quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Homem e a Síndrome do Pânico


O texto abaixo reflete bem o que acontece com o sexo masculino diante de um problema como a Síndrome do Pânico. Vale a pena a leitura. 
Homens: esqueçam o preconceito e essa ideia machista de que tudo não passa de "frescura". Procurem ajuda, cuidem-se! 
A família e aqueles que realmente gostam de vocês vão agradecer! :)


"Era difícil para ele entender, como engenheiro, que ele tinha pânico, pois não conseguia entender do que ele tinha medo. Só sabia que, de repente, seu coração disparava, começava a suar e uma grande sensação de desorientação tomava conta dele. Quando acontecia no trabalho, ele fechava a cara e se dirigia ao seu escritório. Só saía de lá um bom tempo depois. Lá dentro, tomava medicação indicada por seu psiquiatra e ligava para ele e ligava para sua esposa. Na empresa, surgiu a lenda de que nestas horas que ele se fechava era para pensar e meditar e que ao sair da sua caverna traria uma ideia genial.

Seus subalternos mais imediatos acreditavam que aquele comportamento estranho provinha da sua peculiar inteligência e, como a firma ia de vento em popa e os salários eram bastante bons, ninguém comentava mais nada. Menos um, que já tivera um filho com Síndrome de pânico, mas tinha medo de comentar qualquer coisa e arriscar o emprego.
Problemas de saúde mental ainda são cercados de mistério, preconceito e culpas.

Apesar do sofrimento, ele não mantinha o tratamento como devia. Seu psiquiatra depois de longos e insistentes pedidos fez com que ele fosse ao psicólogo também. Seu psiquiatra comentou com ele até a exaustão que a medicação em conjunção com a psicoterapia era o método mais eficaz e rápido de tratar a síndrome do pânico. Depois de muita teimosia, ele telefonou para o psicólogo que o recebeu em seu consultório.

No entanto, aconteceu o mesmo que já tinha acontecido com os atendimentos que o psiquiatra fazia com ele. Na verdade, ele era um paciente rebelde.
Faltava muito às sessões de psicoterapia, da mesma forma que não tomava a medicação conforme a recomendação do psiquiatra. Logo que se sentia um pouco mais seguro, parava com a medicação ou diminuía a dosagem do remédio, de acordo com o que ele achasse naquele momento.

O psicólogo, que tinha bastante experiência com pacientes com síndrome de pânico, sabia que às vezes era muito importante esperar alguma mudança na vida do paciente para que finalmente ele se engajasse no tratamento.
O paciente encarava as crises dele como um mal necessário, quase como um pagamento pelo sucesso que ele vinha tendo. Na verdade, era como um freio ao seu ímpeto empreendedor. Por outro lado, ele gostava que sua esposa cuidasse dele. Apesar de todo o sofrimento que o acometia, ela estava sempre ao lado dele. Não reclamava e mesmo quando ficavam longos meses sem ter relações sexuais, ela não expressava nenhuma cobrança. Apenas esperava ele “melhorar”. Era como ser mulher de uma pessoa especial. Ele gostava de ser uma pessoa especial.

Anos se passaram e o casamento era estável nos moldes que eles assim o inventaram. Os filhos vieram...
Aquela esposa que de alguma forma para ele era quase perfeita, personificação dos cuidados que ele nunca teve, passa a ser a personificação de uma angústia de abandono.
Ele amava os filhos, quis tê-los, mas agora parecia que tudo tinha mudado. O seu mundo, que ele equilibrava com refinado cuidado entre a doença, o sucesso e a atenção de sua esposa, começou a desmoronar. Começou a se isolar mais a cada dia e a ficar mais agressivo e áspero. O casamento entra em crise e a esposa procura a ajuda de um psicoterapeuta.

O movimento da esposa de se diferenciar da história do seu marido e encontrar um dos ganchos que uniam o passado de um ao outro teve uma repercussão positiva sobre seu marido. Através da ajuda do olhar do psicoterapeuta sobre a história construída por ela de sua família, percebeu que de alguma forma o apoio incondicional que sua mãe dedicava a seu pai, jogador compulsivo e que de forma geral fazia a família penar vergonhas e dívidas, não era muito diferente em essência do que ela fazia em relação ao seu marido.

Durante anos se orgulhara do sucesso de seu marido e de como ela o ajudava e que isso era obviamente muito diferente da penúria e das brigas que aconteciam em sua casa de origem quando a situação se tornava insustentável.

Ele...
Ele procurava ser alguém, para ser amado por alguém. Pensava na frase que sua mãe sempre falava sobre seu pai e que ele ouvia triste e atônito deitado em sua cama. “Ela queria um homem de verdade que a pudesse sustentar como ela merecia, não um banana que se escondia atrás de algo chamado depressão, que ela achava ser vagabundagem mesmo”.

Durantes anos, ele esperou a separação dos pais.
Só havia as brigas e um dia o pai morreu. O médico disse que tinha sido um A.V.C. O filho achou que ele tinha morrido de tristeza. Dessa tal de depressão. Ele sabia, em seu íntimo que um dia um A.V.C. o acometeria. Nenhum médico deste mundo conseguiu tirar isso da cabeça dele. Na verdade, ele esperava o desastre e a solidão.

