.
O tal exame apontou um distúrbio no lobo não sei o quê, que, segundo o médico que nos atendeu, era relacionado justamente ao campo da atenção. 


Não cheguei a fazer nenhum tratamento na época, mas tenho certeza de que o TDAH não foi cogitado.
 

Sei que muitas crianças estão sendo diagnosticadas precipitadamente e tomando remédios muitas vezes sem necessidade. Mas muitas outras, assim como eu, vão passar muito tempo sofrendo por falta de um diagnóstico preciso e de um tratamento eficiente. 

Compartilho com vocês esta matéria publicada no jornal O Globo que achei bastante apropriada. 

Saúde a todos, coragem e paz! :)


Especialista diz que problema maior do país ainda é falta de tratamento
Por Flávia Milhorance

Se nos Estados Unidos, a principal preocupação de especialistas é com relação ao aumento de diagnósticos do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o consequente consumo alarmante de medicamentos para contornar os sintomas, no Brasil, médicos ainda esbarram na dificuldade de diagnosticar a doença entre crianças e jovens, especialmente em localidades fora dos grandes centros urbanos.

No Brasil, o que acontece é o contrário. Há uma quantidade grande de crianças não diagnosticadas ou diagnosticadas incorretamente - afirma Fábio Barbirato, coordenador do setor de psiquiatria infantil da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. 

O especialistas cita dados da USP em que 5,4% de indivíduos de 6 e 16 anos têm TDAH, mas só 2,5% recebem tratamento, incluindo o uso de remédios. 

- A venda de medicamento no Brasil não teve este aumento como as pessoas falam. Se for pensar, a venda está menor do que o necessário - avaliou.

Em sua prática médica, Barbirato estima que, das crianças diagnosticadas equivocadamente com TDAH, 90% têm, na verdade, outro transtorno, como autismo, ansiedade, dislexia ou retardo mental. Outros 10% não têm nenhum transtorno, e a desatenção, sintoma clássico do distúrbio, teria relação com outros fatores, como falta de limite ou de atenção dos pais.

- Com diagnóstico errado, os sintomas podem piorar, e as consequências disto levam até a evasão escolar - alerta o especialista. - Por isso, recomendamos que os pais procurem profissionais titulados pela Associação Brasileira de Psiquiatria. 

SEM ALARME, MAS ATENÇÃO A SINTOMAS

Embora haja casos de "exageros" de diagnósticos de TDAH, é importante que pais estejam alertas aos sintomas. Desatenção, inquietude, desorganização extremadas estão entre os principais.

- É quando ele deixa tudo para depois, precisa ser monitorado sempre, havendo um desgaste da relação familiar, da mãe sempre cobrando da criança que não tem nenhuma autonomia - exemplifica Barbirato.

Mesmo sem dados estatísticos, o especialista aponta que é na segunda fase do ensino fundamental, ou seja, a partir do 6º ano, que os sintomas são mais percebidos, porque interferem mais no desempenho escolar. 

- Com a exigência maior, aquela desatenção que era suprida pela família e pela professora fica ressaltada, e o aluno acaba se atrasando.

terça-feira, 25 de junho de 2013

O que são transtornos de ansiedade?



"Como tudo em medicina recebe nomes específicos, com direito a sobrenomes, foram denominados transtornos de ansiedade quando o medo excessivo e, consequentemente, a sua fiel companheira ansiedade passam a trazer prejuízos expressivos para a vida da pessoa. 


Os transtornos de ansiedade possuem diversos espectros que variam em grau, intensidade e na forma como se apresentam. Podemos percebê-los em diversas situações, tais como nas lembranças que insistem em nos perseguir após uma experiência traumática (morte de um parente muito próximo, por exemplo); nas fobias ou no medo intenso de falar em público ou participar de eventos sociais; no temor exacerbado de determinados objetos ou animais (elevador, avião, insetos). Também são perceptíveis no terror (pânico) que surge do "nada" e nos dá a sensação de que podemos morrer a qualquer momento; nas preocupações excessivas com os fatos mais corriqueiros e triviais; nos pensamentos obsessivos e comportamentos repetitivos, mais conhecidos como manias, entre outros. Cada um desses transtornos tem características e manifestações distintas, mas todos estão intrinsecamente relacionados ao medo e à ansiedade.

