Mostrando postagens com marcador medo de lugares fechados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medo de lugares fechados. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Claustrofobia, o medo de lugares fechados

A claustrofobia é provavelmente a fobia mais conhecida de todas. A pessoa que sofre com a claustrofobia se sente muito mal em locais fechados e se apavora só de imaginar que possa ficar presa e que não consiga sair facilmente dali. Os objetos mais comuns dessa fobia são os elevadores. Se o elevador demorar um pouco mais para abrir suas portas, por exemplo, o claustrofóbico já se desespera.


Medo de elevador é um dos mais comuns
(foto: reprodução internet)
Nunca esqueço da vez em que fiquei presa num elevador com uma amiga. Nós interfonamos para a portaria, mas o porteiro que nos atendeu era leeeento demais, demorou muito (mas muito mes-mo) para nos socorrer! Eu já estava quase histérica, sem ar, e olha que era um elevador antigo, daqueles com porta pantográfica, uma espécie de grade sanfonada. Se fosse um elevador moderno, desses que "lacram" a gente dentro, acho que eu teria desmaiado!

Quando criança, durante uma brincadeira de pique-esconde na casa do meu avô, tentei me esconder dentro de um armário. Minha prima teve a mesma ideia e entrou no mesmo 
armário que eu. De repente, me bateu uma angústia e eu saí correndo de dentro do armário, revelando nós duas. Estraguei a brincadeira e senti muita vergonha.


Também criança, numa viagem aos Estados Unidos, fui a um lugar que parecia a 'Casa Maluca' da Cidade da Criança, em São Paulo. Pra quem não conhece, é uma casa torta, onde, numa mesa de sinuca inclinada pra baixo, a bola sobe ao invés de descer. A água da chaleira idem. Na versão americana, também aconteciam coisas inusitadas e, em um determinado momento "misterioso", tivemos que passar engatinhando por um túnel bem estreito. "Um atrás do outro, que nem gafanhoto"... E adivinhem? 
Isso mesmo, no meio do tal túnel que não devia ter mais de cinco metros de comprimento, tive outro ataque fóbico e comecei a engatinhar pra trás, desesperadamente, não levando em conta todas as pessoas que vinham atrás de mim. 
Precisei passar sozinha, sem ninguém na minha frente, nem atrás. 
Mais uma vez, senti muita vergonha. 

Outras situações: na escola, nunca trancava a porta do banheiro. Adorava montanha-russa, mas quando baixavam a trava de segurança sentia muito desconforto. Andar de carro no banco de trás com todos os vidros fechados, era impensável. Ônibus ou metrô, tudo bem, mas com certo estresse (preocupação). Teatros ou cinemas, sempre atenta às portas de emergência. 
Já adulta, passei a evitar viagens de avião. O medo do claustrofóbico não é de que o avião caia - nem de que um elevador despenque -, mas de ficar preso ali e não ter como sair a hora que quiser ou precisar. Isso me causou, e ainda causa, muitos prejuízos. Perco oportunidades incríveis de viajar a passeio e a trabalho, sempre por causa desse medo. Digo com um riso sem graça que não gosto de andar de avião. Por dentro, não acho graça nenhuma nisso, morro de vergonha, me sinto freak, bizarra. "Karen, a estranha"! rss
E tem como não se sentir assim??!

No ano passado comecei a enfrentar esse medo na terapia. Ainda não estou segura, preciso trabalhar isso melhor com a minha psicóloga, mas o tratamento mais indicado é esse: terapia com técnicas de relaxamento e dessensibilização, que aproximam o paciente do medo em questão. No meu caso é viajar de avião, então falamos sobre os motivos desse medo, 
o que pode acontecer durante a viagem, a probabilidade de isso acontecer, depois planejamos um passeio pelo aeroporto, a entrada em uma aeronave... até que a ideia de viajar de avião não seja mais tão assustadora.

Remédios não apresentam resultados muito satisfatórios, principalmente se a psicoterapia não estiver associada. De qualquer forma, não deixe de procurar um psiquiatra para receber o diagnóstico correto e dar início ao tratamento!

Coragem, saúde e paz! :)