De alguma forma, ele precisava entender que muito do que sentia era uma mistura da herança da depressão de seu pai, das tensões do dia a dia e da certeza que ele tinha de sua derrocada como expressão de seus sentimentos assumidos como um legado de dor de geração em geração.
Ser uma pessoa especial de certa forma durante muito tempo lhe supriu com um afeto especial de sua esposa, mas agora ele vivia a dor de ver o amor desaparecer dos olhos dela. Ele era agora apenas um provedor e um provedor com problemas. Sua esposa agora era só mãe de seus filhos e sua solidão aumentava dia a dia.

O momento esperado pelo psicoterapeuta tinha chegado. A crise o inspirou a começar o tratamento de verdade. Durante anos ele manteve o vínculo com o psicoterapeuta, mas parecia que estava esperando o momento certo chegar. A paciência do profissional com os atrasos e as faltas dele era uma forma de aceitação de que ele precisava ter.

Na verdade, após seis meses de tratamento, o pânico dele era algo que controlava bem e não mais vice e versa. Na verdade, mais do que controlar, ele não precisava mais do pânico e agora sentia que podia se livrar do eterno medo de ser o receptáculo das criticas que sua mãe fazia ao seu pai. E entendeu porque sempre se perguntou sobre por que seus pais se casaram e agora podia perguntar por que se casou e tentar reconstruir seu casamento."

Texto: Dr. Sergio Garbati - psicólogo

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Check-up

A primeira coisa que normalmente passa pela nossa cabeça quando estamos tendo uma crise de pânico é que estamos morrendo, que vamos infartar, não é? Corremos para um pronto-socorro, passamos por exames, mas nossa pressão e frequência cardíaca estão normais, e voltamos pra casa com o diagnóstico de "crise nervosa" ou de "stress". 

Manter os exames em dia ajuda a diminuir os pensamentos obsessivos relacionados a doenças! 

Saiba qual é a hora certa do check-up
Muitos esperam até meia-idade para exames, mas médicos garantem: medicina preventiva é importante sempre


Michelli Nunes
Diário de S. Paulo


Aquela ideia de que os check-ups frequentes devem começar apenas a partir dos 40 ou 50 anos é mito, alertam especialistas. Mesmo pessoas jovens e saudáveis precisam de acompanhamento médico e de exames preventivos, que podem evitar problemas futuros e, assim, salvar vidas.

"Quem passa por consultas regulares são idosos, mulheres grávidas e bebês com menos de dois anos. No meio disso, existe uma faixa etária que não costuma fazer check-ups. Há idades de maior risco, mas mesmo jovens com saúde devem fazer um acompanhamento", diz Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família.

Alexandre Wolkoff, médico e coordenador do pronto-socorro do Hospital San Paolo, reforça o alerta. "Em todas as idades, precisamos sempre arrumar tempo em nossa agenda para cuidar da saúde."

Para Wolkoff, o ideal é que as pessoas adquiram o hábito de passar por um check-up a cada ano, para que o clínico determine se existe algum problema e encaminhe o paciente a um especialista, se necessário.

Fonte: Rede Bom Dia

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Depressão - O Mal do Século XXI?

Mafalda
Muitos estudiosos apontam a depressão como o mal do século XXI. O motivo seria o grau elevado de stress da vida moderna, obesidade, uso abusivo de álcool e outras drogas.

Todos podemos nos sentir tristes com alguma situação específica, como a perda de um emprego, de uma pessoa querida, uma separação, a partida dos filhos para uma nova vida fora de casa... mas o que difere tristeza e depressão é justamente o motivo - ou a falta do motivo. Na depressão, nem sempre existe uma causa definida. Ela simplesmente acontece e se instala.


O tratamento varia de um paciente para outro. Existem vários tipos de antidepressivos, cada vez mais modernos, que podem ser usados. Vai depender de cada caso, das condições físicas do paciente e de doenças pré-existentes. Para isso, é importante que se procure um médico para que ele avalie essas condições e prescreva a medicação ideal. Se o paciente não se adaptar a esta primeira medicação, existem várias outras que podem ser testadas. 

Os antidepressivos têm sido eficazes em 75 a 90% dos casos. A eficiência de todos é semelhante, o que costuma mudar são os efeitos colaterais de cada um. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em dois meses e a pessoa pode se considerar clinicamente curada, mas alguns critérios sugerem que a partir do terceiro episódio de depressão o tratamento deve se prolongar por toda a vida. 


O meu caso parece ser este. Acho que vou ter que tomar remédio pra sempre, como um hipertenso toma remédio para pressão ou um diabético sua insulina. Pra mim o importante é garantir qualidade de vida. Se pra isso for preciso tomar remédio, só me resta agradecer a existência desse remédio! Mas que foi difícil aceitar essa "necessidade", isso foi.