Em graus variados, quando os transtornos de ansiedade já estão instalados, inevitavelmente trarão prejuízos significativos para os setores vitais de suas vítimas (vida social, familiar, profissional, acadêmica etc.). Contudo, somente após muito tempo de sofrimento, de peregrinação em vão - entre as mais variadas especialidades médicas e não médicas -, ou quando suas vidas já estão reviradas pelo avesso, é que os pacientes procuram ajuda especializada.

A demora para buscar o tratamento adequado se deve a muitos fatores, a maioria por falta de conhecimentos sobre o assunto, pelo sentimento de vergonha em expor tudo o que o aflige ou pela crença errônea de que se trata de mera fraqueza

Felizmente, é possível reverter esses quadros tão dolorosos ou, no mínimo, atenuá-los de forma expressiva, com orientações e tratamentos adequados. Isso significa muito mais do que enfrentar o inimigo que aparentemente pareça invencível. É restaurar as perdas nos seus diversos setores vitais, libertar-se, renascer e, quem sabe, projetar um futuro próximo de mais confiança e esperança, para que seja possível desfrutar a vida em sua plenitude".   


Fonte: Ana Beatriz Barbosa Silva, no livro Mentes Ansiosas

domingo, 23 de junho de 2013

Atendimento de saúde mental gratuito - onde encontrar

Serviços gratuitos de saúde mental
A terapeuta ocupacional Mariana Fulfaro criou e publicou em seu site um mapa com a relação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) que oferecem atendimento gratuito, especializado, para problemas psiquiátricos, como depressão, esquizofrenia, alcoolismo e dependência química.

Esses serviços gratuitos de saúde mental podem ser encontrados em todo o território nacional e oferecem atendimento com equipe de reabilitação completa, com terapeutas ocupacionais, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros.
 

Veja o mapa aqui.

Para encontrar o CAP mais próximo de você, clique no seu estado e, em seguida, procure sua cidade e o endereço mais próximo de sua casa na relação que irá aparecer.

Não deixem de me contar depois como foi o atendimento, por favor.
Saúde e paz para todos nós! 
Coragem! ;)



sábado, 22 de junho de 2013

Como o familiar pode ajudar um fóbico social

DICA: PALESTRA ABERTA AO PÚBLICO EM SÃO PAULO: "COMO O FAMILIAR PODE AJUDAR NO TRATAMENTO DO FÓBICO SOCIAL" - Dia: 29/06/2013

A fobia social é a intensa ansiedade gerada quando o paciente é submetido à avaliação de outras pessoas. É natural sentir-se acanhado quando se é observado, esse desconforto até certo ponto é normal e aceitável, muitas vezes vantajoso. Esta vergonha ou timidez passam a ser consideradas como patológicas a partir do momento em que a pessoa sofre algum prejuízo pessoal por causa dela, como deixar de concluir um curso ou uma faculdade por causa de um exame final que exige uma apresentação pública ou diante de um avaliador(es). No momento em que a pessoa é exposta a situação fóbica, a crise de ansiedade é de tal forma intensa que parece uma crise de pânico. Por causa de todo o desconforto envolvido nessa situação, a pessoa passa a apresentar um comportamento de evitação para estas situações. (Definição retirada do Psicosite)


Fonte: GruPan (Grupo de apoio aos portadores de Transtorno do Pânico)


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Problemas emocionais dos homens

Distúrbios de estresse e ansiedade são os principais problemas emocionais desse grupo, podendo acarretar em comportamentos autodestrutivos e vícios.

Não é novidade para ninguém que os homens sempre foram cobrados socialmente quanto à demonstração de equilíbrio emocional, fibra e resiliência — a capacidade de se recuperar e dar a volta por cima. Prova disso é a conhecida máxima "homem não chora", dito popular tão presente no vocabulário das gerações que antecederam a presente. No entanto, a medicina tem revelado que ambos os sexos estão sujeitos a problemas de cunho emocional, e eles são semelhantes.

