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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mimimi


Se tem uma coisa que eu procuro combater constantemente é o hábito de reclamar.

No auge da minha insatisfação profissional, eu não conseguia fazer outra coisa a não ser reclamar o tempo todo. 

A revolta (que, cá entre nós, era totalmente pertinente! rss) não me deixava enxergar o quanto eu estava obcecada... e chata!  
Vai dizer que gente que vive reclamando não é muito chata??!

E o que eu ganhei com isso além de uma baita estafa e de enxaquecas sem fim? Na-da!

Quando a gente reclama o tempo todo, acaba atraindo coisas ruins e afastando quem a gente mais quer ter por perto... É, porque nossos amigos, nossos pais, nossos companheiros, nossos mais leais colegas de trabalho têm paciência sim... mas paciência tem limite...


Por isso, vira e mexe me lembro da Pollyana. Sabem, aquela do livro? Que sempre via o lado bom das piores coisas? Pois então. Eu tento fazer esse exercício de pensar como a Pollyana sempre que me pego resmungando, sendo chata de galocha.


E queria propor um esforço coletivo para "pollyanizarmos" o mundo, que tal? Vamos tentar ser menos ranzinzas e falar sobre coisas boas, benéficas!
O "feio" da vida existe mesmo, não temos como não nos deparar com isso frequentemente, mas podemos tentar enxergar as coisas de uma maneira mais leve, e, consequentemente, levar a vida de uma maneira mais leve! Vambora? :)

Coragem a todos, saúde e paz!!!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Tratamento da Síndrome do Pânico

Além das palpitações e da falta de ar, o que mais me incomodava eram os pensamentos negativos que me acompanhavam o tempo todo. Como se eu andasse com uma nuvenzinha negra - daquelas de desenhos, sabe, com trovoadas - em cima da cabeça. Pra onde quer que eu fosse, a tal nuvenzinha carregada ia comigo.
"Ó, céus... ó, vida... ó, azar..."
Abençoados sejam os descobridores da fluoxetina! :)

TRATAMENTO

Dr. Drauzio Varella entrevista o psiquiatra Marcio Bernik (parte 4)

Drauzio – Como você orienta o tratamento de uma pessoa que diz ter crises de pânico em determinadas situações?
Bernik – O pânico pode indicar um problema primário próprio do transtorno de pânico ou ser a manifestação secundária do uso exagerado de medicamentos que podem provocar crises de pânico em pessoas propensas, como os corticóides e a maioria das anfetaminas, no Brasil, largamente usadas por mulheres jovens que querem emagrecer. É preciso pesquisar também o uso de psico-estimulantes, como a cocaína e o ecstasy, uma anfetamina halogenada de ação serotonérgica extremamente rápida. Portanto, é fundamental verificar se o quadro de pânico é secundário a outras patologias. O hipertireoidismo, por exemplo, pode provocar sintomas muito parecidos com os das crises de pânico. Uma vez afastadas essas possibilidades, é relativamente simples firmar o diagnóstico clínico do transtorno de pânico. Os sintomas são muito claros. Deve-se, ainda, tentar fazer uma análise funcional para estabelecer as limitações que a doença acarretou a fim de estimular uma melhora na qualidade de vida do paciente.

Drauzio – O tratamento implica uma parte medicamentosa e outra comportamental. Qual é a orientação que se dá aos doentes?
Bernik – O que se sabe hoje é que a técnica de combinar medicamentos e terapia comportamental é mais eficiente, pois é muito penoso para o paciente adotar um programa comportamental baseado na exposição a situações que provocam pânico, sistematicamente, de forma gradual e progressiva, até que ocorra a dessensibilização.A terapia de exposição baseia-se na capacidade de o ser humano habituar-se ao estresse. É como se assistisse a um filme de terror 15 vezes. Na primeira vez, os cabelos ficam em pé. Na segunda, como já sabe o que vai rolar e que vai espirrar sangue no teto, a reação é menos intensa. Na última, o filme não desperta mais nenhuma resposta emocional. Todavia, os pacientes aceitam melhor o tratamento e melhoram mais depressa se simultaneamente tomarem antidepressivos, medicação que se torna obrigatória para os 60% daqueles que têm depressão associada ao pânico.