Além das medicações "tradicionais", existe também a opção pela fitoterapiaProcure se informar com um médico se no seu caso trata-se de uma boa indicação. Os remédios alopáticos costumam ser caros e a fitoterapia seria uma boa alternativa, ainda mais no Brasil, onde temos uma flora tão rica. 

Desde criança minha mãe me dava alguns medicamentos fitoterápicos (industrializados), como Passiflorine, Maracujina... já adulta me receitaram Serenus também. 

"A compreensão dos aspectos psicológicos da depressão é a base para várias abordagens possíveis para o tratamento". 

Além da medicação, para maior eficácia o tratamento geralmente é composto por acompanhamento psicológico. A psicoterapia mais usada nesses casos é a cognitiva comportamental, onde o psicólogo ajuda o paciente a entender e enfrentar melhor determinadas situações. É importante que o paciente se identifique com o psicólogo, que tenha empatia e se sinta à vontade para falar sobre si. Eu, por exemplo, já tive quatro psicólogas. Com uma delas fiquei por três anos seguidos, mas nunca havia falado sobre um grande trauma de infância que só fui falar com uma outra psicóloga com quem me tratei posteriormente. Com esta eu me sentia mais segura para falar sobre assuntos mais delicados e íntimos.
  
Para finalizar, não importa qual tratamento decida seguir, o importante é se cuidar e se sentir bem. :)

(Fonte: fitoterapia.com.br; webartigos.com)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Rir é o melhor remédio

Se rir não for realmente o melhor remédio, é pelo menos um excelente remédio contra o desânimo e a tristeza. E se tem uma coisa da qual me orgulho em mim, é do meu senso de humor. Da minha capacidade de rir, mesmo quando as coisas não estão lá muito favoráveis pro meu lado!

Então, para celebrar o ano que começa, vou fazer o Top 5 dos vídeos que mais me fizeram rir em 2012. Quem sabe não consigo arrancar algumas risadas de vocês também? :)

Feliz 2013 para todos! O blog terá muitas novidades este ano, espero que gostem! 

1 - “Nada, nada, nada, nada”...

Meu enteado ficava cantarolando uma musiquinha engraçada o tempo todo, mas eu não fazia ideia do que era, até que ele me mostrou esse vídeo. Eu ri MUITO!!!!!!!!! O que é esta senhora cantando??? Parece a voz do Mickey com sotaque nordestino!? Decoramos a letra e cantamos o tempo todo aqui em casa! :)

2 - Para nooooossa alegriaaaaa!!!


Mais uma pérola apresentada pelo meu garimpador de vídeos cômicos oficial, o meu querido enteado-adolescente. Teve gente que não achou a menor graça, mas nós achamos MUITA graça por aqui!!! Rimos muito junto com a "Suelen". Foi o vídeo do ano pra mim! Simples e espontâneo. :)

3 - Hamsters corredores

Alguns podem achar que é maldade, mas quem nunca teve vontade de rir de alguém levando um tombão na rua, que atire a primeira pedra! :)

4 - Lago congelado

    Não sei o que o desavisado do gringo fala antes de pular, mas é muito engraçado vê-lo cheio de atitude e depois "quicando" no lago congelado. Com os muy amigos rindo sem parar, aí é que não dá pra parar de rir também! :)

5 - Partoba

    Não tente comparar o Partoba com as Videocassetadas do Faustão: a narração de Rodrigo Piologo - que é um dos criadores do Mundo Canibal e é indiretamente da minha família e eu adoro tirar uma onda - é uma atração a parte! Esta é a última edição, ainda existem outras 12 pra vocês assistirem. Experimentem também "As Pessoas Mais Inteligentemente Burras da Terra". :)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Famosos Ansiosos

Não somos apenas nós, pessoas anônimas para a maioria dos habitantes do planeta, que sofremos com transtornos de ansiedade não! Vou mostrar pra vocês que isso pode acontecer com qualquer um, inclusive com pessoas famosas, que são aparentemente bem-sucedidas e felizes.


LILIA CABRAL

Em entrevista concedida à revista Contigo!, a atriz revelou que teve depressão e Síndrome do Pânico quando perdeu a mãe, aos 30 anos. Ela admitiu ainda que, em momentos de crise, costuma tomar remédios.



EMMA STONE 

A atriz americana contou à revista “Vogue” que cresceu com Síndrome do Pânico. “Eu era apenas uma espécie de pessoa imobilizada pela Síndrome do Pânico. Eu não queria ir para a casa dos meus amigos, também não queria sair com ninguém e ninguém entendia”, explicou ela. Felizmente parece que as coisas mudaram bastante para Emma. No recente filme “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), ela brilha ao lado do namorado, o protagonista Andrew Garfield. 


LUCIANA VENDRAMINI 
A modelo e atriz, que foi símbolo sexual nos anos 1990, passou quatro anos fora de cena por causa do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Em matéria publicada no site Ego, Luciana conta que chegou a ficar dez horas debaixo do chuveiro e um ano inteiro sem sair de casa. Ela também teve depressão. Depois de ter algumas recaídas, hoje Luciana diz que vive tranquilamente graças a muito tratamento e disciplina. Ela ainda se medica e faz análise.