Sérgio Klepacz, psiquiatra do Hospital Samaritano, exemplifica um dos muitos dramas enfrentados pelo sexo masculino, bem como suas consequências. "Eles sofrem com demandas específicas de gênero. O papel de ser o provedor da família é o grande desafio, que começa logo cedo, quando ele se vê diante de escolhas profissionais e amorosas", aponta. De acordo com o médico, esse tipo de cobrança é característica da sociedade moderna, a qual é baseada no consumo e no status social. Isso resultaria em um aumento de estresse e, consequentemente, em medo e insegurança com relação ao futuro.

Então, seria o homem moderno o tal "sexo frágil"? Luiz Cuschnir, psiquiatra e autor do livro Homens sem máscaras – paixões e segredos dos homens (Ed. Campus), afirma que não há como definir quem é mais vulnerável emocionalmente quando o assunto é saúde. Ele explica que aquilo que é definido como parâmetro social está em constante transformação, o que obriga homens e mulheres a reinventar constantemente suas estratégias para lidar com as dificuldades. "A fragilidade é do ser humano. Em qualquer crise, existem mudanças de paradigmas que afetam seus participantes. Por exemplo: o homem foi atingido quando percebeu uma inversão de papéis em sua relação com a mulher, e se fragilizou até encontrar novos padrões e uma maneira de viver com seus papéis revistos. Mas isso não fez que ele se tornasse o sexo frágil, pois a mulher também passou e continua passando por uma série de dilemas que também a fragilizam".

Se não combatidos, porém, estes questionamentos podem evoluir para conflitos emocionais graves e acabar afetando o desempenho profissional e a vida social. "Homens não tratados emocionalmente fazem escolhas incorretas, passam a depender de relacionamentos que os consomem e não adquirem estrutura emocional para mudarem o rumo de sua vida. Isso para não falar das dependências químicas e quadros clínicos", alerta.

O estresse nosso de cada dia


Segundo Klepacz, a maioria dos problemas emocionais do universo masculino está ligada a duas causas primordiais: estresse e ansiedade. E as linhas que as separam são muito tênues. No caso do estresse, motivos é que não faltam para desenvolvê-lo no dia a dia. Contudo, o psiquiatra destaca a insegurança quanto ao futuro — seja profissional ou amoroso — como um fator estressante que assola constantemente os marmanjos. "Os hormônios do estresse (principalmente o cortisol) são liberados quando o homem acumula esse tipo de sentimento, além de frustrações e solidão. Essa substância gera a sensação de ansiedade, medo e até depressão. Portanto, sem que percebamos, desenvolvemos uma postura de ‘medo do medo’, do qual o ciúme e a dependência emocional são sentimentos acessórios". Ou seja: em alguns casos, o que é considerado um problema emocional (como o excesso de ciúme em um namoro, por exemplo), na verdade é apenas um dos sintomas de algo maior.

Ânsia por aprender


No tocante à ansiedade, um dos principais causadores é o nível de exigência do mercado de trabalho quanto ao aprendizado. Em meio a um excesso de informação, o indivíduo se vê obrigado a desenvolver habilidades novas e a adquirir mais conhecimento e graduações para alçar posições melhores em sua carreira.

"Os parâmetros para ser um bom profissional subiram. Tudo o que você tem de aprender no mundo pode gerar algum distúrbio de ansiedade. Esses excessos acabam afogando o cérebro e bloqueando as áreas racionais. O sujeito não consegue lidar com tudo isso", comenta Klepacz. Embora seja um sentimento inerente ao ser humano, essa ânsia para atender expectativas pode resultar em quadros de síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade generalizada.

Eles têm coração


Cuschnir destaca que muitos homens vão aos consultórios devido a traumas decorrentes de relacionamentos frustrados ou por não encontrar a companhia que procuram. "Eles não encontram uma parceira capaz de compartilhar suas necessidades. Às vezes, se confundem e têm padrões que elas não correspondem, ficam insatisfeitos e se isolam, superficializam as relações ou simplesmente não aceitam as mulheres. Ainda desejam companheiras dedicadas, fiéis, envolvidas e disponíveis, mas quando percebem que não os atendem, mesmo sofrendo pela frustração ou pelo envolvimento amoroso, reveem o relacionamento e o rompem", esclarece.



Fonte: Revista Viva Saúde

sábado, 15 de junho de 2013

Sugestão de leitura: "Como Vencer o Transtorno do Pânico"

Portadora do Transtorno do Pânico, blogueira lança livro com informações e dicas para superar o problema
Por Karen Terahata

Vanessa Fagundes sofre com o Transtorno do Pânico há cerca de cinco anos e decidiu escrever seu livro quando percebeu a dificuldade de encontrar qualquer material que abordasse o tema. "Resolvi escrever sobre a minha experiência e as maneiras que encontrei para superar, acredito que possa ajudar muita gente".

Concorra a uma versão eletrônica do livro!

Para contornar o pânico, Vanessa utiliza técnicas de respiração, terapia comportamental, faz yoga, come alimentos indicados para combater o pânico, entre outras que explica no livro com detalhes. "Não acho que curar o pânico seja a colocação certa, mas SUPERÁ-LO. Não digo que nunca mais tive ansiedade, mas é questão de utilizar as técnicas para evitar que as crises aconteçam ou fiquem maiores".

Quer saber mais sobre a Vanessa? Assista.


Para lançar seu livro, Vanessa encontrou em uma editora virtual a alternativa mais acessível. Os ebooks (livros eletrônicos) são tendência e estão cada vez mais presentes na vida de leitores, pelo menor custo e praticidade (uma pessoa pode levar até 10 mil títulos em um celular... parece bastante sedutor, não?!).

O ebook de "Como Vencer o Transtorno do Pânico pode ser encontrado no site da Saraiva. Já a versão impressa do livro pode ser adquirida no Clube de Autores (
https://www.clubedeautores.com.br/book/146029--Como_Vencer_o_Transtorno_do_Panico).

terça-feira, 11 de junho de 2013

Ah, a preguiça!...

A ansiedade muitas vezes embaralha nossos pensamentos e nos atrapalha na hora de agir, não é?
A depressão idem.

Por um motivo ou pelo outro, constantemente não sei por onde começar minhas tarefas, seja em casa, no trabalho, em diversas situações. Na semana passada mesmo conversei com a minha psicóloga sobre isso. Por que costumo adiar tanto as coisas? Por que sinto tanta preguiça? Sempre me pergunto...
E no final de semana me deparei com uma reportagem da revista Você S/A sobre certos sentimentos ("pecados", como eles mencionam) que prejudicam o ambiente de trabalho e a nossa carreira.
Um deles, claro, só podia ser... a preguiça! 


Com certeza, muitos irão se identificar com essa matéria também.
Acho importante que a gente não sinta culpa por sentir esse desânimo e que, por outro lado, saibamos como combatê-lo.


Abraços a todos, coragem, saúde e paz! :)
 


Os pecados do trabalho - Preguiça

(Por Fabiana Corrêa e Jeniffer Gonzalez)

A preguiça, originalmente,
não tinha nada a ver com falta de vontade de trabalhar. "O preguiçoso era o homem que não se esforçava para salvar sua alma", diz o filósofo Mario Sergio Cortella, de São Paulo. Na idade média, esse pecado traduzia uma melancolia que abatia os homens e os impedia de agir. Podemos traduzir também como apatia. No trabalho, uma dose de preguiça pode até ser produtiva de vez em quando. É o tal do ócio criativo. Mas viciar-se nesse estado de moleza compromete a imagem profissional. Sem
motivação, ninguém avança.

Como a preguiça se manifesta no trabalho?

Na Idade Média, ela era chamada de acédia, a preguiça de salvar-se em Deus. A pessoa tomada por esse pecado não queria fazer nada para buscar a salvação. Assim é no trabalho e na carreira: há muita gente que não quer fazer nada por si mesmo. O preguiçoso transfere a ausência de motivação para a carreira e substitui a ideia de esperançar, que é uma postura
ativa, para a ideia de esperar, uma atitude passiva. O preguiçoso é aquele que adia em vez de realizar. Está sempre esperando alguém fazer com que as coisas aconteçam.

Como lidar com nossa própria preguiça?

Se você está procrastinando demais, tem primeiro de descobrir se é preguiça mesmo ou se é estresse. Existe um adiamento prazeroso, mas também há a desmotivação, que você sente quando simplesmente não vê sentido em cumprir uma tarefa. É o esforço sem sentido. De certa maneira, é muito bom ter um chefe que coloque prazos e metas e cobre isso de você, que estabeleça consequências para trabalhos que não são entregues ou tarefas que não são
cumpridas.