DEBORAH BLANDO 

De acordo com matéria publicada no site R7, a cantora, que também ficou muito famosa nos anos 1990, passou nove anos afastada das câmeras. “Refém do medo”, Deborah passou a tomar muitos medicamentos. Atualmente, ela substituiu os remédios pela meditação e psicanálise, e está retomando a carreira.


MÔNICA IOZZI 
A ótima repórter do “CQC”, da Band, sofre de Síndrome do Pânico e, por conta disso, recebe alguns cuidados a mais da produção do programa. Por exemplo: ela só vai para Brasília, onde grava praticamente toda semana no Congresso Nacional, de ônibus, enquanto o resto da equipe vai de avião. 



Como vocês podem ver, qualquer pessoa, inclusive famosa, bonita, talentosa, divertida, inteligente etc, pode sofrer de algum transtorno psicológico. E ainda assim, ser capaz de trabalhar, e muito bem! :)

Veja o Famosos Ansiosos - parte 2

sábado, 29 de dezembro de 2012

As Mulheres e o Pânico

Mulheres são principais vítimas 
Vocês sabiam que as mulheres são mais afetadas pela Síndrome do Pânico do que os homens? É verdade, o pânico, assim como outros transtornos de ansiedade, é duas vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Síndrome do Pânico atinge cerca de 2% da população mundial e a incidência da doença sobre as mulheres seria três vezes maior que nos homens.

Uma pesquisa publicada pela Revista Brasileira de Psiquiatria afirma que as mulheres apresentam um risco significativamente maior para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade ao longo da vida. Segundo essa pesquisa, “diversos estudos sugerem maior gravidade de sintomas, maior cronicidade e maior prejuízo funcional dos transtornos de ansiedade" entre elas. "Apesar disso, os motivos que levam a este aumento de risco no sexo feminino são ainda desconhecidos e precisam ser adequadamente investigados”.

O que se sabe é que as mulheres também são maioria no que se diz respeito à procura por tratamento. De um modo geral, os homens resistem mais à ideia de buscar ajuda,  provavelmente porque muitos ainda acham que o que sentem é “frescura”. O que não é verdade!

domingo, 25 de setembro de 2011

Maconha 2

Esta semana comecei a fazer terapia novamente. A primeira sessão foi ótima, muitas perguntas, muitas respostas. Mas uma informação em especial me surpreendeu, e como já falamos sobre o assunto uma vez aqui no blog e até hoje é um dos meus posts mais comentados, achei legal compartilhar isso com vocês.
A clínica que frequento é especializada em tratar dependentes químicos - o que não é meu caso -, e fui informada de que a maconha é a droga que mais causa psicoses, crises de pânico e outras "paranóias".
Quando a terapeuta me perguntou se eu usava drogas, respondi na maior tranquilidade que tinha fumado "só" maconha algumas vezes na adolescência e a resposta foi essa: "Você deu muita sorte, já pensou se hoje você fosse dependente química? A maconha é a droga que mais abre portas para distúrbios psíquicos. Para quem já tem uma predisposição então..."
É mais uma informação dada por uma especialista para que a gente possa pensar e discutir. Lembrando sempre que não faço campanha contra nem a favor da maconha, meu único objetivo é trazer essas informações para vocês e ajudar no que for possível. Abraços a todos, paz e coragem!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Reiniciando...


Oi, pessoal, depois do meu habitual intervalo, cá estou para dar sinal de vida! Infelizmente, desde o meu último post, as coisas mudaram um pouquinho: tive que voltar a tomar remédio depois de quase um ano e meio sem nada. Quero dizer, sem nada de remédio... eu já não andava muito bem, mas não estava reconhecendo os "sinais" tão característicos... me sentia muito triste, chorava todos os dias por qualquer coisa, fora a ansiedade.
Até que voltando do trabalho um dia desses eu passei mal dentro do carro, com meu marido, e acabei parando no hospital, numa daquelas típicas crises de pânico, achando que estava morrendo. Me deram um calmante e mais uma vez ouvi que era "stress"...
Bom, voltei a me consultar com uma psiquiatra e a tomar fluoxetina. Já estou me sentindo bem melhor, mas ainda me sinto muito distraída, desconcentrada...
Por acaso acabei de ler um artigo sobre TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), vocês conhecem? Também chamam de DDA. Eu já tinha lido há muito tempo um livro chamado "Mentes Inquietas", da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, que fala sobre esse transtorno. O livro é ótimo e eu me identifiquei muito com tudo o que li nele, mas dessa vez o tema caiu como uma luva pra mim. Fiquei sabendo que tem gente que sofre desse transtorno e em consequência acaba com depressão e pânico também, acho que pode ser uma explicação mais plausível pro que eu sinto pelo menos. Vou procurar saber mais e posto para vocês numa outra hora, tá bom? Obrigada pelos emails e mensagens, é muito bom poder dividir as minhas angústias sem medo de sofrer preconceito. Força a todos e muita paz!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


















Oi, pessoal!

Depois de um tempão (mais de um ano!) aqui estou!
Não estou tendo tempo para postar, a vida anda muito corrida cuidando de filho, marido, pais, trabalho, etc, etc, mas queria dar notícias minhas para vocês.

Estou muito bem, há um ano e meio sem remédios nem análise. Hoje assisto a qualquer tipo de filme (é, porque durante o Pânico eu só podia assistir a comédias românticas, qualquer outro tipo de filme me estressava e me fazia passar mal!), não tenho tido mais crises nervosas, sinto menos medo das coisas e situações todas... mas ainda choro bastante! Acho que isso não tem jeito, sendo depressão ou não, sempre fui chorona e vou continuar sendo! 

Outra coisa legal é que posso beber quando sinto vontade. Sim, porque enquanto tomei remédio para o Pânico e a depressão (Fluoxetina diariamente e Rivotril como S.O.S.) eu não podia beber por recomendação da médica que me tratava. E não bebia mesmo, sou bem obediente nesse ponto. (Ou medrosa!? rss)

Bom, vou deixar aqui meu email para que possam me escrever, caso queiram ou precisem: semtranstorno@gmail.com
Tenho lido todos os comentários e as mensagens deixadas para mim, e peço desculpas por não estar postando mais. Prometo voltar brevemente!

Abraços a todos, muita paz, força e coragem sempre!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sintomas do Pânico


Olá! Conforme prometido, vamos abordar os sintomas de uma crise de pânico descritos no livro do Fernando Mineiro. Vou destacar em negrito os que eu senti.

Sintomas clássicos:
  1. Calafrios

  2. Confusão mental

  3. Despersonalização (eu sentia um vazio, uma sensação muito estranha de que eu podia perder a minha identidade)

  4. Desconforto abdominal (senti uma vez, muito forte)

  5. Distorção da realidade (acho que o pânico já é uma distorção da realidade)

  6. Dor ou desconforto no peito (sim, parece que você está infartando!)

  7. Falta de ar

  8. Fechamento da garganta (e a boca fica seca, e você mal consegue engolir a saliva)

  9. Formigamento (principalmente no braço esquerdo e na ponta dos dedos da mão esquerda)

  10. Medo de morrer (MUITO!!!)

  11. Medo de enlouquecer ou de cometer ato descontrolado

  12. Náuseas

  13. Ondas de calor (na primeira crise eu senti)

  14. Palidez (e a boca fica roxa)

  15. Palpitações ou taquicardia (principal sintoma, no meu caso)

  16. Sudorese

  17. Vertigem ou sensação de desmaio

Outros sintomas:

  1. Sobressalto ao acordar

  2. Atordoamento (total)

  3. Boca seca (parece que eu não bebo água há uma semana)

  4. Cabeça pesada

  5. Contrações musculares (Como se fossem espasmos? Sim. Na sombrancelha, nos dedos das mãos...)

  6. Extra-sístoles (isso eu vou explicar num outro post, mas eu sinto sim)

  7. Flatulência (formação de gases) (haja Luftal! rss)

  8. Intestino solto

  9. Irritabilidade (associada à introspecção)

  10. Metabolismo acelerado (já cheguei a perder 8 kg num período de ansiedade e depressão)

  11. Pés e mãos gelados

  12. Rubor facial

  13. Sede constante

  14. Urinar com frequencia

  15. Zumbido no ouvido (me disseram que também pode ser labirintite)
Queria saber qual é o sintoma mais frequente entre vocês. E qual deles incomoda mais?
Fiquem bem, cuidem-se.
E paz para o Rio de Janeiro!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Fernando Mineiro


Autor: Fernando Mineiro

Por diversas vezes já toquei no nome do Fernando Mineiro aqui no blog e citei artigos que ele publica no site dele ou me encaminha por email. Bom, a partir de hoje vou comentar um pouco mais sobre o livro e o trabalho do Fernando, que não conheço pessoalmente mas admiro pelo seu esforço em manter os portadores de Transtorno do Pânico bem informados e amparados, seja através de seu site, ou através de seu livro ("Tenho a síndrome do pânico, mas ela não me tem!"), ou ainda através do GruPan (Grupo de apoio aos portadores do Transtorno do Pânico), que ele coordena.
O Fernando tem 63 anos, teve a primeira crise de pânico aos 14 e convive com o transtorno, sem crises, há uns 15 anos. É industrial aposentado e astrônomo amador. Tanto seu site como seu livro servem como fonte de consultas a portadores e familiares de portadores do Pânico. Logo no início do livro, ele narra a primeira crise de pânico que teve:

"... sem nenhum motivo aparente, meu coração disparou. Uma onda de calafrios percorreu-me o corpo. Comecei a suar frio e a ter uma sensação de que ia desfalecer. Meu peito doía, sugerindo que eu estivesse tendo um ataque cardíaco. Em seguida, veio a falta de ar. Parecia que algo estava fechando a minha garganta. Faltava-me o chão. Pensei que o meu fim chegara".