Mas... e aquela preguiça que faz parte da vida, que todo mundo sente de vez em quando?
Essa é uma coisa normal, uma ocorrência eventual. O perigo é fazer dela um hábito. Claro que há momentos de preguiça. Basta pensar em uma lei fundamental da física — a da inércia. Nós tendemos ao repouso, nosso estado natural. Isso faz parte do exercício de se dar um tempo e não ser implacável consigo. É quando você relaxa e adia a tarefa, sabendo que irá retomá-la mais adiante. Mas tem uma coisa: saber lidar com a lerdeza, a lombeira, não significa não vivenciá-la. O momento de prazer não pode suplantar a execução de suas tarefas. Ser implacável consigo é doentio, mas adotar como herói o Macunaíma, que dizia “Ai, que preguiça”, é autodestrutivo.

Há espaço nas empresas para a alternância entre o esforço e o repouso?

Nas empresas inteligentes, sim. A produção contínua só leva ao esgotamento. Na Totvs, desenvolvedora brasileira de software, por exemplo, há dois quiosques para os funcionários fazerem uma pausa e tomar um café. Em outras, há o cochilo depois do almoço. Vale lembrar que distração em latim é recreio, aquilo que nos faz criar de novo. Empresas inteligentes criam a preguiça estratégica para aumentar a criatividade.

Além dos períodos de preguiça diários, quando mais precisamos dessa preguiça?

Nossa tendência é economizar energia. Um repouso depois de grandes esforços é sinal de inteligência. Agora, adiar o trabalho pode significar fazê-lo dobrado no futuro. É necessário planejar essas paradas.

Como lidar com os efeitos da preguiça

  • Faça da preguiça um compromisso: Organize a agenda, anotando não só as reuniões, mas também os momentos dedicados ao descanso. A preguiça fora de hora nada mais é do que a falta de descanso na hora certa.
  • Valorize o ócio: "Se for dar um tempo para o ócio criativo, aproveite para fazer coisas realmente inspiradoras, como cultura e lazer", diz Bernt Entschev, da De Bernt, empresa de recrutamento de executivos, de Curitiba.
  • Dose o ritmo: Alterne períodos de alta produtividade com outros de ritmo lento. "Se você produzir 100% em um ano, os acionistas irão cobrar 120% no seguinte. É preciso administrar", diz Augusto Carneiro, da Zaitech, consultoria que faz coach para altos executivos, do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Veja como mudar 15 hábitos e combater a ansiedade

Ansiedade é o pior de todos os males psicológicos, diz especialista
(Fonte: UOL - Saúde)


Aflição, agonia, impaciência, inquietação.
Esses são alguns sinais da ansiedade, sentimento capaz de prejudicar a qualidade de vida, autoestima e saúde do ser humano.
Aprender a lidar com ela é fundamental para garantir uma vida saudável. (...)


Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia, a ansiedade é o pior de todos os males psicológicos. "Ela é o gatilho para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto de vista psicológico, podemos definir ansiedade como um estado mental praticamente subjetivo carregado de apreensão e recheado de incertezas", diz. Por causa dos múltiplos papéis que desempenham e devido às variações hormonais, algumas mulheres sofrem mais com a ansiedade e o estresse. Porém, os homens não estão imunes a esse mal. Questões profissionais e financeiras também podem desencadear a sensação de angústia e impaciência no sexo masculino.

Sentimento que pode causar doenças
Se não for controlada, a ansiedade pode causar o surgimento de enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental. Gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia e alergias são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade. (...)
Qualquer um sofre, em maior ou menor grau, de ansiedade. Mas o transtorno merece atenção redobrada quando passa a prejudicar os relacionamentos conjugais, profissionais, acadêmicos e até mesmo sexuais.

"Quando a ansiedade ultrapassa o limite e a pessoa não consegue mais realizar suas tarefas diárias sem sofrimento, é hora de buscar ajuda especializada e dar início a um tratamento", explica a psicóloga Sâmia Simurro.


"Ter força de vontade e entender que essa ansiedade descontrolada não é normal são requisitos básicos para o processo de cura inicial", afirma o psicólogo Alexandre Bez. "Procurar ajuda psicológica é fundamental para retomar a rotina. Curar-se sozinho é praticamente impossível", alerta. De acordo com Bez, em casos extremos e dependendo do perfil do paciente é necessária a prescrição de medicamentos.