Acredito que todos que sofrem de Pânico já passaram por um momento desses, não é? Eu tive duas grandes crises como essa e outras não tão fortes, mas muito angustiantes também. Ao longo desses 12 anos que convivo com o TP, meu principal sintoma é a taquicardia e os maus pensamentos de que alguma coisa ruim pode acontecer, e sempre comigo.

Pois bem, o livro do Fernando nos dá dicas de relaxamento também e esclarece várias dúvidas. Para encomendar o seu, entre em contato através do email: fmineiro@yahoo.com.br .

No próximo post falarei mais um pouco sobre os sintomas do TP.

Juntos vamos vencer isso tudo.
Coragem, otimismo e serenidade para todos. :)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Boas novas


Traduzindo:
"Estou indo ao mercado, não abra a porta, não importa quem seja! Ok?"
Mafalda: "Ok". ... "Mamãe!" "E se for a felicidade?"
Eu adoro a Mafalda!!! :D

Pessoal, recebi algumas mensagens muito positivas neste final de semana de pessoas que frequentam o meu blog e que dizem se sentir melhores, inclusive uma menina de 16 anos contou que não precisa mais tomar remédios. Conseguiu melhorar tanto graças às dicas de controle de ansiedade que o médico suspendeu a medicação! Não é incrível???

Então em homenagem a essas pessoas e pensando em todas as outras que ainda sonham com a cura (como eu!!! rss) e que certamente alcançarão, aí vão outras dicas para controlar o estresse. Desta vez dadas pelo médico Alessandro Loiola e publicadas no Yahoo.

Muito se fala em controlar o estresse, mas quem é capaz de controlar todas as situações que a vida coloca no nosso caminho? Ninguém.

Entretanto, o que você PODE e DEVE fazer é controlar a maneira como seu corpo responde aos desafios à sua frente. Para lidar em paz com os dias nervosos deste novo século, costumo indicar o seguinte:


Durma

Por mais contraditório que possa parecer, os cientistas já provaram que dormir ajuda a resolver problemas. Isso porque seu cérebro não pára e, durante o sono, ele se sente mais livre para procurar novas conexões neuronais - e em uma delas pode estar aquela solução que você tanto procurava!

Nunca subestime o poder solucionador que uma rápida soneca é capaz de oferecer, mas não use isso como desculpa para dormir em serviço. (rsss)

Alimente-se direito

Depois daquela discussão, o menos recomendável é sair para um cafezinho: o café é um estimulante do sistema nervoso e irá aumentar seu nível de irritação, dando mais combustível para outra meia hora de bate-boca.
O melhor para manter o equilíbrio é tomar bastante líquido o dia inteiro e seguir uma rotina alimentar baseada em frutas, vegetais, legumes e carnes brancas.

Pratique exercícios regularmente
Pode parecer repetitivo, mas os problemas não são assim também? Está provado que os exercícios melhoram a saúde física e mental. Agora levante dessa cadeira e leia o restante desta crônica correndo em círculos pela sala.
Tenha hobbies
Um hobby pode ser classificado como algo que relaxa e distrai, ao mesmo tempo em que estimula e organiza seu mundo interior. Desenhar, praticar jardinagem, tocar algum instrumento musical ou conversar com velhos amigos (e fazer outros novos) são bons exemplos. (fiz uma vez um curso de artesanato que foi uma boa terapia)
Mime-se
Você guardou tanto para aquele carro, porque não faz o mesmo esforço para presentear-se com uma viagem ou três dias em um SPA? (tuuuudo de bom!!!)

Estimule sua mente
Uma situação estressante não é uma ameaça, mas um desafio para o seu raciocínio. Considere seu cérebro como o músculo mais especializado do seu corpo. Não o deixe atrofiar por falta de estímulo!
Cabeça erguida sempre
Caiu? Levante. Errou? Peça desculpas e siga em frente. Olhe atentamente: o mundo está sob seus pés, não sobre seus ombros.
Processe suas emoções
Ao sentir uma emoção forte que poderá repercutir sobre você de modo negativo, guarde-a para si por alguns segundos, minutos, horas ou mesmo dias, até ser capaz de fazer uma análise mais racional do que ocorreu.
Exteriorizar o que você está sentindo não é o mesmo que despejar um caminhão de frustrações sobre o primeiro vivente que cruzar seu caminho.
E acredite em algo
Pessoas "espirituais" tendem a ser mais saudáveis que pessoas "não-espirituais". A prece e a meditação são ferramentas úteis para aliviar o estresse, e nos dão uma consciência mais serena sobre quem somos, quais são os nossos limites e o que realmente tem importância nessa vida.
(*) Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor, palestrante, autor de Vida e Saúde da Criança e Crianças em Forma: Saúde na Balança (www.editoranatureza.com.br). Fale com ele pelo e-mail: aloiola@brpress.net
Uma ótima semana a todos, coragem, saúde e paz! :)

domingo, 12 de julho de 2009

Pedidos



Estou num momentos "cartunistas". Esta é a Maitena.

Se você desse de cara com Deus, ou com Papai Noel, ou com aquele / aquilo que você mais acredita, o que pediria???

Acho que eu pediria isso: minha cura espiritual e consequente cura física; fim dos medos, das inseguranças, dos pensamentos negativos, da falta de esperança em alguns momentos; êxito profissional, prosperidade (dinheiro mesmo! rss); que nosso planeta seja habitado por pessoas gentis, honestas, educadas, cultas, com senso de humor; boa música; comidas gostosas que não engordem; aumento dos seios sem silicone (inchaço pré-menstrual não vale); peço ainda saúde para mim e todos que amo; fé inabalável; amigos sinceros e divertidos; meu amor correspondido, mais amor ao próximo, mais amor por mim mesma, amor, amor, amor...

domingo, 28 de junho de 2009


A ABRATA (Associação Brasileira de Transtornos Afetivos) divulga:

No dia 30/06, próxima terça-feira, na TV Globo, programa Mais Você, que vai ao ar das 8h10 às 9h40, será exibida uma gravação sobre DEPRESSÃO em que duas voluntárias da ABRATA foram entrevistadas: Profª Drª Helena Calil, que falará sobre esse mal que afeta grande parte da população, e a Engª Bernardete de Araujo, que dará seu depoimento sobre Depressão, enfatizando como conseguiu manter o controle da doença e, dessa forma, melhorar sua qualidade de vida, em todos os sentidos. Assistam e divulguem! Muitos poderão ser beneficiados com sua atitude.

sábado, 13 de junho de 2009

10 dicas para dormir melhor


10 dicas para dormir melhor


1- Antes de ir para o quarto, é fundamental aplacar as ansiedades do dia-a-dia. Não vá para a cama assim que chegar do trabalho. Primeiro tome um banho morno, procure relaxar, para só então ir se deitar.
2- Desligar a TV e o computador é um método bastante eficaz. A luz desses aparelhos atrasa a produção das substâncias responsáveis pelo aviso de que é hora de dormir.
3- Exercícios físicos devem ser feitos até quatro horas antes de ir dormir, ou o corpo ainda estará agitado. Na cama só vale a atividade sexual que, aliás, é ótima para relaxar.
4- Um chá também ajuda, porém, é preciso escolher as ervas certas. Nada de tomar chá preto ou verde. Infusões de melissa e camomila induzem ao sono e ainda melhoram a sua qualidade.
5- Coma pouco à noite. Faça uma refeição leve, usando, por exemplo, aspargos, palmito, arroz, batata, aveia e soja. Tomar sopas com esses ingredientes é uma excelente pedida, principalmente nas noites mais frias.
6- Aquele bife suculento jamais deve ser comido à noite, porque a proteína que compõe esse alimento ativa o sistema nervoso simpático, responsável, entre outras funções, por deixar seu corpo em estado de alerta, favorecendo, assim, maior descarga de adrenalina.
7- Um ritual interessante é depois do banho morninho, acender uma lâmpada azul e pingar algumas gotas de óleo de lavanda no travesseiro. Essa técnica acalma os pensamentos, relaxa o corpo e induz a um sono melhor.
8- Um copo de leite morno também ajuda a encontrar o caminho para um sono tranqüilo, porque o alimento possui (em concentração não muito grande, é verdade), o triptofano, que é um precursor de serotonina, outro neurotransmissor que está fortemente associado ao relaxamento profundo.
9- Não se engane com aquela relaxadinha gostosa que o álcool oferece, porque, após alguns goles, essa substância pode afrouxar estruturas da região da faringe comprometendo a respiração. O resultado é o insuportável ronco, que prejudica as fases do sono, ou o efeito rebote, que é quando a pessoa acorda várias vezes no meio da noite.
10- Procure dormir, ao menos, sete horas por noite.

Encontrei essas dicas e várias outras bem legais no site "Minha Vida - Saúde, Alimentação e Bem-Estar"

Tranquilidade, amor e cura para todos nós!
Seguirei agora o item 2. rss

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Pânico x Fé


Me disseram uma hora dessas, mais precisamente hoje na hora do almoço, que eu sou uma pessoa "muito bem programada para resistir".
No caso, para resistir à fé.
Fiquei pensando nisso o resto do dia e cheguei à conclusão de que realmente, ao longo da minha vida, não recebi muitos - nem bons - estímulos para me espiritualizar.
 
1) Na infância, a maior experiência que tive nesse sentido foi acompanhar uma tia à igreja e me sentir um tanto inferior por não poder receber aquele "biscoitinho achatadinho" como todas as outras pessoas. Minha tia me disse que era porque eu não tinha feito primeira comunhão... ela também me disse que o biscoitinho não tinha gosto, mas ele me parecia bem gostoso. Ainda mais dado na boquinha!
 
2) Estudei a infância toda e parte da adolescência numa escola humanista, que possuía sua própria filosofia e onde não se comemorava nenhuma data cristã. Páscoa, festa junina, Natal... nada disso a gente festejava.
 
3) Meu pai não acreditava em nada e ainda criticava os padres.
 