Apesar dos males causados pela ansiedade, a psicóloga Sâmia Simurro alerta que, na dose certa, esse sentimento pode ser positivo. "Precisamos de desafios para nos desenvolver. É preciso aprender a viver com níveis de ansiedade suficientes para atingir o nível mais alto do nosso potencial. É claro que ansiedade demais torna a vida das pessoas um caos, porém, nenhuma ansiedade nos leva à estagnação", conclui.



Veja como mudar 15 hábitos e combater a ansiedade

1. Procure não deixar nada pendente

Não terminar tarefas e assumir responsabilidades acima do que se pode fazer contribuem para o aumento da ansiedade. Esboce um plano para resolver o que é urgente e organize-se.

2. Prepare-se para os desafios

Atitudes como estudar com antecedência para as provas, informar-se sobre a empresa antes de uma entrevista de emprego e se preparar para uma reunião de negócios são fundamentais para ter confiança diante dos desafios. Dessa forma, você vai se sentir seguro e menos ansioso.

3. Melhor prevenir do que remediar

Antes de sair, veja se o tanque de combustível do carro está cheio. Se você saiu de casa com o ponteiro do combustível na reserva, trate de completar o tanque no primeiro posto que avistar. Evite ter problemas desnecessários por falta de precaução e cuidado.

4.Veja o lado bom das coisas

De acordo com um estudo publicado pela Isma Brasil, filial da International Stress Management Association, instituição voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento do estresse no mundo, o impacto positivo da felicidade no sistema de imunidade é mais poderoso do que o negativo e ajuda a minimizar a ansiedade. Portanto, se você planejava ir à praia no fim de semana, mas viu que o tempo não está bom, mude seus planos: vá ao cinema, faça um fondue com os amigos, alugue os DVDs da série que você adora ou faça outro programa que o agrade. Ao invés de reclamar, procure transformar situações negativas em positivas.

5. Caminhe 30 minutos por dia, três vezes por semana
Essa prática, recomendada pela OMS, é ótima não só para tirar você do grupo dos sedentários como para ajudar a controlar a tensão emocional. O mesmo período de tempo pode ser empregado para qualquer outra atividade física, como boxe, ioga ou corrida.

6. Ouça música

"Estudos científicos demonstram que a música relaxa os músculos, diminui a sensibilidade à dor e dilui emoções destrutivas", explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma Brasil. Para driblar a ansiedade, os gêneros mais indicados são o clássico e o barroco – em especial, no trânsito.

7. Evite ter pensamentos negativos

Seu pensamento determina a forma como você enxerga a vida. Se pensar de maneira positiva, vai se sentir mais feliz e as chances de tudo dar certo podem ser maiores.

8. Tenha um bicho de estimação
O simples ato de fazer carinho em um animal relaxa tanto o bicho quanto seu dono. Alguns estudos científicos indicam que as pessoas que cuidam de um animal tendem a baixar a pressão arterial. Então, se você não tem condições de ter um pet, que tal levar o cachorro da vizinha para passear de vez em quando? Observar peixes no aquário também traz benefícios: tranquiliza a mente e evita pensamentos que trazem preocupação e ansiedade.

9. Livre-se da mania de perfeição

Perfeccionistas tendem a prejudicar suas relações pessoais e profissionais colocando-se sob constante pressão. Confronte o medo que lhe motiva a buscar a perfeição. Você pode temer, por exemplo, que as pessoas não gostem de você. Na realidade, as pessoas tendem a respeitar quem tem coragem de admitir um erro e repelem quem acha que sabe tudo.

10. Deixe o trabalho no trabalho

Muitos sintomas do estresse, como ansiedade, dores musculares, hipertensão, fadiga, taquicardia e angústia, têm sido atribuídos ao acúmulo das pressões profissionais. Evite ficar pensando em trabalho depois do expediente. Afinal, você já passa horas no escritório.

11. Alimente o seu humor

Carboidratos, em geral, costumam acalmar: macarrão, pães, biscoitos, arroz e batata. Frutos do mar, nozes, brócolis, espinafre, chocolate e pimentão dão energia. Já a cafeína ajuda a combater o cansaço, mas deixa o cérebro mais desperto, o que pode ser um perigo para pessoas muito ansiosas.

12. Tenha plantas em casa
Cuidar de plantas (flores ou hortaliças) pode proporcionar equilíbrio emocional e amenizar os efeitos negativos do estresse. Regar uma plantinha é uma terapia informal, que ajuda aliviar a tensão e a ansiedade. Mexer com terra e folhas não resolve os problemas, mas ajuda a refletir e analisar melhor as situações.

13. Faça refeições sem pressa

Escolha um momento em que você possa comer sem interrupções. "Procure sentir os sabores, a temperatura e a textura dos alimentos. Sinta-os se desmanchar e transformando-se em sangue e tecido para o seu corpo", sugere Carlos Legal, consultor em aprendizagem organizacional e qualidade de vida no trabalho, da Legalas Educação e Qualidade de Vida, empresa dedicada ao desenvolvimento de pessoas e organizações.

14. Dê uma pausa no trabalho

Busque fazer uma pausa durante o trabalho. Feche os olhos e respire fundo por alguns minutos, procurando manter a mente tranquila e relaxada. O cardiologista Artur Zular, de São Paulo (SP), diz que é bom se imaginar em algum lugar calmo, como um bosque, jardim ou uma praia, sempre sozinho. "Estar com alguém inspira sentimentos e o melhor para meditar é ficar livre de qualquer emoção, concentrando-se apenas em si", explica.

15. Medite com palavras

Marcia Plessmann, instrutora do Centro de Estudos Filosóficos Palas Athena, de São Paulo (SP), ensina que para meditar é preciso criar uma frase que seja significativa e inspiradora para manter a ansiedade sob controle. "Na medida em que você solta a respiração, repita a frase mentalmente. Pode, também, ser uma oração ou um pequeno verso", ensina.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Tímida e deprimida

Mais difícil escrever... ;)
Hoje me toquei de duas coisas. Primeira: que estou escrevendo bem menos sobre mim. Segunda: que tenho falado bem mais sobre depressão do que sobre ansiedade. 
Respondo.

Desde que passei a assinar o blog e a divulgá-lo, passei também a receber muitas mensagens de pessoas que me acompanham. Eu já recebia alguns emails e tal, mas da forma como estou recebendo agora, nunca! 
São emails, mensagens pela fan page, comentários aqui no blog... Isso me fez perceber que estou sendo muito mais "lida" do que antes, e acho que isso me intimidou um pouco. Não é fácil expor a vida, principalmente as fraquezas, pra tanta gente. Antes, quando eu não assinava o blog, quando eu era simplesmente a WGoonie, era bem mais fácil, viu!? ;)

Quanto à depressão... bom, quem sofre de algum transtorno de ansiedade, especialmente o pânico, sabe que a depressão é uma companheira bastante comum. Se não sabe, eu explico: acredita-se que mais da metade das pessoas que sofrem com a ansiedade, também sofrem com a depressão. De acordo com uma matéria publicada no site Psiqweb, por exemplo, esse número chega a 65%.
O "medo", seja de característica fóbica ou não, sempre denota uma grande insegurança e pode fazer parte tanto de um quadro ansioso quanto de um quadro depressivo. 


Eu sofro com essa comorbidade e ando num momento bem mais depressivo do que ansioso. Talvez por conta de tudo que venho passando nesses últimos seis meses, quando precisei me afastar do trabalho. Não cheguei a falar sobre isso aqui no blog, talvez tenha até comentado, mas sem dar muita ênfase porque minha proposta aqui é transmitir encorajamento e otimismo, nunca tristeza ou desânimo. Acontece que sou humana, né, também sofro, também tenho maus dias e maus momentos, e acho que devo mostrar esse lado para vocês também, mesmo que em bem menos quantidade por uma questão de objetivo pessoal.

Mas sou osso duro de roer, bambu que se curva e não quebra! Amanhã volto a trabalhar e sei que tudo isso que tenho passado tem um motivo. O mais provável é que seja para me fortalecer ainda mais, me fazer crescer. E eu adoro me sentir mais forte, mais madura. Acho que essa é a graça de envelhecer: aprender e evoluir sempre.

Coragem, saúde e paz para todos nós! :)
Conto com vocês. Contem comigo.