4) Minha mãe acreditava em tudo, mas ao mesmo tempo acabava não acreditando em nada muito seriamente. Acho que só no poder das velas de sete dias, porque essas se revezavam e nunca apagavam em cima da geladeira. Era a tocha olímpica lá de casa.
 
5) Na adolescência, minha banda de rock preferida se chamava Faith No More (traduzindo: "Fé Nunca Mais"). Precisa comentar? ;)
 
Bom, então acho que definitivamente fui "bem programada" sim.
 
Só que, na verdade, eu não resisto à fé porque quero. Minha dificuldade é deixar de lado esse bloqueio, essa "programação" que existe em mim e me aprofundar nessa questão. Acho muito difícil deixar de lado tantos anos de uma convicção - ou de falta de alguma, já nem sei mais -, mas confesso que queria conseguir ter essa fé cega que vejo em algumas pessoas. Talvez sofresse menos.
 
 
Esperança para todos!
E fé pra quem é capaz! ;)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Wikipédia

Sofro com a Síndrome do Pânico há mais de 10 anos. Todos os dias, em algum momento, sinto um frio na barriga e meu coração acelera. Do nada.
Geralmente quando estou em casa, longe de qualquer stress ou cobrança comuns no ambiente de trabalho, isso não acontece. Só quando entro no banho. Engraçado isso, tenho a maior fobia no box. Às vezes tenho que sair apressada e molho o banheiro todo. Vai entender.

Mas há três anos mais ou menos comecei a fazer terapia e depois, acho que há um ano, comecei a usar fluoxetina. Caramba, quanta diferença!

Fico impressionada com a capacidade desses cientistas e pesquisadores. Como eles conseguem descobrir esses remédios???
Pois então, essa semana passei dois dias sem tomar a bendita fluoxetina. Resultado? Fiquei perdidinha. Os sintomas voltaram com tudo, bateu aquela angústia e fiquei muito, mas muito mau-humorada.
Deu uma tristezinha também por me sentir uma "dependente química", sabe? Como se minha evolução profissional e pessoal fossem fruto de uma sensação ilusória. Mas aí fui ontem à minha psiquiatra e falei isso pra ela. "Não tem nada a ver", ela me disse. Simplesmente eu não devia ter interrompido o tratamento de repente, ele tem que ser reduzido aos poucos até ser excluído de vez.
Nosso cérebro se acostuma com aquela substância e quando você a elimina de uma só vez, ele sente falta. Você tem que retirar aos poucos pra que seu organismo vá trabalhando para compensar essa falta. Até chegar o dia em que você não vai tomar nadinha e estará novinho em folha.
Bom, eu acreditei nisso.
Segue essa definição da Wikipédia, bem animadora também. ;)


O Transtorno do Pânico ou Síndrome do Pânico é uma condição mental psiquiátrica que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes.

Sintomas
Indivíduos com o transtorno do pânico geralmente têm uma série de episódios de extrema ansiedade, conhecidos como ataques de pânico. Tais eventos podem durar de alguns minutos a horas, e podem variar em intensidade e sintomas específicos no decorrer da crise (como rapidez dos batimentos cardíacos, experiências psicológicas como medo incontrolável, etc.).Alguns indivíduos enfrentam esses episódios regularmente – algumas vezes diariamente ou semanalmente. Os sintomas externos de um ataque de pânico geralmente causam experiências sociais negativas como vergonha, estigma social, ostracismo, etc.). Como resultado disto, boa parte dos indivíduos que sofrem de transtorno do pânico também desenvolvem agorafobia.

Ocorrência
O transtorno do pânico é um sério problema de saúde mas pode ser tratado. Geralmente ela é disparada em jovens adultos; cerca de metade dos indivíduos que têm transtorno do pânico o manifestam antes dos 24 anos de idade, mas algumas pesquisas indicam que a manifestação ocorre com mais freqüência dos 25 aos 30 anos. Mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolverem o transtorno do pânico do que os homens.O transtorno do pânico pode durar meses ou mesmo anos, dependendo de como e quando o tratamento é realizado. Se não tratado, pode piorar a ponto de afetar seriamente a vida social do indivíduo, que tenta evitar os ataques e acaba os tendo. De fato, muitas pessoas tiveram problemas com amigos e familiares ou perderam o emprego em decorrência do transtorno do pânico. Alguns indivíduos podem manifestar os sintomas freqüentemente durante meses ou anos, e então passar anos sem qualquer sintoma. Em outros, os sintomas persistem indefinidamente. Existe também algumas evidências de que muitos indivíduos – especialmente os que desenvolvem os sintomas ainda jovens – podem parar de manifestar os sintomas naturalmente numa idade mais avançada (depois dos 50 anos). É importante, entretanto, não alterar qualquer tratamento ou medicação em andamento sem um acompanhamento médico especializado.Para indivíduos que procuram tratamento ativo logo no início, grande parte dos sintomas pode desaparecer em algumas poucas semanas, sem quaisquer efeitos negativos até o final do tratamento. Transtorno do Pânico é 100% curável.

Viram só?

Coragem e paz.
E ânimo!!!